Vinicios Torres

Indicação – Ideologia de Gênero

Estamos vivendo tempos que têm se mostrado difíceis em algumas áreas da vida. Para os cristãos, tem se tornado particularmente complicado posicionar-se biblicamente em relação a alguns assuntos.

Essa dificuldade, muitas vezes, é aumentada pela falta de conhecimento dos cristãos acerca do assunto e como tratar dele de maneira correta.

A ideologia de gênero, por exemplo, é muito falada e tem sido disseminada, mas mesmo entre aqueles que dizem defendê-la encontramos uma grande maioria que não compreende suas implicações, nem para suas vidas nem para a sociedade.

Gostaria de indicar a você o vídeo do Pr. Luciano Subirá, de Curitiba, que, num curto vídeo, conseguiu explicar como o cristão deve se posicionar em relação a ideologia de gênero.

Espero que este vídeo possa ajudá-lo a se posicionar corretamente sobre esse assunto.

Mário Fernandez

Dependência – Vivendo o Evangelho

“Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma.” (João 15:5)

No minimo interessante essa colocação de Jesus, como sempre, nos levando a refletir além do óbvio (mas sem deixá-lo de lado). Dependemos dele como um ramo depende da árvore, neste exemplo uma videira (de onde se colhem uvas). Se for cortado, o ramo em algum tempo seca, e jamais dará frutos. Somos muito mais dependentes do que pensamos ou admitimos.

Mas igualmente interessante é olhar que, se permanecer ligado à árvore, não apenas daremos frutos, mas daremos ‘muito’ fruto. Vemos pessoas que pouco ou nada produzem para o Reino de Deus e o discurso varia entre “Deus é quem sabe” e “talvez não seja tempo” enquanto outros produzem muito com até mesmo menos recursos. Refiro-me a qualquer fruto que possa ser produzido para Deus – almas, reconciliações, santidade, restauração, libertação, cura, qualquer coisa que glorifique a Deus sem dar brilho para o homem é fruto espiritual.

Será que não estamos trabalhando demais ‘para’ Jesus sem estarmos Nele ligados? Será que não é a força do nosso braço, as tradições, os costumes, as teorias, as teologias, a racionalidade, o mundanismo, o materialismo, as estratégias, o egoísmo, a ganância, a sede desenfreada de poder e conquista? Será que não são essas coisas que estão produzindo algum resultado no nosso meio? Talvez, pois todas elas são produtivas e no mundo têm seu valor – mas nós não devemos usar nada disso pois nem pertencemos a este mundo, devemos ser mais espirituais que isso.

A inércia é um fenômeno poderoso. Define-se como “propriedade da matéria que faz com que ela resista a qualquer mudança em seu movimento” ou num português mais simples “se está andando continua andando, se está parado continua parado”. Esse efeito nos colocou num rumo em que, temo, tenha se tornado nossa camisa de força no Reino de Deus. O culto tem um formato, não pode mudar. Temos horário a cumprir, Deus que deixe para curar amanhã. As técnicas de evangelismo são essas e não aquelas. Precisamos de estratégias e organização. Nada disso é ruim em sua essência, por favor me entendam, mas nada disso é espiritual.

Galho ligado à videira é galho que ora, que chora, que geme, que intercede, que busca, que sabe dizer não, que se esforça, que se sacrifica, que reparte, que perdoa, que anuncia as maravilhas do Reino, que se orgulha de ser cidadão do Céu, que faz o que Deus manda mesmo sem ter ‘qualificação’, que abre mão de seus direitos se for necessário, que nega a si mesmo… como não dar fruto vivendo assim?

Talvez o que não nos demos conta ainda é que para estar ligado à Ele temos que desligar de nós, do mundo, dos valores mundanos. Corte o galho do ego e dos caprichos, meu irmão. Eu tenho tentado, tenho me empenhado e algo tem começado a acontecer. Misericórdia, deveria ser muito mais.

