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Luis Antonio Luize

Prática – A Mudança Começa em Mim

O problema central hoje em nosso país é justamente falar uma coisa e fazer outra. Nossos lideres estão cheios de conhecimento do que fazer mas não fazem. Falam aos quatro ventos o que é certo e fazem o que é errado.

Facilmente entendemos, o que importa não é se sabemos determinada coisa, mas se a colocamos em prática. Temos quatro níveis nesta vida em que podemos viver:

Nível da Suposição – é quando não sei algo, mas faço uma idéia a respeito. Formo a minha opinião sem a comprovação dos fatos. Poderei no futuro descobrir que estava errado.

Nível do Conhecimento – este vem do fato em si, ou seja, observamos o que acontece ou vivenciamos e então adquirimos o conhecimento. De qualquer forma, ainda não o praticamos, apenas sabemos que qual é a verdade.

Nível da Prática – é quando transformamos o conhecimento em ação. Isto é bom, mas se fizermos uma vez só não irá fazer parte de nós, pois nós humanos precisamos fazer algo repetidas vezes para que se torne um hábito.

Nível da Perícia – este é o patamar que todos precisamos atingir sobre algo que passamos a conhecer. É neste nível que podemos fazer a diferença.

Em relação ao amor de Deus Pai pela humanidade, que deu seu Filho Unigênito por nós, temos muita gente nestes quatro níveis. Temos alguns que supõem que Cristo morreu, mas não experimentou os benefícios da sua morte. Já outros conhecem e reconhecem que Cristo morreu por eles, passou a conhecer o amor de Deus, mas resigna a isto.

Outra parte até já praticou o amor alguma vez, mas está quase se esquecendo de como foi isto, enquanto há uma parcela que tem praticado diariamente, habitualmente e tem feito a diferença nesta vida.

Mas apenas o conhecimento não é suficiente, é preciso ter valores e princípios. Imagine alguém que possui um conhecimento prático, mas valores e princípios deturpados. Teremos uma pessoa de alta capacidade capaz de atos terríveis. O contrário também é verdadeiro, alguém com conhecimento, valores e princípios alinhados à Deus, teremos então uma pessoa que marca uma geração.

Quando temos a Cristo, nosso conhecimento, valores e princípios passam a alinhar-se Nele, o que inicia em nós um processo chamado de santificação. Não é um processo simples e rápido, pois é como se todo um edifício fosse reposicionado em outra direção, exige tempo, esforço e determinação.

Ao concluir este processo na nossa vida seremos muito usados por Deus em Seus maravilhosos e perfeitos propósitos, ao passo que uma parte de nós ficará apenas no nível do conhecimento pela falta da prática constante.

Certo dia, Jim e Joy Dawson, um casal abençoado que trabalha na JOCUM, encontraram-se com uma pessoa e Joy lhe disse algo que mudou a sua vida:

— Deus está lhe dando a possibilidade de ser um dos poucos cuja vida foi uma benção em suas mãos, ou um dos milhares que o decepcionaram.

E para ser um destes poucos, você precisa alcançar um nível mais elevado de prática, valores e princípios. Procedendo assim você também vai adquirir a autoridade para liderar a sua vida e a daqueles que estão próximos a você. Influenciará mais do que será influenciado.

PARA EXERCITAR

  • Tenho praticado a verdade com princípios e valores?
  • O que posso fazer para adquirir autoridade e liderar?
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Vinicios Torres

O Senhor é o Senhor do Fácil e não do Difícil

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Nestes tempos de dificuldades você também tem enfrentado a tentação de buscar soluções nos métodos humanos? Basta assistir a um telejornal para ver que a vida de hoje carece de soluções e somos tentados a acreditar que qualquer coisa que seja possível para resolver algum dos nossos problemas ou problemas da nação devem ser bastante complicados. Desanimamos só de pensar em procurá-las.

Mas já lhe passou pela cabeça que os métodos de Deus podem ser mais fáceis?

