Luis Antonio Luize

Quando os Justos Sofrem – A Mudança Começa em Mim

“Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem.” (Gênesis 50:20)

Em boa parte dos presídios vemos pessoas sofrendo pelo que fizeram e, via de regra, se declaram inocentes, culpando qualquer outro, tal como a sociedade, o governo, algum familiar ou alguma outra pessoa. Quando se paga a pena sendo culpado é uma coisa, mas sofrer sendo inocente é bem diferente.

Depois da rejeição, creio que sofrer injustamente seja a situação mais difícil para o ser humano suportar. No entanto, o princípio da cruz é exatamente este: o justo pagando pelos pecadores.

Basta olhar nossa sociedade e observar que é assim. Pagamos mais seguro porque alguém que seja imprudente causa prejuízos às corretoras, que então cobram mais de todos. Temos leis em relação à segurança, porque alguns cometem ilegalidades.

Como vivemos numa sociedade corrompida, precisamos que Deus intervenha e nos ajude a mudar a situação.

Certo sujeito, vou chamá-lo de João, foi levado à uma posição de liderança na sua empresa. Ao chegar nesta posição percebeu que os lideres anteriores haviam feito coisas erradas e até ilícitas. João ficou muito chateado com isso, pois agora estava pagando o preço pelo que outros fizeram, além de toda a preocupação que estava sentindo.

Certo dia indo ao trabalho, entrou em oração enquanto dirigia. Sua oração era de lamúria pelos acontecimentos e reclamando com Deus porque a culpa dos outros tinha que recair sobre ele.

Subitamente o Espírito Santo tocou em seu coração e ele teve uma visão da cruz em que Cristo morrera. Só então percebeu que um justo havia morrido pelos pecadores.

Deu-se conta de que toda rejeição, amargura, desgraça, desigualdade, podridão, ruindade e rebeldia humanas recaíram sobre Jesus.

Só então pode entender que não devia julgar e nem atribuir culpa àquelas pessoas, mas perdoá-las e amá-las. Foi assim que a humildade tomou o lugar do orgulho, a submissão substituiu o senso de rebeldia e o amor tomou o lugar do medo.

Da mesma forma ocorre quando assumimos para nós os pecados de outros. Isto é muito comum em família, quando alguém faz algo pelo qual somos julgados ou que tenhamos que carregar todo o peso. Quanta gente anda com seus corações carregados de mágoas pelo que receberam dos seus pais, pagando pelos erros de outros.

Quando entendemos, pelo Espírito Santo, que precisamos perdoar e liberar essas ofensas é que seremos verdadeiramente livres.

Quantos estão pagando pelos erros dos outros, embora não sejam culpados. Isso pode acontecer. Foi para isto que Cristo veio ao mundo. Ele abriu o caminho para que eu e você possamos perdoar os pecados alheios e nos libertar deles.

José fez menção a isto quando disse o texto citado logo acima, do qual grifo Porém Deus.

Estas duas palavras se transformam num marco e ponto decisivo na história de todo ser humano. Deus pode transformar qualquer situação que estejamos passando, seja perseguição, uma forte luta ou um sofrimento injusto. Para tudo há uma solução – a Cruz.

A situação que nosso País passa hoje leva muitos a sentirem que estão sofrendo injustamente, porque um governo corrupto sugou todas as finanças gerando desemprego e desesperança.

Tudo na vida tem potencial de produzir algo bom ou ruim sobre nós. Quando um justo sofre pelo erro de outro visando o seu bem, isto é positivo. Por outro lado, ser inocente e sofrer de maneira negativa não é.

Somente Deus é capaz de transformar os aspectos negativos da nossa vida em positivos. José disse Porém Deus.

Coloque sua fé em Deus, na Sua Palavra e no Seu Poder e observe a transformação que Ele fará em sua vida, levando todo peso, tristeza e amargura embora, substituindo-os pela Sua abundante Paz.

