Vinicios Torres

13 Reasons Why, Baleia Azul e Depressão

Em outubro de 2015, escrevi sobre depressão. Recentemente, Little Hope falou em seu canal de vídeo a respeito devido ao crescimento do assunto devido a jogos de computador e séries de filmes.

O assunto deve ser tratado adequadamente pela Igreja. Vejo pouco sendo feito em nosso meio sobre esse assunto.

Se a sua igreja tem uma iniciativa a respeito comente conosco. Queremos ajudar a divulgar.

Enquanto isso, assista ao vídeo dela e repasse para para aqueles que você acha que precisam:

13 Reasons Why, Baleia Azul e Depressão

Mário Fernandez

Honesto – Vivendo o Evangelho

“Mas escolha dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto. Estabeleça-os como chefes de mil, de cem, de cinqüenta e de dez.” (Êxodo 18:21)

Não sei o que será de nosso Brasil nos próximos anos, mas hoje vivemos operação Lava-jato e tantas outras, donos de empreiteiras presos, políticos sendo presos, protestos e manifestações para todo lado, partidos trocando acusações, eleições conturbadas – em resumo um caos. Tudo isso porque… porque… porque… Nem sei mais. Poderia resumir dizendo que a confusão veio do excesso de informação que fez com que ninguém mais parecesse honesto. É bom ou ruim? É melhor assim ou nem saber de nada? O tempo dirá.

Inimigos do ganho desonesto são os honestos. São os que preferem menos, mas o combinado, o justo, o que foi tratado. São os que não fazem questão de mais se for para quebrar princípios ou regras, se for para prejudicar alguém. São os que não idolatram a riqueza nos altares da avareza, no qual não se tem limite para ganhar, ganhar e ganhar ainda mais.

Talvez para alguns meu estilo de vida seja um exagero, digam que eu poderia trabalhar menos, me contentar com um salário menor, viver mais a vida. Talvez para outros eu esteja certo. Ainda poderá haver alguns que digam que sou otário e poderia ganhar mais. A todos o meu recado é o mesmo: seja genuinamente você mesmo, pois é isso que faço. Mas nada disso pode tirar uma coisa de mim e de você: honestidade. Se o ganho for 1, for 10 ou for 100 não importa, pois isso é relativo a cada um. Mas a honestidade é um conceito bem mais claro.

Honestidade é merecer o que ganha e ganhar o que merece. É buscar e fazer valer seus direitos, mas é merecer para ter direito. É combinar melhor para poder cobrar o combinado mas é cumprir o combinado para merecer mais. O ganho desonesto vem do exagero, da mentira, do abuso, da balança enganosa, do metro curto, da hora rápida, do troco errado, ou de tudo que fuja do certo. O ganho honesto vem da verdade e da transparência sem limites.

Liderar o povo de Deus sem abominar o ganho desonesto é uma bomba relógio para ambos. O líder vai se explodir sozinho e o povo vai se desapontar com ele e com Deus. Não porque Deus mereça ou cause desapontamento, mas uma liderança corrompida pelos ganhos vai macular a Sua imagem santa pelos respingos. Isso é inadequado, mas acontece. Muitas pessoas abandonam sua fé porque misturam o líder com o Deus a quem deveriam servir.

Um evangelho que merece ser vivido, como estilo de vida, não tem espaço algum para ganho desonesto. No verdadeiro evangelho o Reino de Deus vem primeiro e acrescenta as demais coisas, supre o pão a cada dia, restringe o mal do dia ao próprio dia. No evangelho de Deus cada coisa tem o seu lugar, e o ganho desonesto tem lugar lá fora, bem longe daqui. Sejam espelhos da glória de Deus sem essa mancha.

“Senhor, eu posso ser tentado a ganhar mais do que mereço mas não posso aceitar isso em minha vida. Me ensina, me fortalece, me alerta e me mostra o que devo fazer. Preciso que as pessoas olhem para mim e Te vejam, inclusive na minha honestidade de ganhos.“

Vinicios Torres

Foco no Tempo que Transforma

“Por que alguns cristãos, apesar de ouvirem mil bons sermões, não têm avanço na vida espiritual? Porque eles negligenciam sua obrigação, seu quarto fechado, a solidão com Deus… eles não meditam no que ouviram. Eles “amam” o trigo, mas não moê-lo. Eles teriam o milho, mas eles não irão ao campo colhê-lo. O fruto está pendurado, mas eles não vão estender a mão. A água está fluindo em seus pés, mas eles não vão se inclinar para beber… Irão reclamar porque outros não fazem isso para eles… De tal loucura livrai-nos, ó Deus!”

