Mário Fernandez

Obediência – Vivendo o Evangelho

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” (Mateus 28:19,20)

Fiz questão de tomar este texto, das diferentes narrativas que a Bíblia oferece, pois além de ser o mais conhecido oferece também o caráter mais impositivo de todos, ou seja, é o que mais se parece com uma ordem. Não vou discutir a exegese e evocar os termos gregos, quero ficar no básico, ou o que está aos olhos.

Jesus em seu ministério fez muitas coisas. Nem todas foram registradas por escrito, como bem disse o apóstolo João no final de seu evangelho. Mas de tudo que Jesus fez, podemos resumir em poucos pontos para entender mais facilmente:

  • Ensinou as Escrituras (aqui incluímos falar sobre o Reino de Deus, sobre o Pai, etc)
  • Orou por enfermos (inclusive ressuscitou mortos)
  • Expulsou demônios
  • Operou milagres e maravilhas (multiplicou pães, acalmou tempestade, etc)

No texto paralelo de Marcos temos a afirmação de que sinais seguiriam os que cressem e são os mesmos 4 pontos. Em Mateus 5 em diante no chamado “sermão do monte” vemos os mesmos pontos. Neste texto de Mateus 28 temos basicamente a mesma coisa.

De onde tiramos a ideia de que é preciso uma preparação ou um ensaio ou uma qualificação para cumprir uma ordem dada por Deus? Se a ordem é “ide” ou “fazei discípulos” é discussão semântica, temos uma ordem a cumprir. Quem nos dá o direito de decidir por nós mesmos quando estamos prontos para obedecer???

Eu tenho em minhas mãos uma Bíblia cheia de referências, textos, ensinos, histórias e mandamentos que me apresentam claramente o que devo fazer. Não encontrei nenhuma referência do tipo “quando se sentir pronto”. No livro de Josué não tem nada como “vai aquecendo que vamos invadir Jericó”, pelo contrário, é mais como “santificai-vos [agora] pois amanhã [data marcada sem opção] o Senhor fará maravilhas”. É como se o trem do mover de Deus fosse passar e a opção que temos é embarcar ou não, nada mais. Se embarcar arque com as consequências e se não embarcar preste contas disso ao dono do trem.

Meu querido, ao ler esta meditação pense no seguinte: Deus só te pedirá o que te é impossível se Ele mesmo te capacitar para tal de forma sobrenatural. Nem mais, nem menos. O impossível para nós é normal para Ele. O nosso normal para Ele é nojento, é carnal, é desse mundo, é imundo. A decisão NUNCA deve ser se estou pronto para orar com os doentes ou para ensinar o Evangelho, mas sim se quero obedecer ou não pois o demais vem dele. Simples assim? Sim, simples assim!

Deus sempre pediu para pessoas fazerem mais do que eram capazes e muitas delas de fato fugiram disso. Outras disseram “se o Senhor não for conosco então não nos tire daqui” o que em outras palavras seria “o que Senhor está pedindo é impossível então faça porque eu não conseguirei”. Mas obedeceram. Fizeram. E não me refiro a Jesus, estou falando de um Davi adolescente matando um gigante experiente, de um Gideão amedrontado liderando exércitos, de um Pedro iletrado curando com a sombra, de um Elias sozinho e desarmado derrotando 850 profetas, de um Felipe pregando a um eunuco sobre batismo no meio de um deserto.

Eu creio sinceramente que é chegado um tempo de pararmos de teorizar e tomarmos uma decisão sincera se queremos [desejamos] ou não obedecer o que Deus já ordenou claramente. Sem profetadas, sem revelações e revelamentos, sem chão tremer, sem ventania, sem nada disso – apenas porque está na Bíblia e não estou fazendo, mas sei que deveria fazer. Eu creio que a hora é agora para abrirmos a porta do templo e deixar aberto enquanto tiver um doente para orarmos. De acordarmos mais cedo para orar, de dormir mais tarde para ler a Palavra, de olhar menos filme e escrever mais da história da nossa geração.