“Senhor, eu quero me ligar mais à Ti. Me fortalece e me ensina a simplificar minha vida e encontrar formas e meios de me ligar mais e mais Contigo e menos comigo mesmo.“

Mário Fernandez

Sinais – Vivendo o Evangelho

“Mas se as realizo, mesmo que não creiam em mim, creiam nas obras, para que possam saber e entender que o Pai está em mim, e eu no Pai”.(João 10:38)

Nós estamos habituados com sinais em nossa cultura ocidental, nas mais diversas situações. Um apito que encerra um jogo, um aplauso que expressa aprovação ou elogio, um sorriso que mostra felicidade, uma luz vermelha que nos faz parar, uma sirene que nos tira da frente da viatura, uma placa que nos impede de prosseguir numa via, até mesmo uma arma apontada para nosso nariz nos faz levantar as mãos. Conhecemos muitos sinais. Isso não é de hoje, não começou hoje, não é apenas para hoje. Fomos treinados por gerações e gerações e mesmo estes sinais cotidianos evoluiram. O recado central é que temos capacidade de entender sinais e interpretá-los para viver.

Pois bem, isto posto temos de classificar os sinais em visuais ou visíveis, auditivos, perceptivos e sensitivos. Os visuais são os que vemos com os olhos, como um semáforo que fica vermelho e paramos o carro. Os auditivos são os que ouvimos, como um apito de um guarda. Os perceptivos são aqueles mais subjetivos, como a famosa “cara de criança mentindo” que não está tão cientificamente mapeado, mas dá para perceber. Os sensitivos são os que vem das nossas sensações como calor, frio, vibrações, cheiros – um cheiro de podre no ar é um sinal para tirar o lixo, por exemplo.

Este texto bíblico nos ensina que Jesus dava todos os tipos de sinais necessários para mostrar quem era e quem O havia enviado ao mundo. Note que havia sinais tão visuais quanto uma tempestade se acalmando, ou um escurecer do dia no meio do dia. Havia sinais audíveis como ordens a demônios que obedeciam. Havia pessoas se dizendo libertas ou curadas mesmo que a medicina da época não pudesse diagnosticar. Havia todo tipo de sinal, mas eram todos com um único propósito.

Se somos imitadores de Cristo e cremos na promessa de que “obras maiores faremos”, os sinais são algo inevitável assim como seu objetivo. Não faremos sinais para nosso engrandecimento, nem para ter nosso ministério afamado ou reconhecido, muito menos para encher nossas igrejas. Nem mesmo o eterno clichê de “foi por amor às pessoas” vai servir. Os sinais serão legítimos e darão resultado quando visarem fazer Jesus conhecido e Seu Pai como quem o enviou. Nem mais, nem menos.

Viver um evangelho genuíno e autêntico, como estilo de vida do Céu, é não ser egoísta nem soberbo. Pelo contrário, é viver pelo estilo “diminua eu”. Os sinais podem chamar atenção para mim ou para Ele. Eu decido isso. Agora, me responda sinceramente: de que adianta dissertar tudo isso se os sinais não se manifestarem? Bom, isso é assunto para outra hora.

“Senhor, eu quero manifestar sinais que sejam Teus, que apontem para Ti e que glorifiquem somente a Ti. Me ensina a viver de modo que minha vida, minha conduta e meu caráter sejam o maior sinal.“

Vinicios Torres

Mudança de Lei

“Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.” (Hebreus 7:12)

Temos visto, cada vez mais frequentemente, uma onda de pessoas na igreja defenderem a ideia de que o cristão não deve mais obedecer os mandamentos da Bíblia. Eles alegam que estamos vivendo no “tempo da graça” e não mais no “tempo da lei”. A lei deveria ser obedecida antes de Cristo mas que ele teria abolido a lei.

No entanto, essa passagem de Hebreus (leia o contexto para ter uma compreensão melhor) afirma que o sacerdócio levítico não era mais necessário, pois Cristo se fez sumo-sacerdote e ofereceu o sacrifício perfeito, que foi ele mesmo se entregando na cruz.

Agora o sacerdócio levítico não era mais necessário pois todos os aspectos cerimoniais da lei que apontavam para Cristo foram cumpridos nEle. É a isso que Paulo se referia quando falou que “o fim da lei é Cristo” (Romanos 10:4).

No entanto, o autor de Hebreus diz que como houve uma mudança no tipo de sacerdócio (do levítico para o de Cristo) também houve mudança de lei.

Ou seja, não deixou de ter lei, ela só mudou. Se tem lei então há mandamentos para serem obedecidos.

