Mário Fernandez

Obediência – Vivendo o Evangelho

“Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele”. (João 14:21)

Ontem tomava um café com um pastor a quem amo muito e falávamos do nosso assunto favorito – o Reino de Deus. Este homem tem uma percepção peculiar das coisas sobrenaturais e, se dependesse de mim, eu passaria meus dias com ele tratando disso. Claro, temos mais algumas coisas a fazer e fazem parte da vida que Deus nos deu. Mas justamente este foi o ponto que mais me chamou a atenção: o que deve tomar nosso tempo? A que devemos nos dedicar?

É imperativo obedecer a Deus em Sua vontade, que aliás e antes que eu esqueça de mencionar é boa/agradável/perfeita. Mas de uma maneira bem simples, podemos entender a vontade de Deus dividia em dois grandes grupos de efeito didático. Quero deixar registrado que tenho formação teológica e conheço perfeitamente os pontos teologia sistemática que tratam da vontade de Deus. Opto por simplificar dizendo assim: há mandamentos gerais e há os específicos.

Os gerais ou genéricos são aqueles que se aplicam a todas as pessoas, a exemplo de “sede santos” ou ainda “orai sem cessar” – como sabemos? Pelo texto bíblico. Foi dito para quem, em qual contexto, em que cenário? Interpretação básica e simples. Para estes mandamentos se aplica o texto de João 14:21, ou seja, quem obedece demonstra amor a Jesus. Portanto, qualquer mandamento destes deve ser obedecido sob pena de comprometer o relacionamento com Deus.

Os mandamentos específicos são aqueles que se aplicam a uma pessoa ou grupos determinados – nem todos serão pastores ou mestres, um ou outro deverá ir especificamente ser missionário na Africa ou na China. Estes mandamentos devem ser igualmente obedecidos, igualmente sob pena de comprometer o relacionamento com Deus. Penso eu, de modo muito convicto, que estes mandamentos específicos são mais comprometedores, ou seja, eles abençoam mais e exigem mais responsabilidade, mais comprometimento e mais obediência. Cada um de nós, portanto, precisa/necessita entender o que Deus espera de nós – individualmente. Não é viável praticar um mandamento que não se conhece, não se entende ou não se submete.

Neste ponto gostaria de dar meu testemunho. Para glória de Deus estou vivendo um momento profissional em que estou com um rendimento um pouco acima do que preciso para viver. Não é nenhuma fortuna, mas é um excedente. O que fazer com esse dinheiro? Para alguns talvez subir o padrão de vida, para outros ofertar para missões, para outros guardar para a velhice, para outros comprar uma casa. Eu sei EXATAMENTE o que Deus quer que eu faça com esse dinheiro. Se fossem milhões talvez eu não entendesse, não concordasse, mas estou sendo obediente. Não dá pra comprar uma casa, mal daria para trocar de carro – mas eu não preciso, tenho convicção do que fazer, portanto resta obedecer. Em outras áreas da minha vida eu tenho buscado entender e obedecer, mas não está fácil…

Meu amor a Deus e Seu Reino deve ser demonstrado pela obediência aos mandamentos, pois isso é viver um evangelho como estilo de vida e não como conjunto de regras.

“Senhor, eu quero fluir na Tua vontade, quero que ela funcione na minha vida. Ajuda-me a viver sabendo o que queres de mim.”

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