– Charles Spurgeon

Segundo pesquisa “Futuro Digital em Foco Brasil 2015” (Digital Future Focus Brazil 2015), divulgada pela consultoria comScore os brasileiros são líderes no tempo gasto nas redes sociais, eles gastam em média 650 horas por mês em redes sociais.

Considere a comparação com as horas de trabalho: 40 horas por semana x 4 semanas = 160 horas de trabalho no mês. Ou seja, o brasileiro fica quase 4 vezes mais nas redes sociais do que trabalha.

Há algum tempo fizemos uma pesquisa no nosso site com os nossos assinantes e uma das perguntas era “Quanto tempo você gasta orando em casa ou particularmente (não contando o tempo na igreja ou nos cultos)?” A resposta foi que 40% gasta menos de 15 minutos por dia orando e outros 38% gasta menos de 30 minutos por dia. Isso representa menos de 5% do tempo do dia gasto em redes sociais.

Isso na verdade apenas evidencia que o nosso coração não está no lugar certo. Jesus disse “Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6.21). Se o nosso tesouro fosse realmente a presença de Deus como cantamos tantas vezes em nossos cultos será que isso não se refletiria em como usamos o nosso tempo e em que gastaríamos tanto da nossa vida?

Chegamos nos cultos, nas células e nas reuniões de oração e pedimos para os outros orarem por nossos problemas e dificuldades e quando chegamos em casa fazemos o quê? Gastamos o tempo olhando futilidades e inutilidades numa timeline sem fim. Quantas vezes você não pensou: “Vou dar só uma olhadinha no face” para em seguida descobrir que se passou quase uma hora.

Jesus perguntou aos discípulos “Então nem uma hora pudeste velar comigo?” (Mateus 26:40) e nós conseguimos jogar fora horas com distrações que levam embora até mesmo o lucro financeiro. Os discípulos, pelo menos, tiveram a desculpa do cansaço.

, imagine a transformação que acontecerá na sua vida quando investir seu tempo conversando com Aquele que tudo sabe (inclusive o seu futuro), pedindo o que você precisa para Aquele que tudo tem, confidenciando as suas dores para Aquele que tudo cura.

Não precisa muito, basta que focalizemos em usar corretamente o nosso tempo.

Vinicios Torres

Foco na Palavra que Transforma

Algum tempo atrás questionei o fato de que muitos de nós recebemos conteúdo cristão demais durante o nosso dia e acabamos não usando adequadamente o que recebemos. Ouvimos sermões, recebemos mensagens e textos bíblicos e, agora com Facebook e WhatsApp somos inundados com imagens com versículos e mensagens “inspiradoras”.

Nada errado com elas, se não fosse o fato de que são tantas que acabamos ignorando a maior parte delas e o seu impacto acaba se dissolvendo nas distrações do dia.

Recebi esta citação do pregador inglês Charles Spurgeon que me lembrou novamente desse fato:

“Por que alguns cristãos, apesar de ouvirem mil bons sermões, não têm avanço na vida espiritual? Porque eles negligenciam sua obrigação, seu quarto fechado, a solidão com Deus… eles não meditam no que ouviram. Eles “amam” o trigo, mas não moê-lo. Eles teriam o milho, mas eles não irão ao campo colhê-lo. O fruto está pendurado, mas eles não vão estender a mão. A água está fluindo em seus pés, mas eles não vão se inclinar para beber… Irão reclamar porque outros não fazem isso para eles… De tal loucura livrai-nos, ó Deus!”

– Charles Spurgeon

O que você tem feito com a Palavra de Deus que você recebe?

Está se apropriando dela, meditando, orando sobre ela e permitindo que ela faça efeito em sua vida? Ou ela está se perdendo no mar de informação que recebe todos os dias?

Sempre me provocou admiração os testemunhos dos cristãos perseguidos e presos nos países comunistas e islâmicos que, privados de possuírem um Bíblia de papel, se alimentavam espiritualmente dos textos memorizados. Eram poucos, em comparação com a Bíblia toda, mas os que lembravam faziam a diferença entre a vida e a morte espiritual.

Mantenha uma passagem bíblica em foco no dia, lembrando dela, memorizando, pedindo orientação de Deus em oração de como aquela passagem pode se aplicar na sua vida. Ignore o excesso de informação, mesmo aquela considerada cristã, e faça sua mente se concentar.

Isso dará mais frutos em sua vida do que ouvir sermões na internet o dia todo.

