Vinicios Torres

O Que Você Fala Para Si?

“Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei.” (Salmo 42:11)

Você já falou sozinho?

Há algum tempo, ao ler este salmo, percebi que o salmista estava falando consigo mesmo. Ou seja, nos termos atuais, falando sozinho.

Esta é uma ação que a maioria das pessoas considera estranha. Ela é muitas vezes associada às pessoas mentalmente desestabilizadas, principalmente aquelas que conversam com amigos imaginários que só elas veem.

Mas, examinando a maioria da população que pensa que é mentalmente saudável (como nós, por exemplo) chegamos a conclusão que todos falamos conosco mesmos de alguma maneira. A grande maioria o faz apenas mentalmente, sem emitir sons audíveis. Alguns o fazem o fazem em voz alta quando estão sozinhos.

Essas auto-conversas são muito importantes. Elas muitas vezes induzem um estado mental que pode nos animar ou destruir a nossa tranquilidade. Quantas vezes ao pensar sobre um problema você começa a enumerar para si mesmo uma relação de motivos porque tudo vai dar errado? Ou quando vai a uma entrevista de emprego fica dizendo a si mesmo as razões pelas quais você não vai conseguir o trabalho?

O apóstolo Tiago ensina em sua carta que a língua pode determinar a direção do corpo da mesma maneira que um pequeno leme pode determinar a direção de um grande navio. (Tiago 3:3-12) Aquilo que você diz a você mesmo pode levá-lo à vitória ou à derrota dependendo daquilo que você diz.

Davi estava passando por tempos difíceis e constatou que estava abatido pelos problemas. Situação comum a todos nós. A vida nos traz problemas e muitas vezes as energias, sejam físicas, mentais ou espirituais, podem se esgotar. É natural isso acontecer. Ele poderia simplesmente ter percebido isso e ficado sentado num canto da caverna dizendo a si mesmo: “Ó vida, ó azar. Pobre de mim. Prometido rei e acabado perseguido, que será de mim?”

Porém, o que ele disse para si? “Por que você está abatido? Qual o motivo de ficar assim? Afinal de contas, temos a promessa de Deus, então espera nEle, pois ainda haveremos de louvá-lo pelo cumprimento das suas promessas!”

Em vez de dar ouvidos às palavras negativas devido às circunstâncias ele passou a falar para si mesmo palavras de ânimo e incentivo, palavras que mudavam o seu estado emocional para melhor.

Ele não fazia isso sem base. A sua base eram as promessas da Palavra de Deus que haviam sido dadas a ele e sua experiência do cuidado constante de Deus na sua vida.

O profeta Jeremias, em suas lamentações, em determinado momento diz: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” (Jeremias 3:21)

O que você anda dizendo para si mesmo? Qual é o conteúdo das suas auto-conversas?

Quero desafiá-lo a examinar essas conversas e passar a usá-las como ferramenta de edificação própria. Em tempos de dificuldades e tristezas, se necessário for, vá para a frente do espelho, olhe-se bem e diga para si mesmo:

“Por que você está assim? Espere em Deus, pois você ainda há de louvá-lo!“

Vinicios Torres

Foco nas Ações que Transformam

“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus.” (Efésios 5:15)

Já fiz duas considerações inspiradas na citação de Charles Spurgeon abaixo:

“Por que alguns cristãos, apesar de ouvirem mil bons sermões, não têm avanço na vida espiritual? Porque eles negligenciam sua obrigação, seu quarto fechado, a solidão com Deus… eles não meditam no que ouviram. Eles “amam” o trigo, mas não moê-lo. Eles teriam o milho, mas eles não irão ao campo colhê-lo. O fruto está pendurado, mas eles não vão estender a mão. A água está fluindo em seus pés, mas eles não vão se inclinar para beber… Irão reclamar porque outros não fazem isso para eles… De tal loucura livrai-nos, ó Deus!”

– Charles Spurgeon

Hoje, gostaria de perguntar a você: quantas vezes já realizou tarefas ou se envolveu em programas sem ter um propósito claro e definido, um alvo a atingir? Quanto tempo já gastou fazendo coisas que depois você olhou para trás e se perguntou do que adiantou? Para que serviu?

O apóstolo Paulo diz nessa passagem que devemos “ver prudentemente como andamos”, ou seja, devemos ter sob controle o tempo gasto nas atividades de nossa vida, pois, como ele diz, “os tempos são maus”. Paulo estava falando da época em que vivia e ele tinha consciência de que deveria aproveitar todas as oportunidades e realizar o máximo possível, pois sabia que a qualquer momento poderia ser preso, ou morto, e ele não queria terminar a vida com a sensação de não ter realizado o que Deus lhe tinha proposto.