Nesses últimos meses, fui encorajado a crescer na fé através de uma série de mensagens que tenho escutado de um pastor da Guatemala. Elas estão em espanhol e apenas indicar o endereço não ajudará a muitos. Sendo assim decidi traduzi-las em áudio. É um exercício bom para mim e pode ajudar você também.

A primeira é sobre o poder da oração, a mais simples solução para os nossos problemas e ansiedades, e a mais negligenciada. Tenho sido abençoado com algumas revelações dessas mensagens e desejo compartilhar com você.

Ouça e comente conosco o que ela te ajudou.

ouça o áudio: http://www.ichtus.com.br/download/vt-001-O_Poder_da_Oracao.mp3

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Mário Fernandez

Coerência – Vivendo o Evangelho

Independentemente de nosso estilo, gosto, preferência ou maneira de agir. Indepentendemente daquilo que pensamos e que, por conseguinte, nos leva a agir. Mesmo independentemente de nosso posicionamento teológico. Temos de ser coerentes com aquilo que cremos e com a fé que professamos. Viver o evangelho é ser coerente, pois o evangelho não é uma ação ou conjunto de regras, é um estilo de vida a ser vivido.

Se no nosso código de entendimento (alguns chamam de ‘doutrina’, outros de ‘fé e ordem’) temos de ter clareza sobre aquilo que cremos e devemos manter nossa caminhada alinhada com esse código. Se, por exemplo, congregamos em uma igreja mais pentecostal, com manifestações mais acaloradas e ‘barulhentas’ isso deve nos satisfazer diante de Deus e deve nos manter nutridos espiritualmente. Se por, outro lado, a situação for de um comportamento mais comedido e formal, com menos manifestações externas/visíveis, desde que isso alimente e mantenha na linha – tudo certo, nada errado.

O que realmente é problemático, e talvez isso ajude a entender o momento em que vivemos, é atacarmos o que não conhecemos, ou ficar ‘babando’ com algumas coisas que acontecem no prédio ao lado mas não tendo coragem de embarcar junto – e o pior de tudo, se somos daqueles que mudam de discurso dependendo de com quem estamos conversando.

O evangelho não é a igreja, nem a denominação, nem o pastor, nem o estilo, nem a teologia, nem a religião. O evangelho é o PODER DE DEUS, e Deus não cabe em nada disso nem junto nem separado. Eu procuro viver de modo coerente com o que creio, independentemente de ser isso o ‘estilo A’ ou o ‘estilo B’. Praticar aquilo que cremos, do modo que cremos, pelos motivos que cremos (ou pelo menos professamos crer) é uma obrigação nossa como servos de Deus. Viver o evangelho é viver de modo coerente. Veja que o versículo escolhido fala em conciliar o espírito com o entendimento. Seja isso 50-50 ou não, é imprescindível que seja coerente, equilibrado ao nosso paladar, mas principalmente – levado a sério e não com leviandade.

Pode até parecer que isso não dá resultado, mas me permita discordar. Recentemente ouvi um testemunho comovente de uma pessoa que entregou seu coração à Cristo e referiu-se a uma pessoa que “não desistiu de mim, sempre andou certinho e nunca falou besteira”. Creia-me, o testemunho da coerência impressiona e faz bem para todos.

Deus nos abençoe.

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Luis Antonio Luize

Inversão – A Mudança Começa em Mim

Muito se tem falado sobre liderar e servir, inclusive tem aquele ótimo livro “Liderança Servidora”, de James C. Hunter, o qual tive o prazer de participar de uma palestra e ouvi-lo, recomendo.

Você pode ver este tipo de liderança em ação nos evangelhos, que registram a atuação de Jesus Cristo em nosso meio. É um tipo de liderança totalmente diferente da usual em que há alguém dando ordens e os outros devem apenas obedecer.

Se observarmos as empresas que dão certo, veremos que todas elas procuram servir bem ao seu cliente. Seja uma revenda de carros, seja a fábrica, uma igreja que serve, etc. Quanto mais uma organização ou alguém serve aos demais, maior se torna.