Se você ler atentamente os evangelhos verá que Jesus falou várias vezes “ouvistes o que foi dito aos antigos”, ou seja, o que era dito na Lei de Moisés. E ele continuava “mas eu porém vos digo”. Em todos essas passagens Jesus transformou uma lei que apontava para aspectos externos ampliando seu alcance para dentro do indivíduo.

Ele aprofundou o alcance do mandamento até onde só seria possível a obediência através de uma transformação interior, ou seja, como Ele mesmo explicou para Nicodemos em João 3, através um novo nascimento.

A obediência à lei de Cristo só é possível para aqueles que renderam suas vidas à Ele para que Ele viva dentro deles e podem dizer como Paulo: “Já não sou eu quem vive mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2:20).

Somos salvos por Cristo, que se sacrificou por nós, pela graça mediante a fé.

Não obedecemos a lei de Cristo PARA sermos salvos. Obedecemos PORQUE FOMOS salvos por Ele graciosamente.

“Senhor, ajuda-me a compreender que mesmo no ‘tempo da graça’ devo obedecer tua lei e ter prazer nela.“

Mário Fernandez

Pureza – Vivendo o Evangelho

“Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.” (Efésios 5:27)

Vivemos dias de muita confusão, ensino raso, polêmicas se multiplicando exponencialmente, músicas de conteúdo duvidoso (às vezes nem isso), pessoas em quem não se pode confiar. É uma festa, mas não no bom sentido da expressão. Por outro lado as estatísticas dão conta de um crescimento numérico extraordinário no meio eclesiástico, igrejas construindo estruturas de reunião nunca vistas (e lotando-as) e uma crescente figura pública de algo chamado “igreja evangélica”. Parece incoerente, pois uma coisa deveria estar intimamente ligada com a outra.

O que tem isso com o texto escolhido? Pois é…

Vemos que pelos números o povo evangélico está crescendo, mas a noiva de Cristo não está se preparando. Uma noiva gloriosa significa brilhosa, radiante – que deveria clarear esse mundo em trevas. Sem mácula significa sem defeito, sem nada feio, sem cicatriz, sem machucado, sem arranhões. O próprio texto explica como santa (separada) e irrepreensível (não tem do que reclamar). O que vemos, no entanto, é preocupante.

A pureza esperada pelo Noivo está muito acima dos padrões apresentados atualmente. Isso vem de uma série de situações, mas não quero ser teórico nem filosófico, quero ser bíblico. Um versículo antes, Paulo diz aos Efésios que a santificação e a lavagem são dados pela Palavra. Ou seja, somos numericamente cada vez mais, porém sabemos cada vez menos de Bíblia. Para mim faz todo sentido, principalmente ao olhar ao meu redor.

Não sou dos que defendem que todos devam estudar, no sentido escolástico tradicional, embora eu considere que isso seja uma coisa muito boa, muito importante e que, se for possível, estude para mais e não para menos. Mas reconheço que nem sempre é possível. Mas sou sim dos que defendem que TODOS, sem exceção alguma, devem estudar as Escrituras continuamente. Mesmo o mais analfabeto pode pedir ajuda, mesmo o mais atarefado consegue tempo, mesmo o mais lento de aprendizado consegue ir um pouco adiante. Não vejo como opção, mas como requisito para formar a noiva que o Cordeiro espera.

O que está acontecendo em nossos dias é uma explosão de bolha – não tem nada dentro. O conteúdo sumiu e não estamos suficientemente empenhados em recuperá-lo. Eu tenho dedicado meus dias a aprender e ensinar a Palavra de Deus fazem quase 30 anos e às vezes me sinto um salmão tentando subir a cachoeira. Nem por isso vou desistir, mas tem dias que são ingratos. Espero minha recompensa na eternidade e não nesse mundo, mas temo por esta geração que pensa que sabe tudo, mas não se dedica ao que realmente importa.

A pureza da Noiva não é opção e só vem pela lavagem com a Palavra. Vamos voltar às bases: leitura, meditação, estudo, compartilhamento, aulas, temos todos os recursos. Do contrário, como disse, temo por esta geração que pensa ser noiva e na hora das bodas descobrirá, desafortunadamente, que nem convidada foi.