Pelas tom das suas cartas, Paulo transparecia a preocupação de realizar as atividades certas para atingir os melhores resultados. Ele tinha um foco claro, fazia o que sabia que o dirigiria para esse foco, delegava as tarefas para os companheiros de ministério e os orientava para que eles também alcançassem os objetivos propostos (vide especificamente as cartas a Timóteo e Tito, por exemplo).

, você seria capaz de parar e listar em um papel tudo o que fez na semana passada e avaliar o quanto cada uma das atividades que realizou contribuiu para levar você a algum dos alvos propostos para sua vida? Tem coragem de enfrentar a realidade de que boa parte do que faz não ajuda a ir a lugar nenhum?

Você pode sonhar, orar, chorar, pedir, gritar, estudar, ler, assistir televisão (ou vídeo na internet), ver a timeline infinita do Facebook e mais outras coisas, mas nada mudará na sua vida se você não decidir AGIR.

São as ações que você decidir realizar que levarão você na direção que deseja.

Cada ação criará um resultado que poderá agregar ou não ao seu objetivo. Decida pelas ações que ajudarão você a ir em frente e evite aquelas que não adicionam nada ou apenas fazem você “passar o tempo”. O mundo, e o sistema diabólico por trás dele, convencem as pessoas de que elas devem se sentar em frente a uma televisão (ou um computador/celular) e relaxar. O que ele está fazendo é amarrar milhões de vidas a uma existência medíocre, abaixo da real capacidade de realização do ser humano, por falta de ação focada em um objetivo de vida claro.

Você deve, sim, gastar tempo em oração e receber de Deus a inspiração para seu objetivo de vida. Uma vez recebida essa inspiração é sua responsabilidade escolher as ações corretas para torná-la realidade.

“Senhor, ajuda-nos a te ouvir tão claramente que não tenhamos dúvidas em escolher corretamente como usar o nosso tempo nas ações que transformarão nossas vidas e o mundo ao nosso redor.”

Vinicios Torres

13 Reasons Why, Baleia Azul e Depressão

Em outubro de 2015, escrevi sobre depressão. Recentemente, Little Hope falou em seu canal de vídeo a respeito devido ao crescimento do assunto devido a jogos de computador e séries de filmes.

O assunto deve ser tratado adequadamente pela Igreja. Vejo pouco sendo feito em nosso meio sobre esse assunto.

Se a sua igreja tem uma iniciativa a respeito comente conosco. Queremos ajudar a divulgar.

Enquanto isso, assista ao vídeo dela e repasse para para aqueles que você acha que precisam:

13 Reasons Why, Baleia Azul e Depressão

Vinicios Torres

Foco no Tempo que Transforma

“Por que alguns cristãos, apesar de ouvirem mil bons sermões, não têm avanço na vida espiritual? Porque eles negligenciam sua obrigação, seu quarto fechado, a solidão com Deus… eles não meditam no que ouviram. Eles “amam” o trigo, mas não moê-lo. Eles teriam o milho, mas eles não irão ao campo colhê-lo. O fruto está pendurado, mas eles não vão estender a mão. A água está fluindo em seus pés, mas eles não vão se inclinar para beber… Irão reclamar porque outros não fazem isso para eles… De tal loucura livrai-nos, ó Deus!”

– Charles Spurgeon

Segundo pesquisa “Futuro Digital em Foco Brasil 2015” (Digital Future Focus Brazil 2015), divulgada pela consultoria comScore os brasileiros são líderes no tempo gasto nas redes sociais, eles gastam em média 650 horas por mês em redes sociais.

Considere a comparação com as horas de trabalho: 40 horas por semana x 4 semanas = 160 horas de trabalho no mês. Ou seja, o brasileiro fica quase 4 vezes mais nas redes sociais do que trabalha.

Há algum tempo fizemos uma pesquisa no nosso site com os nossos assinantes e uma das perguntas era “Quanto tempo você gasta orando em casa ou particularmente (não contando o tempo na igreja ou nos cultos)?” A resposta foi que 40% gasta menos de 15 minutos por dia orando e outros 38% gasta menos de 30 minutos por dia. Isso representa menos de 5% do tempo do dia gasto em redes sociais.