Um pai de família que cuida da sua própria casa está demonstrando esse amor e sua grandeza. Ele lidera servindo à esposa e aos filhos. Mas não confunda servir com ser escravo. Quando servimos, fazemos por liberalidade, por amor, enquanto a escravidão é involuntária.

É interessante que há um contraponto ao servir com amor, que é o querer com egoísmo. Deus desde o princípio deu do que Ele é para formar o mundo, e continuou dando mesmo quando pecamos, pois enviou Seu filho para morrer em nosso lugar, já que Ele mesmo, Deus, havia definido as leis e teria que haver remissão dos pecados com derramamento de sangue.

Bem, Ele continuou amando e enviou Seu Filho, Jesus, para morrer por nós. O grande e supremo Deus servindo por amor a nós. Agora, observe o coração do maligno, do reino de Satanás. Este sempre desejou ter o que não lhe pertencia, ou seja, quis o lugar de Deus. Isto se chama cobiça e egoísmo.

Logo, o amor é um atributo do Reino de Deus, enquanto a cobiça, do reino de Satanás. O amor deseja dar e servir, enquanto a cobiça deseja ter e receber a satisfação própria.

Foi usando este princípio que Salomão julgou a causa daquelas duas mulheres, em que uma havia perdido seu filho à noite por se deitar sobre ele. Não havia testemunhas, somente elas. A que havia perdido seu filho não se importava em que o outro fosse cortado ao meio, enquanto aquela que era a mãe verdadeira, preferia dar o filho inteiro à outra do que vê-lo morto. Sua disposição de abrir mão do filho era a sua prova de amor, e Salomão, reconhecendo isso, lhe devolveu o filho.

Invariavelmente quando nos procuram para receber orientação no casamento observamos que um dos cônjuges está insatisfeito por não ter o que deseja ou da forma que deseja. Dificilmente escuto alguém dizer que amou e não foi correspondido.

Existem tantos casais que desejam mudar um ao outro, num processo egoísta de satisfação própria, o que tem levado muitos à derrota. Mas quando há o interesse em que o outro seja bem cuidado e feliz, há a construção de uma família.

No trabalho é a mesma coisa, se aquilo que é necessário ser feito é feito, certamente o trabalhador será reconhecido pelo seu patrão, exceto por questões econômicas extraordinárias.

Certo pregador uma vez disse “Parei de praticar o que prego e agora estou pregando o que pratico”. Não importa o que sabemos ou pregamos, o que vale mesmo é o que praticamos. Estes dias disse a uma pessoa: “Olha, não adianta conhecer a bíblia toda e não colocar em prática, é preferível praticar o pouco que conhece.” A pessoa se assustou por escutar isto, mas é isto mesmo, o pouco praticado é melhor que o muito sem atitude.

O mundo hoje está cheio de conhecimento e de discurso, é como aquele político em época de eleição que promete “mundos e fundos” e após ser eleito, desaparece. Como aqueles casais apaixonados que prometem amor eterno e logo após o casamento perdem o interesse.

Não devemos andar da mesma forma, mas sim aplicar à nossa vida o exemplo maravilhoso de liderança servidora em amor de Cristo Jesus. Pratique o servir em amor e transforme sua vida.

PARA EXERCITAR

  • Tenho sido egoísta em meus relacionamentos?
  • O que posso fazer para passar a servir em amor?
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Mário Fernandez

Armadura/Fé – Vivendo o Evangelho

Eu nunca fui militar e não sei se seria muito bom estrategista, mas tem algumas coisas que são patentes. Uma delas é o conceito de ataque e defesa, que para mim parece ser de senso comum. A mim parece que um escudo seja pouco proveitoso como arma de ataque, mas muito importante como item de defesa. Se assim é de fato, nossa fé está aqui para nos proteger e defender, não para atacar.

