Vinicios Torres

Oração e Relacionamentos

“Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou. Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes.” (João 13:14-17)

Uma das coisas que temos visto acontecer com muita intensidade na igreja de hoje é o uso dos relacionamentos apenas para atingir um determinado fim.

Antigamente (isso é, há uns poucos anos) éramos ensinados que somos servos de Jesus Cristo, o Senhor, e que deveríamos seguir o seu exemplo e servir ao nosso próximo em amor (João 15:12). Jesus disse que seríamos conhecidos como seus discípulos quando o mundo reconhecesse o amor com que nos amássemos uns aos outros (João 13:35).

Atualmente, somos tudo, de reis e príncipes a administradores e líderes, que temos que conquistar as pessoas para nos seguirem e fazerem parte da nossa “turma” (substitua turma pelo nome que você costuma ouvir). As pessoas devem ser convencidas a obedecerem o método que foi implantado na igreja independente de compreenderem o motivo pelo qual fazem o que fazem.

Não sou contra métodos. Ao contrário disso, estudo processos empresariais e sei a otimização e o aumento da eficiência que um método bem definido pode trazer a qualquer organização. O problema é quando o método substitui o relacionamento na igreja.

O método pode ajudar a encher a igreja. Mas o método não cura feridas, não satisfaz a solidão, não consola a tristeza, não muda o caráter. Essas coisas só acontecem com relacionamentos profundos e amorosos, que geralmente levarão bastante tempo para se consolidarem.

Junto com o relacionamento, a oração constante e consistente uns pelos outros trará a cura, o consolo e a mudança desejada diretamente do trono do Altíssimo.

Como tem sido a sua experiência de grupo na sua igreja? Tem sido de relacionamento vivo ou de processo mecânico? Você ora regularmente pelas pessoas com quem se relaciona em seu grupo?

5 thoughts on “Oração e Relacionamentos

  1. Eliene Souza Reis disse:

    Obrigada pela mensagem. Nos incentiva a prosseguir conforme a Palavra nos ensina. Na célula a que pertenço, além das reuniões semanais, ficamos em contato e oramos uns pelos outros de acordo com as necessidades que nos são apresentadas.

  2. Gilmar disse:

    Realmente o que vemos são o valor que se dá as instituições acima das pessoas.

  3. Eduardo Rosina disse:

    Muito bom o texto, estava sentindo falta dos emails. Mais uma vez obrigado.

  4. JOSE ASSS LIMA disse:

    Graça e paz Pr. Vinicius, Tinha muito tempo que não recebia sua mensagem. Realmente faz muita falta. Quando a mensagem de hoje, somente como comentário mesmo, pois acho muito difícil mudar o estado atual das coisas, principalmente porque o que o sr. sabiamente expos, é um fato que todos os líderes e igualmente os que possuem pelo menos um pouco de entendimento sabem estar acontecendo em todos os ministérios praticamente. O distanciamento de indivíduos que se satisfazem, ou pelo menos demonstram certa satisfação em ser simplesmente membros de igrejas. O “ser” membro de um ministério hoje, se resume em assistir aos cultos, louvar, dizimar, ofertar e quando muito concordar com tudo que lhe é tão “gratuitamente” oferecido. Todos sabem da importância da comunhão, do partilhar, mas isto são teorias cristãs que não se aplicam na pratica. E mesmo que se queira, existe pouca abertura de uns para com os outros, não somente para fazerem, como para receberem. Dentro das igrejas, é um tal de “pega na mão do irmão”, “dá um abraço nele”, “dá paz do Senhor” e inumeráveis outros “ciclês” evangélicos. Mas fora é cada um para si, que cada que “leve sua cruz”. Parece que é simples, mas como bater na porta da casa de um irmão e dizer para ele que foi ali para bater um papo, tomar um cafezinho, se o tal irmão provavelmente está totalmente envolvido em seus próprios problemas? Assim como não conseguimos tomar a iniciativa os outros também não conseguem dar o primeiro passo. Aí ficamos, na história que precisamos orar mais, ler a Bíblia mais, ir a igreja mais, dizimar mais, ofertar mais e mais e mais e muitos outros mais. Mas e o amor? o levar as cargas dos outros e levar a sua própria carga? Dificilmente conseguimos um nível de comunhão em que cheguemos a condição de apenas oferecer o ombro, a mão ou o que for necessário ao irmão sem veladamente tentar mostrar a ele que o que ele está passando provavelmente é algum pecado, uma brecha ou mesmo uma falta de fé. É como Jó. Os amigos dele queriam consola-lo com acusações, mas o que ele precisava mesmo era apenas quem chorasse com ele toda a sua dor. Assim ainda é hoje, mas esbarramos em pelo menos dois problemas: Um é a própria capacidade de discernir quem ou quando alguém está realmente necessitando. O segundo é a desconfiança natural em não “poder confiar em ninguém hoje em dia”. Mas como mudar isso? Todos sabem o que fazer e não o fazem. Todos se sentem incomodados, mas continuam “levando a vida”. Sinceramente creio que um único caminho, seria começar tudo de novo. Isto é, voltar as origens lá de “Atos 1:8″. Mas quem? Como? Quando?” Onde?”. Esse é o problema, pois para isso teria que “derrubar esse templo edificado não em quarenta e seis anos, mas em milênios”. Quem sabe uma nova comunidade diferente de tudo que se vê hoje, mas muito parecida com que se via antes. Mas volta a pergunta: “Quem? Como? Quando?” Onde?”. Vemos por exemplo, Caio Fábio x Silas Malafaia x Paulo Junior x Ricardo Godin x Macedo x Valdomiro x etc, x etc, x eu x o sr. e etc, e etc,. E onde isso vai dar? Acho que em lugar nenhum…

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