Isso na verdade apenas evidencia que o nosso coração não está no lugar certo. Jesus disse “Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6.21). Se o nosso tesouro fosse realmente a presença de Deus como cantamos tantas vezes em nossos cultos será que isso não se refletiria em como usamos o nosso tempo e em que gastaríamos tanto da nossa vida?

Chegamos nos cultos, nas células e nas reuniões de oração e pedimos para os outros orarem por nossos problemas e dificuldades e quando chegamos em casa fazemos o quê? Gastamos o tempo olhando futilidades e inutilidades numa timeline sem fim. Quantas vezes você não pensou: “Vou dar só uma olhadinha no face” para em seguida descobrir que se passou quase uma hora.

Jesus perguntou aos discípulos “Então nem uma hora pudeste velar comigo?” (Mateus 26:40) e nós conseguimos jogar fora horas com distrações que levam embora até mesmo o lucro financeiro. Os discípulos, pelo menos, tiveram a desculpa do cansaço.

, imagine a transformação que acontecerá na sua vida quando investir seu tempo conversando com Aquele que tudo sabe (inclusive o seu futuro), pedindo o que você precisa para Aquele que tudo tem, confidenciando as suas dores para Aquele que tudo cura.

Não precisa muito, basta que focalizemos em usar corretamente o nosso tempo.

Vinicios Torres

Foco na Palavra que Transforma

Algum tempo atrás questionei o fato de que muitos de nós recebemos conteúdo cristão demais durante o nosso dia e acabamos não usando adequadamente o que recebemos. Ouvimos sermões, recebemos mensagens e textos bíblicos e, agora com Facebook e WhatsApp somos inundados com imagens com versículos e mensagens “inspiradoras”.

Nada errado com elas, se não fosse o fato de que são tantas que acabamos ignorando a maior parte delas e o seu impacto acaba se dissolvendo nas distrações do dia.

Recebi esta citação do pregador inglês Charles Spurgeon que me lembrou novamente desse fato:

“Por que alguns cristãos, apesar de ouvirem mil bons sermões, não têm avanço na vida espiritual? Porque eles negligenciam sua obrigação, seu quarto fechado, a solidão com Deus… eles não meditam no que ouviram. Eles “amam” o trigo, mas não moê-lo. Eles teriam o milho, mas eles não irão ao campo colhê-lo. O fruto está pendurado, mas eles não vão estender a mão. A água está fluindo em seus pés, mas eles não vão se inclinar para beber… Irão reclamar porque outros não fazem isso para eles… De tal loucura livrai-nos, ó Deus!”

– Charles Spurgeon

O que você tem feito com a Palavra de Deus que você recebe?

Está se apropriando dela, meditando, orando sobre ela e permitindo que ela faça efeito em sua vida? Ou ela está se perdendo no mar de informação que recebe todos os dias?

Sempre me provocou admiração os testemunhos dos cristãos perseguidos e presos nos países comunistas e islâmicos que, privados de possuírem um Bíblia de papel, se alimentavam espiritualmente dos textos memorizados. Eram poucos, em comparação com a Bíblia toda, mas os que lembravam faziam a diferença entre a vida e a morte espiritual.

Mantenha uma passagem bíblica em foco no dia, lembrando dela, memorizando, pedindo orientação de Deus em oração de como aquela passagem pode se aplicar na sua vida. Ignore o excesso de informação, mesmo aquela considerada cristã, e faça sua mente se concentar.

Isso dará mais frutos em sua vida do que ouvir sermões na internet o dia todo.

Vinicios Torres

19 anos – Até aqui o Senhor nos ajudou

< !–data.assinante.firstName–>,

Hoje, 1 de junho, fez 19 anos que começamos este site e no ano seguinte iniciamos o envio das mensagens devocionais por e-mail que acabou por se tornar o nosso ministério de fato.

Várias vezes pensamos em parar imaginando que a abundância de material que atualmente existe na internet, na televisão e a grande quantidade de livros suprem aquilo que inicialmente a gente sentia falta.

Porém, mais do que enviar conteúdo, percebemos que muitas pessoas acabaram se tornando nossas “amigas” neste processo. Muitas realmente se tornaram amigas reais com quem tivemos oportunidade de conviver e gastar muito tempo juntos. A maioria, amigas de e-mails, comentários. Verdadeiras, ainda que não físicas.

Muitas pessoas estiveram conosco por anos e não renovaram cadastro e perdemos contato. Outros permanecem conosco desde o início. Posso chamar isso de uma longa caminhada. Muitos de vocês acompanharam as mudanças de vida que acabamos expondo durante este tempo. Tantas vezes que pedimos suas orações e intercessão.

