Mário Fernandez

Armadura Espada – Vivendo o Evangelho

“Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6:17-17)

Eu acho que, exceto algum brinquedo, eu nunca peguei uma espada na mão, pelo menos não uma de verdade. O que eu conheço bem é facão. Perceba que o princípio é o mesmo, lâmina longa, feita de aço, cabo chato, afiado, geralmente tem uma bainha, etc. Mas meditemos juntos numa coisa significativamente importante: facão não é espada.

Facão se usa para abrir picada no mato, cortar galhos, poder árvores. É portanto um instrumento pacífico que se usa para trabalhar e produzir algo útil. Mas é uma lâmina longa com cabo. Espada é uma instrumento de combate, de ataque mais do que de defesa e nem precisa estar tão afiada para ser intimidadora. Tamanho é documento, precisa aguentar pancada. É arma.

Muitas pessoas vivem uma vidinha abaixo de mais ou menos com Deus porque pensam que podem viver sem a Espada do Espirito que é a Palavra de Deus, e ficam improvisando com um facão. Alguns, pior ainda, estão com faquinha de mesa. Não é uma espada, embora possa até parecer e siga os mesmos princípios básicos. Só a espada faz serviço de espada E ainda mais neste caso tem de ser a espada certa para dar o resultado certo.

  • Toda vez que trocamos a palavra de Deus por um “livrinho” saímos à batalha de facão e não de espada.
  • Toda vez que trocamos um culto coletivo onde a Palavra de Deus é pregada por uma gravação de seja-o-que-for…
  • Toda vez que buscamos ensino e aprendizado em qualquer outra fonte que não seja a Bíblia…
  • Toda vez que enfrentamos o inimigo das nossas almas com argumentos humanos, psicológicos, teológicos, filosóficos, qualquer coisa que não seja a Palavra de Deus…
  • Saímos às ruas pelos nossos direitos mas paramos de subir o monte para amolar nossa Espada…
  • Discutimos todos os assuntos com todo tipo de pessoa, fazemos carreiras, empilhamos títulos e diplomas…
  • Toda vez que usamos qualquer outra lâmina que nos parece grande o suficiente, deixamos a espada guardada e usamos outra coisa.

Pode parecer que isso seja algo sem importância e, embora certamente algumas batalhas seriam vencidas aqui e ali, jamais venceremos no final sem a Espada. Quanto mais eu olho para a igreja do Senhor, no sentido de povo que se intitula ser de Deus, mais vejo gente carregando canivetes e faquinhas ao invés da Espada. Conheci um homem que era conhecido como “Bíblia-andando”. Aquilo me marcou, ele parecia saber tudo de cor. Ele não era um homem perfeito, mas ele era muito íntimo de Deus e com certeza um homem muito abençoado. Venceu facilmente em coisas que fracassei. Me marcou e a tantos outros.

Onde estão esses homens e mulheres que impressionam pelo que sabem das Escrituras? Onde estão os que combatem o bom combate com a Espada na mão? Onde estão os que não cortam os dedos com a ferramenta errada e são vitoriosos?

Enquanto não vem o Senhor, empunhar a Espada que é a Palavra saiu de moda, mas precisa voltar. O melhor jogador de tênis de todos os tempos numa quadra de basquete provavelmente seria medíocre. Um medalhista olímpico de natação provavelmente jogando tênis seria fraquinho. Qualquer de um nós empunhando a Espada é um guerreiro, mas como um facão na mão não passa de um jardineiro.

Nosso desafio para esse tempo é tomar a Espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, para com ela combater o bom combate. Retomemos nossas leituras, estudos e meditações. Evangelho é estilo ode vida. Avancemos.

“Senhor, me ajuda a recuperar a habilidade de manusear esta Espada e ser um guerreiro preparado e produtivo. Me perdoa pela perda de foco e pelo desvio de foco na batalha.“

Mário Fernandez

Armadura/Justiça – Vivendo o Evangelho

“Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça” (Efésios 6:14)

Muito interessante tentar compreender o senso de justiça das pessoas. É no mínimo fascinante. É justo pedir desconto quando está comprando e também é justo tentar vender por mais. É justo reclamar mas não é justo ouvir reclamação. É justo copiar uma obra literária sem autorização mas não é justo trabalhar sem receber. É interessante, não?

