Mário Fernandez

Os Excluídos – A Noiva de Cristo

“Todos os anjos estavam de pé ao redor do trono, dos anciãos e dos quatro seres viventes. Eles se prostraram com o rosto em terra diante do trono e adoraram a Deus” (Apocalipse 7:11)

Eu comecei a ler este capítulo como se deve, ou seja, bem do começo. Gente selada para todos os lados, tribos se reunindo, a grande multidão incontável dos salvos – de todas as tribos, nações, povos e línguas. Anjos ao redor do trono, seres celestiais difíceis de descrever, trono. É o cenário do porvir, que nos está prometido e assegurado. Eu sou parte daquela multidão, isso me alegra e me motiva de formas que nem consigo explicar.

Mas o que eu não vi nesse grande encontro foi gente. Seres humanos, convidados, estrangeiros, autoridades, esse tipo de gente. Claro, eles não têm lugar nesse evento, pois é um evento especialmente criado pelo Pai Todo Poderoso para os Seus e não há convites. Não confunda o fato de ter uma multidão incontável com uma esculhambação ou uma dessas nossas festas em que entra qualquer um, mesmo sem ser convidado. Uma leitura, mesmo que rasa do restante do capítulo (principalmente verso 14), nos explica que essa multidão é especificamente de salvos e não de gente que veio para as bodas do Cordeiro como convidado, penetra, invasor, sem-convite, etc.

Eu conheço muito gente que, mesmo sem admitir, pratica uma teologia excessivamente bondosa, na qual Deus, sendo tão amoroso, vai dar um jeito para que no último momento os perdidos tenham algum recurso. Eu sinceramente lamento dizer, e me permitam a clareza necessária, que essa teologia baseada na “lei de Gerson” na qual se precisa levar vantagem em tudo, o jeitinho brasileiro – veio do inferno. Forjado nas chamas da condenação eterna, o entendimento de que vai haver um “jeitinho” só pode sentenciar pessoas ao próprio inferno. É muito claro biblicamente, mesmo para os menos aprofundados, que a condenação é tão real quanto a salvação. As bodas do Cordeiro não tem platéia, não tem convidados, não tem penetras – tem a noiva, tem o noivo, tem os anjos, tem o Trono.

Um dia isso fez sentido na minha vida e me levou a mudar de atitude, em especial no que concerne a minha postura com as demais pessoas. Tento deixar respeitosamente claro, ainda que sem ser muito sutil, que só tem um “caminho, verdade e vida”. Ao afirmarmos e proclamarmos que só Jesus salva, estamos carimbando nosso ticket de ingresso para as bodas do Cordeiro, pois essa confissão (sendo autêntica) é tudo que se necessita para ser parte da noiva.

Por algum motivo que me escapa ao entendimento, pouco ou nada ouço falar sobre isso atualmente. Por onde eu olho vejo gente pregando a palavra, mas parece que a cada dia essa pregação é mais aguada, mais diluída, menos focada no noivo, menos centrada nas Escrituras. Abrir a Bíblia e falar qualquer besteira não conta. É ótimo ler a Bíblia, não me entendam mal. Porém, eu defendo que, ao reunir o povo de Deus, não podemos desperdiçar o silêncio do céu com falta de conteúdo, músicas mal escritas, orações que nada aproveitam, pregações que nada ensinam, coisas que juntas e somadas ainda resultam em zero. Zero para anunciar que as bodas se aproximam, que o noivo está “ansioso” pelo Encontro, que a noiva deve se preprar – e correndo.

Resgatemos o senso de urgência de pregar um evangelho genuíno no qual não se tem medo de falar da salvação – e portanto da condenação. Resgatemos o foco no noivo, nas bodas e nas Escrituras que sobre isso nos ensinam. O tempo está, literalmente, se exaurindo.

“Senhor, não me permita desviar do foco de olhar para Ti como autor e consumador da minha fé, que deve ser o firme fundamento do que não vejo ainda – as bodas do Cordeiro – mas verei, pessoalmente. Me fortalece neste propósito.“

Vinicios Torres

O Que Você Está Fazendo Pelo Brasil?

“E procurai a paz da cidade, … e orai por ela ao Senhor: porque na sua paz vós tereis paz.” (Jeremias 29:7)

Estamos vivendo tempos difíceis no nosso País e temo que estes tempos possam se tornar ainda mais difíceis se não forem tomadas as providências corretas. Mas, quem garante que as providências certas serão tomadas?