Em tempos de relacionamentos e comunidades virtuais, ICHTUS é uma grande comunidade unidade no propósito original do site: “Edificar o povo de Deus na Palavra de Deus na Internet”.

Esse é o desejo do meu coração: servir o corpo de Cristo ajudando a edificar uma vida de comunhão com Deus por meio da meditação constante na Palavra de Deus.

Apesar de ter passado tantos anos e “conteúdo” não faltar, entendo que existe um lugar para nós continuarmos com nosso trabalho, compartilhando aquilo que Deus tem depositado em nós. Pois se algo nos ajudou, pode ajudar outras pessoas. Se aprendemos algo de Deus, podemos transmitir para você e você para outros.

Quero agradecer a você, < !–data.assinante.firstName–>, que é assinante do nosso serviço, ou como se diz hoje um seguidor nosso, e te convidar a continuar firme no propósito de conhecer mais o nosso Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.

O Senhor nos tem ajudado nestes 19 anos. Com certeza Ele continuará a fazê-lo!

Vinicios Torres

A Quem Honra, Honra – David Balmant (In Memoriam)

Você já imaginou alguma vez que a sua vida normal pode fazer diferença na vida de outras pessoas? Muitas vezes nós nos iludimos de que, para fazer diferença, precisamos fazer algo fora normal, espetacular, algo que nos faça parecer heroicos.

Porém, muitas vezes, é justamente a nossa vida do dia dia que vai tocar as vidas das pessoas ao nosso redor.

Este foi o caso do seu David Balmant e sua família.

Eu tinha 14 anos de idade quando minha mãe decidiu que era hora de eu aprender a trabalhar. Então ela foi conversar com o seu Davi, que era alfaiate na cidade onde morávamos, e perguntou se ele tinha uma vaga para um aprendiz. A partir daquele dia comecei a ir todos os dias à tarde na sua alfaiataria para aprender o ofício. Lá trabalhavam, além dele, sua esposa e seu filho mais velho, Carlos.

Por ser filho de um pai alcoólatra a quem eu via muito pouco, e quando via estava quase sempre envolto em problemas, a experiência de trabalhar com seu David e sua família começou a fazer efeito em mim.

Eu não via ele gritando com seus filhos nem falando alto ou de maneira ríspida com sua esposa. Ele era honesto nos negócios e muito cordial com todas as pessoas com quem tratava, fossem clientes ou conhecidos que passassem para conversar com ele na alfaiataria. Seus filhos lhe tratavam com respeito, sempre vinham almoçar todos juntos e conversavam alegremente à mesa. Até então, eu havia experimentado isso apenas em momentos festivos e não sabia que era possível viver assim no dia a dia.

Seu outro filho, Moisés, embora não trabalhasse na alfaiataria, passava a tarde estudando na sala ao lado de onde eu trabalhava. Ele gostava muito de conversar e começou a me falar sobre a Bíblia e a compartilhar as coisas que ele aprendia na igreja. Por causa da maneira como eles viviam eu estava aberto a ouvir o que eles tinham a dizer.

Após algumas semanas eles me convidaram para conhecer a igreja. Eu gostei do grupo de adolescentes e comecei a frequentar a escola dominical. Depois de alguns meses aconteceu um encontro de adolescentes em um retiro da Igreja Metodista, na cidade de Telêmaco Borba – PR. Moisés iria participar e me convidou para ir junto. Neste encontro, durante uma mensagem do pastor Rosalino Domingos, eu entreguei a minha vida a Cristo.

Assim, a minha nova vida começou bem embasada pelo bom exemplo do seu David e sua família. Como Carlos era líder dos jovens, ele me ensinou muita coisa sobre a Bíblia, não apenas nos estudos bíblicos como também emprestando muitos dos seus livros. Como eu já gostava muito de ler, foi juntar a fome com a vontade de comer.

Seu David já partiu para estar com o Senhor a quem ele serviu. Eu sei que eu não fui o único a ser influenciado pela sua vida. Agradeço a Deus que o tocou a aceitar aquele aprendiz magricela que, apesar de não ter aprendido a profissão, ele colocou no caminho do Reino. Sua vida rende muitos frutos ainda hoje pois todos os três filhos são pastores e estão levando adiante a herança de benção recebida do pai.

Quero hoje honrar ao seu Davi e aos seus filhos pois foram instrumentos de Deus para minha salvação.