“Senhor, ajuda-me a desejar mais a Tua Palavra no meu tempo, na minha mente, na minha memória e na minha vida. Eu é que preciso disso, sei que o Senhor é Deus.“

Vinicios Torres

Gratidão Contínua

“Sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões” (1 Tessalonicenses 5:17)

Aprendi muito cedo na vida cristã que um dos segredos do crescimento espiritual é a obediência a Deus, conforme seus mandamentos e preceitos expressos em Sua Palavra, a Bíblia. Certas coisas são fáceis de obedecer, particularmente aquelas que são alinhadas ao meu temperamento e ao meu caráter.

Mas existem algumas que, eu confesso, são mais difíceis. Por exemplo, sou um reclamão por natureza e isso sempre foi algo que tive de ficar atento para não extrapolar e acabar azedando relacionamentos ou estragando o ambiente de trabalho. Muito treinamento e exercícios de auto-controle para pensar antes de falar me ajudaram a diminuir os problemas.

Um dos exercícios mais difíceis para mim, mas por incrível que possa parecer, mais eficientes foi obedecer este mandamento de Paulo: Ser grato a Deus em todas as ocasiões, mesmo aquelas que não me parecem boas.

  • Recebi um elogio: obrigado Senhor!
  • Recebi uma crítica do chefe pelo mau desempenho: obrigado Senhor! (Não acredite que foi tão fácil assim)
  • Fui livrado de uma cilada em um mau negócio: obrigado Senhor!
  • Esperava que o negócio prosperasse mas uma mudança na lei quebrou a empresa: obrigado Senhor!

Muitas pessoas não compreendem que o verso que diz para agradecer a Deus em tudo vem logo após: “Alegrai-vos sempre. Orai sem cessar.” É difícil se alegrar e reclamar ao mesmo tempo, são atitudes contraditórias. Você se alegra em Deus, ora a Deus confiando no seu cuidado e agradece a Deus por tudo que recebe. Este pacote completo faz a coisa toda fazer sentido.

Você confia em Deus e crê que Ele está lhe conduzindo pelo melhor, ainda que aos seus olhos as coisas pareçam estranhamente fora de controle.

Você acha que Paulo e Silas (Atos 16:16-40), após libertarem uma jovem do poder demoníaco, imaginavam que por causa disso seriam presos e açoitados? Não é o resultado que se espera por fazer o bem. Mas, em vez de reclamar e perguntar a Deus porquê, a Bíblia diz que eles “oravam e louvavam a Deus” quando um terremoto aconteceu e os levou à próxima etapa da sua aventura.

Se você é filho de Deus e ora a Ele pedindo sua bênção e direção, por que reclama e murmura pela vida que tem? Experimente agradecer a Deus o que tem agora e onde está agora e mantenha a expectativa pelo que Ele fará em seguida.

“Senhor, ajuda-me a manter meus olhos em ti e te agradecer por tudo, mesmo que eu ache que não mereça ou não entenda o que estou passando hoje.“

Mário Fernandez

Dons – Vivendo o Evangelho

“Irmãos, quanto aos dons espirituais, não quero que vocês sejam ignorantes.” (1 Coríntios 12:1)

Deixando de lado a milenar rusga entre pentecostais e não-pentecostais, todos que se intitulam “povo de Deus” reconhecem que Deus concede dons aos seus, para servir de uma ou de outra forma. O que me preocupa e me chama a atenção é, de fato, que o apóstolo Paulo escreveu claramente que não devemos ser ignorantes.

Eu já vivi meus quase 30 anos de evangelho em grupos diferentes com percepções e crenças diferentes sobre este assunto. O que mais me dava arrepio sempre foi a sombra da dúvida. Sabe aquela coisa “e se eu estiver errado” que sempre me perseguia. De uns anos para cá, versículos como este me libertaram do peso e me fizeram mais frutífero no Senhor por um motivo muito simples de entender: eu não preciso me preocupar, preciso é ser fiel!!

Vou explicar melhor: quando Paulo diz para não ser ignorante, está querendo dizer para ser informado, para estudar, para saber, para crer. Nesta condição, eu terei opinião formada sobre o assunto dos dons e portanto poderei crer no que entendo. Se eu tiver opinião formada e agir de forma condizente com isso, estou sendo fiel – e é isso que Deus quer de mim.