Viver um tipo de evangelho barato, superficial, sem tutano algum, pode ser que seja algo fácil e conveniente. Mas um estilo de vida que está acima de um conjunto de regras e comportamentos, vai nos colocar em apuros – talvez até de forma frequente. O motivo é simples: existe uma tensão permanente (e crescente) entre o bem e o mal, o céu e o inferno, a luz e as trevas, Deus e o diabo. Não tem como ficar no meio nem agradar a ambos. Portanto, meu querido, seremos atacados. Quem optar por servir ao diabo explicitamente, eu temo, será vítima do chamado “fogo amigo”.

Servir a Deus exige atitude, coragem, determinação e claro, muita fé. Essa fé atuante e relevante vai nos proteger como um escudo. O inimigo lança dardos inflamados de enfermidade e precisamos crer na cura que foi comprada na cruz – com fé. Lança dardos de amargor e temos de ter fé para encontrar doçura no perdão. Lança dardos de crise de relacionamentos e sem fé acabaremos solitários e amargurados. Lança dardos de desesperança e somente com fé ficaremos abrigados na doce esperança da justiça divina. Lança dardos de tristeza e depressão, dos quais só estamos protegidos pela fé na redenção vindoura.

Em resumo meu precioso leitor, para cada dardo flamejante, podemos nos defender tendo fé ou costurar cortes e buracos depois – só que na nossa pele. As pessoas andam deprimidas, desanimadas e com pouco motivo para viver. A fé no Filho Unigênito de Deus é a cura para isso e proteção contra recaídas. É um item de proteção da armadura que devemos vestir diariamente.

No meu conceito, pastoral e cristão, viver um evangelho autêntico é viver protegido (escudado) pela fé e tornar isso conhecido de tantos quantos tenhamos contato. Menos que isso, temo ser pouco.

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Mário Fernandez

Relevância – Vivendo o Evangelho

O próprio conceito de paz está bem abalado no nosso tempo, pois a maioria das pessoas vive atualmente em cidades. No caso do Brasil, mais de 20 capitais têm população superior a 1,5 milhão de pessoas na região metropolitana. Isso significa casas e terrenos cada vez menores, grades cada vez mais firmes, medo crescente e diversos problemas inerentes ao crescimento e concentração. Cade a paz? No nosso interior.

Se olharmos ao nosso redor não tem como termos paz alguma, entre inflação, violência urbana, assaltos, poluição de todos os tipos, congestionamentos, e até mesmo pelo esfriamento das relações entre as pessoas. Tudo contribui para que não consigamos dormir bem, não temos o merecido descanso e isso tudo rouba nossa paz.

Mas quem vive um evangelho legítimo, tão genuíno quanto simples, consegue encontrar paz em seu interior pelo simples motivo de que é o Espírito Santo que vive (dentro) que promove a paz. E este é o tipo de pessoa que, de forma relevante, contribui para que outras pessoas encontrem paz. O Príncipe da Paz luta em nosso favor, mas é preciso que isso seja vivo. Independentemente de fatores externos, é a nossa paz interior que faz de nós pessoas relevantes.

Alguns procuram ser relevantes com poder (social, político, econômico, comercial, etc), outros com influência, outros com ação social, e assim por diante. Quem realmente chama a atenção e faz diferença por onde anda não é o influente ou o poderoso, mas aquele que não se deixa abalar com que ocorre ao seu redor. É o que enfrenta enfermidade na família mas fica firme, passa aperto financeiro mas não se desespera, vive dificuldades de todo tipo mas continua dando Glória a Deus.

Não é, nem tem qualquer familiaridade com falsidade. Não é dualidade nem esquizofrenia. É fé, é paz interior que só pode vir de Deus. Vivi momentos na história recente da minha família em que enfermidades fizeram grande estrago nas pessoas, nas finanças e, de certa forma, até nos relacionamentos. Nossa capacidade de manter a paz foi testada ao limite. Foi tenso, mas serviu para testificar do Deus a quem servimos e até com o privilégio de levar nossa fé às pessoas ao nosso redor.