“Senhor, perdoe por resistir aos Teus chamados. Inúmeras vezes eu poderia ter obedecido e não o fiz. Fortalece-me para que eu seja obediente pois isso é melhor do que adorar.“

Mário Fernandez

Fé Funcional – vivendo o Evangelho

“Pois as boas novas foram pregadas também a nós, tanto quanto a eles; mas a mensagem que eles ouviram de nada lhes valeu, pois não foi acompanhada de fé por aqueles que a ouviram” (Hebreus 4:2)

Eu acredito que não preciso mais explicar que “boas novas” é a tradução do termo “evangelho”. Ou seja, o versículo começa dizendo que nos foi pregado o evangelho, portanto as expressões “tanto quanto a eles” inclui os judeus e os gentios – o que em termos bíblicos representa todos nós que nos achegamos ao Reino de Deus independentemente de nossa origem. Aleluia, teve espaço para mim.

Mas este versículo declara que o evangelho foi de forma absolutamente ineficiente, ineficaz, impotente, incapaz, desprovido de efeito, inócuo – diante de um “poder” maior que ele. Sim, estou afirmando que existe algo mais poderoso que o próprio evangelho adequadamente pregado, ainda que alguns o tenham por irresistível. A incredulidade, ou falta de fé, é algo que merece meditarmos pois tem poder de anular até o que Deus pretenderia fazer se não respeitasse nossa vontade.

A Palavra de Deus nos coloca frequentemente em vários cenários, da antiga e da nova aliança, como donos da nossa decisão. Por vezes não temos capacidade, nos falta força, mas somos nós que decidimos pela bênção ou pela maldição, pela salvação ou perdição, enfim por Deus ou não. A salvação vem pela fé e a fé pelo ouvir a Palavra de Deus, portanto precisamos ouvir. Mas este versículo nos ensina que ouvir sem fé não produz o resultado do evangelho – salvação em Jesus Cristo. Portanto, só podemos concluir que a falta de fé (incredulidade aqui no meu vocabulário) congela, engessa, prende.

Tudo começou porque uma pessoa me questionou sobre o poder da fé e eu como entusiasta do assunto fiz descrições e declarações quase que exageradas a respeito do que é a fé e o que ela pode operar na vida de pessoas e grupos, lugares e situações. A fé é o poder que por meio da palavra move montanhas, que traz salvação, que cura enfermos, que expulsa demônios, que opera milagres. Daí me dei conta que o poder da fé faz falta!!! Sem ela é impossível agradar a Deus então… Sobrenaturalmente, a ausência da fé é tão poderosa quanto a própria fé.

Veja bem, não estou dizendo que tem algo mais poderoso que o Deus Todo Poderoso. Não estou dizendo que falta de fé tem mais poder que a fé em si. O que estou dizendo sim, é que a fé não apenas faz falta como tem efeitos para bem e para mal. Sem ela nem o evangelho tem efeito. Sem ela nada funciona.

Talvez mereça um exame minucioso sobre o que é uma fé funcional (no sentido de que funciona, tem função). Mas a parte fácil de entender é que por falta de fé o evangelho secou na vida de alguns como a semente lançada sobre pedras.

Está achando difícil viver o evangelho? Invista mais na fé. Está difícil anunciar o evangelho? Aplique mais fé. Está complicado encarar o cotidiano com princípios do evangelho? Use mais fé. Está se sentindo cansado, abandonado, esquecido, desamparado? FÉ.

“Senhor, me ajuda a desenvolver minha fé e ter um fundamento firme do que não posso ver. Ensina-me a andar em fé, crescer em fé e aplicar fé em tudo que tu me deste.“

Mário Fernandez

Poder do Reino – Vivendo o Evangelho

“Pois o Reino de Deus não consiste de palavras, mas de poder.” (1 Coríntios 4:20)

Eu não poderia deixar de falar do poder do Reino, depois de ter meditado em tantas formas e fontes de poder. Afinal, há poder no nome de Jesus, no sangue de Jesus, no Espírito Santo, no Pai, na igreja. Mas o Reino de Deus consiste de poder, é feito de poder, é baseado em poder. Aqui precisamos de um claro entendimento do que isso significa.

