Vinicios Torres

Luta Contra o Pecado

“Na luta contra o pecado, vocês ainda não resistiram até o ponto de derramar o próprio sangue.” (Hebreus 12:4)

Todos nós, em algum momento da vida, enfrentamos a situação de lutar contra pecados que muitos convencionaram chamar de “pecados de estimação”. Aqueles que, por hábito, temperamento ou fraqueza de caráter, parecem ter vida própria e nos assaltam quando menos esperamos e nos fazem cair.

Se por um lado, encontramos consolo de que Cristo é o nosso advogado e podemos receber o perdão e a purificação ao confessar os nossos pecados (1 João 1:9); por outro, questiono-me se estamos fadados a ser continuamente derrotados por esses pecados. Se assim for, penso que esse seria o estado de continuar escravo do pecado, o que não é consistente com a promessa de Cristo de que aquele “que o Filho libertar será verdadeiramente livre” (João 8:36).

O que me chamou a atenção nessa passagem foi a expressão “vocês ainda não resistiram”. O perdão dos pecados foi garantido por Cristo ao derramar o Seu sangue na cruz. Mas, resistir ao domínio do pecado sobre os nossos corpos e mentes é nossa responsabilidade. Foi isso que Deus disse a Caim: “O pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gênesis 4:7).

Essa reflexão me fez lembrar o testemunho de um homem que se converteu de uma vida de drogas, homossexualismo e protituição. Na época de sua conversão ele tinha um “amante”, um homem que frequentemente usava os seus “serviços”. Algumas semanas após a sua conversão, depois de ter parado com as atividades, ele foi procurado por esse homem que insistiu que queria continuar o relacionamento. Com a sua recusa, aquele homem tentou forçá-lo e ele resistiu dizendo que havia se convertido e que não mais faria aquilo. Os dois travaram uma luta corporal tão intensa que quando ele conseguiu se livrar e o homem desistindo, foi embora, ele estava muito ferido e com toda a roupa rasgada. Ele testemunhou que depois daquilo nunca teve que lutar com pensamentos de voltar àquelas práticas.

E você, já se dispôs a lutar contra o domínio de um pecado a ponto de poder dizer que derramou sangue para se ver livre dele? Ou quando esse lhe bateu a porta, não ofereceu resistência e deixou-o entrar e estragar seu relacionamento com Deus?

Não estamos sozinhos nessa luta, nem condenados a lutar só com nossas forças. Na ocasião em que Jesus subiu aos céus, ele prometeu aos discípulos que eles seriam revestidos de PODER. O Espírito Santo habita em você, portanto, o poder para resistir está dentro de você. Cumpre a ti, usar esse poder do Espírito Santo para lutar contra o domínio do pecado.

“Senhor, perdoe-me porque tantas vezes me deixei vencer por esses pecados recorrentes. Ajuda-me a confiar em ti e usar o teu poder para resistir, se necessário fisicamente, até conseguir a vitória.“

Vinicios Torres

O Que Você Está Fazendo Pelo Brasil?

“E procurai a paz da cidade, … e orai por ela ao Senhor: porque na sua paz vós tereis paz.” (Jeremias 29:7)

Estamos vivendo tempos difíceis no nosso País e temo que estes tempos possam se tornar ainda mais difíceis se não forem tomadas as providências corretas. Mas, quem garante que as providências certas serão tomadas?

Dependendo de onde você vive, certamente está experimentando os efeitos devastadores das consequências das decisões tomadas apenas em interesse próprio e não no melhor interesse para a nação e para a construção de um bom futuro para nossos filhos e netos.

Temo que não compreendemos que, de nada adianta trabalharmos exaustivamente para construir um patrimônio e deixar uma boa herança para nossos descendentes, se a conjuntura em que eles são construídos foi formada para devorar tudo o que você lutou para deixar-lhes.

Vejo muitos cristãos viverem como se nada do que acontece no mundo fizesse diferença. Só para ouvi-los depois pedirem oração para Deus livrá-los das consequências daquilo que eles ignoraram.

As decisões (e indecisões) do governo afetam a todos, inclusive a nós, os cristãos. E por governo me refiro a todas as esferas, executivo, legislativo e judiciário.

Sim, eu estou consciente que Deus é maior que esse sistema mundano. Sim, eu sei que Deus cuida de nós, pois eu já experimentei esse cuidado muitas vezes, inclusive em questões relacionadas ao trato com o governo.

