Mário Fernandez

O Noivo – A Noiva de Cristo

“Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra,” (Efésios 5:25,26)

Num casamento os dois personagens principais são a noiva e o noivo, variando em importância e glamour de cultura para cultura. Aqui no Brasil, pelo menos por onde eu tenho ido e testemunhado, a noiva sempre chama mais atenção com entrada, vestido, daminhas, flores, bouquê, etc. Embora que casamento com noiva vestida de branco tem sido cada vez mais escasso… Mas nas bodas do Cordeiro, será diferente – noivo é quem brilha e quem terá toda atenção.

Talvez para algumas pessoas, e me refiro principalmente dentro das nossas congregações locais, a figura do noivo se dissipou. Temos um Jesus no presépio, temos o homem da cruz, temos o personagem histórico que está mais para andarilho de Israel, temos aquele cujo nome serve de ponto para nossas orações (as vezes vírgula), temos algumas músicas falando Dele (cada vez menos inclusive, antes que me esqueça). Mas este não é o noivo.

O noivo deu a vida pela noiva de forma voluntária e dolorosa, não foi algo nem fácil de fazer nem simples de entender. Se tem uma coisa que Jesus não é mais é o homem da cruz, pois venceu a morte – embora tenha passado pela cruz. Ele não é a virgula de nossas orações, Ele é o Alpha e o Omega, o princípio e o fim. O casamento dos nossos dias nasce com a possibilidade “direito assegurado” de desfazer se não der certo, mesmo com motivo fútil. O noivo de hoje olha para a noiva como sua futura ex-esposa com grande naturalidade. Não raras vezes já nem é a primeira noiva de sua vida. O Cordeiro não é assim, Ele deu a vida por essa noiva e fará de tudo por ela.

Não podemos deixar de lembrar quem é O noivo. Faça uma pequena pausa e leia Filipenses 2:6-11 para saber de quem estamos falando.

“que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.”

Simplesmente o Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, diante do qual todo joelho se dobrará – inclusive o da noiva. Curvar-se representa submissão, sujeição, obediência, respeito, reverência, humilhação, comfiança. Meu querido, cabe sim à noiva do Cordeiro se curvar de joelhos diante Dele. Deve a vida a Ele que se entregou por ela. Foi preciso que Ele morresse para garantir o casamento, então Ele morreu.

Saber quem é o noivo muda o comportamento da noiva, com certeza. Meus filhos, a esta altura, ainda são solteiros, mas ambos são adultos. Ensinei-os durante toda vida sobre a seriedade e importância do casamento. Testemunharam familias se formando e desmoronando e em cada oportunidade que tive, procurei esclarecer como as coisas realmente são e como devem ser. Se a igreja de nossos dias atentar aos ensinos de tantos anos, será uma noiva melhor, pois não merece nem de perto o noivo q quem ela foi prometida – Ele está num padrão muito muito acima do que jamais poderá ser alcançado. Acordemos para isso.

“Senhor, me ajuda a entender a superioridade do Noivo e conduzir minha vida de forma adequada, recíproca e respeitosa. Nunca poderei pagar ou compensar o amor que Ele teve por mim, morrendo em meu lugar – mas tem muito que devo fazer.“

Mário Fernandez

Prometida – A Noiva de Cristo

“Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo.” (Mateus 1:18)

A história de Maria é admirável e a despeito do fato da teologia protestante não reconhecer tanto valor quanto é dado pela teologia católica, eu como servo de Deus me sinto em débito com essa moça chamada Maria. Biblicamente falando, Maria foi considerada bem-aventurada, o que foi para poucos, menos ainda com recado dado diretamente por uma anjo graduado do Reino. Mas nada me admira mais do que o fato de que, embora José tenha intentado desistir do casamento por causa de uma gravidez que não era sua, Maria não o fez – ao menos segundo os registros bíblicos, provavelmente porque sua convicção no recado do anjo era total.

Esse atributo me chamou a atenção – Maria estava prometida em casamento, portanto dela se esperavam algumas ações e atitudes. Onde estavam seus pais nessa altura da história? Com quem ela vivia? Que idade ela teria? Que tipo de vestimenta utilizava? Havia algum símbolo visível de seu compromisso como hoje temos a aliança? Como ela conheceu José? Quem a prometeu em casamento, foram eles que se apaixonaram ou foi arranjo familiar? Não sabemos ao certo nada disso, pelo menos não de base bíblica, mas uma coisa sabemos – estava prometida e levou isso a sério.