Poder é uma capacidade, uma habilidade, uma disponibilidade. Não é necessariamente uma vontade ou um desejo. Poder (substantivo) tem relação direta com o que pode (verbo) ser feito ou realizado. Então se eu consigo levantar um galão de água de 20 litros do chão, eu tenho poder para isso. Se eu tenho capacidade para escrever este texto, eu tenho poder para isso. Que tipo de poder então constitui o Reino de Deus?

Isso não chega a ser um mistério, mas a compreensão está reservada para os que vivem um evangelho verdadeiro e puro, descontaminado de coisas humanas. O poder do Reino é o poder de Deus, o Rei deste Reino. Como assim? Pense num reino medieval, como vemos nos filmes. O Reino A tem um exército de 1.000 homens, mas o reino B tem um exército de 2.000 homens. Ainda assim, o Reino A derrota o Reino B na batalha e toma seus despojos, seu território, seu patrimônio. Como? Por quê? Porque seu rei é mais valente, portanto mais ‘poderoso’. Coragem é uma forma de poder, número de soldados também, armamento também, treinamento também. No Reino de Deus o Rei é tudo. É a fonte do poder, é a fonte da sabedoria, é a fonte de tudo.

Quando se decide ser cidadão do Reino de Deus, não necessariamente tomaremos posse deste poder pois este é intrínseco ao Reino. Mas sendo cidadãos temos direitos e um dos nossos direitos é de usufruir das riquezas e proteções do reino ao qual pertencemos. Deus tem toda riqueza para nós, ainda que alguns não compreendam isso pois associam riqueza com dinheiro deste mundo. As riquezas espirituais alcançam o que o dinheiro não compra. A proteção de ser cidadão do Reino de Deus é total e eterna, a proteção do nosso exército terreno é falha e passageira. Não dá para comparar.

Entender o que significa o poder do Reino de Deus é entender que “posso todas as coisas naquele que me fortalece” não significa fazer o que tem vontade – mas cumprir uma missão. É entender que “somos mais que vencedores” não implica fazer o que quer, mas cumprir uma missão. Pasme, viver um evangelho verdadeiro é mais do que um conjunto de regras, é assumir uma cidadania – é assumir ser cidadão do Reino dos Céus. Suas próprias leis, idioma, costumes, moeda, Rei. E ser um estrangeiro nessa Terra, sendo cidadão do Reino, é um desafio interessante pois só há um tipo de cidadão do Reino de Deus fora de lá – o embaixador. Estes somos todos nós, ainda que alguns não o façam.

“Senhor, me ajuda a entender e viver como cidadão do Teu Reino e não deste mundo. Eu quero aprender a ser um visitante nesta Terra para me preparar para viver contigo eternamente.“

Vinicios Torres

2017 Será Melhor que 2016?

“Ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; é ele quem dá a sabedoria aos sábios e o entendimento aos entendidos.” (Daniel 2:21)

Conversava com meu filho ontem sobre alguns planos para este ano e, em dado momento, ele comentou uma constatação que fez:

  • Este ano (2016) foi um ano difícil para todos. Todos os segmentos profissionais foram afetados e sentiram os efeitos da instabilidade política e econômica igualmente. Mas percebi dois tipos de pessoas – um tipo que terminou bem o ano e um tipo que diz que terminou o ano pior do que começou ou, na melhor das hipóteses, do mesmo jeito.
  • Mas aquelas que terminaram mal o ano tem um coisa em comum. Elas reclamaram o ano todo, ficaram dizendo como as coisas estavam difíceis e lamentando os problemas que estavam travando as vidas e as empresas delas. As que terminaram bem o ano eram positivas e estavam constantemente procurando soluções e alternativas.

Particularmente, o ano de 2016 foi trabalhoso (trocadilho para dizer que trabalhei de 12 a 18 horas por dia quase o ano todo, incluindo fins-de-semana e feriados) para dar conta do básico. Mas iniciei o ano com uma forte crença que Deus abençoaria meu trabalho, abriria portas e supriria nossas necessidades. Ainda que sem emprego e sem estabilidade de nenhum tipo, todas as nossas necessidades foram supridas.