Mas quando eu vejo Deus falar através do profeta: “ore pela paz da sua cidade (ou estado, ou pais) porque se ele tiver paz VOCÊS terão paz” (ênfase minha) eu entendo que tem algo que se eu não fizer, então eu não vou desfrutar.

Por que orar pela paz? Simples. Se não houver esforço consciente para manter a paz, o sossego acaba. O pecado que está no coração ser humano (Mateus 15:19-20) se manifesta sem esforço, e se ele não for resistido ativamente, ele acabará por dominar a sociedade.

E a nossa luta pela paz em nosso País, na nossa sociedade, não é uma luta armada ou uma luta intelectual (no campo das ideologias). A nossa luta é espiritual, ela é contra as hostes da maldade que dominam as mentes dos homens em posição de comando, que os induzem a agir de maneira contrária ao que se esperaria de alguém que foi colocado em posição de autoridade para defender os interesses do povo que o elegeu para representá-lo.

Não adianta ouvir as notícias e entrar no coro dos que reclamam da falta de caráter dos outros. Devemos nos engajar na batalha pela paz do nosso país.

E essa batalha começa, como o próprio Deus afirmou pela boca de Jeremias, no nosso quarto, clamando a Deus que estabeleça o Seu Reino e nos traga a paz e prosperidade.

“Senhor, abra os meus olhos para enxergar a mudança que oração pode fazer pela minha cidade, pelo meu estado e pelo meu país.“

Vinicios Torres

O Que o Masterchef Pode Nos Ensinar Sobre Amargura

“Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus; que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando muitos;” (Hebreus 12:15)

Acabo de assistir a um episódio do programa Masterchef e uma coisa me chamou a atenção. Neste episódio um dos candidatos, avaliado como um potencial candidato ao título já nas primeiras provas, teve um bom desempenho na primeira prova, mas foi excluído pela vencedora para se livrar da prova de eliminação. Ela deliberadamente o deixou dizendo que ele era um forte candidato e a ameaçava.

O candidato em questão ficou visivelmente chateado e questionou o critério usado pela concorrente na escolha. Ficou evidente que aquela rejeição provocou uma amargura naquele candidato.

Resumo da história: nas duas provas de eliminação seguintes este candidato não conseguiu se sair bem, apresentando nas duas oportunidades um dos piores pratos, e acabou eliminado do programa. Um dos companheiros comentou que a sua raiva afetou o seu desempenho, pois “nós passamos nossos sentimentos para o prato que estamos fazendo”.

Este é um exemplo muito prático do que o autor de Hebreus fala nesta passagem: cuide que nenhuma raiz de amargura brote, pois se isso acontecer o resultado será “perturbação”.

Quando estamos perturbados por alguma coisa, ela nos rouba a atenção daquilo que deveria ser nosso foco. A perturbação da amargura rouba a energia, a tranquilidade e a paz necessária para realizar o melhor que podemos na vida. Alguém perturbado está desfocado, agitado, com a atenção dividida.

Essa perturbação pode se tornar maior ainda se temos influência ou exercemos liderança, pois ela pode ser transmitida a outros. Como diz o autor de Hebreus, podemos contaminar a muitos com a nossa perturbação e o prejuízo que causamos se estende a outras pessoas.

Motivos para ficar amargurados podem acontecer sem que estejamos esperando. Podemos ser rejeitados, sujeitos à injustiça, deixados de lado numa promoção que achávamos que tínhamos direito, induzidos ao erro, descobrir que alguém tem um conceito a nosso respeito menor do que pensávamos… a lista se estende praticamente ao infinito.

Para dominarmos a amargura temos que manter a consciência de que nosso valor vem de Deus, que a nossa vida e o nosso futuro estão nas mãos dEle e que tudo que nos acontece, acontece para o nosso bem (Romanos 8:28). Mesmo aquilo que parece não ser o melhor para nós, Deus pode usar para bênção. Sendo assim, aquelas coisas que poderiam nos provocar amargura, lançadas sobre Cristo (1 Pedro 5:7) tornam-se motivos de ação de Graças (1 Tessalonicenses 5:18), deixando de ser causa de perturbação e transformando-se em testemunho da fé em Deus.

No Masterchef, um candidato sucumbiu à amargura e perdeu seu direito de lutar por um prêmio terreno. No nosso caso, a amargura pode nos fazer perder um prêmio eterno.

