Entries from agosto 2009 ↓
agosto 27th, 2009 — Mensagem
“Pedi, e dar-se-vos-á;…” (Mateus 7:7)
Você já pediu algo a Deus e depois percebeu que não foi uma boa ideia? Pareceu-lhe que a resposta veio de uma maneira que não era a que você esperava? Quem não ouviu a advertência: não peça paciência para Deus pois ele, junto com a paciência, lhe dará os problemas para exercitá-la?
Pediu perseverança e teve de enfrentar um desafio longo; pediu mais amor e parece que todos os chatos se apegaram a você; pediu coragem e todos os medos se manifestaram. A impressão é que você está recebendo o contrário do que pediu.
Por incrível que pareça este é o tipo de oração que Deus responde sempre, e com muito prazer. Nós é que não compreendemos o método que Ele usa e ficamos achando que a resposta veio equivocada. Vamos entender como Deus faz isso?
Deus nos ama e quer ter conosco um relacionamento. Ele não quer ser uma divindade longínqua nem um ídolo mudo a quem apenas fazemos pedidos e Ele, como um despachante celestial, fica enviando os produtos das nossas respostas. Ele quer que tenhamos consciência da Sua presença e do Seu amor em nossas vidas.
Ele prometeu que estaria conosco todos os dias até o fim dos tempos (Mateus 28:20) e por isso, muitas vezes, responde nossas orações com situações e circunstâncias nas quais só será possível vitória se nos mantivermos em Sua presença, orando sem cessar. Ou seja, mantendo comunhão com Ele.
“Senhor, quero ter comunhão contigo sempre e mesmo em meio às dificuldades quero te buscar incessantemente.”
Vinicios Torres
agosto 23rd, 2009 — Mensagem
“Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos;” (Lucas 15:29 ARA)
Se eu ganhasse uma moeda para cada vez que me comportei como este jovem, estaria rico. Para piorar, já fiz isso com pessoas humanas e com Deus. Incontáveis vezes entrei na onda de “eu mereço”, esquecendo ou agindo como se tivesse esquecido que alguém morreu por mim e não mereço nada. Já fui pedir aumento ao patrão com esta linha de argumentos tipo “sou um bom funcionário”. Já orei a Deus com colocações no tom de “o Senhor me conhece”. Pode até ser justo, mas não é apropriado e nem tampouco adequado.
A arte de ser pai não é fácil e talvez este senhor rico tenha de fato esquecido de presentear seu filho mais velho, como ele reclamou. Talvez ele falasse a verdade. Talvez até o filho mais novo tenha jogado isso na cara dele, não sabemos. Mas nem por isso murmurar muda alguma coisa.
A pergunta que não se cala: o que este filho ganhou com isso? Não muito mais do que um puxão de orelha do pai, no verso seguinte. Não era isso que ele queria, nem o que ele esperava, mas foi o que ganhou. Isso deve nos servir de lição, pois facilmente este texto pode ser interpretado como sendo o pai (Deus), o filho mais moço (nós) voltando arrependidos do mundo (perdição) para viver de novo com o pai (conversão). Nesta linha, o filho mais velho muito bem podemos ser eu e você enquanto resistimos ao chamado de Deus.
O prazer do pai ao ver seu filho regressando inteiro demonstra quanto o amor ministra perdão e cobre uma multidão de pecados. Só por isso, esta parábola já demonstra seu valor. E nos ensina, de uma linda maneira, que sempre teremos lugar ao lado do Pai, desde que dispostos a buscar perdão.
Busquemos ao Senhor enquanto é tempo.
“Senhor, eu agi com ingratidão muitas vezes e reconheço isso. Ensina-me a ser mais grato e a encontrar em ti a minha segurança, meu descanso e minha confiança.”
Mário Fernandez
agosto 21st, 2009 — Mensagem
“E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que pereçamos?” (Marcos 4:38 ARA)
Jesus tinha ordenado aos discípulos para atravessarem o lago, indo para a outra margem. Ele tinha alguns experientes pescadores no grupo, que certamente já tinham enfrentado mudanças de tempo enquanto estavam na água. Mas o tempo mudou de maneira diferente naquele dia. Pela descrição do evangelista a mudança foi repentina e violenta.
É totalmente natural que todos tenham ficado com medo, afinal eram seres humanos. Eles então se voltaram para Jesus. Eles já tinham visto ele fazer tantos milagres será que não poderia fazer outro agora?
Se você notar, os discípulos procuraram Jesus porque não havia outra coisa a fazer. Eles estavam no meio do lago, não tinham para ir, nem onde se esconder.
Curiosamente, mesmo com toda essa confusão, o Mestre está repousando, tranquilo. Ele não está preocupado com a mudança repentina que sobreveio sobre todos. Ele sabe que tem a autoridade para controlar os eventos que acontecem.
Nós hoje podemos enfrentar períodos que parece que as mudanças são tão repentinas e violentas quanto a mudança do tempo durante a travessia dos discípulos. Uma mudança sobrevêm sobre nós hoje, outra amanhã, quando achamos que é só, na semana que vem tem outra e mais outra, parece que não acabam. Uma complica outra e temos a impressão que nossa vida vai ficando sem solução.