PARA EXERCITAR

  • Tenho sofrido injustamente mas ajudando a outros?
  • O que posso fazer para entregar a Deus todo o peso que tenho sentido?

“Pai celestial, quero perdoar todas as pessoas que me fazem sofre d maneira injusta. Entrego a Ti meus sentimentos e meu fardo para que o Senhor possa substituir pelo Teu amor e paz. Que a partir de hoje eu possa caminhar mais leve pela vida. Amém!“

Mário Fernandez

Armadura Orando – Vivendo o Evangelho

“Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos,” (Efésios 6:18-18)

Curiosamente, ou nem tanto, o único item dessa armadura descrita pelo apóstolo Paulo que menciona algo como “todo tempo” é a oração. Se isso faz parte da armadura, devemos então deduzir ou entender que seja um item que não pode ser retirado, não pode ser descartado, não pode ser removido – não é opcional. Ainda tem um reforço na segunda parte falando em “toda” perseverança.

A oração é mais do que um assessório da armadura, pois qualquer elemento que possa ser descartado tem de ser colocado em segundo plano diante dela. A oração é como algo que passa a fazer parte do soldado, torna-se integrante deste. É impressionante o que acontece quando uma pessoa ora com sinceridade diante de Deus.

Eu tenho dito há muitos anos que a Bíblia fala pouco sobre a oração em si, mas fala muito sobre o que acontece quando alguém ora. Há bons e profundos ensinos sobre a oração, sem dúvida. Mas nada mais didático e explicativo do que ler uma história dizendo “fulano orou e”. Todos os grandes homens e mulheres de Deus, em todo período narrado nas Escrituras, tinham na oração sua arma mais poderosa e seu recurso mais produtivo. Mesmo Jesus de Nazaré, na qualidade de filho de Deus encarnado, teve práticas de oração exemplares. Ele, que não precisaria.

Aprender a orar pode dar trabalho e pode levar tempo, de fato, mas é o que vai fazer toda diferença. É orando que recebemos de Deus discernimento, que aprendemos a ouvir a Sua voz e mais do que tudo, é como nos fortalecemos. Nesta descrição de uma armadura, Paulo dá foco e importância à oração que nos ensina, por si só, o quanto devemos levar esse tema a sério.

Orando em todo tempo é fácil de entender. Basta não parar de orar. Poucos conseguem ser mais ocupados que eu, creiam. Mas se é assim, não dá para ver televisão nem filme ruim no youtube, nem ficar de conversa jogada fora. Dá para orar dirigindo, viajando no ônibus, tomando banho, comendo… não estando dormindo… Em todo tempo. É fácil de entender.

Só pode ser do inferno o descrédito que temos na oração em nosso tempo. Funciona, é de graça, mesmo mal feito dá resultado, não exige formação, não distingue pessoas, não tem limite. E falando sério – é bom demais…

Temos de lembrar continuamente que Deus não precisa de nós, mas nós dependemos Dele. Ao orarmos nos aproximamos, ouvimos e sentimos Ele falar conosco, entendemos as coisas, crescemos e nos fortalecemos. E é bom demais… Eu tenho práticas de oração que não servem de regra, como acordar de madrugada, dirigir 14h quase sem parar, me trancar sozinho por um ou dois dias. Não precisa ir a tanto, basta fazer algo – desde que seja sem cessar.

Deus espera isso de nós, mas não precisa disso para nada. É um ato de amor de Sua parte, pois Ele sabe que isso é o melhor para nós.

Em tempo, me deem licença que vou parar de escrever para orar mais um pouco.

“Senhor, eu quero e preciso estar mais perto de Ti, sentir Tua Presença. Me ajuda a aumentar minha intensidade de oração até eu conseguir de fato orar em todo tempo, sem cessar.“

Mário Fernandez

Armadura/Paz – Vivendo

“E calçados os pés na preparação do evangelho da paz;” (Efésios 6:15-15)

A maioria das menções que podemos chamar de qualificadas se referem ao “evangelho de Cristo” ou citações equivalentes, embora um bom numero pode ser lido se referindo ao “evangelho do Reino”. Aqui particularmente Paulo se refere ao evangelho da paz.

