Entries from setembro 2009 ↓
setembro 22nd, 2009 — Mensagem
“Corrija os seus filhos, e eles serão para você motivo de orgulho e não de vergonha.” (Provérbios 29:17 NTLH)
Estive há pouco tempo com um casal que enfrenta problemas com os filhos. Entre uma reclamação e outra, acabamos tocando no assunto da correção e ficou bem claro que nunca fizeram nada além de dizer aos filhos o que consideravam certo ou errado. Em resumo, nunca os corrigiram.
Ensinar é válido e necessário pois do contrário os filhos nunca saberão o que os pais esperam e acreditam, mas correção é bíblica e necessária. Há os que defendem e os que são contrários ao castigo físico, com palmadas ou varinhas. Não quero entrar no mérito, mas defendo a posição bíblica de que algo desagradável deve ser infringido para ser correção, pois apenas mandar para o quarto não é bem o conceito (ainda mais se lá tiver TV a cabo e/ou computador).
Se a cada vez que um filho desacatasse seu pai ele fosse realmente corrigido, pelo meio que fosse, hoje não teríamos os escândalos de desacato que vemos nos noticiários. Se os filhos desta geração que aí está conhecessem limites, dados pela correção, haveria mais respeito e menos violência. Se em cada filho houvesse mais temor do Senhor, o mundo seria outro.
O Senhor já nos avisou de que os últimos dias seriam tempos difíceis, com pessoas de temperamento e caráter distorcidos do plano de Deus. Mas nem por isso temos o direito de desistir, até porque a correção é sim um ato de amor para com os nossos filhos. Quando a Bíblia fala em eles serem motivo de orgulho, refere-se a uma escala de valores onde o que foi alcançado era o que se desejava.
A grande verdade é que a maioria dos filhos hoje não é criada pelos pais, que se resumem a dar-lhes casa e comida, pagar as despesas e de vez em quando exibi-los como trofeuzinhos bonitos aos amigos. Depois vem a adolescência e os desajustes, que já estavam lá, se intensificam a ponto de enlouquecer os pais. Tarde demais. Entre o povo de Deus não deve ser assim – Jesus é a diferença.
“Senhor, quero contribuir para que as pessoas te conheçam, isso seja corrigindo meus filhos ou ajudando os que têm filhos mas não sabem como agir com eles. Ajuda-me a usar Tua Palavra como base para minha vida.”
Mário Fernandez
setembro 16th, 2009 — Mensagem
“Ao entrardes numa casa, dizei antes de tudo: Paz seja nesta casa! Se houver ali um filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; se não houver, ela voltará sobre vós.” (Lucas 10:5-6 ARA)
Muito interessante notarmos que logo depois destas palavras Jesus orienta seus enviados que não fiquem mudando de casa em casa na mesma cidade. Será que hoje seríamos achados dignos de recebê-los? Será que nas nossas igrejas haveria suficientes filhos da paz que pudessem receber os 35 pares? É algo para meditarmos.
Ser um filho da paz é muito mais do que simplesmente não brigar com ninguém, ser contra guerras, não ser violento ou até mesmo ser pacífico. O filho da paz quer honrar seu pai, portanto semeia a paz. É um pacificador. Curioso é que a ordem de Jesus deixava seus enviados numa condição estrategicamente absurda, pois eles deveriam entrar na primeira casa que quisessem e resolver se ficariam ali ou não, literalmente, no grito. O Reino de Deus tem valores muito diferentes dos nossos, com certeza.
Mais do que isso, aquela casa que os recebesse teria de arcar com o sustento deles por alguns dias, até que eles decidissem que era hora de mudar para outra cidade. Em lugar nenhum diz que eles deveriam escolher casas ricas ou abastadas, nem que eles deveriam contribuir com as despesas, até pelo contrário, não deveria levar nem bolsa. Absurdo, aos olhos humanos.
A grande verdade é que poucos de nós hoje temos o desprendimento de ceder espaço em nossa casa. Dentre estes poucos, muitos ainda não seriam encontrados dignos de receber os enviados. Em outras palavras, hoje está mais complicado que nos dias de Jesus.
Não deveria ser assim. Temos tanta informação, tanto esclarecimento, tanta coisa que pode nos ajudar para que entendamos melhor as coisas de Deus, mas o que fazemos? Corremos, enchemos nossa agenda e vendemos nossos talentos para empresas e instituições, deixando muitas vezes a obra de Deus na mão.
Não deveria ser assim. Vale a pena pensarmos sobre isso.
“Pai, naquilo que estiver ao meu alcance eu quero contribuir para que Teu Reino seja divulgado, principalmente sendo de fato um filho da paz. Ensina-me.”
Mário Fernandez
setembro 11th, 2009 — Liderança, Mensagem
“Tu, porém, tens seguido de perto o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança,” (2 Timóteo 3:10 ARA)
Nitidamente palavras de um discipulador preocupado com seu discípulo, dedicado a ensiná-lo e motivando-o para que continue. Palavras de um líder comprometido com a obra para qual foi arregimentado. Paulo merece nosso reconhecimento, não apenas por este texto, mas pela sua postura ensinadora.
Não sei por quanto tempo ainda viveremos nesta Terra até a volta de Jesus, mas digo com sinceridade de coração: quanto menos melhor. Cada dia é mais raro encontrar homens que tenham a disposição e a transparência de Paulo para discipular outros, como ele fez com Timóteo. Tive o privilégio de andar com homens de Deus em fases da minha vida que, com certeza, me marcaram para sempre. Dediquei e ainda dedico uma parcela significativa do meu tempo ministerial buscando edificar meus Timóteos. Mas não sou Paulo, nem de longe. Mas a julgar pela escassez de discipulado genuíno, estamos no fim dos tempos.
Não quero dizer que quem não esteja envolvido em discipulado, nas mais variadas formas e métodos, não tenha salvação ou não seja de Deus. Longe disso, a questão é de proclamação e não de salvação. Tem a ver com propagar o ensino e investir na vida de pessoas que como eu, não merecem mas precisam. Jesus fez isso com 12 que fizeram isso com inúmeros, como Paulo fez com Timóteo e outros.
Até mesmo no meio empresarial, fora do círculo eclesiástico, é tido hoje por sinal de sabedoria formar seus sucessores muito antes do final da carreria, coisa que 20 anos atrás seria loucura.
Obviamente, devemos estar dispostos a perder tempo, investir na pessoa errada, ser traído, se decepcionar, errar nos conselhos, não dar o melhor exemplo possível – ou seja, corremos o risco de agir como seres humanos. Se Deus quisesse diferente disso, teria nos avisado. Vamos investir enquanto ainda é tempo.
“Pai, sou grato por aqueles que me ensinaram e quero retribuir ensinando como puder, mesmo que não seja de uma forma muito didática. Mostra-me as oportunidades certas e dá-me coragem e desprendimento.”
Mário Fernandez