Mário Fernandez

Resumo – Vivendo o Evangelho

“Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mateus 22:40)

Jesus foi e sempre será o maior. Neste versículo ele mostra que não é apenas o maior ser humano que já viveu, ele era o maior mestre e palestrante que a humanidade conheceu. Ele consegui colocar em meia linha (literalmente) o que levou 40 anos para o povo ouvir no deserto e mais uns 450 para ser interpretado e mal executado. Chega a ser engraçado.

Nós que temos toda revelação a nossa disposição, podemos olhar para os erros do povo de Israel no passado e aprender com eles, evitá-los, estudá-los. Nossos irmãos no passado não tiveram isso, somos privilegiados. Pense comigo: se tivermos que resumir tudo que sabemos de Deus, do Seu Reino, tudo tudo, em meia frase… Não dá, não consigo. Jesus conseguiu. Ame a Deus e seu irmão como a si mesmo.

Isso é um resumo poderoso que tem em sua poderosa simplicidade uma verdade um pouco áspera para os nossos dias. Estamos privilegiando outros aspectos da vida cristã e deixando isso de lado. Com certeza. Eu me sinto amando cada vez menos, não creio estar sozinho. Mando mais WhatsApp do nunca, visito menos do que nunca. Lembro de orar mas oro menos. Gente, tem algo errado comigo! Jesus ensinou o contrário, se meu inimigo tiver fome tenho de dar de comer. Pegue tudo que Jesus disse e traduza assim “ame a Deus e a seu próximo como a si mesmo”. Ao tentar simplificar a gente complicou, somos habilidosos, estudiosos, aplicados. Só não amamos.

Eu gostaria de propor ao mesmo tempo uma reflexão e um desafio: será que conseguimos abrir mão de algo que nos seja precioso para amar alguém? Não estou falando de dinheiro (salvo se você que está lendo for um avarento). Mas Deus tem me falado muito sobre as riquezas deste tempo e estou convencido que a maior moeda dessa geração é o conforto (ou comodidade se preferir). Quem de nós abre mão? Saímos de casa numa noite com chuva para uma visita? Trocamos nossa hora de descanso por um aconselhamento?

Sabe, recentemente me perguntaram o que eu consideraria ser “perder a vida para Jesus”. Pensei um pouco e respondi “não morra”. Como assim? Morrer é uma fuga, abafa a sensação de sofrimento, coloca o desconhecido vindouro na pauta. Abrace o presente, viva o dia de hoje para Jesus, gaste sua vida com o evangelho e para o evangelho sem morrer nem “perder a vida”. Serei menos abençoado do que os que vão para os confins da Terra? Não creio. Tem gente perdida ao meu alcance para medir em palmos e não em milhares de km. Uns vão, outros não vão. Desde que todos produzam, tantos os próximos quanto os distantes serão alcançados.

E o desafio? Tente. Abra mão. Pense naquele momento preguiçoso que não é pecado (é descanso merecido) e abra mão de uma parte dele. Depois me conte se Deus não te fez sentir que valeu a pena. Vou testar neste momento, com licença.

“Senhor, tem algo para ser feito hoje de maneira simples que vai refletir o amor a Ti e ao proximo. Eu quero começar com isso e se ficar só nisso terei feito algo. Me ajuda, estou muito devagar.“

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