Este novo ano será melhor que o anterior?

Com certeza!

Pois me rendi ao Senhor da Glória quando entreguei minha vida a Cristo ao aceitá-lo como Salvador e Senhor, e todas as coisas estão sujeitas à sua autoridade e ao seu poder. Estou descansado que nada em minha vida estará fora do seu controle e que todas as coisas, até mesmo no âmbito político e econômico da nação, estão sob a sua autoridade e Ele poderá usá-las para abençoar a minha vida e de todos os que nEle confiarem.

Ah, sofreremos, sim, pois Jesus disse “no mundo tereis aflições”. Lutaremos, trabalharemos, negociaremos, abriremos mão, tomaremos posse, correremos, descansaremos, aprenderemos, quem sabe até choremos e perguntemos ao Senhor “por quê?”. Mas faremos todas essas coisas na perspectiva de que Deus nos ama, quer nos abençoar, habita em nós pelo seu Espírito Santo e nos dá o poder para viver a vida de Cristo em meio a todas as batalhas que a vida nos apresentar.

Se você começar o ano olhando as circunstâncias e rendendo os seus sentimentos ao negativismo e à desesperança, eu não preciso nem ser profeta para antecipar que você terminará este ano como as pessoas que meu filho comentou, pior do que começou.

Mas se olhar para Deus, crendo em Sua autoridade e Seu amor, buscando a sabedoria da Sua Palavra para viver, vivendo com integridade e disposto a trabalhar, Ele o abençoará e você poderá terminar este novo ano testemunhando o quanto o Senhor fez por você.

Se você quer vida fácil e tranquila, sinto muito em lhe dizer que não encontrei lugar nenhum na Bíblia prometendo isso. Mas por toda ela encontro promessas de vitória àqueles que permanecem firmes e confiantes no agir de Deus.

Nós, que confiamos em Deus, podemos realmente desejar com convicção:

FELIZ ANO NOVO!

Mário Fernandez

Poder da Igreja – Vivendo o Evangelho

“E o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco. Amém.” (Romanos 16:20)

Eu não sou igrejista nem igrejeiro, o que significa dizer que eu não coloco a igreja acima do Reino de Deus, muito menos acima de Deus, e também significa que eu não espiritualizo o que não é espiritual. Igreja é um treco complicado, cheio de gente complicada, funciona mal, não faz tudo que tinha que fazer, acaba perdendo gente por falta de “jogo de cintura”, escandaliza uns, desagrada outros, erra nas prioridades – enfim, o que não tem na igreja é perfeição. Estou ciente disso, convivo com isso. Igreja tem Deus, tem, mas tem pessoas e estas são falhas ambulantes.

Por outro lado, não posso me furtar de dizer que creio na Bíblia e esta ensina que a igreja é projeto de Deus. Há um poder intrínseco no povo que se reúne em torno da Palavra de Deus para orar, adorar, aprender, pedir e agradecer. Podemos até discutir o que é o que não é igreja, as expressões atuais corretas e desviadas, bizarras ou não. Mas não podemos discutir uma coisa: há sim um povo que, reunido ou não, é sincero diante de Deus e busca santificação (sem a qual não se verá o Senhor), usa a fé (sem a qual é impossível agradá-lo) e tem na Palavra de Deus sua luz e estrado. Esse povo, reunido ou não, é a igreja verdadeira do Senhor na Terra e será reunido na eternidade para lá permanecer com o Deus Todo Poderoso. Aleluia, me deu arrepio aqui só de escrever isso.

Debaixo dos pés de pessoas assim, que vivem para o Senhor, há uma promessa poderosa de pintar o chão com a cara do diabo. Há poder na igreja sim, desde que seja igreja. Não na instituição, mas nas pessoas. Há poder a ponto de servir para emprestar os pés para esmagar a Satanás. Note que o texto não diz que Deus esmagará com o Seu pé, ou com os anjos. Em um texto unanimemente dirigido a uma igreja, Paulo diz “debaixo dos seus pés”. Isso é demonstração de poder e de autoridade. Sim, está no futuro, ainda não é hoje, eu sei de tudo isso. Mas nada no Reino de Deus acontece do nada ou de um minuto para o outro, veja que já somos esse povo e portanto esse poder já deveria estar fluindo.