Viver a paz de Cristo através do Espírito Santo que vive em mim é benefício para min, e é benefício aos que me rodeiam. Mas acima de tudo, é diagnóstico de um nível minimamente profundo de intimidade com Deus.

Viver o evangelho simples e prático é encontrar paz. Não nas circunstâncias, não na capacidade pessoal nem nas pessoas que apoiam ou deixam de apoiar. No interior, de maneira invisível e individual. Isso faz de nós pessoas relevantes e demonstra um evangelho real.

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Luis Antonio Luize

Imagens – A Mudança Começa em Mim

As imagens são muito importantes para nossa vida, sobretudo as imagens que formamos em nossas mentes a nosso próprio respeito.

Segundo os especialistas, dois terços das idéias e noções que absorvemos na vida acontecem até os sete anos. É nesta fase da vida que muita coisa importante ocorre.

Por outro lado, os conhecimentos práticos são absorvidos até os dez anos. Aprender nossa língua materna nesta fase parece simples, aprender uma nova língua também. O que diria de ler e escrever? Muito mais fácil quando criança.

Os anos como criança é o período que desenvolvemos o que, como adultos, nos acompanhará por toda a vida, mantendo uma relação próxima até nossa velhice.

Os problemas da fase adulta também nascem na infância. Eu e minha esposa somos voluntários num lar de crianças abandonadas e também trabalhamos com a cura da alma em nossa comunidade cristã. Frequentemente as pessoas abusadas na infância tornam-se abusadores, a menos que permitam que Cristo entre em suas vidas mudando sua história para melhor.

O que vivenciamos em nossos primeiros anos formam imagens em nossa mente e isto é o que nos leva a experimentar estresse, tensão e ansiedade no futuro.

Os pais são fundamentais na formação de boas ou más imagens nos seus filhos. É muito comum os pais falarem aos filhos que não devem fazer algo porque senão Deus deixará de gostar deles, ou cometerão o pecado que Deus não perdoa.

Isto cria uma imagem na mente da criança ou adolescente de que, se errar, já estará longe de Deus e portanto não precisa mais andar nos seus caminhos, não tendo mais como voltar.

Lembro-me quando na década de 80 estava fazendo evangelismo na rua XV em Curitiba. Naquele dia abordamos uma moça, que recebeu a Palavra, mas chorava muito por não se achar digna de receber a salvação. Depois de muito insistir ela revelou que era uma prostituta e que Deus não a aceitaria mais.

O maligno usa contra nós duas armas, a tentação e a acusação. Quando uma falha ele usa a outra. Quase todos nós já nos sentimos acusados de algo que fizemos.

Quando faço aconselhamento, uma das questões mais importantes é derrubar as imagens negativas que as pessoas possuem na sua mente e recriá-las partindo da visão de Deus para sua vida. Porém, reconstruir uma imagem é mais difícil do que criar do zero.

Jesus sempre evangelizou por parábolas, o que criava imagens mentais em quem ouve, sabendo que seria um fator motivador em quem a escutasse. O rádio e os livros também nos levam a formar imagens mentais.

É por isso que a televisão e a internet possuem um apelo tão forte hoje em dia. As imagens vêm prontas. Ao assistir um filme romântico, sempre tem o rapaz e a moça namorando que vão e voltam no relacionamento, criando uma trama que desejamos seguir. Quando finalmente ficam juntos, aparecem as famosas letrinhas ‘FIM’.

Acabamos de formar a imagem mental de que casar é a solução e o fim por si mesmo. Mas nós sabemos que não é o fim, mas apenas início de uma vida a dois. A televisão nos levou a criar uma ilusão em nossa mente. E as gerações atuais acreditam muito nessas imagens e as reproduzem.

Precisamos renovar a nossa mente e rejeitar as imagens de fracasso que nos são impostas pelas pessoas e pelo mundo. Deus nos chamou para a vitória em Cristo e isso passa por ter uma mente renovada em que as imagens negativas e de fracasso tenham sido curadas e substituídas por aquelas que Deus tem para você e que Ele mesmo irá falar ao teu coração.