Evangelho significa boas novas, literalmente no grego uma revelação (novidade) boa (agradável, festiva). Boas novas de paz faz muito sentido, ainda mais como calçado, pois formosos são os pés dos que anunciam boas novas e que transmitem paz (conforme Isaías 52:7). Caminhar pisando em paz pode parecer não ter muito a ver com a armadura de um guerreiro, mas me permita discordar disso e explicar.

O meu conceito de paz não é ausência de problemas, mas o menosprezo a eles. Embora com problemas, menosprezar os problemas, tirar sua importância, não valorizá-los, tê-los como coisa pequena – isso é paz. Pense comigo: em meio a uma tempestade uma gaivota pousa numa pedra, se encolhe e espera a chuva parar – está em paz. Em meio a um tiroteio um mendigo se coloca no seu buraco e fica ali até tudo sossegar – está em paz. Condenado por uma doença terrível um paciente segue para o centro cirúrgico calma e serenamente – está e paz. No pronto-socorro chega uma meia dúzia de pessoas arrebentadas e o médico experiente começa a atender um por um fazendo sua triagem e dando os primeiros atendimentos, apressadamente mas com serenidade – está em paz. São conceitos pouco convencionais de paz.

Claro, não vamos menosprezar. Um dia ensolarado na chácara com um bom chimarrão e a família ao redor é paz. Ir dormir de noite com o corpo cansado de um dia de trabalho, com a família em casa, todos saudáveis, as contas em dia – também é paz. Orar com alguém e ver a cura de Deus fluir com aquele alívio sobrenatural – é paz. Só não podemos bitolar nosso conceito achando que paz é sinônimo de sossego ou ausência de problemas, pois pode não ser.

Andar pisando boas novas de paz é papel de guerreiro sim, mas quando ele volta vitorioso. Vencemos a batalha, o inimigo foi derrotado, agora teremos paz. Se o inimigo me vir aparamentado para a batalha, motivado, preparado, seguro, demonstrando superioridade de combate ele pode decidir recuar e teremos paz. Um guerreiro da época desta carta, com certeza, proporia um acordo antes de iniciar a batalha, semeando paz.

Nossa luta hoje não é contra carne nem contra sangue, somos guerreiros espirituais. Nosso inimigo não recua, respeita poucas regras e trapaceia sem parar, nunca desiste, deu a vida pela sua causa, qualquer prejuízo que nos causar para ele é lucro – e tudo isso apesar de uma derrota decretada. E a paz?

Nos cabe, como diz o texto, a preparação do anúncio das boas novas de paz em Jesus Cristo. Podemos semear paz aos cansados e oprimidos. Podemos levar essa notícia adiante em pleno campo de batalha pois “inocentes” estão sendo atingidos. Se quisermos viver um evangelho que é estilo de vida, as boas novas devem ser de paz. Faz parte da armadura e não é por acaso.

“Senhor, me ajuda a andar pisando em sementes de paz, me ensina a anunciar boas novas de paz, me capacita a ser um agente de paz. Preciso ser relevante na minha geração atribulada.“

Mário Fernandez

Humildade – Vivendo o Evangelho

“Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” (1 Timóteo 1:15-15)

Ter noção de sua própria condição é humildade. Saber que não é melhor do que os outros, ainda que possa fazer algumas coisas que os outros não podem, é humildade. Não pensar de si mesmo acima do que precisa é humildade. Não ter soberba ou orgulho pretensioso é humildade. Na minha juventude creio ter conhecido a pessoa mais soberba de todos os tempos – ele dizia que vinha de uma familha “humilde”, mas era mentira, ele era de infância pobre mesmo pois ali de humildade não tinha nem traço.