Sonho (literalmente) com dias de culto sem hora para acabar mas sem anarquia. Com reuniões onde as pessoas ao chegarem se sentem péssimas, horríveis, um trapo – por consciência do pecado. Mas vão embora regozijantes, curadas, saradas, restauradas, libertas – e contrariadas, pois queriam ficar. Sonho com um tempo quando as pessoas contribuem voluntariamente com tudo que tem e o uso é absolutamente adequado – como era no começo. Sonho com pessoas que se convertem hoje, são batizadas amanhã, e daqui dois dias já começam a trazer os próximos. E na semana que vem já estão atazanando médicos orando com doentes. Sonho com uma igreja que lê a Bíblia e ora mais do que faz qualquer outra coisa. Será que verei este sonho? Não sei. Mas eu e minha casa estamos lutando para fazê-lo realidade.

Será que é sonho ou é um vislumbre de alguma promessa? Também não sei responder, mas tenho certeza de que é possível, atingível, palpável. Se eu não fizer, meus descendentes o farão. Junte-se a mim e vamos acelerar essa coisa.

“Senhor, ensina-me a ser igreja no meu tempo, na minha geração, na sociedade onde vivo, nos lugares onde frequento. Ensina-me a dar um passo de cada vez para chegar no Teu alvo para mim.“

Sandra Torres

Indo Para o Quarto Além de Ir Para a Rua

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (2 Crônicas 7:14)

Sempre gostei de história, creio que esta foi minha matéria predileta nos tempos de escola. Me encanta conhecer países, lugares, povos através dos fatos relatados da sua história. A história do nosso país, uma nação com grandes riquezas, com um potencial enorme de crescimento e desenvolvimento, mas desde o descobrimento foi erguida com muita corrupção, roubos, conchavos, falcatruas, uma sequência de mal caratismo e de acordos ilícitos, podridão. Podemos dizer que nada mudou, só aumentou.

Nos últimos dias tenho, particularmente, olhado para a Igreja em nosso país. Somos um país reconhecidamente cristão. E quando falo de Igreja Cristã, falo de evangélicos e católicos. Como cristãos, somos aqueles de deveriam viver como Cristo, exemplificar sua vida na terra.

Mas, qual tem sido a nossa influência neste país?

Infelizmente, temos nos deparado com pastores, padres, líderes que têm engrossado as fileiras de corruptos e desonestos. Escândalos em nossos púlpitos borbulham como água fervente. E nos bancos das nossas Igrejas, tristemente, não é diferente, pois, em nome de sobreviver às constantes crises e em busca de um modo de vida mais digno para nossas famílias, muitos de nós abrem mão de um viver digno de filho de Deus e negociam suas posturas, crenças, caráter, se amoldando ao mundo em que vivem. Acabam por se assemelharem àqueles que tanto criticam. Como diz o ditado: “é de pequeno que se inicia”, e isso vale para muitas coisas.

Nesta semana, ouvindo uma mensagem, cujo o tema não tinha nada a ver com isso, mas lá pelas tantas o pregador disse a frase que despertou minha atenção: “a culpa do Brasil estar como está é nossa, como igreja”. Opa! e não é que é verdade. Não costumamos dizer que nós somos a igreja, que cada membro é parte do corpo que forma a igreja de Cristo? Da mesma forma cada brasileiro é parte do corpo que forma esta nação brasileira.

Eu sou responsável, perante Deus por esta nação. Ao ser lembrada desta responsabilidade iniciei, tardiamente, minha mea culpa e passei a clamar a Deus pelo seu perdão e misericórdia para minha nação.