Dependendo de onde você vive, certamente está experimentando os efeitos devastadores das consequências das decisões tomadas apenas em interesse próprio e não no melhor interesse para a nação e para a construção de um bom futuro para nossos filhos e netos.

Temo que não compreendemos que, de nada adianta trabalharmos exaustivamente para construir um patrimônio e deixar uma boa herança para nossos descendentes, se a conjuntura em que eles são construídos foi formada para devorar tudo o que você lutou para deixar-lhes.

Vejo muitos cristãos viverem como se nada do que acontece no mundo fizesse diferença. Só para ouvi-los depois pedirem oração para Deus livrá-los das consequências daquilo que eles ignoraram.

As decisões (e indecisões) do governo afetam a todos, inclusive a nós, os cristãos. E por governo me refiro a todas as esferas, executivo, legislativo e judiciário.

Sim, eu estou consciente que Deus é maior que esse sistema mundano. Sim, eu sei que Deus cuida de nós, pois eu já experimentei esse cuidado muitas vezes, inclusive em questões relacionadas ao trato com o governo.

Mas quando eu vejo Deus falar através do profeta: “ore pela paz da sua cidade (ou estado, ou pais) porque se ele tiver paz VOCÊS terão paz” (ênfase minha) eu entendo que tem algo que se eu não fizer, então eu não vou desfrutar.

Por que orar pela paz? Simples. Se não houver esforço consciente para manter a paz, o sossego acaba. O pecado que está no coração ser humano (Mateus 15:19-20) se manifesta sem esforço, e se ele não for resistido ativamente, ele acabará por dominar a sociedade.

E a nossa luta pela paz em nosso País, na nossa sociedade, não é uma luta armada ou uma luta intelectual (no campo das ideologias). A nossa luta é espiritual, ela é contra as hostes da maldade que dominam as mentes dos homens em posição de comando, que os induzem a agir de maneira contrária ao que se esperaria de alguém que foi colocado em posição de autoridade para defender os interesses do povo que o elegeu para representá-lo.

Não adianta ouvir as notícias e entrar no coro dos que reclamam da falta de caráter dos outros. Devemos nos engajar na batalha pela paz do nosso país.

E essa batalha começa, como o próprio Deus afirmou pela boca de Jeremias, no nosso quarto, clamando a Deus que estabeleça o Seu Reino e nos traga a paz e prosperidade.

“Senhor, abra os meus olhos para enxergar a mudança que oração pode fazer pela minha cidade, pelo meu estado e pelo meu país.“

Mário Fernandez

Dedicação – A Noiva de Cristo

“Então, voltou aos seus discípulos e os encontrou dormindo. ‘Vocês não puderam vigiar comigo nem por uma hora?’, perguntou ele a Pedro.” (Mateus 26:40 )

Antes de mais nada, vamos alinhar o contexto deste versículo. Ele não tem qualquer relação com as bodas do Cordeiro, pois se refere a um episódio específico ocorrido na caminhada de Jesus na Terra. Não se faz doutrina em cima de uma coisa como esta, ao menos não sozinha, mas temos um princípio que precisamos aprender com o ocorrido.

Recentemente, ouvi uma palavra abençoada sobre amor e o pregador argumentou sabiamente que quem ama faz 3 investimentos: tempo, dinheiro e oração. Ou seja, aquilo que não merece meu tempo não tem o meu amor. Ao ver este versículo, entendi uma forte ligação com o que Jesus tentou ensinar aos seus então mais próximos. O problema não foi eles terem dormido, mas sim o fato deles não partilharem a importância do momento Dele. Tempo, meu querido, tempo.

Eu dedico tempo diariamente a conhecer melhor o noivo, a entender Seus critérios e desejos, a tentar desesperadamente ouvir Sua voz. O maior problema que vejo na nossa geração é justamente essa falta de dedicação de tempo ao Senhor, numa geração marcada pela pressa, pelo microondas, pela celeridade das coisas, pelos turbos, downloads, etc. Relacionamento não se apressa, tem ritmo próprio, tem exigência de foco e dedicação. E no caso de Jesus, como se dedica tempo?