Nestes momentos podemos até ter a impressão de que estamos sozinhos na tempestade e nos perguntamos onde está Deus em tudo isso. Por que Ele está tão silencioso e tranquilo enquanto eu estou passando por esse momento de temor? Simples é porque ele sabe que tem a autoridade para controlar os eventos que estão acontecendo.
Não há problema nenhum em fazer como os discípulos e clamar ao Senhor e pela sua intervenção. Se nos entregarmos a ele com certeza o ouviremos dizendo ao nosso coração “Acalma-te” e às nossas circunstâncias “Emudece”!
“Senhor, quero entregar a Ti meu amedrontado coração. Ajuda-me a enfrentar as mudanças na minha vida confiando em Ti.”
Vinicios Torres
agosto 19th, 2009 — Mensagem
“O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum.” (Daniel 6:22 ARA)
Já li este texto inúmeras vezes, mas só hoje me dei conta de que não vi em lugar algum Daniel orando para que Deus o livrasse dos leões, nem murmurando, nem acusando seus acusadores, nem ao menos suplicando ao rei pela sua vida. Tudo isso seria legítimo, afinal ele era de fato inocente.
O filho de Deus deve ter esta atitude, louvando a Deus em todo tempo e em toda situação, mesmo quando jogado numa cova cheia de feras famintas e coberta por uma pedra. Leia o texto e pasme, não havia fuga. Será que Daniel pediu que Deus o libertasse? Pode ser que sim, pode ser que não, mas que ele louvou a Deus por ter sido liberto, isso sem dúvida nenhuma. Assim deveríamos, todos nós.
O que acontece quando se tem uma atitude como esta de Daniel é que Deus age livremente, sem interferências do nosso eco, nem com a nossa voz estridente em Seus ouvidos gritando “me dá, me dá, me dá”. Mesmo tendo direito, mesmo sendo legítimo, mesmo podendo – é melhor louvar do que pedir, agradecer confiadamente do que suplicar. Nada de errado em pedir a Deus aquilo que é legítimo.
Por isso mesmo temos tão poucos como Daniel, já naquele tempo e menos ainda em nossos dias. Quantos de nós conseguem agir assim? Temos de aprender a lição com este irmão de quem a Bíblia não aponta qualquer falha. Note que Daniel é muito abençoado, mas isso não significa que não tenha sofrido, passado privações, foi acusado injustamente. Muito semelhante a todos nós. Um pouco, porque nem sempre somos tão inocentes assim.
Fica o desafio a cada um de nós, não apenas de louvar mais do que pedir, mas de manter o nível de santidade num ponto em que possamos ser livrados por Deus de forma sobrenatural, por termos sido encontrados inocentes, tanto diante Dele quanto diante dos homens.
“Senhor, eu gostaria de andar em retidão diante de Ti e ser muito mais grato a Ti, mas preciso de ajuda. Não sou capaz de mudar desta forma com as minhas forças.”
Mário Fernandez
agosto 16th, 2009 — Mensagem
“Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem.” (Salmos 127:2 ARA)
Eu já fui viciado em trabalho, então me sinto a vontade para comentar o que vejo na vida de alguns preciosos irmãos e amigos. Sem a presença gloriosa do nosso Deus, trabalhar e não trabalhar dá na mesma. Evidentemente não estamos ensinando preguiça nem comodismo, mas uma leitura deste salmo faz muito bem. Levantar de madrugada sem o Senhor, dormir tarde sem o Senhor – é correr atrás do vento.
O fato é que podemos e devemos trabalhar para ter nosso sustento, não tem nada errado em ganhar dinheiro, não tem nada errado em trabalhar bastante. Mas nem tente fazer isso sem a bênção de Deus, tirando o Senhor do trono da sua vida, que o resultado é o mesmo que trabalhar pouco. Ou pior ainda: pode ser que fique rico. Tão rico que esqueça de Deus, e nada poderia ser pior.
O ponto central é que nada deve tomar o lugar do Senhor no nosso coração, e quem fica viciado em trabalho já caiu neste ponto. Ou porque colocou o trabalho onde não devia, ou porque colocou o desejo de ganhar dinheiro neste mesmo lugar. Devemos conduzir nossa vida para ganhar o dinheiro necessário a ter uma vida digna e pacífica, e se porventura o Senhor nos permitir ganhar mais, para praticar generosidade com os necessitados, investir na expansão do Reino e, porque não, ter algum conforto adicional. Tudo que exceder isso será ganância, que é irmã gêmea da avareza, que é pecado de idolatria.
Por outro lado, devemos lembrar que o Senhor nos dá enquanto dormimos. É só observar a agricultura que vemos este milagre – as plantações não crescem nem produzem mais pelo nosso esforço, mas durante a noite o Senhor opera. Dia a dia vemos crescer aquilo que é essencialmente um milagre, de uma semente que morreu para uma planta que nasceu.
Nem precisa comentar o quanto isso é difícil na sociedade em que vivemos. Mas se Deus é por nós…
“Pai, ensina-me a ser equilibrado em todas as coisas, inclusive na minha dedicação ao trabalho, para que seja bênção sobre minha vida e não transtorno.”
Mário Fernandez