Luis Antonio Luize

Prospere – A Mudança Começa em Mim

“Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar.” (1 Samuel 15:22)

Se há algo que influencia a vida de todo mundo é o dinheiro, aliás é uma das três áreas que mais geram problemas num relacionamento, as outras duas são a comunicação e o sexo.

O uso que fazemos do dinheiro é um expressão visível da nossa fé, demonstrando como tratamos nossa vida e a dimensão do valor que atribuímos a ela.

Muita gente se sente muito poderoso com dinheiro por ele permitir adquirir muitos bens. Pode comprar o sexo, mas não o amor. Pode obter o tempo de alguém, mas não sua fidelidade e lealdade. Conquista o prazer mas não a felicidade.

Nossas crenças são como forças que atraem e repelem coisas em nossas vidas. Nossa crença a respeito do dinheiro pode tanto atraí-lo quanto repeli-lo. A imagem que temos sobre o dinheiro é que nos dá as convicções a seu respeito.

O dízimo, por exemplo, não se resume a contribuir financeiramente. Do mordomo cristão requer-se que este entregue o dízimo do seu tempo também. Se todos nós fizéssemos isto, a evangelização mundial cresceria à velocidade da luz e não no ritmo em que estamos.

Alguns dos grandes influenciadores cristãos do último século surgiram ao dizimar seu tempo à obra de Deus. Se Jesus morreu por nós porque Deus, por amor, entregou tudo que tinha de mais precioso, então a medida da nossa contribuição revela a profundidade do nosso amor.

O amor deseja dar, mas a cobiça está interessada apenas em receber. O texto lido acima mostra o momento em que Saul desobedece a Deus e perde o seu reino. Um ato de desobediência fez com que passasse toda sua vida se esforçando e se sacrificando para voltar ao trilho.

Buscou em oração a Deus durante muito tempo, mas não alcançou mais. Quer dizer, nenhum esforço nosso é capaz de nos dar aquilo que perdemos por desobediência. Nós colhemos o que semeamos.

Trabalhamos o mês todo para receber um salário, e ao final quando recebemos, o que fazemos com o dinheiro revela como vivemos.

Soube de uma mulher que tinha dificuldade em aceitar a vida que seu marido estava lhe proporcionando, sentia vergonha de andar naquele carro tão bonito e até certo ponto caro. Aquela imagem de pobreza havia sido gravada na sua mente durante a parte inicial da sua vida. Pensava que se fosse rica não entraria no céu.

Certamente é difícil para o rico entrar no céu, mas a razão não está na riqueza em si, mas na confiança que se deposita nela.

Tanto a riqueza como a pobreza podem ser uma prisão para qualquer pessoa. Nestes dias, o Senhor tem feito uma desconstrução e reconstrução em minha vida financeira, mudando os valores e princípios errados e colocando-os em linha com Sua vontade.

Certo pastor tinha uma mentalidade errada sobre finanças e Deus dizia a ele para mudar para um apartamento maior, o que ele relutava em fazer. Certo dia o Espírito Santo lhe perguntou:

— Se eu lhe pedir para mudar para um apartamento menor você vai?

— Sim. Respondeu ele prontamente.

— Então por que não quer mudar para a casa maior se estou lhe pedindo isso?

O problema não era o tamanho da casa, mas se ele estava sendo obediente ou não. Se não obedecesse estaria pecando. Parece que tudo se resume em ser obediente e não se somos ricos ou pobres.

A esposa do profeta Oseias era infiel a ele. Se dava aos homens em troca de dinheiro. E prostituir-se é isso, entregar-se a alguém em troca de benefícios.

Quem se entrega totalmente ao seu trabalho esquecendo-se de Deus e da família está se prostituindo emocionalmente. Quem ama a Deus interessado apenas em receber bençãos materiais está se prostituindo espiritualmente.

O Senhor nosso Deus deseja nos prosperar, é algo próprio Dele e faz parte da Sua natureza. Mas amá-lo somente por isso é entregar-se por benefícios.

Ele deseja que sejamos prósperos em todas as áreas da nossa vida. Portanto, arrependa-se dos seus atos de desobediência e prospere.

PARA EXERCITAR

  • Tenho vendido meus valores em troca de algo?
  • O que posso fazer para realinhar minha vida à vontade de Deus?