Parece-me que nosso povo não tem mais o mesmo gosto pela coisa. Não estou dizendo que as gerações passadas eram melhores nisso, afinal se o fossem de fato, o mundo estaria todo evangelizado a estas alturas. Mas nós, nesse tempo, temos muito que aprender e é isso que me interessa. Tempo não se guarda, não se empresta, não se multiplica, nem se administra (seu uso sim). Para alguns é pouco interessante ficar orando, afinal assistir futebol é mais emocionante. Para outros um bom filme prende atenção por horas mas orar por 15 minutos é uma eternidade. O gosto pela coisa vem da prática, da persistência e dos resultados colhidos. Orar funciona, sou prova ambulante disso, minha família prova isso, minha igreja prova isso – tenho certeza absoluta que não sou o único.

Posso gastar tempo com Jesus orando, e isso é fantástico. Aliás, mais do que “posso” eu “devo” fazer isso. Mas preciso cultivar minha santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor, e posso fazer isso de várias formas, o que conta como tempo com Ele. Preciso meditar na Palavra Dele, para conhecê-lo, e isso conta como tempo com Ele. Posso abençoar Seus filhos e isso me abençoará também, e vai contar como tempo com Ele e para Ele. Acho que nem preciso continuar. Cada um de nós pode encontrar formas de conviver com Ele e menos com nosso próprio ego, que aliás, nem convidado é para as bodas.

“Senhor, me ensina a focar minha vida de modo que eu encontre tempo para Jesus, de forma que eu consiga mais e mais intimidade. Quero aplicar meu tempo de forma proporcional ao meu amor por Ele.”

Vinicios Torres

O Que o Masterchef Pode Nos Ensinar Sobre Amargura

“Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus; que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando muitos;” (Hebreus 12:15)

Acabo de assistir a um episódio do programa Masterchef e uma coisa me chamou a atenção. Neste episódio um dos candidatos, avaliado como um potencial candidato ao título já nas primeiras provas, teve um bom desempenho na primeira prova, mas foi excluído pela vencedora para se livrar da prova de eliminação. Ela deliberadamente o deixou dizendo que ele era um forte candidato e a ameaçava.

O candidato em questão ficou visivelmente chateado e questionou o critério usado pela concorrente na escolha. Ficou evidente que aquela rejeição provocou uma amargura naquele candidato.

Resumo da história: nas duas provas de eliminação seguintes este candidato não conseguiu se sair bem, apresentando nas duas oportunidades um dos piores pratos, e acabou eliminado do programa. Um dos companheiros comentou que a sua raiva afetou o seu desempenho, pois “nós passamos nossos sentimentos para o prato que estamos fazendo”.

Este é um exemplo muito prático do que o autor de Hebreus fala nesta passagem: cuide que nenhuma raiz de amargura brote, pois se isso acontecer o resultado será “perturbação”.

Quando estamos perturbados por alguma coisa, ela nos rouba a atenção daquilo que deveria ser nosso foco. A perturbação da amargura rouba a energia, a tranquilidade e a paz necessária para realizar o melhor que podemos na vida. Alguém perturbado está desfocado, agitado, com a atenção dividida.

Essa perturbação pode se tornar maior ainda se temos influência ou exercemos liderança, pois ela pode ser transmitida a outros. Como diz o autor de Hebreus, podemos contaminar a muitos com a nossa perturbação e o prejuízo que causamos se estende a outras pessoas.

Motivos para ficar amargurados podem acontecer sem que estejamos esperando. Podemos ser rejeitados, sujeitos à injustiça, deixados de lado numa promoção que achávamos que tínhamos direito, induzidos ao erro, descobrir que alguém tem um conceito a nosso respeito menor do que pensávamos… a lista se estende praticamente ao infinito.

Para dominarmos a amargura temos que manter a consciência de que nosso valor vem de Deus, que a nossa vida e o nosso futuro estão nas mãos dEle e que tudo que nos acontece, acontece para o nosso bem (Romanos 8:28). Mesmo aquilo que parece não ser o melhor para nós, Deus pode usar para bênção. Sendo assim, aquelas coisas que poderiam nos provocar amargura, lançadas sobre Cristo (1 Pedro 5:7) tornam-se motivos de ação de Graças (1 Tessalonicenses 5:18), deixando de ser causa de perturbação e transformando-se em testemunho da fé em Deus.

No Masterchef, um candidato sucumbiu à amargura e perdeu seu direito de lutar por um prêmio terreno. No nosso caso, a amargura pode nos fazer perder um prêmio eterno.