Nesta perspectiva, não é estar certo que conta, mas o quanto me dedico e com que intensidade me dedico ao que eu creio. O uso dos dons e sua forma de manifestação não tem unanimidade, mas ser ignorante é não saber de que lado ficar. Meus filhos, a respeito dos dons eu quero que saibam em que creem e sejam fiéis a isso – seria minha tradução livre para este versículo.

Podemos ter certeza de que todos os dons apresentados por Paulo, principalmente neste capítulo, apontam para unidade e edificação da igreja como Corpo de Cristo na Terra. Eu contei 11 versículos neste capítulo que expressam ou sugerem claramente esta ideia – ora, sendo assim não praticar meus dons espirituais seria no mínimo egoísmo.

Não importa qual seja o dom, não importa qual seja a forma que eu o entenda, não importa como vou praticá-lo – tudo que importa é que eu seja dedicado, sincero e fiel a Deus através desse dom. Viver assim é viver o evangelho e não apenas seguir regras.

Já se perguntou porque temos tantos tipos e formas de igrejas em nossos dias? Para mim é a oportunidade para que todos possam se encaixar… usando seus dons!

“Senhor, não quero ser ignorante nem negligente com o que Tu quiseres me dar como dom. Me ensina a Te servir de forma fiel ao que creio e da forma como creio. Aumenta minha fé.“

Vinicios Torres

Insatisfação Midiática

“Sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões” (1 Tessalonicenses 5:17)

Às vezes a gente recebe sabedoria de lugares inusitados. Hoje recebi um e-mail do blogue do Set Godin, guru de marketing americano, que me fez pensar. Traduzi rapidamente para você aqui:

O motor do nosso descontentamento

“Quando a TV foi adotada pela primeira vez, foi um presente mágico. Os shows uniram nossa cultura e os anúncios alimentaram um boom consumidor aparentemente infinito.

Hoje, porém, os comerciantes transformaram a televisão em um instrumento de insatisfação. Os shows alienam a muitos, porque eles trazem um mundo idealizado e caro para as casas de pessoas que cada vez mais não podem pagar. E os anúncios relembram quase todos que suas vidas estão incompletas e infelizes – a menos que comprem o que está sendo oferecido. Pior, as notícias por TV paga são otimizadas para chocar, assustar e dividir as pessoas que a observam.

A mídia social pode amplificar todos esses ciclos descendentes. São 1000 vezes TV.

Daí uma classe média, milhões de pessoas que seriam tão ricas como reis em qualquer outro momento ou lugar, estão angustiadas e desapontadas e se sentem deixadas para trás. Vítimas de um regime de mídia onde elas são o usuário e o produto.

Toda vez que a TV e as mídias sociais consomem um tempo significativo em uma casa, o prazer aumenta e a felicidade diminui.

A solução é simples e difícil.

Podemos desligá-la.

Se não conseguir o que você precisa ou deseja, desligue-a por algumas horas.”

Este método do marketing moderno de te tornar insatisfeito com o que você é e com o que você tem colide frontalmente com o conselho bíblico.

O Novo Testamento fala mais de uma vez sobre a necessidade de aprender a estar satisfeitos com o que temos (1 Timóteo 6:6-8; Hebreus 13:5; Lucas 3:14).

A satisfação não anula o desejo de melhoria, ela equilibra o nosso coração para não cair na ganância. A satisfação ajuda-nos a usufruir plenamente o que temos para hoje enquanto trabalhamos pacientemente pelo melhor no futuro.

O insatisfeito e ganancioso está sempre olhando para o que tem e desprezando por desejar mais.

Quando nos tornamos condicionados por este descontentamento midiático, nada nos satisfará e dará prazer por muito tempo. O único prazer experimentado pelo insatisfeito é da conquista do bem/prazer desejado. Assim que a compra termina, o prazer termina, pois a insatisfação instalada no coração já faz ele começar a desejar outra coisa.

Essa insatisfação midiática não nos deixa reconhecer a provisão de Deus. Estamos sempre pedindo, mas não entendemos o que recebemos. Não nos tornamos gratos pela vida e provisão que Deus nos dá.

Quando eu era criança havia um segmento de evangélicos conhecido pelo extremismo de proibir a TV, pois dizia que ela era instrumento do diabo para nos desviar de Deus.

Começo a achar que eles tinham razão.

“Senhor, ajuda-nos a desligar-nos do que nos afasta de Ti e ensina-nos a estar satisfeitos com o que recebemos da tua mão.“