“Pai celestial, quero pedir perdão por todas as vezes em que fui desobediente. Perdoa-me e ensina-me a andar nos Teus caminhos fazendo a Tua vontade. Ajuda-me a consertar minha vida financeira e profissional e alinhar com Teus propósitos eternos. Amém!“

Mário Fernandez

Paciência – Vivendo o Evangelho

“Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;” (Rm 12:12)

Viver uma vida centrada em Deus, com busca constante de santidade, fugindo do pecado, desenvolvendo dons, evangelizando, dedicando-se ao Reino – tudo isso é apenas mera e fraca retribuição pela salvação que recebemos. Ainda ssim, para alguns é um fardo ou um fanatismo inaceitável. Para mim é um prazer e uma satisfação. Mas, isso não nos insenta de passar tribulações neste mundo. Não estou afirmando que Deus tenha prazer em nos atribular, mas é necessário para nosso crescimento e aprendizado que Ele permita que passemos por certas coisas.

Ainda que nesta vida não possamos compreender determinadas situações desagradáveis, precisamos delas para aprender algo. Eu não sei o que é, mesmo porque talvez para mim a mesma prova ensine uma coisa diferente do que para outra pessoa. Mas a mesma doença que mata um fortalece outro. A mesma traição que a um foi quase indiferente ao outro foi mortalmente insuportável. A certeza é a de que tem algo para ser aprendido, desenvolvido, algum crescimento está encomendado e a prova ou tribulação é o mensageiro.

Para quem ler este texto pode parecer que foi escrito por alguém que nunca sofreu na vida, que vive num aquário protegido de tudo e de todos. Mas pode acreditar, nada é mais falso. Sou um homem que passou por muitas situações neste mundo que para outros seriam insuportáveis. Não passei por outras que para mim o seriam, é verdade. Mas a constante nisso tudo é sempre a mesma – se perseverarmos aprenderemos. Viver um evangelho verdadeiro é a busca constante e interminável pelo aperfeiçoamento. Ser perseverante é a chave. Este texto não diz para se alegrar na tribulação, não diz para agradecer por ela, não diz para comemorar a vitória depois dela, não diz nem para enfrentar de boa vontade – tudo isso tem seu papel, seu momento e sua atitude corretos, citados em outros textos. Aqui nossa admoestação é para ser paciente, perseverante, persistente, tenaz.

A paciênica é filha da espera com a disposição. Esperar é ter paciência, mas desde que com a disposição correta. Esperar murmurando ou amaldiçoando não é paciência. Ter boa vontade com pavio curto e atropelar, não é paciência. Ser paciente na tribulação é encarar a tribulação, esperar ela dar seu tempo, mas manter a alma na disposição ou inclinação correta. Vejo e convivo com muitas pessoas que esperam a tribulação passar se martirizando, murmurando ou mesmo se rebelando. Isso não é paciência e estica o tempo de tribulação, pode acreditar.

Dias atrás ouvi uma palavra que me marcou. Um jovem dizia “eu queria estudar medicina, mas quando penso que vai levar 8-10 anos para eu ser um médico eu desanimo”. O seu conselheiro, mais velho e sábio lhe disse “e se você não estudar medicina esses 10 anos não vão passar? Sabe qual a diferença entre fazer e não fazer? O resultado. O tempo vai passar igual, se fizer outra coisa daqui 10 anos você será 10 anos mais velho, médico ou não”. Estou digerindo esta palavra desde então. Se encaramos as tribulações com paciência podemos vencer e o sofrimento será certamente abreviado. Encarar de forma impaciente só vai piorar.

Vivamos um evangelho que nos anima e motiva a prosseguir, pacientemente, mesmo diante de tribulações. O evangelho não nos vacina nem nos blinda contra elas, mas nos ajuda a vencer.

“Senhor, não consigo imaginar algum motivo para eu me alegar ou me motivar que não venha de Ti. Se o Senhor não me fortalecer qualquer desafio será grande demais para mim.“

Mário Fernandez

Mais Esperança – Vivendo o Evangelho

“Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;” (Romanos 12:12)

Viver o evangelho tem dessas coisas. Ter esperança já não é moleza, mas alegrar-se na esperança é sobrenatural. Esperar não é fácil, não conheço ninguém que goste de ficar esperando. As pessoas se submetem às esperas por falta de opção ou por necessidade. Basta olhar para uma gestante (em tempo, uma das coisas que mais me maravilha nesta vida) e ela suspira para que o bebê “saia logo”. Fila de posto de saúde, até caspa é emergência. Caixa de supermercado, 102% ali está atrasado. Quando eu era criança a gente tinha 5 canais na TV e só 3 eram coloridos. Ficava 15, 20, 30 minutos fora do ar, isso sem contar a madrugada inteira pois depois da meia noite nenhuma ficava no ar. Agora, 15 segundos é o limite dos pacientes.

