Entries from junho 2009 ↓

Resumo

“Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Romanos 13:9 ARA)

Como profissional do ramo técnico, uma das coisas que sempre me chama a atenção é o desempenho. Comecei no ramo de informática em 1984 e era tudo muito demorado, levava meia hora para qualquer coisa. Hoje se uma página na internet demora 2 minutos é um escândalo. Ainda bem que Deus não tem vínculos como tempo, distância e tamanho.

Ainda assim, por amor a nós, Deus propõe um resumo objetivo que visa certamente facilitar nosso entendimento e tornar praticável o que precisa ser feito. Sempre que precisar decidir alguma coisa que envolva direta ou indiretamente alguma outra pessoa, temos de aplicar uma única regra – o ato transparece amor? Se sim, amém; se não, misericórdia.

Com isso nossa responsabilidade acaba aumentando, pois não temos o recurso de justificar nossas besteiras com a desculpa que a regra é muito complicada. Se der para amar a pessoa de alguma forma, vá em frente. Se não, trate de reconhecer seu erro enquanto é tempo, de preferência antes de cometê-lo. Devemos resumir nossas atitudes e decisões àquilo que transpira amor.

Se a Bíblia estivesse sendo escrita hoje, certamente apareceriam ainda mais recomendações que demonstram falta de amor: não fofoqueis, não envieis emails inconvenientes, não passeis cheque sem fundo, não entreis com ação judicial injusta e sabe-se lá o que mais. Os 10 mandamentos deveriam ser discriminados em uns 10.000 pequenos itens que podem simplesmente ser resumidos a uma linha:

Não faça nada que não demonstre amor pelas pessoas.

Ainda é tempo de meditarmos sobre isso e colocarmos em prática, mesmo que por vezes nos pareça impossível amar certas pessoas.

“Deus amado, se eu não amar as pessoas não serei reconhecido como Teu seguidor. Me dá forças para que eu aprenda e consiga amar as pessoas.”

Mário Fernandez

Carne e Osso

“Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Romanos 13:9 ARA)

A Bíblia é um livro fascinante com ensinos profundos e maravilhosos, sou deslumbrado com a profundidade que aparece quando a lemos dedicadamente. Este verso ensinou algo a mim que peço a Deus que ensine a mais pessoas.

Nosso próximo é alguém de carne e osso, que precisa de coisas que gente humana precisa. Às vezes nos comportamos como se nosso próximo, nosso vizinho, nossos parentes, colegas de trabalho, amigos – fossem todos seres celestiais. Anjos, talvez. Mas não, eles são de carne e osso. Por causa disso, eles precisam ser abençoados e evangelizados como seres humanos. Precisamo ser amados como seres humanos.

Refiro-me igualmente aos irmãos da fé e aos que infelizmente ainda não se renderam a Cristo. O mandamento do amor ao próximo é para seres humanos, dado por Deus a um ser humano que deveria ensinar a seus compatriotas humanos. Não há distinção no que se refere ao amor, ainda que outros textos bíblicos nos ensinem algumas coisas sobre como se relacionar com incrédulos, lobos vestidos de ovelhas, falsos profetas, etc. Muitas pessoas já me perguntaram se Jesus amava Judas Iscariotes mesmo sabendo que ia ser traído por ele. SIM, sem dúvida, mesmo que tudo indique que o rapaz não merecia. Jesus pode não ter desenvolvido uma amizade com ele como foi com João por exemplo, mas inegavelmente o amava. Por que motivo? Porque Judas era humano, não precisa mais motivo que isso.

Muitos querem ser reconhecidos pelos seus dons, seu carisma, sua capacidade de pregar, alguns pela “unção”. Mas Jesus nos disse que deveríamos ser reconhecidos pelo amor que nos une. Sim, isso mesmo. Estou dizendo que todo resto, embora certo e útil, não serve como referencial no lugar do amor.

Vamos aprender a amar estes humanos ao nosso redor?

“Pai querido, o Senhor ama pessoas como eu apenas por serem pessoas de carne e osso. Ensina-me a amar da mesma forma para que eu seja reconhecido como Teu filho.”

Mário Fernandez

Generosidade

“Quem é generoso progride na vida; quem ajuda será ajudado.” (Provérbios 11:25 NTLH)

Ouvi há pouco tempo de um dos pastores mais bem-sucedidos deste tempo que o mundo não precisa mais de exemplos de prosperidade, mas ainda carece muito de exemplos generosidade. Concordo totalmente com ele.

Pois no momento em que dar é melhor que receber, não precisamos querer ganhar tanto. Se estamos neste mundo como peregrinos, não precisamos acumular tanto. Se encaramos tudo como perda por causa de Cristo, podemos ter menos e dar mais.

A maioria dos membros de igrejas cristãs, não vou entrar no mérito se convertidos ou não, não entendeu esse recado. E se eu fosse para o meu chefe para pedir aumento dizendo “chefe, meu missionário na África precisa de mais recursos, por favor aumente 15% meu salário”. E se eu, quando tiver lucro nos meus negócios, comemorasse dizendo “aleluia, mais 35 refeições para nossa creche”. E se, em vez de trocar de carro agora, eu esperasse mais um ano e abençoasse alguém?

Não estou pregando voto de pobreza nem espírito de miséria, mas equilíbrio. Generosidade não é passar fome para atender aos demais, mas tem muito a ver com não deixar os outros passando fome se posso atender. O texto diz que o generoso progride, em algumas traduções usa palavras como “prosperará” e em outras “engordará”. O sentido é o de repartir o que tem com quem não tem.

Generosidade deve ser amar mais às outras pessoas do que às coisas que possuo, inclusive dinheiro. Não preciso ter limite para meus ganhos, mas preciso ter limite para quanto preciso para viver – generosidade acima da ganância. Preciso ter limite sobre o preço cobrado para ganhar mais – santidade acima da ganância.

Afinal, se é dando que se recebe, ter bom coração (generoso) quase é algo egoísta. Só não conte com Deus para fazer barganha, Ele não é disso.

“Pai, eu quero ser mais generoso do que sou, suprindo os necessitados com o que puder. Ensina-me a ser como Jesus, que nem duas túnicas tinha.”

Mário Fernandez