“Senhor, ajuda-nos a estar alertas para não permitirmos que a amargura se instale em nosso coração, antes que sejamos submissos à Tua vontade e enfrentemos todas as lutas com fé em Ti.“

Mário Fernandez

O Padrinho – A Noiva de Cristo

“E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês para sempre,” (João 14:16 )

Na nossa cultura ocidental, a cerimônia de casamento tem um certo formato e como parte disso tanto noivo como noiva têm pessoas especiais que são convidadas a participar, não apenas da cerimônia, mas de sua nova vida de casados. Estou me referindo aos “padrinhos”. Sua origem, pelo que pesquisei, remonta ao Concílio de Trento, realizado entre 1545 e 1563. Nesta ocasião, o clero se reuniu para emitir inúmeros decretos dogmáticos sobre a fé e a disciplina da Igreja Católica e, entre outras coisas, criaram o sacramento do matrimônio. Até aquele momento, não havia necessidade de testemunhas para o casamento, o que obviamente gerava uma série de situações. Com o tempo os padrinhos assumiram papeis de preparar cerimônia, escolher presentes, arrumar a noiva. Mas isso é apenas história.

Pense no texto bíblico que escolhi. Mas preste atenção: vou parafrasear, explicar e contar uma história. O noivo precisa se ausentar por um tempo e, em um dos últimos momentos com a noiva, Ele não apenas avisa que vai e volta, mas ainda faz uma promessa. O Pai Dele tomará conta da noiva nesse tempo, para que nada lhe aconteça, para que os preparativos não sejam comprometidos, mas principalmente para que a noiva não se esqueça Dele. Esse “guardador” designado pelo Pai do noivo tem todas as características, conhecimento e capacidades para cumprir esta missão. Não é um guarda-cortas, mas toma conta. Não é um professor, mas ensina. Não é um psicólogo, mas consola. Não é um consultor, mas aconselha. Acho que deu para entender a analogia, não?

Neste caso, imagine o dia do Encontro, da celebração das bodas. O noivo manda chamar Sua noiva, o designado a traz e lhe apresenta. O Pai está presente, o noivo está presente, a noiva se apresenta. Quem traz a noiva, neste caso, cumpre o papel de testemunha, não apenas da celebração mas também do caráter da noiva. Imagine a cena: Ele chega, trazendo a noiva pela mão, apresenta-a ao noivo e faz os maiores elogios, ressaltando seu caráter, santidade, retidão, dedicação, tenacidade, paixão pelo noivo, méritos de comportamento, conta de milhares de situações em que poderia ter desistido e não o fez. Entrega-a ao noivo, como se fosse quem lhes apresentou. Gente, é a cena do padrinho de casamento cumprindo seu papel.

Mais do que uma analogia, quero ressaltar o papel fundamental do Espírito Santo, nosso Conselheiro e Consolador, pois Ele foi designado por Cristo para estar conosco até o dia do Encontro. Ele não é o noivo, mas sim algo como “melhor amigo” ou alguma coisa neste sentido. Partilha da essência dividida do noivo e Seu Pai. Suas ilimitadas capacidades permitem cumprir seu papel. Devemos conhecê-lo, amá-lo, respeitá-lo, obedecê-lo, ouvi-lo, ter um relacionamento amoroso com Ele. Sem trocar de papel com o noivo, mas sem negligenciá-lo.

Sou de uma geração de opostos extremos. Grupos se auto-denominam movidos por Ele como se Jesus nem fosse importante, é a chamada “turma do fogo”. Outros grupos, embora não neguem sua existência, agem como se ele fosse apenas um dos móveis da casa. Sejamos dos que o conhecem e compreendem Seu papel, equilibradamente e focando no alvo. As bodas se aproximam e o “padrinho”, por assim dizer, está agindo poderosa e intensamente para preparar a noiva. Isso é para quem crê, para quem espera e para quem vai chegar lá.

