Mário Fernandez

Obras – A Noiva de Cristo

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.” (2Timoteo 3:16,17)

Não podemos confundir as coisas. De tanto insistir nesse assunto as vezes me pego repetitivo. As chamadas “boas obras” são boas até no nome, nada de errado com elas, necessitamos delas, nos beneficiamos delas – são boas. Mas para efeito de salvação, de justificação diante de Deus, ou simplesmente como meio para qualquer coisa é absolutamente inútil, sem valor, indiferente. Então para que servem se é assim?

Pois bem, eis a confusão. Confundir a entrada com a saída em qualquer processo é um erro clássico, que leva muitas pessoas a agirem mal e isso não apenas em relação ao Reino de Deus. Uma coisa é a farinha outra coisa é o pão. Não é pelo fato de termos farinha que necessariamente temos o pão. Se temos o pão, não podemos tirar dele a farinha. Vamos explicar.

A salvação vem unicamente da fé, portanto no sentido humano nada podemos fazer para que mereçamos a salvação de Jesus Cristo. É um ato de fé, uma decisão, mas baseado em algo que já está feito e não pode ser desfeito. Imaginando que eu queira fazer as coisas do meu próprio jeito, por exemplo ser salvo sem Jesus, e tente substituir isso por obras e mais obras – por boas que sejam elas não justificarão meu pecado e não me farão cidadão do Reino de Deus. Temos uma lista enorme de versículos que corroboram esta afirmação. Somos salvos pela fé na obra salvador de Jesus Cristo e nada mais.

O que ocorre é que uma vez salvos, somos tornados em nova criatura, ou seja, nossa natureza passa de carnal para espiritual. Como novas criaturas e agora espirituais, mudam coisas internas e externas na nossa vida. Nas coisas externas temos o palavreado, por exemplo e as atitudes. Entre estas atitudes, aparecerão ações que pela lógica seriam desnecessárias ou desfocadas do nosso interesse pessoal. Doar comida, por exemplo, mesmo para pessoas que ‘não merecem’. É neste ponto que aparecem as boas obras – como consequência da salvação e não como motivo ou causa para ela.

Eu simplificaria dizendo que quem é salvo é sensível às necessidades de outros, por isso se dedica a atos altruístas, não egoístas. O versículo que escolhemos nos ensina que a Escritura nos torna aptos para isso, e por este motivo devemos conhecer as Escrituras – como se já não tivéssemos motivos suficientes para isso. Esta é a explicação.

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