“Senhor, ajuda-nos a estar alertas para não permitirmos que a amargura se instale em nosso coração, antes que sejamos submissos à Tua vontade e enfrentemos todas as lutas com fé em Ti.“

Vinicios Torres

A Transformação Deve Ser Interna

“Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito,” (Efésios 3:16)

Nesses anos de vida cristã vi diversas “ondas” e “ênfases”. Em se tratando de libertar as pessoas de seus entraves e liberá-las para viver todo potencial que Deus deu a elas contamos: Aconselhamento, Cura Interior, Encontros de Casais, Discipulado, Quebra de Maldições, Libertação, Veredas Antigas, e a onda mais recente, vinda das áreas esportivas e empresariais, que tem se espalhado pela igreja: o coaching.

Entenda, nenhuma delas é ruim. Cada uma delas tem o seu valor e, cuidadosamente usada, pode fazer diferença substancial na vida de alguém.

Mas devemos entender algumas coisas para não nos decepcionarmos com o uso de alguma dessas técnicas e daí sair falando que elas não são úteis.

Devemos entender que nenhuma delas resolve todos os problemas e dificuldades. Nenhuma delas é a solução definitiva e completa. Nenhuma delas deveria ser aquela que usamos para todo e qualquer problema. Devemos ser sábios em identificar a necessidade real da pessoa e propor o uso da técnica adequada para aquela pessoa e para aquele problema, naquele tempo. O que pode ser útil hoje para uma coisa, pode não ser útil amanhã para o mesmo problema, ainda que para a mesma pessoa.

Mas, o mais importante que penso que devemos entender sempre: a motivação para mudança tem que ser interna.

Já vi igrejas implantarem um “ministério de resolver isso ou aquilo” e constrangerem todos os seus membros a participar. Invariavelmente, ouvi as pessoas reclamarem que gastaram tempo e recursos com atividades que não resultaram em nada para elas. Obviamente, elas participaram sem a motivação apropriada ou para resolver algo que o método não se propõe ou não é adequado.

A decisão da mudança deve estar estabelecida no coração, então a ajuda poderá ser efetiva. Enquanto não houver a consciência da necessidade da mudança, o esforço externo será infrutífero.

Aquele cuja decisão interna acontecer, tem a sua disposição o poder de Deus, por meio do Seu Espírito Santo, fortalecendo-o para batalhar pela transformação.

Que Deus te fortaleça no íntimo do seu ser com o poder do Espírito Santo para efetuar todas as mudanças necessárias para experimentar a plenitude da vida que Ele tem para você.

Vinicios Torres

Perseverança – Fundamentos da Oração

Junto com o aplicativo do ICHTUS, estamos fazendo uma série de vídeos sobre os fundamentos da oração. O foco está sendo nos aspectos práticos da vida de oração e o objetivo é estimular você a desenvolver um tempo de oração consistente e de qualidade.

Se você já baixou o aplicativo então já deve ter visto os primeiros vídeos:

  • Fundamentos da Vida Cristã
  • Fundamento: Seu Encontro com Deus
  • Fundamento: Sua Lista de Oração

Hoje foi disponibilizado um novo vídeo falando de mais um fundamento: a necessidade de ser persistente em levar a Deus nossos pedidos e nossas necessidades.

Assista os vídeos:

Baixe o aplicativo e comece a usá-lo para melhorar seu tempo de comunhão com Deus:

Vinicios Torres

Um Conselho Prático

“Vês a um homem perito na sua obra? Perante reis será posto; não entre a plebe.” (Provérbios 22:29)

Quem não ouviu alguma vez alguma pregação ou palestra que exaltavam a José e Daniel, personagens bíblicos, por terem se destacado na sua esfera profissional? Certamente reconhecemos que Deus abençoou a José na sua tarefa de administrar a casa de Potifar e posteriormente de governar o Egito. Reconhecemos também a bênção de Deus sobre Daniel que se destacou entre os líderes da Babilônia.

A Bíblia tem outros exemplos de pessoas que foram mencionadas pelas suas habilidades e capacidades. Essas capacidades abriram as portas da promoção e da prosperidade. Algumas vezes abriu as portas do governo da nação e da liderança do povo.