A justiça é algo muito simples: o justo não é frouxo nem apertado. Se para uma das partes envolvidas a coisa apertar, não está justo. Se ficou tudo frouxo, não é justo. Quando a Bíblia fala de justiça, preconiza um senso equilibrado entre dar e receber, entre pedir e ofertar, entre ir e vir, perdoar e ser perdoado, e assim por diante. A Bíblia ensina a obedecer aos pais, sujeitar-se aos governantes, a pagar impostos e a trabalhar para ter riqueza – tudo isso é reputado por justo.

Se é uma couraça, é algo para proteção e defesa, não para ataque. Ainda que eu nunca tenha sido militar ou combatente de algum tipo no sentido físico, dificilmente concordo com a colocação de que a melhor defesa é o ataque. A couraça era um pedaço da roupa dos lutadores da época que visava basicamente proteger o peito do soldado. Curiosamente, as costas ficavam descobertas. Esta couraça da justiça portanto, deve nos ensinar a agir de forma justa para proteger nosso peito.

O peito representa nossos sentimentos, nosso coração, nossas emoções. Ainda que seja uma mera comparação, ou simbologia, ou analogia, ou alegoria. Entendamos: a justiça protege nosso coração. Temos que sempre ter em mente o que é justiça, como se aplica justiça, as consequências da aplicação da justiça. Mas tudo que é justo protege nosso coração.

Agora, me permitam espiritualizar um pouco. Nada, mas nada mesmo, será mais justo que a Palavra de Deus expressa ou revelada na Bíblia. Nenhum princípio, conceito ou ensino bíblico será injusto. Se algo parecer injusto ou inadequado, por favor estude um pouco mais as Escrituras pois não é nela que está o erro. Pode ser o contexto, pode ser o idioma, pode ser o entendimento – mas não será a vontade expressa de Deus.

Concluindo, vamos juntar todos esses conceitos e formular um entendimento final – O conhecimento Bíblico protege nosso coração. Na Palavra de Deus há cura para a alma, para os sentimentos, emoções, quadros depressivos, para os ataques do inferno que não são físicos. Podemos usar todas as ferramentas da medicina, da psicologia, de toda as ciências que a humanidade disponha. Mas nada vai nos proteger mais, para ter um estilo de vida que reflete o evangelho, do que a Palavra de Deus que contêm Sua Justiça. Deus é absolutamente justo. Couraça de justiça é uma “casca” formada pela Palavra de Deus para proteger nosso peito.

“Senhor, obrigado por que a Tua revelação é completa o suficiente para eu me proteger através do conhecimento da Tua justiça. Me ensina a viver de forma mais justa possível.“

Mário Fernandez

Gratidão 2 – Vivendo o Evangelho

“Portanto, já que estamos recebendo um Reino inabalável, sejamos agradecidos e, assim, adoremos a Deus de modo aceitável, com reverência e temor” (Hebreus 12:28)

A gratidão deveria ser uma marca de quem vive o evangelho simples, autentico, legítimo, purinho. Decidi-me a escrever uma segunda meditação, depois de argumentar os motivos de ser grato, agora investindo em expôr algumas das muitas formas de ser agradecido. Em outras palavras, começamos falando sobre PORQUE ser agradecidos e agora vamos meditar em COMO.

Podemos começar a ser agradecidos do modo mais óbvio possível: falando. Dizer “obrigado Senhor” pode ser superficial, ou não. Mas precisa ser dito, nada é mais básico do que isso. É simples, é grátis, não humilha e não exige formação acadêmica. Funciona. Isso pode ser feito em voz alta, em silêncio, mentalmente, em oração. Precisa ser feito.

Podemos também agradecer retribuindo. No caso da nossa salvação por exemplo não existe uma forma de retribuir, mas pela natureza que desfrutamos (podemos preservá-la), pela família (podemos zelar por ela), pela saúde (cuidando dela), pelo dom da vida (preservando) e mesmo pela nossa igreja (podemos servir através dela). É uma retribuição singela, mas faz parte.

Podemos agradecer presenteando, mas Deus é dono de todas as coisas. O que pode lhe interessar que já não seja Dele? Talvez almas perdidas… Talvez alguma honraria que Lhe seja devida. Talvez seja o mais complicado,

Podemos agradecer elogiando, tanto com palavras diretas (direcionadas a Ele) como para outras pessoas. Se eu contar para todo mundo das maravilhas que Ele fez e tem feito, rasgar elogios sobre Suas obras, com isso estou agradecendo.