O apóstolo Paulo nos escreve esse trecho dizendo ser dos pecadores o principal. O que ele fez de tão grave? Adão não foi pior do que ele, por ter sido o primeiro? Judas não foi pior traindo Jesus por umas moedas? Será que ele pensava isso por perseguir os filhos de Deus, ou porque tinha noção mais clara da Santidade do Pai, ou porque não conseguia sentir que compensava a perseguição, ou será que tinha algum pecado oculto? Não sei, realmente. Mas isso denota que ele se achava de fato pior do que realmente era, basta ler seus escritos e medir o nível de revelação que Deus lhe concedeu. Ainda que sendo alguém de grande valor, de grande initimidade com Deus, de grande desempenho, isso nitidamente não lhe subia à cabeça.

A nós, em pleno século XXI, resta seguir o exemplo ainda que cenário e condições gerais sejam diferentes. Não precisamos dizer ou fazer parecer que sejamos os piores mortais da Terra, mas bastará não se achar os melhores. Ouvi de um pregador, alguns anos atrás, que o povo da igreja parecia mais ter o rei na barriga do que o Rei no coração. Não gosto de generalizar, mas a muitos isso soa verdadeiro. A humildade faz parte de um evangelho que é estilo de vida, que é mais do que regras, que nos leva além e adiante. A verdade é que independentemente de outros aspectos teológicos, práticos, psicológicos, sociológicos, emocionais, eclesiásticos – independente de tudo – sem a graça de Deus não somos nada, nada, nada. Ou menos.

Viver atualmente uma vida de humildade é relativamente fácil. Não precisa passar fome ou dormir na chuva. Eu vivo no sul do Brasil, aqui faz um frio constrangedor e alguns invernos dentro de casa é mais frio do que dentro da geladeira no verão. Fica negativo algumas noites, literalmente abaixo de zero. Sei bem o que é viver com o mínimo e sei ter um pouco de conforto, mas posso dizer que para glória de Deus isso não me afetou. Preguei para milhares de pessoas e preguei para 4 pessoas. Nunca me afetou. Fui subalterno de baixo nível e hoje sou chefe, mas isso não me afetou. Eu trabalho de forma diferente, tomo decisões diferentes, mas nunca bato no peito nem “cacarejo” como vejo alguns fazendo. Sou apenas um homem limitado e carente da graça de Deus.

Viver com humildade hoje é cumprir seu papel, exercer seus direitos, desempenhar suas funções. Excelência, capricho, resultados mais do que desculpas (quem dá um não dá o outro). Menos barulho e mais resultado, menos foco em mim e mais foco Nele. Testemunhos objetivos do que Deus fez por mim e não do que EU me tornei. Palavras amigáveis e tolerantes ao invés de “dedadas” nos narizes. Ter mais misericórdia do que ter razão. Ser liderado com objetividade e buscar sucesso. Liderar pelo exemplo e desempenho não por imposição. Coisas relativamente simples, principalmente considerando que o padrão do mundo não é esse, portanto pouca coisa já destaca.

Viver um evangelho autêntico, genuíno, vivido e não fingido, é um estilo de vida em que a humildade será uma marca e não um objeto de orgulho. Podemos começar agora mesmo. É um desafio.

“Senhor, se sou algo ou se tenho alguma coisa é por Tua causa. Me ensina a viver sabendo meu lugar e meu papel, para viver em humildade e te glorificar com isso.“

Mário Fernandez

Armadura Espada – Vivendo o Evangelho

“Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6:17-17)

Eu acho que, exceto algum brinquedo, eu nunca peguei uma espada na mão, pelo menos não uma de verdade. O que eu conheço bem é facão. Perceba que o princípio é o mesmo, lâmina longa, feita de aço, cabo chato, afiado, geralmente tem uma bainha, etc. Mas meditemos juntos numa coisa significativamente importante: facão não é espada.

Facão se usa para abrir picada no mato, cortar galhos, poder árvores. É portanto um instrumento pacífico que se usa para trabalhar e produzir algo útil. Mas é uma lâmina longa com cabo. Espada é uma instrumento de combate, de ataque mais do que de defesa e nem precisa estar tão afiada para ser intimidadora. Tamanho é documento, precisa aguentar pancada. É arma.