Quero ir para a rua sim, me opor a toda a corrupção e dizer que não aceito a forma como as coisas têm sido conduzidas em meu país, que quero mudanças. Mas vou para meu quarto também clamar o perdão de Deus, me humilhar e reconhecer os meus erros que possam estar alimentando a situação que hoje vivemos. Quero converter meus caminho ao Senhor, voltar a Ele e buscar direção, a integridade e retidão e ser guiada por Ele em meu dia a dia. Quero que Deus sare minha nação através de mim.

Deus perdoe e sare minha nação e levante homens e mulheres, segundo seu coração, íntegros, honestos que amem a verdade e que, principalmente, te amem mais que a si mesmos.

Mário Fernandez

Poder da Palavra – Vivendo o Evangelho

“Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.” (João 17:17)

Muito negligenciado em nossos dias, o poder da Palavra de Deus é uma ferramenta extremamente poderosa na vida da Igreja de Cristo, por mais que alguns nem acreditem mais nisso. Veja que é muito trabalhoso separar o agir e o poder do Espírito Santo da Palavra de Deus. Temos na Bíblia base de texto suficiente para crermos que nada substitui a Palavra de Deus. Orar é fundamental, mas não substitui. Assim como boas obras, santidade, fugir do pecado, evangelismo – tudo isso são coisas boas em sua essência, coisas necessárias para nossa edificação mas não substituem a Palavra de Deus expressa no texto Bíblico.

Veja que alguns atributos são citados exclusivamente com relação à Palavra de Deus, lhe conferindo poderes (ou características) únicos, singulares:

  • Santifica em João 17:17
  • Discerne pensamentos e intenções em Hebreus 4:12
  • Ilumina o caminho Salmos 119:105
  • Traz esperança Salmos 119:81
  • Opera milagres Lucas 5:5
  • Faz crer em Deus João 17:20
  • Permanece para sempre 1 Pedro 1:25
  • É a espada em Efésios 6:17
  • Semeia fé Romanos 10:17
  • Alimenta em Mateus 4:4
  • É a boa semente Lucas 8:11
  • Agiu na criação Hebreus 11:3
  • Testifica do obreiro 2 Timóteo 2:15
  • Testifica da presença de Deus na vida 1 João 2:5
  • Anuncia Salvação Atos 13:26
  • Traz ação do Espírito Santo em Atos 10:44

E a lista poderia continuar…

O importante é notarmos que sem a Palavra de Deus abundante em nós, jamais seremos as pessoas que Deus espera que sejamos. Além dos argumentos bíblicos, temos de atentar para argumentos lógicos também. Se Deus se revela pela Palavra, como conhecê-lo de outra forma? Se a Palavra é de Deus, por que rejeitá-la? Sendo a Palavra de Deus fonte de poder, o que temos a perder?

Eu conheço pessoas que dizem que ler a Bíblia demais deixa a pessoa louca. No meu caso deixou mesmo. Outros dizem que é um livro velho, antigo, ultrapassado – mas nunca leram. Outros leram como quem lê um dicionário e nada encontraram de interessante – mas nem sabiam o que estavam procurando. Já outros fugiram dela com vigor e tudo que encontraram foi vazio, desânimo, falta de sentido. O que eu nunca encontrei na minha vida foi alguma pessoa que tenha se desapontado tentado ler a Bíblia de fato com a intenção de conhecer pessoalmente o Seu Autor, o Deus Todo Poderoso. Quem o fez, assim como eu e tantos outros, hoje são pessoas melhores, mais felizes, com sentido para suas vidas, com bom relacionamento com Deus, com um Pai Celestial em suas vidas, com certeza de sua vida eterna.

A Palavra de Deus é o poder de Deus expresso a nós de forma plena, completa, imaculada, perfeita. Negá-la é negar o próprio Deus. Não se dedicar a ela é negligenciar a amizade de Deus. Não tê-la no centro de sua vida é, pelo mínimo do mínimo, tentar viver sem poder (capacidade) de fazer o que o povo de Deus na Terra deveria fazer. Não me admira os doentes ainda doentes, os cegos ainda no escuro, os sofridos ainda a sofrer, bem como toda anarquia que vemos ao nosso redor. Nos falta, a todos nós, mais do poder transformador da Palavra de Deus. A uns falta um pouco, a outros falta bem mais, e a muitos falta tudo.