Atualmente, vivemos no Brasil um tempo de contrastes. Frequentemente ouço falar sobre a quantidade enorme de desempregados, triste situação que afeta a toda a sociedade e que, já ouvi falar, acaba por aumentar o índice de criminalidade, que tanto nos assusta.

Por outro lado, ouço, também frequentemente, às vezes com tons de entusiasmo nos jornais, da quantidade de vagas disponíveis.

Mas tem uma coisa que tenho ouvido e experimentado há muitos anos: como muitas empresas estão tendo dificuldades para preencher suas vagas. Elas, simplesmente, não conseguem encontrar pessoas capacitadas e/ou comprometidas para os cargos disponíveis.

Independentemente de a quem você atribui a culpa por isso, quero, como cristão, olhar para a situação pelos olhos da oportunidade.

Veja o caso de José, por exemplo. Faraó estava enfrentando uma escassez de pessoas que tivessem a habilidade de interpretar sonhos (veja só, já naquela época tinha muita gente disponível mas sem as qualidades necessárias). José já tinha experimentado receber sonhos de Deus e sabia onde procurar ajuda para interpretá-los. E não só isso. A interpretação abriu a oportunidade de propor a Faraó um plano para administrar os eventos previstos pelo sonho. Faraó, olhando para José, pergunta “Quem melhor para dirigir este plano senão você que já demonstrou a experiência na administração do patrimônio de Potifar?”

Quando Deus abriu a oportunidade, José já tinha o conhecimento e a experiência necessária para aproveitá-la.

Mas quando eu olho para o nosso sofrido povo brasileiro, vejo um oceano de pessoas despreparadas para as oportunidades que a vida possa oferecer. A maioria mal passou pelas escolas e, quando o fez, mal aproveitou para aprender o que estava disponível.

Quero que você avalie comigo a seguinte situação: uma pessoa da família trabalha em uma empresa que precisa de pessoas experientes na área de vendas de projetos. Faz meses que estão tentando preencher as vagas.

Sabe onde as pessoas fracassam na seleção? Elas não conseguem passar no teste de Língua Portuguesa e Matemática.

Mesmo que os candidatos sejam experientes na área de vendas, a empresa não contrata pois não pode ficar pagando alguém para revisar tudo o que o profissional escreve antes de mandar para os clientes e não podem ficar revisando os cálculos dos projetos. Eles precisam que o profissional seja confiável.

Pode ter certeza, este não é um caso único.

O meu conselho prático é: aprimore e estimule seus filhos e netos a dominarem a Língua Portuguesa e a Matemática. Essas duas habilidades farão cada vez mais diferença para você e para eles no futuro. Não precisa se tornar um professor de português nem um mestre matemático. Domine a capacidade de escrever claramente e sem erros básicos. Domine as operações básicas de matemática e o cálculo financeiro.

Já ouviu o ditado que “em terra de cego quem tem um olho é rei”? Então, em um oceano de desempregados que mal conseguem entender o leem, dominar a sua língua e a capacidade de cálculo farão de você um profissional diferenciado.

“Senhor, ajuda-me a ser fiel fazendo a minha parte na preparação para as oportunidades que Tu trarás para mim.“

Vinicios Torres

Ateísmo Prático

“E por que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo?” (Lucas 6:46)

Vivemos muitas vezes de maneira incoerente. Dizemos uma coisa e fazemos outra. Aparentamos a imagem que achamos que será melhor para sermos aceitos pela sociedade e, interiormente, estamos lutando para manter a sanidade mental. Sim, manter a sanidade, pois ter dupla personalidade é sintoma de problemas mentais.

Somos cristãos, mas vivemos como se não fôssemos, pois a maneira como nos portamos revela a verdade:

  • Dizemos que confiamos em Deus, mas ao enfrentar um problema lutamos com todas as nossas forças primeiro e, depois de não conseguir resolver, sucumbimos: vamos orar para que Deus nos livre;

  • Dizemos que a Bíblia é a Palavra de Deus, mas quando nos relacionamos com os outros, trabalhamos, vivemos em família, não praticamos aquilo que lemos e ouvimos;

  • Dizemos que amamos a Deus, mas insistimos em criticar, rejeitar e separar as pessoas, quando a Palavra diz que não podemos amar a quem não vemos sem amar aos que estão ao redor de nós;

  • Dizemos que desejamos seu reino e a sua vinda, mas não nos posicionamos seriamente a respeito do pecado, não nos envolvemos na proclamação da evangelho e não fazemos diferença na sociedade onde estamos inseridos.