Falar sobre esperança é lugar-comum, tem pregações no YouTube pra encher alguns muitos DVDs, não poucos. Falar sobre esperança é relativamente fácil, respeitosamente eu creio, pois nossa esperança tem uma base extremamente firme – nossa esperança vem do Senhor que fez o Céu e a Terra, isso não é nem nunca será pouca coisa. O Seu Reino é eterno e viveremos nele como herdeiros, colocados em lugar de honra imerecida, mas conquistada por alto preço e legada em forma de herança.

Mas falar sobre se alegrar é sobrenatural. Pense numa pessoa falida, doente, cansada, desiludida, envelhecida, desesperançada e com toda família contra. Pode ter esperança? SIM, deve. Pode ter alegria? SIM, só não sei como, ao menos não pelas vias naturais. Conheço duas pessoas nesta mesma situação: uma que não tira a própria vida por falta de coragem mas é o que gostaria de conseguir fazer; outra, está servindo na igreja e ocupando sua mente com a Palavra de Deus, embora seu desejo seja melhorar de vida. O que os diferencia? Um não tem esperança e não se alegra com mais nada, ou outro tem ambas as coisas.

Alegrar-se na esperança, no meu conceito e baseado na minha vivência, é elevar a esperança racional ao nível do sobrenatural. José estava preso no Egito e tinha esperança. Daniel estava subjugado num reino estranho mas tinha esperança. Abraão arrumou encrenca mas tinha esperança. Davi pecou mas não perdeu a esperança. Habacuque, um dos meus heróis, mesmo sem ver nada em meio a uma crise maluca, exaltou a esperança e se alegrou nela.

Alegrar-se na esperança e crer nela a ponto de se alegrar. É fazer dela motivo de alegria. É ter mais esperança na esperança que na própria vida. É loucura… É sobrenatural…

Somos desafiados a viver um evangelho que é um estilo de vida em si mesmo e não um conjunto de regras. Alegrar-se não se enquadra em regra nenhuma pois é algo interior. Mas, pode e deve fazer parte do estilo de vida que adotamos. Deus nos abençoe.

“Senhor, eu quero conhecer uma esperança viva que me leve a ter alegria nela. Me ensina Pai a andar de acordo com a Tua Palavra para eu ter esperança na Fonte verdadeira e me alegrar.“

Mário Fernandez

Esperança – Vivendo o Evangelho

“Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;” (Romanos 12:12)

Falar sobre esperança é algo que eu considero fácil e simples. Mas como se alegrar na esperança? Conhecendo o que conheço do meu Deus é pecado capital não ter esperança. Sei que meu redentor vive, sei que servirá uma mesa no deserto, mudará meu lamento em dança. Vai me levar morar com Ele pela eternidade como herdeiro! Esperança eu conheço de perto.

O que a maioria das pessoas nunca parou para meditar, e por isso mesmo não se alegra na esperança que tem, é que só temos esperança quando as coisas estão ruins. Milionários tem esperança? Sim, mas muito diferente de um pobre. Saudáveis tem esperança? Sim, mas não é a mesma de um enfermo ou deficiente. Amados e bem tratados tem esperança? Lógico, mas não como um abandonado solitário. O desesperado não é justamente aquele que perdeu ou teve abalada sua esperança? Nunca vi um desesperado alegre, embora como se diz “vou morrer sem ver de tudo”.

Precisamos aprender a cultivar alegria quando tudo está bem, ou pelo menos quando a maioria das coisas está bem, de modo que quando vierem os tempos maus tenhamos esperança. Estamos em uma caminhada repleta de altos e baixos. Isso não é defeito, é para ser assim mesmo, pois nas dificuldades aprendemos muito muito mais do que nos tempos de calmaria. Existe um princípio bíblico de que nem tentação, nem provação, nem qualquer desafio – nada – pode nos vencer se mantivermos foco e esperança. O foco nos ajuda a manter os olhos no autor e consumador de nossa fé. A esperança nos mantém animados e com atitude vitoriosa. A alegria vem com a esperança, desde que tenhamos esta esperança.

