Entries from dezembro 2009 ↓

Nunca Só

“Sem dúvida, desfalecerás, tanto tu como este povo que está contigo; pois isto é pesado demais para ti; tu só não o podes fazer.” (Êxodo 18:18 ARA)

Eu não me considero muito capacitado, especialmente quando o assunto é liderar irmãos em Cristo. Se alguma coisa funciona é por misericórdia. Claro que há líderes muito capazes e que lideram aos milhares com desempenho muito bom. Mas não existe super-homem no Reino de Deus e todos precisam de ajuda. Moisés aprendeu isso sofrendo; nós podemos aprender lendo.

Desde a equipe mais simples e pequena até a mais qualificada, sempre precisamos de pessoas para fazer o trabalho. É difícil lidar com elas, muitas são ingratas, algumas desistem, outras desapontam, desfalecem, traem e etc. Mas são as pessoas que Deus ama e assim como nós mesmos são imperfeitas.

Quando um homem que Deus usa entende isso e se submete ao poder sobrenatural de Deus para liderar um grupo, algo acontece. Aconteceu com Moisés e tantos outros, mesmo nos nossos dias, e por conta disso hoje temos igrejas com milhares e até dezenas de milhares de membros no Brasil. O que é necessário para que isso aconteça é os líderes, antes de mais ninguém, olharem para seus liderados com os olhos do Senhor, especialmente se tratando dos liderados mais diretos.

Temos ótimas pessoas ao nosso redor, precisando ser levantadas como Paulo fez com Barnabé ou como Davi fez com Mefibosete. Cabe a nós que lideramos buscar ser o exemplo e referencial de quem entendeu esta visão e colocá-la em prática, muitas vezes pagando o preço de ser desapontado, traído ou ter as coisas mal feitas (ou nem feitas). A nós que somos liderados, cabe olhar para as oportunidades que nos foram oferecidas e valoriza-las, fazer juz e principalmente não se comportar como ingrato.

Nem todos entenderão, nem todos corresponderão. Mas é assim mesmo, são os últimos dias. Se uns poucos de nós fizermos certo, já teremos feito nossa parte e isso fará muita diferença.

“Pai, me ajuda a entender como funciona tua visão sobre as pessoas. Quero ver o potencial de cada um com misericórdia e apreço como Tu vês.”

Mário Fernandez

Pior

“Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente.” (1 Timóteo 5:8 ARA)

Que palavra dura. Como pode um crente ser pior que um incrédulo? Como pode alguém em quem habita o Espírito Santo de Deus, lavado pelo Sangue do Cordeiro, nascido de novo, cidadão do Reino de Deus e co-herdeiro com Jesus de Nazaré…

Pois é, mas pode. E o próprio texto nos dá uma sinalização de como pode isso ser possível – negou a fé. É duro de ouvir, meus irmãos, mas é fato. O marido que bate na sua esposa, maltrata-a, humilha-a ou simplesmente não lhe dá a atenção devida, está negando a fé. A esposa que negligencia o cuidado com seu marido, não direciona a ele seus encantos femininos, idem.

Para piorar, levo adiante dizendo, com base em outros textos além deste, que mesmo o marido ou esposa que não oram pelo seu conjuge, já estão enquadrados neste ensino. Estão negando sua fé, em grau maior ou menor. Meu irmão, se você é casado, abra o olho mas também abra a boca e interceda pela sua família, porque o Senhor está atento às suas orações.

Se você é solteiro, viúvo, divorciado ou enfim não tem família em casa, pode pensar que não se enquadra neste ensino mas deve estar igualmente atento. O texto não fala exclusivamente aos casados nem aos da própria casa, mas ‘especialmente’. Ter cuidado dos seus é ter cuidado inclusive dos irmãos com quem congrega, seus amigos, seus parentes, colegas de trabalho ou escola, em ordem de proximidade. É preciso interceder por eles, abençoa-los, dar atenção a eles.

Que ensino maravilhoso. Alguém em algum lugar está orando por mim, tem cuidado de mim e se preocupa com meu bem-estar. Eu, igualmente, estou tomando conta daqueles a quem o Senhor me confiou. O nome disso? Igreja. Familia. Reino de Deus. Chame como quiser, mas cuide dos seus para não negar a fé.

“Senhor, ensina-me a ter cuidado daqueles a quem o Senhor me conferiu em confiança para abençoar. Fortalece-me para que mesmo aqueles que tenho dificuldade de amar possam ser abençoados.”

Mário Fernandez

A Pescaria Inesquecível

“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.” (Provérbios 22:6 AA)

Ele tinha onze anos e, a cada oportunidade que surgia, ia pescar no cais próximo ao chalé da família, numa ilha que ficava em meio a um lago. A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes cuja captura estava liberada.

O menino amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água. Logo elas se tornaram prateadas pelo efeito da lua nascendo sobre o lago.

Quando o caniço vergou, ele soube que havia algo enorme do outro lado da linha. O pai olhava com admiração, enquanto o garoto habilmente, e com muito cuidado, erguia o peixe exausto da água. Era o maior que já tinha visto, porém sua pesca só era permitida na temporada. O garoto e o pai olharam para o peixe, tão bonito, as guelras movendo para trás e para frente. O pai, então, acendeu um fósforo e olhou para o relógio. Pouco mais de dez da noite… Ainda faltavam quase duas horas para a abertura da temporada. Em seguida, olhou para o peixe e depois para o menino, dizendo:

- Você tem que devolvê-lo, filho!

- Mas, papai, reclamou o menino.

- Vai aparecer outro, insistiu o pai.

- Não tão grande quanto este, choramingou a criança.

O garoto olhou à volta do lago. Não havia outros pescadores ou embarcações a vista. Voltou novamente o olhar para o pai. Mesmo sem ninguém por perto, sabia, pela firmeza em sua voz, que a decisão era inegociável! Devagar, tirou o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu à água escura. O peixe movimentou rapidamente o corpo e desapareceu.

Naquele momento, o menino teve certeza de que jamais pegaria um peixe tão grande quanto aquele. Isso aconteceu há mais de 30 anos… Hoje, o garoto é um arquiteto bem-sucedido. O chalé continua lá, na ilha em meio ao lago, e ele leva seus filhos para pescar no mesmo cais. Sua intuição estava correta. Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como o daquela noite.

Porém, sempre vê o imenso peixe toda as vezes que depara com uma questão ética. Porque, como o pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de CERTO e ERRADO.

Agir corretamente, quando se está sendo observado, é uma coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos observando. Esta conduta reta só é possível quando, desde criança, aprendeu-se a devolver o PEIXE À ÁGUA.

A boa educação é como uma moeda de ouro. TEM VALOR EM TODA PARTE!

- Extraído de “Histórias para Aquecer o Coração dos Pais”, Jack Canfield e Mark Victor Hansen, Editora Sextante.

“Senhor, ajuda-me a ser exemplo para meus filhos e para esta geração que está aí sem referenciais de integridade.”