Enquanto hoje a noiva do Cordeiro vive sua vida como bem entende, os aspectos que são valorizados são justamente estes. A igreja de nossos dias defende sua denominação, valoriza seus ministérios, administra seus recursos, melhora sua infra-estrutura, decora seus prédios, divulga seus programas. Nada disso é ruim e nem está errado, mas isso só responde as perguntas anteriores, não necessariamente demonstra o compromisso com o noivo.

Demonstramos muito mais compromisso ao dizer um “não” do que qualquer outra atitude. Não aceitar uma vantagem indevida de um político (trocar voto por asfalto), não operar à margem da legalidade (o número de congregações que se reúnem sem alvará me assusta), declarando corretamente seus impostos (embora a igreja não pague precisa contabilizar), não se misturando (alguns eventos públicos me deixaram de orelha em pé). Compromisso exige promessa que exige restrição. Pior do que sermos teologicamente fracos ou com uma liderança pouco expressiva ou nossos músicos não serem tudo aquilo. Pior do que tudo isso é não saber a quem fomos prometidos e no que isso implica.

Quando prometi para minha namorada que me casaria com ela tomei providencias – um par de alianças, comecei a guardar dinheiro, procurei locais para festa, lugar para morar depois de casado, pensei nos padrinhos, conversei com meus pais e com os dela. Se estamos de fato prometidos ao Cordeiro, Ele é quem tomará as providencias, é verdade, mas nós devemos corresponder em compromisso.

Avaliemos nossa vida, nossas decisões, nosso “sim” e nosso “não” para ver se estamos de fato vivendo como quem está comprometido com o casamento, ou se estamos mais para uma menina irresponsável fazendo despedida de solteiro, noite após noite, se embriagando com o vinho deste mundo.

“Senhor, me ensina urgentemente a ver onde estou falhando em viver e demonstrar meu compromisso como noiva do Cordeiro. Eu preciso mudar onde for preciso e não vou conseguir sozinho. Sei que o noivo se aproxima.“

Vinicios Torres

Perseverança – Fundamentos da Oração

Junto com o aplicativo do ICHTUS, estamos fazendo uma série de vídeos sobre os fundamentos da oração. O foco está sendo nos aspectos práticos da vida de oração e o objetivo é estimular você a desenvolver um tempo de oração consistente e de qualidade.

Se você já baixou o aplicativo então já deve ter visto os primeiros vídeos:

  • Fundamentos da Vida Cristã
  • Fundamento: Seu Encontro com Deus
  • Fundamento: Sua Lista de Oração

Hoje foi disponibilizado um novo vídeo falando de mais um fundamento: a necessidade de ser persistente em levar a Deus nossos pedidos e nossas necessidades.

Assista os vídeos:

Baixe o aplicativo e comece a usá-lo para melhorar seu tempo de comunhão com Deus:

Mário Fernandez

Características da Noiva de Cristo

“E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la.” (Mateus 16:18)

Estudando o perfil da igreja como noiva de Cristo, a primeira característica que me chamou a atenção foi neste texto, considerado por muitos estudiosos como a primeira menção bíblica da igreja. Uma declaração de Simão, a partir de então chamado de Pedro, anuncia pela primeira vez que o grupo de “chamados para fora” teria esta característica – vitorioso.

Primeiro de tudo precisamos entender que historicamente o termo “igreja” era conhecido na época, embora não no conceito que temos hoje. As pessoas se reuniam em determinados locais para deliberar assuntos que hoje chamamos de políticos, em uma espécia de assembléia. Estas pessoas saíam de suas casas e, por vezes, até mesmo dos limites da cidade, para estas assembleias. Daí vem o termo ekklesia, que foi traduzido como igreja. Jesus então usa este termo, conhecido, dando a ele um novo significado que aponta para outro tipo de assembléia, não mais para discutir assuntos da cidade mas para ser a sua própria assembléia – minha igreja, meu povo chamado para fora.

Temos de entender que uma das características da verdadeira igreja é sua vitória sobre o Hades, o abismo, o inferno. Um grupo de pessoas que se reúne para cantar, ler a Bíblia, meditar nas Escrituras, divulgar o Reino de Deus, fazer ação social, fazer artes, ajudar os carentes – pode não ser necessariamente a melhor expressão do que é a igreja de Cristo, ou que deveria ser. Um grupo de pessoas que se reúne para derrotar as portas do inferno, este sim, manifesta a identidade da noiva do Cordeiro, independentemente de como o façam ou quantos sejam.

