Segue-me

“E Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me.” (Marcos 10:21 ARA)

Eu, e você também certamente, já ouvi dezenas de mensagens e pregações sobre o texto do jovem rico que desistiu de seguir a Jesus por que Ele pediu que ele abrisse mão de suas riquezas materiais. Mas tem uma pergunta que eu tenho feito sobre este texto. Onde é que o rapaz falou que queria segui-lo? Ele perguntou como fazer para herdar a vida eterna, não para seguir a Jesus. A resposta de Jesus foi clara “só te falta uma coisa”. Não faltavam duas, portanto se livrar dos bens e segui-lo devem ser uma coisa só. Ou isso, ou herdar a vida eterna e andar com Cristo é que são a mesma coisa.

É uma reflexão interessante e não quero desperdiçar a riqueza do texto, a despeito da minha opinião pessoal.

Livrar-se das riquezas deste mundo e seguir a Jesus são uma coisa só, muitos de nós estão no caminho errado. Não por possuírem bens, pois não vejo nada na Bíblia que condene o ser rico em si, mas note que Jesus conhecia o coração deste jovem. As riquezas eram tudo para ele, portanto o Reino de Deus não teria importância. Aquele de nós que se estribar em suas riquezas, seja para ter segurança ou ter poder, não é digno da herança celestial. Seja rico, meu irmão, não tem problema, mas não coloque isso na frente de ser dedicado e separado para Deus.

Se seguir a Jesus e herdar a vida eterna é que for a mesma coisa, muitos de nós estão no caminho errado. O caminho de “aceitar” a Cristo e deixá-lo como salvador passivo, sem permitir que Ele seja Senhor e dono de seu coração, é um caminho enganoso. Ou somos Dele ou não temos nada com Ele. Isso é o que significa “seguir”, que é muito mais do que andar atrás.

De um ou de outro modo, Jesus o amou. Está no texto, não é interpretação. Seguir a lei mosaica foi bom para o jovem, mas insuficiente.

A palavra chave aqui é entrega. Vamos nos entregar.

“Senhor, eu quero sinceramente ir além no relacionamento contigo, não importa o quanto já tenha caminhado. Quero ir além Te tornando meu Senhor absoluto em todas as áreas da minha vida.”

Mário Fernandez

Não Somente Eu

“Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.” (2 Timóteo 4:8 ARA)

Ninguém trabalha sossegado se não estiver motivado e vislumbrando claramente seu alvo. É assim na vida familiar, profissional, ministerial, eclesiástica… E dificilmente algo motiva mais do um prêmio, seja para adultos ou crianças. Neste versículo o apóstolo Paulo nos fala de um prêmio mui cobiçado: a coroa da justiça, dada pelo Senhor. Não consigo pensar em um prêmio muito mais motivador do que este.

Mas tenho meditado que talvez alguns entre nós imaginem que isso seja para pessoas como Paulo, que de tão inspiradas escreveram um pedaço da Bíblia. Não, isso não é verdade. Pessoas ‘normais’ como eu e você estamos na mira deste prêmio, nas palavras do próprio Paulo “não somente a mim”. Note que a única referência que ele faz é de amar a Sua vinda.

Eu particularmente incluiria alguma coisa mais “difícil”, seja santidade, ou sacrifício, ou dedicação. Talvez ser missionário em uma perseguição. Ou morrer em prol do evangelho. Mas não, meu querido, basta amar. O que merece reflexão é o que este amor significa.

Não basta amar a Cristo, tem de amar a Sua vinda. Isso vai implicar em deixar de lado suas opiniões pessoais sobre o que fazer. Basta focar na Sua volta. É isso que gente apaixonada faz, só pensa no objeto do seu desejo. Para Ele voltar toda criatura deverá ouvir o evangelho. Então, vamos nos mexer e anunciar como nunca a salvação que vem unicamente do trono do Pai, encarnada em Seu Filho e consumada pelo Seu Espírito Santo.

Amar a Sua volta é abrir mão de uma vida terrena que dura alguns anos para ganhar uma vida eterna que dura, como o nome já diz, a eternidade. É uma questão de dedicação interior, de inclinação moral, de foco, de prioridade. É deixar de lado as questões menores e se dedicar a arrastar a maior multidão que seja possível para subir contigo.

“Pai, é nessas horas que me admiro de Tua misericórdia. Eu poderei estar na eternidade coroado em justiça, mesmo com todas minhas limitações. Ajuda-me e ensina-me a amar a Tua vinda a ponto de alcançar a coroa.”

Mário Fernandez

Incredulidade 2

“Finalmente, apareceu Jesus aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, porque não deram crédito aos que o tinham visto já ressuscitado.” (Marcos 16:14 ARA)

Aqui neste texto temos outro exemplo de incredulidade, repreendida pelo próprio Senhor Jesus Cristo. Neste caso, foi uma incredulidade no sentido de não dar crédito a um testemunho, especificamente sobre a ressurreição. Foi como nos nossos dias: os irmãos chegam na igreja comentando algo que viram ou testemunharam, os líderes não creram.

Não vou forçar a barra dizendo que isso hoje seja algo que permeia nossas igrejas de forma tão frequente, até porque eu tenho o prazer e o privilégio de conhecer pastores sérios e bem intencionados, que valorizam seus liderados e que levam Deus a sério. Mas é preciso reconhecer que este tipo de coisa ainda acontece e existe dentro das lideranças da igreja, segundo este texto, desde os dias de Jesus.

Nós que pretendemos ter sobriedade e seriedade diante de Deus, não podemos agir assim. Aquilo que temos como sendo do Senhor merece crédito, merece nosso depósito de confiança. Não estou dizendo que devemos crer em tudo que nos é contado, mas lembremos, em tempo, que o próprio Senhor havia dito que voltaria da morte. Havia profecias, havia uma sinalização clara. Por falta de crer nela, os onze (já sem Judas Iscariotes), foram repreendidos pelo Senhor.

O que merece nosso foco e nossa atenção é justamente o que deve e o que não deve receber crédito. Deus prometeu que curaríamos enfermos no poder do Seu Espírito: podemos crer. Prometeu que haveria perdão: creiamos. Prometeu que estaria conosco todos os dias até a consumação dos séculos. Aí que eu queria chegar: se não cremos na promessa, porque creríamos na ordem de ir por todos os povos e fazer discípulos?

Será que é por isso que tantos entre nós não cumprem cabalmente seu papel proclamando sua fé? Talvez…

“Pai, ensina-me a ser útil para o Teu Reino e a crer de forma adequada naquilo que me é testificado. Quero cumprir minha missão e crer naquilo que for Teu.”

Mário Fernandez