Mário Fernandez

Tementes – Vivendo o Evangelho

“Mas escolha dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto. Estabeleça-os como chefes de mil, de cem, de cinqüenta e de dez.” (Êxodo 18:21)

Para ser sincero, tudo começou com um homem de minha igreja local me procurando no final de um culto e perguntando “Pastor, temor é sinônimo de medo? Para eu ser temente a Deus devo ter medo Dele?”

Embora a pergunta mereça ser respondida, até mesmo porque ela é recorrente e aflige a alma de muitos, é uma dúvida que não deveríamos ter. Não é razoável ter medo de alguém que nos ama, nos perdoa, nos oferece salvação, paga o preço dos nossos erros e se dispõe a nos receber para viver com Ele pela eternidade. Nossa intimidade com Deus deveria retirar essa dúvida de nossos corações, ainda que na nossa mente algo poderia nos indagar.

Ser temente a Deus é ter tamanho respeito por Deus que pecar não é uma opção. Tem que doer tanto em mim ofender a Deus, que prefiro não fazer. O constrangimento por contrariar quem faz tudo por mim tem que me impedir de cometer os erros. Não significa perfeição, mas significa um esforço pela perfeição ao limite das forças e das capacidades.

Este texto fala de separar do meio do povo homens tementes a Deus (entre outros méritos) para liderar ou chefiar grupos. Sendo eles capazes, porque ainda precisam ser tementes a Deus? Eu respondi isso poucas linhas acima – porque os tementes tem vergonha na cara e sente dor ao cometer erros contra Deus.

Eu preciso, me sinto obrigado, a comentar um detalhe nada sutil a este respeito, que na minha opinião resolve muitas questões mas está fora de moda. Para ser temente a Deus é preciso conhecê-lo, saber o que Ele aprova ou reprova. Isso é absolutamente impossível sem conhecer profundamente a Palavra de Deus, as Escrituras Sagradas, a Bíblia. Quem é fraco de conhecimento Bíblico nunca será adequadamente temente a Deus. NUNCA. Pelo simples motivo de que aquele “constrangimento” que mencionei acima, não faz sentido para quem não sabe o que é certo ou errado – e o único certo é o que a Bíblia chamar de certo.

Portanto, do meu ponto de vista simples, prático e direto, os tementes a Deus deverão necessariamente ser aqueles que tem prazer na Palavra de Deus. Não pelo conhecimento em si, não pela letra, não pela palavra sobre papel – mas pela intimidade que isso traz com o Dono da Palavra.

Dentro de um evangelho como estilo de vida, ser temente a Deus é peça chave. E como a Bíblia mesmo ensina “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Deus nos ajude a conhecê-lo para ter intimidade e não para ter medo Dele.

“Senhor, eu tenho muitos limites, mas sei que preciso te conhecer melhor e temer a Tua Presença. Eu quero Te respeitar a ponto de não fazer nada que Te ofenda.“

Mário Fernandez

Capazes – Vivendo o Evangelho

“Mas escolha dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto. Estabeleça-os como chefes de mil, de cem, de cinqüenta e de dez.” (Êxodo 18:21)

Uma pessoa pode ser entendida como “capaz” quando ela dá conta de fazer aquilo para o qual seja incumbida, ou se ofereça para fazer, ou assuma como responsabilidade. Capacidade tem relação com preparo, com vontade, com habilidade – mas muito mais do que tudo isso, é uma relação direta com dar resultado para algo ou alguém. Ser capaz, portanto não precisa ser sinônimo de ser preparado, estudado, formado, experimentado – mas precisa ser sinônimo de dizer que faz, e fazer.

Eu tenho conhecido lideres eclesiásticos extremamente bem preparados. Formados por boas escolas, muito carismáticos, extremamente letrados, com mestrado, com doutorado, grandes leitores, bons escritores. Ttodas coisas boas, sem sombra de dúvida. Mas não demonstram resultado algum, são apenas enciclopédias com duas pernas. Será que são capazes? Devem ser, mas não se dispõe a tal. Não produzem nada além de palavras, palavras e mais palavras. Um dia perguntei a um destes famosos “doutor, a quanto tempo o irmão não ganha uma alma para Jesus pessoalmente, no um a um?” Imagine a resposta: “Veja bem…”

Líderes capazes são aqueles que usam o que tem, produzem o que der, dão conta do que sabem. Alguns sim, talvez até mesmo a maioria para eu ser justo, são bem preparados. Outros, menos preparados, produzem igual ou até mais. São igualmente capazes, portanto. Se nossa ótica for míope, só conseguiremos ver como capazes aqueles que poderiam fazer e não os que de fato fazem.

