Vinicios Torres

Fé Contrária

“A fé é a certeza das coisas que se esperam” (Hebreus 11:1)

Recentemente ouvi uma frase que me chamou a atenção e que me fez pensar durante alguns dias. Alguém atendeu o telefone perto de mim e respondeu a uma pergunta do interlocutor de uma maneira curiosa. A pessoa perguntou-lhe se ele iria participar de um evento que iria acontecer dentro de umas 4 semanas e recebeu como resposta a seguinte frase: “Não vai dar, naquela época eu não vou ter dinheiro.”

O que me chamou a atenção foi a maneira determinada como a pessoa disse que não terá dinheiro. Estava decretado. Não havia brecha para mudança na situação. Eu percebi que aquele era um exercício de fé… ao contrário.

Quantas vezes nós não fazemos isso? Desistimos de algo antes mesmo de começarmos, abandonamos um desafio sem nem ao menos tentarmos. Olhamos para o futuro e anulamos o que poderia ser.

Ao afirmarmos a impossibilidade do futuro acontecer acabamos por trazer para o presente uma série de conseqüências: desânimo, porque permanecer animado se não adianta? fraqueza, porque se fortalecer se não trará resultado? comodismo, tudo vai ficar como está pois o futuro não mudará.

Um pensamento interessante a respeito desse assunto é que se crermos que pode acontecer, a chance de acontecer é maior mas não é garantida; mas, se crermos que não pode acontecer, temos 100% de garantia que não acontecerá. Qual você acha que será o resultado do vendedor que, ao ver o cliente entrar na loja, pensa: “Xi, para esse aí não vou conseguir vender nada.”

Precisamos vigiar nossos pensamentos e palavras e analisá-las se estão servindo para alimentar a nossa fé de maneira positiva ou se estão na verdade servindo para boicotar a realização dos sonhos e metas que Deus tem colocado em nossos corações.

“Senhor, como disse Davi,põe um anjo à minha boca para que eu não fale palavras que destruam a minha própria fé.”

Vinicios Torres

Vinicios Torres

Deslealdade

“Como dente quebrado e pés sem firmeza, assim é a confiança no desleal, no tempo da angústia” (Provérbios 25:19)

Você já teve a experiência de confiar em alguém que já havia decepcionado você anteriormente e a decepção se repetiu? Você já confiou em alguém que todas as pessoas à sua volta lhe avisaram para não confiar, baseadas em suas experiências negativas anteriores?

É comum acabarmos tendo más experiências com as pessoas que demonstraram alguma forma de deslealdade. Pessoas que lhe deixaram na mão uma vez tem a péssima probabilidade de repetirem a atitude.

Mas como agir em casos assim? De que maneira tratamos as pessoas que nos decepcionam abandonando-nos justamente quando mais precisamos delas?

Você pode arriscar andar com um pé sem firmeza, mas faz isso sabendo que ele pode vacilar e lhe fazer cair. Você pode comer com um dente mole na boca, mas está alerta que o dente pode cair na próxima mordida.

O amor nos faz tentar de novo apesar do desgaste do relacionamento provocado pela decepção. Mas a confiança é vacilante por causa do temor da repetição da deslealdade. Tudo que se fizer será sempre acompanhado do temor de novo abandono ou da próxima traição.

Este temor só será vencido depois de repetidas vezes em que a confiança for correspondida com lealdade. É interessante que basta uma ação negativa para destruir a confiança, mas exigirá muitas vezes anos de ação positiva para restaurá-la.

Se você foi desleal com alguém, não espere ser restabelecido ao mesmo patamar de confiança mesmo que você tenha se arrependido sinceramente e confessado o seu erro. Você vai ter que se esforçar muito para conseguir voltar ao lugar que ocupava no coração da pessoa ferida.

Se você foi vítima da deslealdade perdoe. E se a pessoa reconheceu seu erro dê à ela oportunidades para demonstrar os frutos do seu arrependimento. Só considere a possibilidade de afastar a pessoa do seu convívio quando houver certeza que ela não tem intenção de mudar de atitude.

“Senhor, ajuda-me a perdoar àqueles que me decepcionaram e a permitir que eles demonstrem o seu arrependimento reconstruindo a nossa confiança através do Teu amor.”

Vinicios Torres