Mas então, como se vence as portas do inferno? Eu admito uma série de coisas como válidas, mas destaco:

  • Sendo verdadeiro, pois a mentira vem do inferno
  • Não sendo materialista, pois o amor ao dinheiro é a raiz do mal
  • Atendendo aos pobres, pois esta é a verdadeira religião
  • Vivendo por fé, sem a qual é impossível agradar a Deus
  • Vivendo em santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor
  • Sendo justo, para ter herança
  • Tendo bom testemunho, para o Senhor acrescentar os salvos
  • Obedecendo os mandamentos, para ser amado Dele
  • Indo por todo o mundo, para ser obediente
  • Orando pelos doentes, para expressar sua fé

Eu poderia continuar, mas este espaço não é uma aula de teologia, é uma meditação devocional. Pensemos, meditemos, oremos: estamos mais para um grupo na terra ou para a verdadeira igreja, ante aos fatos bíblicos? A lista acima tem para cada item um versículo de base, embora não esteja citado.

Se queremos ser de fato noiva do Cordeiro, preparados para as bodas, creio sinceramente ser a hora de renovar nossos votos, refazer nossos passos e buscar nossa identidade. Sabemos o que fazer.

“Senhor, me ensina a viver e decidir como andar neste mundo de modo a ser e fazer aquilo que mais reflete o meu compromisso com Jesus. Isso fará de mim mais igreja do que jamais fui, e eu preciso disso.“

Vinicios Torres

Um Conselho Prático

“Vês a um homem perito na sua obra? Perante reis será posto; não entre a plebe.” (Provérbios 22:29)

Quem não ouviu alguma vez alguma pregação ou palestra que exaltavam a José e Daniel, personagens bíblicos, por terem se destacado na sua esfera profissional? Certamente reconhecemos que Deus abençoou a José na sua tarefa de administrar a casa de Potifar e posteriormente de governar o Egito. Reconhecemos também a bênção de Deus sobre Daniel que se destacou entre os líderes da Babilônia.

A Bíblia tem outros exemplos de pessoas que foram mencionadas pelas suas habilidades e capacidades. Essas capacidades abriram as portas da promoção e da prosperidade. Algumas vezes abriu as portas do governo da nação e da liderança do povo.

Atualmente, vivemos no Brasil um tempo de contrastes. Frequentemente ouço falar sobre a quantidade enorme de desempregados, triste situação que afeta a toda a sociedade e que, já ouvi falar, acaba por aumentar o índice de criminalidade, que tanto nos assusta.

Por outro lado, ouço, também frequentemente, às vezes com tons de entusiasmo nos jornais, da quantidade de vagas disponíveis.

Mas tem uma coisa que tenho ouvido e experimentado há muitos anos: como muitas empresas estão tendo dificuldades para preencher suas vagas. Elas, simplesmente, não conseguem encontrar pessoas capacitadas e/ou comprometidas para os cargos disponíveis.

Independentemente de a quem você atribui a culpa por isso, quero, como cristão, olhar para a situação pelos olhos da oportunidade.

Veja o caso de José, por exemplo. Faraó estava enfrentando uma escassez de pessoas que tivessem a habilidade de interpretar sonhos (veja só, já naquela época tinha muita gente disponível mas sem as qualidades necessárias). José já tinha experimentado receber sonhos de Deus e sabia onde procurar ajuda para interpretá-los. E não só isso. A interpretação abriu a oportunidade de propor a Faraó um plano para administrar os eventos previstos pelo sonho. Faraó, olhando para José, pergunta “Quem melhor para dirigir este plano senão você que já demonstrou a experiência na administração do patrimônio de Potifar?”

Quando Deus abriu a oportunidade, José já tinha o conhecimento e a experiência necessária para aproveitá-la.

Mas quando eu olho para o nosso sofrido povo brasileiro, vejo um oceano de pessoas despreparadas para as oportunidades que a vida possa oferecer. A maioria mal passou pelas escolas e, quando o fez, mal aproveitou para aprender o que estava disponível.

Quero que você avalie comigo a seguinte situação: uma pessoa da família trabalha em uma empresa que precisa de pessoas experientes na área de vendas de projetos. Faz meses que estão tentando preencher as vagas.

Sabe onde as pessoas fracassam na seleção? Elas não conseguem passar no teste de Língua Portuguesa e Matemática.

Mesmo que os candidatos sejam experientes na área de vendas, a empresa não contrata pois não pode ficar pagando alguém para revisar tudo o que o profissional escreve antes de mandar para os clientes e não podem ficar revisando os cálculos dos projetos. Eles precisam que o profissional seja confiável.

Pode ter certeza, este não é um caso único.

O meu conselho prático é: aprimore e estimule seus filhos e netos a dominarem a Língua Portuguesa e a Matemática. Essas duas habilidades farão cada vez mais diferença para você e para eles no futuro. Não precisa se tornar um professor de português nem um mestre matemático. Domine a capacidade de escrever claramente e sem erros básicos. Domine as operações básicas de matemática e o cálculo financeiro.