“Senhor, quero compreender e viver em conformidade com a Tua expectativa sobre mim, principalmente na relação com Teu Santo Espírito. Me ensina o equilíbrio, o foco nas bodas, a esperança eterna e principalmente me ensina a Te amar na totalidade daquilo que tens pra mim.“

Mário Fernandez

Esperança – A Noiva de Cristo

“Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, dentre todos os homens somos os mais dignos de compaixão.” (1 Coríntios 15:19 )

Eu tenho orado por muita gente nas ultimas semanas, o que eu acredito que seja algo que Deus tenha para mim neste tempo da minha vida. Parece que por algum motivo, meus cabelos cada dia mais brancos chamam a atenção de pessoas que se sentem de alguma forma necessitadas de receber uma palavra de oração. Destas, grande parte pede auxilio em oração por família, casamento, filhos, vida financeira, enfermidades. O que todas elas têm em comum é justamente que vieram em busca de algo que lhes renove a esperança.

Eu tenho tentado ensinar que esperança é algo que precisa ser entendido – primeiro porque ela é volátil (se dissipa facilmente), segundo porque sem uma origem ou fonte ela morre ou nem nasce. Pois bem: que tem noção do Corpo de Cristo e das bodas do Cordeiro, tem esperança. E mais, é uma esperança que tem tudo que precisa ter em si mesma.

Primeiramente, temos de lembrar que a noiva está se preparando diariamente e a certeza de que as bodas não serão canceladas é total. Indo além, a noiva deve saber que se algo der errado no casamento não será culpa do noivo nem dos arranjos por Ele providenciados. Isso é suficiente para manter a esperança acesa diariamente, mesmo ante à incerteza do dia das bodas. A esperança baseada numa certeza tão firme, tão clara, tão robustamente confiável, no mínimo é rara.

Depois, lembremos que esta é a esperança terrena (portanto passageira) mais eterna possível pois ela se refere a algo que quando consumado, deverá durar por toda a eternidade. Acredite em mim quando digo que sei do que estou falando – uma esperança em algo que não se sustenta é desesperadoramente volátil, pouco duradoura e seus filhos se chamam “desapontamento” e “decepção”.

Ainda que a esperança um dia, quando consumada, desaparecerá pelo motivo mais singelo possível… tudo será consumado e portanto não haverá mais o que esperar. Olhar portanto para frente, para o alto e para a eternidade, é mais do que uma boa prática; é uma necessidade para manutenção da esperança.

Podemos usar desta esperança para aplacar nosso desespero, angústia, ansiedade, mazelas emocionais, enfim tudo que torna nossa vida na Terra em algo doloroso – mas isso é miseravelmente pequeno, mesquinho e ineficiente. A esperança que dura e que traz cura é aquela que aponta para a eternidade – e esta está reservada para os que esperam em Cristo pelo dia do Grande Encontro…

Meu querido, olhe para as Escrituras e intencionalmente busque em sua meditação e aprendizado compreender a eternidade que nos espera a partir das bodas do Cordeiro. Isso vai te animar e te dar esperança, do que tipo que não merece compaixão, nas palavras do irmão Paulo de Tarso. Junte-se a mim e vamos focar nossos esforços na eternindade.

“Senhor, me ajuda e manter minha perspectiva apontada para Cristo e a reunião com Sua noiva – a igreja. Não permita que meus pensamentos, olhares e foco me levem para fora deste objetivo.“

Mário Fernandez

O Sogro – A Noiva de Cristo

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)

Nem todo casamento tem um sogro, ao menos presente, considerando que há pessoas que se casam e cujo pai já tenha falecido ou seja desconhecido. Ainda assim, o sogro tem um papel a desempenhar. No caso do pai da noiva, a tradição é de que este conduza a noiva e a entregue ao noivo (aliás, para aqueles que como eu são pais de meninas, a cena tende a causar calafrios/falta de ar/taquicardia). O pai do noivo habitualmente tem um papel menos saliente, mas sua presença imponente ali empresta seriedade à cerimônia. Mas eu gostaria de meditar no papel do sogro fora da cerimônia. Pensemos juntos no que vem antes, talvez nos dias que antecedem mais imediatamente à cerimônia.

Me recordo das conversas com meu pai e com meu sogro na época do meu casamento e fico pensando se foi assim com todo mundo. Havia explicações, declarações de intenções, planos e sonhos, algumas discussões, detalhes do casamento, lista de convidados, prestação de contas sobre onde ia morar e como ia viver, diversos alinhamentos sobre a vida de casado e sua relação com os pais. A decisão já estava tomada, as pessoas estavam escolhidas, os lugares determinados, os convites impressos, as fotos contratadas – e ainda assim foram conversas e mais conversas, com ambos os pais, meu e dela.

