Entries from maio 2009 ↓
maio 12th, 2009 — Artigo
Por Chuck Colson

Como muitos estados – a exemplo de Iowa – aprovaram o “casamento”de parceiros do mesmo sexo, os conservadores estão anunciando que a liberdade religiosa está em perigo. O apoiadores do do “casamento” de pessoas do mesmo sexo acusam-nos de alimentar uma histeria anti-gay. Quem está dizendo a verdade?
Deixe-me compartilhar algumas histórias com você de um excelente programa produzido pela National Public Radio. Aí você mesmo pode decidir.
Duas mulheres decidiram fazer a cerimônia de união civil em pavilhão em New Jersey pertencente a Ocean Grove Camp Meeting Association. Esse grupo metodista disse às mulheres que elas não poderiam “casar” em nenhuma propriedade usada para propósitos religiosos. O reverendo Scott Hoffman disse que um princípio teológico – que o casamento só pode existir entre um homem e uma mulher – era o fundamento para isso.
A mulher entrou com um processo por discriminação na Divisão de Direitos Civis de New Jersey. Os Metodistas disseram que a Primeira Emenda protegia seu direito de praticar a sua fé sem serem punidos pelo governo. Mas punição foi exatamente o que New Jersey fez. Revogou a isenção de impostos da igreja – uma ação que lhes custou US$ 20,000.
Existe também o caso dos médicos cristãos que se recusaram a fazer a fertilização in vitro para uma mulher que tinha um relacionamento homossexual. Os médicos transferiram o seu caso para colegas que se dispuseram a realizar o tratamento. Mas isso não foi o suficiente. A mulher processou os médicos. A Suprema Corte da Califórnia concordou com a mulher, dizendo que as crenças religiosas dos médicos não lhes dava o direito de recusarem o controvertido tratamento.
Em Massachusetts, Catholic Charities disse que eles teriam de aceitar casais homossexuais em seu serviço de adoção ou teriam de sair do negócio. Eles escolheram sair do negócio.
No Mississippi, um conselheiro de saúde mental foi processado por recusar-se a prover terapia para uma mulher que procurava melhorar seu relacionamento lésbico. Os empregadores demitiram-na.
Em New York, a Faculdade de Medicine Albert Einstein da Yeshiva University recusou-se a permitir que casais do mesmo sexo vivessem como casados nos alojamentos da faculdade, de acordo com os princípios da escola de origem judaica ortodoxa. Mas em 2001, a Suprema Corte de New York forçou-os a fazerem isso de qualquer maneira – apesar do estado de New York não ter leis acerca do “casamento” de mesmo sexo.
Em Albuquerque, um casal do mesmo sexo pediu a um fotógrafo de casamentos cristão que filmasse a sua cerimônia – e processou-o quando ele declinou o pedido. Um serviço de adoção online foi forçado a encerrar seus serviços depois de um casal do mesmo sexo processá-lo por ter sido recusado em função das convicções religiosas.
Convencido? Claramente “casamento homossexual” e liberdade religiosa não podem coexistir – porque os ativistas gays não permitirão. Como a especialista em casamento Maggie Gallagher afirma, os defensores do “casamento” do mesmo sexo alardeiam que a fé religiosa é “ela mesma uma forma de intolerância”.
Eu sei que isso pode parecer alarmista, mas é verdade. Se não trabalharmos para impedir essa força destruidora, nós podemos logo nos vermos sendo caçados no trabalho, na escola e até mesmo na igreja – como muitos já têm sido – por aqueles que se determinaram a nos forçar a aceitar como moralmente bom aquilo que Deus chama de mal.
Copyright (c) 2008 Prison Fellowship
http://www.breakpoint.org/listingarticle.asp?ID=11766
maio 8th, 2009 — Liderança
“Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.” (Mateus 16:24)
Jesus é o líder por excelência e por isso devemos aprender liderança com ele. Tenho, no entanto, visto muitos líderes que têm sobrecarregado seus liderados com uma cruz que leva-os, inclusive, a desistir de suas caminhadas.
A função do líder é inspirar e motivar os liderados a atingirem os objetivos propostos. Esses objetivos devem contribuir para que a equipe consiga implementar a visão que o líder recebeu.
O problema é que muitos líderes, por motivos os mais variados, que podem ir da dificuldade em transformar a visão em objetivos alcançáveis até a paranoia, esquecem deste princípio simples e transformam-se em algozes de seus liderados.
Quem recebe o peso da visão e da missão é o líder. Cabe a ele trazer para perto de si pessoas as quais consiga inspirar a alcançar a visão juntos e dividir com eles as tarefas, motivando-os e, se necessário, treinando-os para isso.
Tanto a visão como a missão podem e devem ser compartilhadas; é importante que o liderado entenda para que faz o que faz e saiba para onde está indo. O problema acontece quando os líderes, em vez de inspirarem os seus liderados, começam a impor sobre eles o seu peso. Peso da visão e da missão que é dele somente.
Pior ainda quando o líder acha que tem de ensinar os liderados a suportar o mesmo sofrimento que ele. Conheço líderes que, por terem optado por abandonar algumas coisas em suas vidas em prol da missão, obrigam seus discípulos a fazerem o mesmo. E quando um discípulo não reconhece essa cruz como dele é taxado de rebelde, insubmisso ou que não está alinhado com a visão. Perdem ambos, o líder por deixar de contar com o apoio e o liderado que, na maioria das vezes, tem de deixar a equipe sem realizar o potencial que poderia.
Note que Jesus não afirmou “quem quer vir após mim tome a minha cruz”. A cruz de Jesus era dele apenas. Ele sabia o que queria, para onde ia, o que tinha de fazer e o preço que tinha que pagar. Ele deixou claro para os seus discípulos que cada um tinha de tomar a sua própria cruz nesta caminhada. O verdadeiro líder consegue inspirar seus liderados a permanecerem firmes no propósito apesar da própria cruz que cada um tem que carregar.
Vinicios Torres

maio 7th, 2009 — Comentário Bíblico
“E pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de, curvando-me, desatar-lhe as correias das sandálias.” (Marcos 1:7 ARA)
João Batista, por causa de sua origem (era filho de sacerdote), devia saber o propósito da sua vida. Muito provavelmente ele devia conhecer de cor a passagem de Isaías que profetizava o aparecimento daquele que prepararia o caminho para a chegada do messias. Ele sabia da importância da sua missão.
Curiosamente, apesar disso, ele não se aproveitava para conseguir favores ou aumentar sua influência. Os evangelistas registram que ele se vestia e comia simplesmente, vivendo apenas para cumprir o seu propósito. Ele sabia que a sua própria missão gerava a influência que ela mesma necessitava e que ele não precisava mais do que isso. A sua autoridade estava na execução do seu trabalho. Por isso, podia ser duro com os fariseus e ainda ser temido por eles; podia ser firme com os soldados e ainda continuar tendo o seu respeito; podia confrontar o pecado do seu povo e ter como resposta arrependimento e batismos para evidenciá-lo.
João podia experimentar isso porque tinha total consciência de que a sua missão era apresentar o Messias e não a si mesmo. O seu ministério era apenas o precursor e ele logo seria substituído. Não havia nele sinal de problemas com isso; na verdade, suas afirmações transpareciam o desejo de que isso acontecesse logo (João 3:30).
“Senhor, que eu tenha a humildade de me lembrar que tudo o que tenho veio de ti, e que minha vida e ministério tem o propósito de apresentar a ti somente e não a mim mesmo. Amém!”
Vinicios Torres