Já ouviu o ditado que “em terra de cego quem tem um olho é rei”? Então, em um oceano de desempregados que mal conseguem entender o leem, dominar a sua língua e a capacidade de cálculo farão de você um profissional diferenciado.

“Senhor, ajuda-me a ser fiel fazendo a minha parte na preparação para as oportunidades que Tu trarás para mim.“

Vinicios Torres

Ateísmo Prático

“E por que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo?” (Lucas 6:46)

Vivemos muitas vezes de maneira incoerente. Dizemos uma coisa e fazemos outra. Aparentamos a imagem que achamos que será melhor para sermos aceitos pela sociedade e, interiormente, estamos lutando para manter a sanidade mental. Sim, manter a sanidade, pois ter dupla personalidade é sintoma de problemas mentais.

Somos cristãos, mas vivemos como se não fôssemos, pois a maneira como nos portamos revela a verdade:

  • Dizemos que confiamos em Deus, mas ao enfrentar um problema lutamos com todas as nossas forças primeiro e, depois de não conseguir resolver, sucumbimos: vamos orar para que Deus nos livre;

  • Dizemos que a Bíblia é a Palavra de Deus, mas quando nos relacionamos com os outros, trabalhamos, vivemos em família, não praticamos aquilo que lemos e ouvimos;

  • Dizemos que amamos a Deus, mas insistimos em criticar, rejeitar e separar as pessoas, quando a Palavra diz que não podemos amar a quem não vemos sem amar aos que estão ao redor de nós;

  • Dizemos que desejamos seu reino e a sua vinda, mas não nos posicionamos seriamente a respeito do pecado, não nos envolvemos na proclamação da evangelho e não fazemos diferença na sociedade onde estamos inseridos.

Somos cristãos teóricos, que gostam de ouvir falar que somos amados, perdoados, protegidos e que seremos salvos do inferno.

Mas somos ateus na prática, pois no dia a dia não trazemos essas realidades para a nossa vida.

Mas não precisa ser assim. Jesus disse que quando ele fosse para o Pai mandaria o Consolador que nos ajudaria e nos lembraria de tudo que ele ensinou. O Espírito Santo habita em nós, os que cremos, e é o poder de Deus disponível para atuar em nós.

Permita que o Espírito Santo aja em você e o ajude a fazer tudo o que Jesus disse. Da nossa própria força não conseguiremos sair deste ateísmo prático, mas apenas quando deixarmos que Cristo viva em nós obedeceremos plenamente a tudo que Ele nos mandar.

“Espírito Santo, dá-me o poder de deixar Cristo viver em mim.“

Mário Fernandez

Expectativas – A Noiva de Cristo

“e apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável.” (Efésios 5:27 )

Todo casamento começa com um casal que pretende viver junto, tem planos de futuro, tem objetivos para alcançar, tem ideias preparadas. Na cultura ocidental que estamos acostumados, todo casal se conhece antes de casar, via de regra se relacionam mais superficialmente por um tempo antes de casar – ou seja, não se casam dois estranhos no momento em que se conhecem. Como eu disse – via de regra.

As bodas do Cordeiro são descritas na Bíblia como a reunião final de Cristo (o noivo) com a sua igreja (noiva) por quem sacrificou Sua vida, venceu a morte, conquistou o Trono Eterno que lhe era devido. Mas, a não ser que seja muito, muito diferente do que conhecemos, todo noivo espera algo de sua noiva e eu creio que o Senhor (noivo) não deve ser muito diferente.

Em um casamento terreno o noivo espera de sua noiva que esta seja bonita (aos seus critérios de beleza), fiel, carinhosa, atenciosa, zelosa, caprichosa, asseada, boa mãe. Em algumas conjunturas deve ser boa dona de casa, sabendo cozinhar, costurar, limpar, organizar – em outras ela terá sua carreira profissional e deverá ser competente, prosperar, crescer. Esporadicamente, ouço de casais que não desejam voluntariamente ter filhos, então esterilidade não é uma opção comum, ao menos não intencionalmente. A parte sexual do relacionamento é também considerada muito importante para ambos. Mas, e nas bodas do Cordeiro?

O versículo escolhido nos mostra pelas palavras do Apóstolo Paulo que a expectativa é de uma noiva (igreja) gloriosa – sinônimo para brilhante, radiante, reluzente, esplendorosa. Sem mancha – sem pecado, sem defeito, sem cicatrizes, sem remendos. Sem ruga – sem defeitos naturais, sem desgaste, sem sinais de cansaço. Santa – sem pecado, sem maldade, sem falhas de caráter, separada desse mundo. Inculpável – não creio que precise explicar.