Agora imaginemos as bodas do Cordeira. Percebe quem é O Sogro? Fico imaginando a prestação de contas da noiva para este Sogro, falando de seu caráter e seus méritos. Imagino o Pai do Noivo ouvindo os questionamentos e pedidos da noiva. Claro, estou usando uma figura de linguagem pois estamos falando do Todo Poderoso que sabe todas as coisas e não precisa de qualquer explicação, o que aliás complica sobremodo esta conversa. O Pai do Noivo não pode ser enrolado, não se pode mentir para Ele, não se pode pedir um tempo para pensar, tudo está exposto e claramente visível. Para completar, Ele está ouvindo atentamente o que a noiva tem a dizer nas vésperas do casamento.

Se nos apercebermos do fato de que nós, a igreja na Terra, somos a noiva do Cordeiro e sabemos quem é o Pai Dele, temos de mudar de atitude. Temos de melhorar nosso caráter, temos de “impressionar” um pouco mais o sogro, temos de aumentar o mérito e a apreciação não pela nossa pessoa em si (somos alvo do Seu amor eterno) mas me refiro à nossa conduta, nossa essência, nossos atos.

Eu não consigo me imaginar chegando diante do Pai do Noivo e, ao me receber, Ele me dizendo “pois bem, vamos conversar”. Me faz perder o fôlego. Ou vamos melhorar nossa pontuação, por assim dizer, ou vamos passar vergonha. A Bíblia nos diz que Ele amou a noiva a tal ponto que permitiu Seu Filho sofrer, ser humilhado, morrer. Por amor a nós, disponível para todo aquele que crer. Consegue imaginar uma conversa com este Pai? Melhor começar a imaginar porque o dia se aproxima e não há como desviar desse compromisso.

“Senhor, me ajuda a viver cada um dos meus dias me preparando para o grande encontro com o Noivo, para viver a eternidade de modo digno do amor com que Ele me amou. Obrigado por todas as vezes que o Senhor me alertou sobre isso.“

Vinicios Torres

A Transformação Deve Ser Interna

“Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito,” (Efésios 3:16)

Nesses anos de vida cristã vi diversas “ondas” e “ênfases”. Em se tratando de libertar as pessoas de seus entraves e liberá-las para viver todo potencial que Deus deu a elas contamos: Aconselhamento, Cura Interior, Encontros de Casais, Discipulado, Quebra de Maldições, Libertação, Veredas Antigas, e a onda mais recente, vinda das áreas esportivas e empresariais, que tem se espalhado pela igreja: o coaching.

Entenda, nenhuma delas é ruim. Cada uma delas tem o seu valor e, cuidadosamente usada, pode fazer diferença substancial na vida de alguém.

Mas devemos entender algumas coisas para não nos decepcionarmos com o uso de alguma dessas técnicas e daí sair falando que elas não são úteis.

Devemos entender que nenhuma delas resolve todos os problemas e dificuldades. Nenhuma delas é a solução definitiva e completa. Nenhuma delas deveria ser aquela que usamos para todo e qualquer problema. Devemos ser sábios em identificar a necessidade real da pessoa e propor o uso da técnica adequada para aquela pessoa e para aquele problema, naquele tempo. O que pode ser útil hoje para uma coisa, pode não ser útil amanhã para o mesmo problema, ainda que para a mesma pessoa.

Mas, o mais importante que penso que devemos entender sempre: a motivação para mudança tem que ser interna.

Já vi igrejas implantarem um “ministério de resolver isso ou aquilo” e constrangerem todos os seus membros a participar. Invariavelmente, ouvi as pessoas reclamarem que gastaram tempo e recursos com atividades que não resultaram em nada para elas. Obviamente, elas participaram sem a motivação apropriada ou para resolver algo que o método não se propõe ou não é adequado.

A decisão da mudança deve estar estabelecida no coração, então a ajuda poderá ser efetiva. Enquanto não houver a consciência da necessidade da mudança, o esforço externo será infrutífero.

Aquele cuja decisão interna acontecer, tem a sua disposição o poder de Deus, por meio do Seu Espírito Santo, fortalecendo-o para batalhar pela transformação.

Que Deus te fortaleça no íntimo do seu ser com o poder do Espírito Santo para efetuar todas as mudanças necessárias para experimentar a plenitude da vida que Ele tem para você.