José tinha um sonho, uma imagem em sua mente, que o guiou por toda a sua vida, vindo a tornar-se realidade próximo dos 30 anos vida.

Quando eu era criança tinha o sonho de construir um computador, algo impensável na época dado o desenvolvimento tecnológico e pelo fato de viver no interior do estado. Ou seja, a tecnologia era pouca e existia somente nos grandes centros, eu estava fora. Mas Deus movimentou tudo a ponto de tornar esse sonho uma realidade e aos 21 anos cumpriu-se o sonho.

“Quando eu era uma criança, eu sonhava. Sonhava com um momento como esse”. Novak Djokovic, tenista sérvio, ao vencer o suíço Roger Federer e conquistar o título do ATP pela quinta vez.

PARA EXERCITAR

  • Tenho sido influenciado negativamente pelo mundo?
  • O que preciso fazer para escutar a Deus e renovar minha mente?
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Mário Fernandez

Armadura Cinturão – Vivendo O Evangelho

O termo empregado pela NVI neste texto é “cinto”, embora as traduções Ferreira de Almeida empreguem “cinturão”. Olhando para as vestimentas da época, me parece mais acertado ser um cinturão mesmo, pois era bem largo e colocado na altura dos rins. Servia para firmar a região lombar nas caminhadas e viagens montado em animal, além de ajudar bastante com cargas nas costas. Tinha lá suas fivelas e enfeites, proporcionais ao orçamento do dono, e eventualmente algum bolso. A posição é sem duvida lombar, tanto que no texto grego aparece a palavra “lombos” e algumas traduções ainda o preservam.

Pergunta: e eu com isso? Pois é. O cinturão é “a verdade” na armadura. Pensemos juntos um pouco sobre a verdade tão escassa dos nossos dias, sobre o pouco amor à ela e principalmente sobre a falta de firmeza que isso tem nos causado.

Sem estar adequadamente firmado nos lombos, facilmente caimos, desequilibramos e nos machucamos. Já se sentiu desequilibrado? Talvez literalmente, talvez emocionalmente, talvez financeiramente, talvez profissionalmente. Eu já passei por todos, mas devo ser só eu que sou meio fraco. Aliás, quem me conhece sabe que sou jeitosinho feito um alazão desgovernado e meu equilíbrio é comparável ao de um bebê de dois anos. Sim, eu desequilibro e caio, ainda que com quase 50 anos e isso desde sempre. Sim, eu derrubo coisas tanto quanto meus filhos adolescentes. Sim, eu sei, isso é coisa de tonto. Mas eu sou assim. Agora imagine se eu não andasse minimamente prevenido, tomando cuidado – estaria destruído.

Assim andam muitos ao meu redor em várias áreas de suas vidas, desequilibrando com o peso que carregam nas costas. Peso de mentira, peso de traição, peso de maldição, peso de falta de retidão, peso de falta de santidade, peso disso e daquilo. Falta cingir-se com a verdade e falta o equilíbrio decorrente. Uma coisa é estar desequilibrado por uma fraqueza ou por um excesso de peso eventual. Totalmente outra coisa é não estar preparado para carregar o que tem.

A verdade está bastante fora de moda em nossos dias, mas ela ainda é o cinturão da armadura de todo cristão, discípulo de Jesus, cidadão do Reino de Deus. Sempre o será. Sem verdade somos filhos do inventor da mentira e isso não é bom, com certeza, nada bom. O equilíbrio de nossas vidas vem do cinturão da verdade nos lombos. Viver o evangelho é viver de maneira justa, sóbria e piedosa, segundo Tito. É ter esperança. É viver pela fé. Mas como isso pode ser possível desequilibrado?

Entendo o cinturão da verdade como item de defesa na armadura, comparável às sandálias em sua simplicidade, utilidade e importância. É relevante, é indispensável. Viver o evangelho exige esta indumentária. Nosso equilíbrio exige esta indumentária. Tomemos a verdade.