Muitas pessoas vivem uma vidinha abaixo de mais ou menos com Deus porque pensam que podem viver sem a Espada do Espirito que é a Palavra de Deus, e ficam improvisando com um facão. Alguns, pior ainda, estão com faquinha de mesa. Não é uma espada, embora possa até parecer e siga os mesmos princípios básicos. Só a espada faz serviço de espada E ainda mais neste caso tem de ser a espada certa para dar o resultado certo.

  • Toda vez que trocamos a palavra de Deus por um “livrinho” saímos à batalha de facão e não de espada.
  • Toda vez que trocamos um culto coletivo onde a Palavra de Deus é pregada por uma gravação de seja-o-que-for…
  • Toda vez que buscamos ensino e aprendizado em qualquer outra fonte que não seja a Bíblia…
  • Toda vez que enfrentamos o inimigo das nossas almas com argumentos humanos, psicológicos, teológicos, filosóficos, qualquer coisa que não seja a Palavra de Deus…
  • Saímos às ruas pelos nossos direitos mas paramos de subir o monte para amolar nossa Espada…
  • Discutimos todos os assuntos com todo tipo de pessoa, fazemos carreiras, empilhamos títulos e diplomas…
  • Toda vez que usamos qualquer outra lâmina que nos parece grande o suficiente, deixamos a espada guardada e usamos outra coisa.

Pode parecer que isso seja algo sem importância e, embora certamente algumas batalhas seriam vencidas aqui e ali, jamais venceremos no final sem a Espada. Quanto mais eu olho para a igreja do Senhor, no sentido de povo que se intitula ser de Deus, mais vejo gente carregando canivetes e faquinhas ao invés da Espada. Conheci um homem que era conhecido como “Bíblia-andando”. Aquilo me marcou, ele parecia saber tudo de cor. Ele não era um homem perfeito, mas ele era muito íntimo de Deus e com certeza um homem muito abençoado. Venceu facilmente em coisas que fracassei. Me marcou e a tantos outros.

Onde estão esses homens e mulheres que impressionam pelo que sabem das Escrituras? Onde estão os que combatem o bom combate com a Espada na mão? Onde estão os que não cortam os dedos com a ferramenta errada e são vitoriosos?

Enquanto não vem o Senhor, empunhar a Espada que é a Palavra saiu de moda, mas precisa voltar. O melhor jogador de tênis de todos os tempos numa quadra de basquete provavelmente seria medíocre. Um medalhista olímpico de natação provavelmente jogando tênis seria fraquinho. Qualquer de um nós empunhando a Espada é um guerreiro, mas como um facão na mão não passa de um jardineiro.

Nosso desafio para esse tempo é tomar a Espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, para com ela combater o bom combate. Retomemos nossas leituras, estudos e meditações. Evangelho é estilo ode vida. Avancemos.

“Senhor, me ajuda a recuperar a habilidade de manusear esta Espada e ser um guerreiro preparado e produtivo. Me perdoa pela perda de foco e pelo desvio de foco na batalha.“

Mário Fernandez

Armadura/Justiça – Vivendo o Evangelho

“Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça” (Efésios 6:14)

Muito interessante tentar compreender o senso de justiça das pessoas. É no mínimo fascinante. É justo pedir desconto quando está comprando e também é justo tentar vender por mais. É justo reclamar mas não é justo ouvir reclamação. É justo copiar uma obra literária sem autorização mas não é justo trabalhar sem receber. É interessante, não?

A justiça é algo muito simples: o justo não é frouxo nem apertado. Se para uma das partes envolvidas a coisa apertar, não está justo. Se ficou tudo frouxo, não é justo. Quando a Bíblia fala de justiça, preconiza um senso equilibrado entre dar e receber, entre pedir e ofertar, entre ir e vir, perdoar e ser perdoado, e assim por diante. A Bíblia ensina a obedecer aos pais, sujeitar-se aos governantes, a pagar impostos e a trabalhar para ter riqueza – tudo isso é reputado por justo.