O problema é que embora tudo isso sejam conceitos muito simples e fáceis de entender, não é assim que vejo a noiva de nossos dias. De uma maneira geral, com exceções em algum aspecto para lá ou para cá, me parece que a noiva de hoje é mundana, pouco dedicada, não está se perfumando para as bodas, acumula rugas e defeitos e pouco ou nada está se preparando. Ou seja, está vivendo a vida de solteira como se o casamento não fosse chegar nunca, ou se fosse possível consertar tudo em cima da hora. Isso é, no mínimo, preocupante, pois o noivo deixou claro como quer e Ele é a autoridade nesta situação. Ou seja, não é a noiva que chegará na hora e dirá “se quiser é assim”.

Permita-me ser bem claro: ou essa noiva de hoje se organiza na vida, muda de atitude, toma rumo de quem está comprometida – ou vai ser barrada do lado de fora. E não se iluda: a festa continua, independentemente de quem esteja do lado de fora, pois, certamente, haverá casamento SIM.

Às vezes me pergunto se as pessoas de nossas congregações locais entendem o conceito de ficar de fora, o conceito de noiva plural (cada um de nós somados), o conceito de eternidade. Está me parecendo que não. Se for este o caso, estamos mais do que atrasados nesta jornada.

Que venha o noivo.

“Senhor, eu quero ser noiva imaculada e inculpável. Ensina-me a andar por caminhos e decisões que não comprometam a imagem de noiva que está determinada pelo noivo como aceitável. Não ficarei de fora.“

Mário Fernandez

Princípios – A Noiva de Cristo

“Regozijemo-nos! Vamos nos alegrar e dar-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se aprontou.” (Apocalipse 19:7 )

A gente sempre aproveita o início de ano para revalidar as coisas. Eu não sou muito ligado nestas coisas, mas depois de escrever por dois anos sobre o verdadeiro evangelho como estilo de vida, me senti impelido a mudar o assunto. Eu estive recentemente ministrando a Palavra em um evento no qual meu tema foi “a noiva de Cristo”. A Palavra que Deus me deu mexeu tanto comigo e com os presentes, que entendi no meu espírito ser o tema para este ano. Eu lembro claramente do dia do meu casamento, como se fosse ontem, ainda que já tenha se passado quase 30 anos. Eu não sou mais o mesmo, a esposa também não, vieram os filhos, um dia virão os netos – mas o casamento, as bodas, a celebração, isso não muda na memória de todos que lá estiveram.

Há pontos em comum e pontos distintos, se compararmos as bodas do Cordeiro com um casamento tal como conhecemos. Quero meditar tanto em um como em outro aspecto. O que há de comum é fácil de entender, o que é diferente deve nos preparar. Note o que temos em comum:

  • Há um casal, composto por um noivo e uma noiva.
  • Depois do casamento não serão mais noivos, sua condição mudará.
  • É um momento festivo.
  • Todos acreditam ser “para sempre”.
  • Há convidados, testemunhas e há estranhos.
  • Grandes expectativas de ambas as famílias.

Contudo, há importantes diferenças:

  • A data não é divulgada, embora esteja marcada.
  • A noiva não é exatamente “uma mulher”.
  • O que vem depois não é bem “uma família”.

Mas nada me chama mais a atenção nisso tudo do que o noivo Jesus. Ele já está esperando pacientemente, investiu tudo pela noiva, está muito muito acima dos padrões da noiva, isso para nem comentar do Pai Dele. Temos de concordar que se fosse pela lógica, Ele teria escolhas melhores a fazer, mas pela Graça e favor do Pai, o amor supera a lógica, e a escolha não foi feita pelos critérios que algum de nós usaria.

Quero dedicar minhas próximas meditações a buscar o mais profundo entendimento que puder alcançar sobre este noivado, casamento e participantes. Quero compartilhar as maravilhas que recebi do Pai. Um dia, que creio será breve, não precisaremos mais ter dúvidas ou incertezas – mas quero chegar nele preparado, esclarecido, adequado.

E acima de tudo, mais importante do que qualquer outro aspecto a ser considerado, vamos manter em mente que estamos às portas das bodas. Seja qual for nossa linha teológica sobre arrebatamento, milênio, escatologia – não importa, temos de concordar que breve o noivo virá.

“Senhor, não me permita perder de vista e de foco o mais importante senso de urgência da minha vida neste mundo – o noivo vem, as bodas estão às vésperas.“