Outra forma importante e necessária de entender este texto bíblico maravilhoso, é de que quando temos esperança devemos aprender a nos alegrar nela – talvez somente nela. Há outro motivo de alegria? O cidadão está falido, doente, amargurado, endividado, moralmente desgastado, abandonado, solitário, depressivo… vai se alegrar em quê? Se não for na esperança, não resta mais em que se alegrar, mas ela deve bastar. Se não se alegrar, pouco resta para motivar a vencer.

Deus nos deu e nos dá esperança Nele. Ou acreditamos nisso, ou não estamos acreditando Nele. Viver um evangelho verdadeiro e genuíno tem dessas coisas: alegrar-se quando não há em que se alegrar, mas resta-nos a esperança. É suficiente.

“Senhor, eu quero conhecer uma esperança viva que me leve a ter alegria nela. Ensina-me, Pai, a andar de acordo com a Tua Palavra para eu ter esperança na Fonte verdadeira e me alegrar.“

Luis Antonio Luize

Suportando Pressões – A Mudança Começa em Mim

“Então aqueles que temeram ao SENHOR falaram frequentemente um ao outro; e o SENHOR atentou e ouviu; e um memorial foi escrito diante dele, para os que temeram o SENHOR, e para os que se lembraram do seu nome.” (Malaquias 3:16)

Desde que Adão e Eva pecaram lá no paraíso existe pressão. No princípio, quando estavam com Deus, tudo acontecia na mais perfeita paz e de maneira certa. Bastou entrar o pecado e veio de brinde a pressão por fazer certo.

Parece-me que a pressão amplia a grandeza de uma circunstância. Vejamos o caso de José, pelo que fez ao final de sua vida e a grande pressão que sofreu durante muito tempo antes.

As pessoas que suportam bem a pressão alcançarão posição de destaque posteriormente à mesma.

Já realizei muitos encontros e roadshows pelo país. Via de regra havia um tempo escasso e condensado o qual tínhamos que aproveitar muito bem, e justamente aí estava a dimensão que o evento alcançaria, pois esta pressão e a necessidade de passar algo consistente à quem nos assistia tornava tudo diferente.

Falar algo importante numa roda de bate-papo entre amigos é uma coisa, mas falar esta frase ou ideia num momento de pressão falando a um público muito grande é outra coisa. A pressão daquele momento torna tudo muito diferente.

O que diferencia um homem bem-sucedido de qualquer outro é a capacidade que este possui de lidar com as pressões.

Nosso exemplo de suportar pressões é Jesus. Ele experimentou e suportou a maior de todas as pressões – a morte. Venceu de maneira tão poderosa e triunfou sobre ela, de maneira que hoje, quem crer Nele e receber o Espírito Santo pode fazer o mesmo.

Todos os heróis que conhecemos suportaram uma grande pressão e venceram, tornando-se exemplos. Em comum, eles possuem um sistema de valores bem arraigado e fundamentado em Deus. Suas prioridades estão bem estabelecidas.

Para ter uma ideia, existem coisas que são mais importantes do que a própria vida. João Batista não abriu mão da verdade e por isso foi decapitado. Estêvão tomou posição ao lado de Cristo e foi apedrejado. Pedro pregou com desenvoltura, não negou a Cristo após receber o Espírito Santo, e foi crucificado de cabeça para baixo.

Esaú também conhecia esta verdade, mas vendeu sua primogenitura por um prato de lentilhas. Você pode usar um princípio para o bem ou para o mal, depende de suas escolhas, de seu sistema de valores.

Algumas pessoas pensam que há coisas mais importantes do que a vida, como por exemplo: fumar um cigarro, tomar uma cerveja, ter uma noitada de sexo com alguém ou mesmo alcançar prestígio e poder. Vendem sua vida por um prato de lentilhas, como Esaú fez. O maligno é hábil em nos apresentar um prato de lentilhas disfarçado de algo bonito. Acabam por desistir do casamento, de Deus e dos filhos, tudo em troca de dinheiro ou diversão.

O profeta Eli tinha filhos péssimos e nada fez para mudá-los, a tal ponto que Deus entendeu que ele desprezava o ministério e portanto cortou esta função da sua descendência.

Jairo, por outro lado, tinha posição de destaque na sinagoga, mas deixou seu orgulho de lado para correr a Jesus e pedir por sua filha que estava doente. Para ele a filha era mais importante do que o status social.

Estes dias, após o culto, chegou uma irmã com suas duas filhas para falar comigo. Eram de outra igreja e foram pedir oração pelo marido e pai delas que estava doente em etapa terminal. O homem estava sofrendo terríveis dores por causa da doença.