O maior dilema é saber o que deve ser considerado como produzir ou fazer, para que possamos entender alguém como capaz. A palavra aqui fala de separar homens capazes para liderar o povo, portanto não podemos nos esconder atrás do pretexto de “não quero ser juiz de ninguém”. Temos de analisar e decidir, de uma ou de outra forma, pois não participar também é uma decisão.

Quem de nós não pode produzir algo ou não seja capaz de fazê-lo? Mas quem de nós é capaz o suficiente para liderar o povo de Deus? Não se trata, neste contexto, de ser capaz de qualquer coisas mas de ser capaz de liderar. O evangelho simples e autêntico, que vai além de um mero conjunto de regras, permite que sejamos usados por Deus além de nossas capacidades. Mas temos de ter capacidade para ir além, não é mesmo?

“Senhor, eu quero me preparar e me capacitar para que um dia possa liderar Teu povo de maneira que Te agrade e Te sirva aos propósitos.“

Mário Fernandez

Liderança – Vivendo o Evangelho

“Mas escolha dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto. Estabeleça-os como chefes de mil, de cem, de cinqüenta e de dez.” (Êxodo 18:21)

Eu não sou dos mais animados em fazer doutrina em cima de textos do Antigo Testamento, muito menos em narrativas históricas como esta. Contudo, aqui temos uma pérola que merece atenção. Eu vejo este texto sendo confirmado claramente em 1 Timóteo 3.

Eu fico olhando para nossas lideranças hoje, em pleno século XXI, e me parece que os critérios descritos aqui foram esquecidos. Sinto-me, inclusive, “injustiçado” num certo sentido – mas não tenho mágoa, estou em paz. Me refiro a momentos da minha vida no passado em que o fato de eu ser capaz não significou nada porque eu era amigo da pessoa errada. O fato de eu ser temente a Deus foi irrelevante pois eu O servia na denominação errada. Minha confiabilidade foi desprezada pois eu não tinha dado os números de crescimento esperados. Minha honestidade e idoneidade financeira não pesaram em nada pois o líder principal não era simpático a mim. É uma via de duas mãos, pois do mesmo modo como eu não fui reconhecido por atender a critérios bíblicos, outros foram colocados como líderes sem tê-los.

Temos de olhar para dentro de nós mesmos e de nossas instituições eclesiásticas, fazendo uma reflexão seríssima a respeito de nossos líderes. Viver o evangelho é coisa séria e é para quem entendeu que é um estilo de vida. Este texto, ainda que lá pelos anos 1500 a.c. (não sou grande historiador mas a data em si é irrelevante), nos fala do caráter desses líderes. Quem nos autorizou a tomar a palavra de Deus pela metade? Podemos simplesmente elevar à posições de destaque pessoas que simplesmente tem um dos critérios mas não atendem aos demais?

Não sei se sou apenas eu, mas conheci líderes de todo tipo ao longo da minha vida. Conheci incapazes com muito temor de Deus, como também conheci tementes a Deus com vida financeira reprovável. Conheci homens destacados cuja palavra não valia nada portanto não eram dignos de confiança. Incrivelmente, conheci homens de pouco estudo e grande simplicidade que tiravam mais do que nota 7 nos 4 requisitos deste texto, portanto eram os verdadeiros “eleitos”. Meu Deus, como isso é sério.

Se quisermos viver um evangelho que mude o mundo, ele tem que ser mais do que um conjunto de regrinhas a serem seguidas, precisa ser necessariamente um estilo de vida. Mas, a não ser que o meu querido leitor seja um líder de alto nível hierárquico, sua preocupação deve ser como a minha – EU devo atender estes critérios para um dia ser digno de liderar. Se vou ser reconhecido ou não, se vai haver espaço ou não – são questões periféricas. Não posso é negligenciar o que sei ser o certo.

Precisamos meditar mais nesta palavra. Que Deus tenha piedade dos que escolhem mal, porque tenho certeza que ele vai pesar a mão nos que sabem o que fazer mas não o fazem. Quero ficar fora desta lista e te convido e vir comigo.