Se é uma couraça, é algo para proteção e defesa, não para ataque. Ainda que eu nunca tenha sido militar ou combatente de algum tipo no sentido físico, dificilmente concordo com a colocação de que a melhor defesa é o ataque. A couraça era um pedaço da roupa dos lutadores da época que visava basicamente proteger o peito do soldado. Curiosamente, as costas ficavam descobertas. Esta couraça da justiça portanto, deve nos ensinar a agir de forma justa para proteger nosso peito.

O peito representa nossos sentimentos, nosso coração, nossas emoções. Ainda que seja uma mera comparação, ou simbologia, ou analogia, ou alegoria. Entendamos: a justiça protege nosso coração. Temos que sempre ter em mente o que é justiça, como se aplica justiça, as consequências da aplicação da justiça. Mas tudo que é justo protege nosso coração.

Agora, me permitam espiritualizar um pouco. Nada, mas nada mesmo, será mais justo que a Palavra de Deus expressa ou revelada na Bíblia. Nenhum princípio, conceito ou ensino bíblico será injusto. Se algo parecer injusto ou inadequado, por favor estude um pouco mais as Escrituras pois não é nela que está o erro. Pode ser o contexto, pode ser o idioma, pode ser o entendimento – mas não será a vontade expressa de Deus.

Concluindo, vamos juntar todos esses conceitos e formular um entendimento final – O conhecimento Bíblico protege nosso coração. Na Palavra de Deus há cura para a alma, para os sentimentos, emoções, quadros depressivos, para os ataques do inferno que não são físicos. Podemos usar todas as ferramentas da medicina, da psicologia, de toda as ciências que a humanidade disponha. Mas nada vai nos proteger mais, para ter um estilo de vida que reflete o evangelho, do que a Palavra de Deus que contêm Sua Justiça. Deus é absolutamente justo. Couraça de justiça é uma “casca” formada pela Palavra de Deus para proteger nosso peito.

“Senhor, obrigado por que a Tua revelação é completa o suficiente para eu me proteger através do conhecimento da Tua justiça. Me ensina a viver de forma mais justa possível.“

Mário Fernandez

Gratidão 2 – Vivendo o Evangelho

“Portanto, já que estamos recebendo um Reino inabalável, sejamos agradecidos e, assim, adoremos a Deus de modo aceitável, com reverência e temor” (Hebreus 12:28)

A gratidão deveria ser uma marca de quem vive o evangelho simples, autentico, legítimo, purinho. Decidi-me a escrever uma segunda meditação, depois de argumentar os motivos de ser grato, agora investindo em expôr algumas das muitas formas de ser agradecido. Em outras palavras, começamos falando sobre PORQUE ser agradecidos e agora vamos meditar em COMO.

Podemos começar a ser agradecidos do modo mais óbvio possível: falando. Dizer “obrigado Senhor” pode ser superficial, ou não. Mas precisa ser dito, nada é mais básico do que isso. É simples, é grátis, não humilha e não exige formação acadêmica. Funciona. Isso pode ser feito em voz alta, em silêncio, mentalmente, em oração. Precisa ser feito.

Podemos também agradecer retribuindo. No caso da nossa salvação por exemplo não existe uma forma de retribuir, mas pela natureza que desfrutamos (podemos preservá-la), pela família (podemos zelar por ela), pela saúde (cuidando dela), pelo dom da vida (preservando) e mesmo pela nossa igreja (podemos servir através dela). É uma retribuição singela, mas faz parte.

Podemos agradecer presenteando, mas Deus é dono de todas as coisas. O que pode lhe interessar que já não seja Dele? Talvez almas perdidas… Talvez alguma honraria que Lhe seja devida. Talvez seja o mais complicado,

Podemos agradecer elogiando, tanto com palavras diretas (direcionadas a Ele) como para outras pessoas. Se eu contar para todo mundo das maravilhas que Ele fez e tem feito, rasgar elogios sobre Suas obras, com isso estou agradecendo.