Ela queria alongar o tempo dele aqui na terra, mas a situação de saúde dele não permitia mais. Levei-a a entender que precisava entregar seu marido a Deus para que parasse de sofrer e pudesse encontrar-se com Jesus.

Quando compreendeu oramos e entregamos ele a Deus. Imediatamente suas emoções foram transformadas e já sabia o que ocorreria com o marido e se fortaleceu no Senhor. Elas se foram e algumas horas depois recebi o recado de que ele havia partido para a eternidade.

A fé desta mulher havia se tornado mais forte e importante do que a cura do seu marido.

Há coisas que são mais importantes do que a própria vida, seja a vida terrena seja a vida eterna. Portanto, não venda seus valores por algo equivalente a um prato de comida que mata a fome somente uma vez e por um instante somente.

PARA EXERCITAR

  • No que tenho vendido meus valores por pouca coisa?
  • O que posso fazer para realinhar minha vida aos valores eternos?

“Pai celestial, quero pedir perdão por todas as vezes em que me “vendi” barato nesta vida. Ajuda-me a alinhar minha vida a Ti e aos teus valores eternos, assim conquistando a vitória nesta vida e na vida vindoura. Amém!“

Luis Antonio Luize

Quando os Justos Sofrem – A Mudança Começa em Mim

“Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem.” (Gênesis 50:20)

Em boa parte dos presídios vemos pessoas sofrendo pelo que fizeram e, via de regra, se declaram inocentes, culpando qualquer outro, tal como a sociedade, o governo, algum familiar ou alguma outra pessoa. Quando se paga a pena sendo culpado é uma coisa, mas sofrer sendo inocente é bem diferente.

Depois da rejeição, creio que sofrer injustamente seja a situação mais difícil para o ser humano suportar. No entanto, o princípio da cruz é exatamente este: o justo pagando pelos pecadores.

Basta olhar nossa sociedade e observar que é assim. Pagamos mais seguro porque alguém que seja imprudente causa prejuízos às corretoras, que então cobram mais de todos. Temos leis em relação à segurança, porque alguns cometem ilegalidades.

Como vivemos numa sociedade corrompida, precisamos que Deus intervenha e nos ajude a mudar a situação.

Certo sujeito, vou chamá-lo de João, foi levado à uma posição de liderança na sua empresa. Ao chegar nesta posição percebeu que os lideres anteriores haviam feito coisas erradas e até ilícitas. João ficou muito chateado com isso, pois agora estava pagando o preço pelo que outros fizeram, além de toda a preocupação que estava sentindo.

Certo dia indo ao trabalho, entrou em oração enquanto dirigia. Sua oração era de lamúria pelos acontecimentos e reclamando com Deus porque a culpa dos outros tinha que recair sobre ele.

Subitamente o Espírito Santo tocou em seu coração e ele teve uma visão da cruz em que Cristo morrera. Só então percebeu que um justo havia morrido pelos pecadores.

Deu-se conta de que toda rejeição, amargura, desgraça, desigualdade, podridão, ruindade e rebeldia humanas recaíram sobre Jesus.

Só então pode entender que não devia julgar e nem atribuir culpa àquelas pessoas, mas perdoá-las e amá-las. Foi assim que a humildade tomou o lugar do orgulho, a submissão substituiu o senso de rebeldia e o amor tomou o lugar do medo.

Da mesma forma ocorre quando assumimos para nós os pecados de outros. Isto é muito comum em família, quando alguém faz algo pelo qual somos julgados ou que tenhamos que carregar todo o peso. Quanta gente anda com seus corações carregados de mágoas pelo que receberam dos seus pais, pagando pelos erros de outros.

Quando entendemos, pelo Espírito Santo, que precisamos perdoar e liberar essas ofensas é que seremos verdadeiramente livres.

Quantos estão pagando pelos erros dos outros, embora não sejam culpados. Isso pode acontecer. Foi para isto que Cristo veio ao mundo. Ele abriu o caminho para que eu e você possamos perdoar os pecados alheios e nos libertar deles.

José fez menção a isto quando disse o texto citado logo acima, do qual grifo Porém Deus.

Estas duas palavras se transformam num marco e ponto decisivo na história de todo ser humano. Deus pode transformar qualquer situação que estejamos passando, seja perseguição, uma forte luta ou um sofrimento injusto. Para tudo há uma solução – a Cruz.