Somos cristãos teóricos, que gostam de ouvir falar que somos amados, perdoados, protegidos e que seremos salvos do inferno.

Mas somos ateus na prática, pois no dia a dia não trazemos essas realidades para a nossa vida.

Mas não precisa ser assim. Jesus disse que quando ele fosse para o Pai mandaria o Consolador que nos ajudaria e nos lembraria de tudo que ele ensinou. O Espírito Santo habita em nós, os que cremos, e é o poder de Deus disponível para atuar em nós.

Permita que o Espírito Santo aja em você e o ajude a fazer tudo o que Jesus disse. Da nossa própria força não conseguiremos sair deste ateísmo prático, mas apenas quando deixarmos que Cristo viva em nós obedeceremos plenamente a tudo que Ele nos mandar.

“Espírito Santo, dá-me o poder de deixar Cristo viver em mim.“

Vinicios Torres

Conhecendo o “Tempo”

“Quem guarda o mandamento não experimenta nenhum mal; e o coração do sábio conhece o tempo e o modo. Porque para todo o propósito há tempo e modo;” (Eclesiastes 8:5,6a)

Você conhece o tempo que está vivendo?

A nossa vida é marcada por períodos. Fazemos a divisão temporal por anos, semestres e meses. Esses grandes períodos determinam o foco dos nossos esforços e do nosso trabalho.

Mas, ao meditar nesta passagem, percebi um aspecto interessante. Muitas vezes o “tempo” pode não ser necessariamente o cronológico, medido no relógio e no calendário. Existe o tempo que é a época que estamos vivendo, suas mudanças e implicações para nossa vida. As coisas que acontecem ao nosso redor que, muitas vezes, não estão sob nossa responsabilidade mas cujas consequências nos atingirão.

Viver tão somente focado nas nossas necessidades e interesses, desconectado da compreensão do tempo que vivemos, fará com que não estejamos prontos para viver os efeitos que esse tempo trará. Ou seja, não saberemos o “modo” de viver corretamente o tempo que se apresenta.

Compreender a ênfase do tempo atual, dá ao sábio condições de imaginar os efeitos que serão gerados no futuro. Ao fazer isso ele, então, terá dois principais posicionamentos, ou modos de agir, possíveis:

Preparar-se para este futuro

Caso o sábio compreenda que esse tempo tem um propósito definido conforme a vontade de Deus e bênção para o seu povo, ele então se prepara para este futuro. É o caso de José, que ao interpretar o sonho do Faraó e entender o tempo de fome como inevitável, propôs ao Faraó um plano que garantiu a vida e a prosperidade apesar dos maus tempos.

Intervir na situação atual para mudar esse futuro

Caso o sábio compreenda que a ênfase desse tempo não trará a bênção de Deus; muitas vezes, em vez disso trará a tribulação e sofrimento, então ele poderá ir para a presença de Deus para conseguir instrução sobre o que fazer. Muitas vezes a direção de Deus será de lutar para mudar a situação e reverter a condenação. Outras vezes Deus orientará para mudar e evitar as consequências que advirão.

Penso em dois exemplos: primeiro, o de Daniel, que ao meditar sobre as profecias de Jeremias, entendeu que o tempo do cativeiro estava chegando ao fim e orou para que Deus perdoasse o povo e restabelecesse a nação de Israel. Ele entendeu seu “tempo” e orou para que Deus não deixasse o seu povo no cativeiro mais do que o necessário. Segundo, o do apóstolo Paulo que em várias ocasiões, fugiu ou mudou de cidade para continuar pregando o evangelho. Ele discerniu o tempo e entendeu o modo que deveria aplicar.

Nosso mundo está passando um “tempo” que por muitos é considerado agitado mais do que o normal. Eu, na verdade, compreendo que estamos vivendo as consequências de tempos anteriores, com mudanças culturais e sociais que ignoraram Deus e sua Palavra, e que agora estão dando seus frutos. Amargos frutos.

Temos a oportunidade de discernir esses tempos e buscar em Deus a sabedoria para aplicar o melhor modo de viver neles.

“Senhor, Tu prometeste sabedoria aos que pedirem, portanto Deus dá-nos Tua sabedoria para aplicarmos Tua vontade nesses tempos que vivemos.“