“Senhor, eu não vou aceitar uma vida que não seja de acordo com a Tua Palavra. Me ajuda a atender os Teus critérios e me tornar alguém digno de liderar o Teu povo, mesmo que nunca o faça.“

Mário Fernandez

Mente – Vivendo o Evangelho

“Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos” (Efésios 1:18)

Confesso que esse versículo talvez não seja 100% focado no que eu tinha em mente, mas por “algum motivo” não consigo sair dele. O nosso entendimento reside na nossa mente, portanto na alma. Não é parte do nosso corpo físico, embora use nosso cérebro como instrumento ou ferramenta, talvez até como motor. Não é totalmente espiritual também, embora haja revelações espirituais que entrem em nosso entendimento. Mas meu foco nesta meditação é na iluminação dos olhos do entendimento.

Eu tenho me negado a ler, ver e ouvir tudo que for contrário à minha fé. Sejam livros, filmes, séries, músicas, apresentações, lugares, companhias, hábitos, comidas… tudo, tudo, tudo que tentar agredir o que Deus me revelou nestes quase 30 anos de caminhada com Ele, eu evito veementemente.

Alguns me chamam de quadrado, inflexível, dizendo que não tenho a mente aberta. Sabe de uma coisa? Eles tem razão. A Bíblia manda renovar a mente (Romanos 12) e não mantê-la aberta. Sou o único responsável, escolhido e capacitado pelo próprio Deus, para uma missão intransferível – preservar o que Dele recebi. Se eu ficar ofuscando os olhos da minha mente (entendimento) com luzes estranhas, vou ficar míope, vesgo, sei lá o quê. Perderei meu foco, minha capacidade de julgamento, minha visão.

Dou uma dica para os que acham isso radical e pensam ser impraticável: vai fundo. Assista TV, leia livros de outras doutrinas, veja filme ruim, ouça música mundana, se pendure na internet, vai fundo. MAS para cada minuto poluindo seu entendimento reponha com um minuto de leitura bíblica e meditação na Palavra de Deus. Um para um é justo, não é? Então, se o filme durar duas horas, leia a Bíblia por mais duas horas. Arrisque tentar para ver o que enche mais.

Deus me deu uma semente, uma boa semente, para ser preservada ao ponto de estar sadia no momento da semeadura. Se eu comê-la, peco. Se eu sufocá-la, peco. Se eu esquecer dela no meu depósito, peco. Tudo, qualquer coisa, que eu faça além de zelar por ela e semear no momento certo, peco. Não quero pecar, pelo menos não naquilo que posso evitar e naquilo que nitidmente será pecado.

Uns gritam, eu não me empolgo tanto. Uns dançam, eu não curto. Uns saltam, eu sou mais pacato. Uns se calam, eu falo. Uns se amedrontam, eu enfrento. Eu sou eu, não sou mais ninguém. O que Deus me deu é responsabilidade minha, quer tenha dado a milhões de outros ou não. Se eu for o único depositário de uma revelação maravilhosa ou só tenha entendido o que qualquer tonto já tenha entendido, ainda assim serei eu.

Aprendi há algum tempo que o fato de existirem notas falsas de R$50 não significa que todas o sejam. Pelo contrário, se há algo falso, inspirou-se no verdadeiro. O mover de Deus, as manifestações espirituais, a ação de Deus neste mundo, a revelação do Pai em Sua Palavra – tudo isso tem sido atropelado por manifestações fingidas, homens sem escrúpulos, doutrinas furadas, muita barra forçada. Ainda assim sirvo a um Deus que é Deus e não deus. Os ministros falsos não invalidam os legítimos, os milagres fingidos não invalidam os atos de Deus, a palavra falsa e torcida não invalida a verdadeira Palavra. Nego-me a crer nisso, Deus continuará sendo Deus.

Independentemente da forma doutrinária que crermos, o que não podemos fazer é tornar normal e natural o que não é – o sobrenatural de Deus. A conversão é o maior e mais incomparável milagre de todos os tempos na história do universo. Para mim é superior ao milagre da criação do universo. A decisão de Deus usar homens como eu, misericórdia, é um grande milagre de amor por parte Dele. O fato de ter lugar no céu por toda eternidade para um tonto com eu, Aleluia!, é milagre. Tudo isso é verdade, por mais que na vida de alguns seja falso. Para mim não é.

O pensamento é o seguinte: ainda que fosse necessário ir para o céu sozinho morar com Cristo (o que não é verdade, para Glória de Deus) AINDA ASSIM EU TERIA DE CRER NELE. Isso é o verdadeiro evangelho na minha vida. Não um conjunto de regras, mas o poder de Deus para transformação salvadora aos que crerem.

“Senhor, obrigado porque o os olhos do meu entendimento receberam a Tua luz. Agora cabe a mim preservar iluminado, mas não me é nada fácil. Por favor, me ajuda e me ensina a fazer isso.“