A situação que nosso País passa hoje leva muitos a sentirem que estão sofrendo injustamente, porque um governo corrupto sugou todas as finanças gerando desemprego e desesperança.

Tudo na vida tem potencial de produzir algo bom ou ruim sobre nós. Quando um justo sofre pelo erro de outro visando o seu bem, isto é positivo. Por outro lado, ser inocente e sofrer de maneira negativa não é.

Somente Deus é capaz de transformar os aspectos negativos da nossa vida em positivos. José disse Porém Deus.

Coloque sua fé em Deus, na Sua Palavra e no Seu Poder e observe a transformação que Ele fará em sua vida, levando todo peso, tristeza e amargura embora, substituindo-os pela Sua abundante Paz.

PARA EXERCITAR

  • Tenho sofrido injustamente mas ajudando a outros?
  • O que posso fazer para entregar a Deus todo o peso que tenho sentido?

“Pai celestial, quero perdoar todas as pessoas que me fazem sofre d maneira injusta. Entrego a Ti meus sentimentos e meu fardo para que o Senhor possa substituir pelo Teu amor e paz. Que a partir de hoje eu possa caminhar mais leve pela vida. Amém!“

Mário Fernandez

Armadura Orando – Vivendo o Evangelho

“Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos,” (Efésios 6:18-18)

Curiosamente, ou nem tanto, o único item dessa armadura descrita pelo apóstolo Paulo que menciona algo como “todo tempo” é a oração. Se isso faz parte da armadura, devemos então deduzir ou entender que seja um item que não pode ser retirado, não pode ser descartado, não pode ser removido – não é opcional. Ainda tem um reforço na segunda parte falando em “toda” perseverança.

A oração é mais do que um assessório da armadura, pois qualquer elemento que possa ser descartado tem de ser colocado em segundo plano diante dela. A oração é como algo que passa a fazer parte do soldado, torna-se integrante deste. É impressionante o que acontece quando uma pessoa ora com sinceridade diante de Deus.

Eu tenho dito há muitos anos que a Bíblia fala pouco sobre a oração em si, mas fala muito sobre o que acontece quando alguém ora. Há bons e profundos ensinos sobre a oração, sem dúvida. Mas nada mais didático e explicativo do que ler uma história dizendo “fulano orou e”. Todos os grandes homens e mulheres de Deus, em todo período narrado nas Escrituras, tinham na oração sua arma mais poderosa e seu recurso mais produtivo. Mesmo Jesus de Nazaré, na qualidade de filho de Deus encarnado, teve práticas de oração exemplares. Ele, que não precisaria.

Aprender a orar pode dar trabalho e pode levar tempo, de fato, mas é o que vai fazer toda diferença. É orando que recebemos de Deus discernimento, que aprendemos a ouvir a Sua voz e mais do que tudo, é como nos fortalecemos. Nesta descrição de uma armadura, Paulo dá foco e importância à oração que nos ensina, por si só, o quanto devemos levar esse tema a sério.

Orando em todo tempo é fácil de entender. Basta não parar de orar. Poucos conseguem ser mais ocupados que eu, creiam. Mas se é assim, não dá para ver televisão nem filme ruim no youtube, nem ficar de conversa jogada fora. Dá para orar dirigindo, viajando no ônibus, tomando banho, comendo… não estando dormindo… Em todo tempo. É fácil de entender.

Só pode ser do inferno o descrédito que temos na oração em nosso tempo. Funciona, é de graça, mesmo mal feito dá resultado, não exige formação, não distingue pessoas, não tem limite. E falando sério – é bom demais…

Temos de lembrar continuamente que Deus não precisa de nós, mas nós dependemos Dele. Ao orarmos nos aproximamos, ouvimos e sentimos Ele falar conosco, entendemos as coisas, crescemos e nos fortalecemos. E é bom demais… Eu tenho práticas de oração que não servem de regra, como acordar de madrugada, dirigir 14h quase sem parar, me trancar sozinho por um ou dois dias. Não precisa ir a tanto, basta fazer algo – desde que seja sem cessar.

Deus espera isso de nós, mas não precisa disso para nada. É um ato de amor de Sua parte, pois Ele sabe que isso é o melhor para nós.

Em tempo, me deem licença que vou parar de escrever para orar mais um pouco.

“Senhor, eu quero e preciso estar mais perto de Ti, sentir Tua Presença. Me ajuda a aumentar minha intensidade de oração até eu conseguir de fato orar em todo tempo, sem cessar.“