Sejamos anunciadores e ensinadores da Palavra de Deus, afinal ela nunca volta vazia.

“Senhor, desperta em mim um desejo pela Tua Palavra que beire o desespero. Eu entendo que sem ela não posso andar contigo e não devo permitir que as correrias deste mundo me engulam. Ajuda-me.“

Mário Fernandez

Poder do Espírito – Vivendo o Evangelho

“E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam.” (Atos 19:6)

Nada no Universo é mais poderoso do que o Espírito Santo de Deus, nada, nada, nada. Por que? Simples: ELE É DEUS. Não podemos confundir O criador com UMA criatura e isso é mais comum do que admitimos, pelo menos na prática da vida de muitas pessoas. Dizer que o Espírito Santo é coisa do Novo Testamento é fazer com que Ele seja criado em algum momento – errado. Ele é o agente da criação de Deus, está de Gênesis a Apocalipse, estava lá no momento do HAJA LUZ e estará lá por toda eternidade com o Pai.

Na vida da Igreja (me refiro aqui ao povo escolhido de Deus que vive para honrá-lo e que legitimamente tem herança eterna) o Espírito Santo desempenha um papel único, em dois sentidos. Único no sentido de que outro não o poderia desempenhar. Único no sentido de que tem seu momento e depois na eternidade não terá mais sentido. Explico. Cabe ao Espírito Santo conduzir a igreja na Terra, os eleitos de Deus, em poder e autoridade, para “treinar” este povo a viver na Nova Jerusalém. Escatologias e demais teologias à parte, resumo dizendo que cabe ao Espírito Santo capacitar a igreja em sua caminhada.

Se lermos o texto escolhido para meditar podemos tirar deles pelo menos 5-6 pregações. Vou compartilhar meu pensamento favorito a respeito dele: O Espírito Santo de Deus age trazendo capacitação especial dos céus. Neste versículo as pessoas falavam e profetizavam. Em outros textos curavam, ressuscitavam mortos, expulsavam demônios, tinham discernimento, eram transportadas de onde estavam, falavam com autoridade. Ou seja, faziam o que nunca fizeram. Faziam o que não tinham capacidade de fazer anteriormente. Faziam o improvável. Faziam o impossível. FAZIAM.

Não consigo ver biblicamente nenhuma (no sentido de NEM UMA) maneira de ser povo de Deus, sem ter o Espírito de Deus no comando. É um enigma para a minha alma entender como podem alguns grupos negligenciar a pessoa e a atuação de Deus na pessoa do Seu Espírito. É mais ou menos como comprar um carro e não colocar gasolina no tanque – ser igreja (ou povo de Deus) negligenciando o Espírito Santo é tentar andar de tanque vazio. Minha escola eclesiástica e teológica foi bem tradicional, sei bem do que estou falando.

Mas o principal efeito dessa negligência é um evangelho resumido, aguado, sem poder algum. Gente que não pode dizer “não tenho ouro nem prata” para mim é circunstancial, mas não poder dizer “levanta e anda” é estrutural, é essencial, é na medula, é o que nos tornamos em nós mesmos. Se temos ou não temos recursos financeiros é discutível, é polêmico, mas é assunto de conversa. Para mim não ter o poder do Espírito Santo “bagunçando” nossa lógica, nossas teorias e nossa vida é inaceitável. O impossível e o sobrenatural PRECISAM fazer parte do nosso cotidiano, precisa ser o sinal que nos segue.

Minha oração por este povo que se chama pelo Seu Nome é que mereçamos o estandarte que carregamos, que ousemos e sejamos usados, que deixemos de lado o “faz sentido” em troca do “faz milagre”. Ou isso, ou esse mundo continuará nos confundindo com eles e seremos apenas os esquisitos que andam pela Terra.

“Senhor, perdoa minha negligência e me mostra claramente como devo agir para que Teu Espírito Santo tenha liberdade na minha vida, não quero ser confundido com os deste mundo.“