Claro, podemos agradecer honrando e amando, mas estamos falando de como fazer as coisas. Servir para mim é a forma mais clara de honrar e amar ao Senhor. Quando eu O sirvo fazendo qualquer coisa para o Seu Reino em detrimento de meus interesses individuais, estou mandando uma declaração à Ele de que sou propriedade Dele. Se Ele é meu dono eu posso servi-lo por obrigação, obediência, constrangimento, medo – ou por gratidão, que é o caso.

Mas na minha opinião nada é mais eficiente como agradecimento do que agradar (no sentido de fazer coisas do agrado). Quando meus filhos fazem as coisas que eu gosto me sinto agradecido por tê-los criado. Quando fazemos o que é do agrado de Deus, estamos agradecendo incontestavelmente a Ele.

Se você conhece ou entende outras formas de agradecer que sejam práticas, nos ajude com seus comentários. Estamos todos ansiosos por fazer mais para o nosso Dono.

“Senhor, obrigado pela herança de um Reino Inabalável. Agora quero te agradecer de forma prática e visível, aplicando aquilo que sei e Te honrado mais e mais.“

Mário Fernandez

Gratidão – Vivendo o Evangelho

“Portanto, já que estamos recebendo um Reino inabalável, sejamos agradecidos e, assim, adoremos a Deus de modo aceitável, com reverência e temor” (Hebreus 12:28)

A gratidão deveria ser uma marca de quem vive o evangelho simples, autêntico, legítimo, purinho. Os motivos são meio óbvios, mas como sempre o que é simples demais parece que nem é verdade ou não funciona. Durante muitos anos (muitos mesmo) havia uma fama de que software grátis não prestava, era necessário desembolsar muito dinheiro para ter algo decente. Veja o cenário de hoje com tanta coisa freeware no mercado e com qualidade. Claro, ainda cabem no mercado soluções de alto nível com custo, mas o conceito mudou gradualmente.

Nosso conceito de gratidão também precisa mudar. Temos de tirar da cabeça que devemos agradecer a Deus APENAS pelo que Ele nos fez ou ainda fará. É mais do que isso, vai além dos atos ou dos presentes (dons) que ganhamos Dele. Nossa gratidão tem por base nossa salvação imerecida, tem estrutura na fé da revelação dada pelo Espírito Santo diariamente e tem cobertura em nossa herança eterna. Aleluia, somos herdeiros. Co-herdeiros, para ser mais preciso, mas herdeiros.

O Reino que herdaremos não é para nós reinarmos, pois só tem um trono e este já tem dono, já está ocupado. Seremos alguma outra coisa lá. Também não seremos bobos da corte, ou copeiros, ou jardineiros, ou trabalhadores que tiram o lixo. Como eu sei disso? Somos irmãos adotivos do herdeiro principal de todas as coisas, de alguma forma que não sei qual é seremos tratados como nobreza. E mais – este Reino não apenas vai durar para sempre como nem treme – é isso que significa inabalável.

Agora, se herdar algo que não merece, de graça, altíssimo valor, para sempre, inabalável, com qualidade de nobreza; se isso não é motivo de gratidão, então…

Raciocine comigo: o evangelho é o poder de Deus para salvação de quem crer. Quem crer e for batizado será salvo. Quem for salvo é co-herdeiro com Cristo. Quem é herdeiro vai receber este reino inabalável. SEJA AGRADECIDO.

Talvez nem todos nós, mesmo na igreja local, tenhamos noção disso e por este motivo o nível de gratidão ainda é um pouco abaixo do que deveria. Mas nós podemos melhorar. Podemos ser mais agradecidos. Devemos ser mais agradecidos. Como? Bem, isso talvez mereceria uma meditação específica.

“Senhor, obrigado pela herança de um Reino Inabalável. Me ensina formas de mostrar e viver uma gratidão que seja adequada e compatível com Tua Vida em mim.“