O apóstolo Paulo diz para permanecermos semeando pois se não desanimarmos colheremos os resultados. Lembre se que a melhor semeadura que nós podemos fazer é aquela que fazemos todos os dias.

Vinicios Torres

A Quem Honra, Honra – Pr. Edson Barbosa

“Dai a cada um o que lhe é devido: … a quem honra, honra.” (Romanos 13:7)

Era 1982 e era a primeira vez que eu o ouvia a pregar. Eu tinha chegado recentemente do interior e estava agora morando em Curitiba, a capital do Estado, e frequentando a Igreja Metodista Central. Eu era um novo convertido pois não tinha ainda três anos que havia entregado minha vida a Cristo. Muitas coisas numa igreja grande de capital eram novidades para mim. Quando o pastor Edson Barbosa, na época um missionário da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo, começou a pregar, imediatamente prenderam a minha atenção duas características muito peculiares: primeiro, a sua eloquência; segundo, a maneira fácil e clara com que ele transmitia conceitos bíblicos que eu ainda não conhecia.

“O justo viverá pela fé”, dizia ele repetindo o apóstolo Paulo, “mas a nossa fé não é um sentimento. Os sentimentos vêm e vão. Sentimentos variam com as circunstâncias, mas a nossa fé deve ser baseada nas promessas da imutável Palavra de Deus. A nossa vida deve ser como um trem: a fé é a locomotiva que puxa o trem e as emoções são apenas um dos vagões da vida”. Conceito muito simples, mas para mim era uma novidade libertadora, pois eu vivia tentando sentir fé e me frustrava pois todas as vezes que eu precisava de fé os meus sentimentos me confundiam.

A admiração daquela primeira vez fez com que eu participasse dos cursos da Cruzada e alguns anos depois me decidisse participar, agora com minha família, da igreja que ele fundara. Foram muitas as vezes que ele pastoralmente me ouviu e me aconselhou. Eu e minha família tivemos o privilégio de conviver com ele e sua esposa Hilce.

Tenho até hoje um caderno no qual anotava as mensagens e estudos dos quais participava na igreja e em um deles há uma observação: “Este foi o dia que o meu filho convidou o Cristo para entrar no seu coração”. Ele tinha 6 anos de idade e naquele culto o pastor Edson tinha pegado uma mensagem baseada em um versículo de Hebreus que fala sobre Cristo ter sido crucificado fora dos muros da cidade. Mensagem com bastantes conceitos teológicos mas, no final dela, meu filho virou-se para mim e perguntou: “Pai, com isso tudo aí que ele disse significa que eu também tenho que aceitar a Cristo não é?” E eu respondi: “Exatamente meu filho você também tem que tomar uma decisão de convidar Cristo para entrar no seu coração”. Ele perguntou: “eu posso fazer isso agora? Posso ir lá na frente e fazer oração para que Cristo entre na minha vida?” Levantamos, fomos à frente e meu filho fez uma oração entregando à Vida a Cristo naquela noite.

Em vários momentos chaves da nossa vida a influência do Pastor Edson se fez notada.

Um das coisas mais marcantes que ele imprimiu em mim, foi a sua ênfase em cuidar de pessoas. Em todo o tempo que eu conheço sempre vi ele gastando tempo em acompanhar e ajudar as pessoas. Vi várias iniciativas e ministérios nascerem inspirados pelas suas ideias e levadas adiante por pessoas que foram despertadas pelo seu cuidado.

Certa vez assisti a um clipe da música “Flores em Vida”, do cantor Paulo César Baruk, e achei interessante como a mensagem da música e o tema do clipe me lembravam muito as coisas que eu via o pastor Edson ensinar e pregar. Na época, fazia anos que nós tínhamos mudado de cidade e estávamos longe. Algum tempo depois, li uma entrevista do Paulo César contando como foi a inspiração para escrever aquela música. Ele havia recebido um telefonema de um pastor de Curitiba que havia ligado para ele apenas para agradecer pelo trabalho que ele estava fazendo, ele disse que estava dando flores em vida. O pastor em questão era o Pastor Edson Barbosa, conforme as minhas suspeitas.

É muito especial a sua maneira de valorizar as pessoas e fazer com que elas saibam que são amadas por Deus. Veja como ele faz isso assistindo este vídeo de uma devocional realizada em um curso no Instituto Haggai:

Quero hoje honrar ao Pr. Edson Barbosa, agradecendo a Deus pelas sementes da Palavra e das atitudes que foram plantadas em nós. Muitas dessas sementes já frutificaram e outras continuarão a frutificar pelo resto da vida.