Entries from abril 2009 ↓
abril 22nd, 2009 — Mensagem
“São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!” (Mateus 6:22-23 ARA)
Curioso notar como cada pessoa reage diante de seus irmãos de fé quando os defeitos pessoais começam a aparecer e complicam o relacionamento de alguma forma. Isso sempre acontece, é apenas uma questão de tempo.
Entre aqueles que aprendem a amar como Jesus, os defeitos são encarados com naturalidade e produzem oração, clamor, intercessão, conversas desprovidas de acusação – e o amor de Cristo constrange a mudar. Bons olhos, boas luzes. Resultado luminoso para todos os envolvidos, Jesus glorificado.
Já para os que apenas tiveram um “upgrade” na sua religiosidade, ao invés de desenvolverem uma vida espiritual de fato, os defeitos se tornam tudo que resta na vida. A lista de “picuinhas” impede até mesmo que Deus seja louvado ou glorificado por coisas que realmente não são nem importantes nem espirituais. Maus olhos, luz ruim, trevas. Os relacionamentos se degradam e invariavelmente aqueles que tendem a só ver os defeitos das pessoas se esfriam e afastam. Ninguém sai edificado, Cristo não é glorificado.
Nossos olhos devem ser bons, trazendo boa luz. Não para que sejamos idiotas quando abusados ou para perdermos o discernimento, mas para que foquemos nosso olhar no que de fato importa que é o amor de Cristo, a santidade e a espiritualidade. O restante é apenas para tomar espaço e tirar o foco.
Posso testificar que amo tanto meu pastor que os defeitos dele me parecem naturais, fatores de convivência e alvo das minhas orações. Ponto. Não há o que me impeça de adorar, não há má intenção.
Será que estou só? Não creio. Há mais homens de Deus que amam seus irmãos com olhos de boas luzes. Como fui ser assim? Porque me amaram assim. Vamos encarar este desafio?
“Pai amado, ensina-me a ter olhos que produzem luz de boa qualidade, porque as trevas são desagradáveis e me afastam de Ti.”
Mário Fernandez
abril 19th, 2009 — Comentário Bíblico
“Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.” (Marcos 1:1)
Evangelho é uma palavra de origem grega que significa “boa notícia” ou “boa mensagem”. O evangelista é uma pessoa que transmite essa boa notícia. O evangelho de Marcos começa com essa afirmação direta: “Este é o começo do evangelho de Jesus Cristo”. As boas notícias são a respeito do Filho de Deus, Jesus Cristo.
Não existe evangelho sem Jesus. Infelizmente, já fomos a algumas igrejas em que ouvimos mensagens positivas, inspiradoras, desafiantes, mas que não tinham nada de evangelho. Já ouvi pregações nas quais sequer era mencionado o nome de Jesus. Uma vez ouvi uma mensagem de uma hora inteira baseada em um capítulo de um livro de auto-ajuda de um consultor empresarial americano. Seria ótimo se fosse uma palestra da empresa, mas não era evangelho, faltava Jesus.
Por mais que a mensagem seja boa e possa ajudá-lo a resolver algum problema ou dificuldade desta vida, ela carece de uma característica importante do evangelho que é Jesus. A boa notícia que é transmitida pelo evangelho é justamente a de que Jesus veio buscar e salvar o perdido (Lucas 19:10) e dar-lhe a vida eterna (João 6:47).
Outra característica do evangelho é que ele é do Filho de Deus. Não é de um Jesus qualquer, não é de um homem comum. Se a mensagem fosse sobre alguém comum, por mais importante que a sociedade o considere, é uma mensagem limitada ao contexto e ao tempo desta pessoa. Já o evangelho do Filho de Deus, não se limita apenas aos judeus nem ao seu tempo.
E por fim a notícia é boa. É impressionante como, na tentativa de conseguir resultados, muitos pregadores transformam a pregação em um show de horrores. Por definição, evangelho é boa notícia. A notícia de que Deus se fez gente para, habitando entre nós, revelar-se a si mesmo em Jesus Cristo, e atrair-nos para Ele (João 12:32).
abril 16th, 2009 — Mensagem
“Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus.” (Lucas 9:62 ARA)
Tem pessoas que se contentam em levar uma vida normal. A mim não parece ser isso que Deus espera de nós…
Gente que quer levar Deus a sério precisa terminar o que começa. É tão normal começar e não terminar que quem faz isso está apenas levando uma vida normal, e na vida normal o sobrenatural de Deus não se manifesta.
Tantos iniciam o ano com programas de perder peso, ler a Bíblia inteira, terminar um curso, ler um livro, consertar um relacionamento, ganhar pessoas para Jesus (quando é no plural já me admiro), e tantas outras coisas que lá pelo carnaval já começam a embaçar e na Páscoa se desvaneceram…
Para levar Deus a sério tem de olhar somente para frente, mantendo na memória apenas aquilo que dá esperança. Uma noite destas eu não consegui dormir antes das 4h30 e passei todas aquelas horas da madrugada pensando em 999 coisas diferentes. Destas, 998 não prestavam para nada mais do que alimentar rancor por uma ou duas pessoas, ou nem para isso porque eram inúteis. Devo ter clamado sinceramente, pelo menos umas 50 vezes – “Deus, tem misericórdia de mim e me dá foco” ou “Pai: foco, foco, foco”. Depois de muitas horas suplicando que Deus me fizesse entender porque o sono me fugia e a mente estava enfurecida num turbilhão de inutilidades pensei assim “acho que sou um cara normal”. Dormi.
Que noite para ser esquecida. Não sou normal em nome de Jesus, sou raça eleita e sacerdócio real, propriedade particular do Deus Todo Poderoso. Normal coisa nenhuma. Fraqueza pura. O dia seguinte foi um tal de olhar para frente e tratar de terminar o qu tinha começado… Temos de ter atitude, reagir, enfrentar o medo e o susto.
Ou a gente acorda do sono da mesmice, marasmo e mornidão, ou a gente cai na mediocridade (vida normal que não dá resultado para Deus).
“Deus meu Pai, só Tu podes fazer isso por mim. Impele-me a agir de forma diferente e tirar de mim este conformismo de deixar tudo pela metade. Quero terminar tudo o que começar e sair da mediocridade.”
Mário Fernandez