Claro, podemos agradecer honrando e amando, mas estamos falando de como fazer as coisas. Servir para mim é a forma mais clara de honrar e amar ao Senhor. Quando eu O sirvo fazendo qualquer coisa para o Seu Reino em detrimento de meus interesses individuais, estou mandando uma declaração à Ele de que sou propriedade Dele. Se Ele é meu dono eu posso servi-lo por obrigação, obediência, constrangimento, medo – ou por gratidão, que é o caso.

Mas na minha opinião nada é mais eficiente como agradecimento do que agradar (no sentido de fazer coisas do agrado). Quando meus filhos fazem as coisas que eu gosto me sinto agradecido por tê-los criado. Quando fazemos o que é do agrado de Deus, estamos agradecendo incontestavelmente a Ele.

Se você conhece ou entende outras formas de agradecer que sejam práticas, nos ajude com seus comentários. Estamos todos ansiosos por fazer mais para o nosso Dono.

“Senhor, obrigado pela herança de um Reino Inabalável. Agora quero te agradecer de forma prática e visível, aplicando aquilo que sei e Te honrado mais e mais.“

Mário Fernandez

Gratidão – Vivendo o Evangelho

“Portanto, já que estamos recebendo um Reino inabalável, sejamos agradecidos e, assim, adoremos a Deus de modo aceitável, com reverência e temor” (Hebreus 12:28)

A gratidão deveria ser uma marca de quem vive o evangelho simples, autêntico, legítimo, purinho. Os motivos são meio óbvios, mas como sempre o que é simples demais parece que nem é verdade ou não funciona. Durante muitos anos (muitos mesmo) havia uma fama de que software grátis não prestava, era necessário desembolsar muito dinheiro para ter algo decente. Veja o cenário de hoje com tanta coisa freeware no mercado e com qualidade. Claro, ainda cabem no mercado soluções de alto nível com custo, mas o conceito mudou gradualmente.

Nosso conceito de gratidão também precisa mudar. Temos de tirar da cabeça que devemos agradecer a Deus APENAS pelo que Ele nos fez ou ainda fará. É mais do que isso, vai além dos atos ou dos presentes (dons) que ganhamos Dele. Nossa gratidão tem por base nossa salvação imerecida, tem estrutura na fé da revelação dada pelo Espírito Santo diariamente e tem cobertura em nossa herança eterna. Aleluia, somos herdeiros. Co-herdeiros, para ser mais preciso, mas herdeiros.

O Reino que herdaremos não é para nós reinarmos, pois só tem um trono e este já tem dono, já está ocupado. Seremos alguma outra coisa lá. Também não seremos bobos da corte, ou copeiros, ou jardineiros, ou trabalhadores que tiram o lixo. Como eu sei disso? Somos irmãos adotivos do herdeiro principal de todas as coisas, de alguma forma que não sei qual é seremos tratados como nobreza. E mais – este Reino não apenas vai durar para sempre como nem treme – é isso que significa inabalável.

Agora, se herdar algo que não merece, de graça, altíssimo valor, para sempre, inabalável, com qualidade de nobreza; se isso não é motivo de gratidão, então…

Raciocine comigo: o evangelho é o poder de Deus para salvação de quem crer. Quem crer e for batizado será salvo. Quem for salvo é co-herdeiro com Cristo. Quem é herdeiro vai receber este reino inabalável. SEJA AGRADECIDO.

Talvez nem todos nós, mesmo na igreja local, tenhamos noção disso e por este motivo o nível de gratidão ainda é um pouco abaixo do que deveria. Mas nós podemos melhorar. Podemos ser mais agradecidos. Devemos ser mais agradecidos. Como? Bem, isso talvez mereceria uma meditação específica.

“Senhor, obrigado pela herança de um Reino Inabalável. Me ensina formas de mostrar e viver uma gratidão que seja adequada e compatível com Tua Vida em mim.“

Luis Antonio Luize

Domine ou Seja Dominado – A Mudança Começa em Mim

“Porque as pessoas que vivem de acordo com a natureza humana têm a sua mente controlada por essa mesma natureza. Mas as que vivem de acordo com o Espírito de Deus têm a sua mente controlada pelo Espírito. As pessoas que têm a mente controlada pela natureza humana acabarão morrendo espiritualmente; mas as que têm a mente controlada pelo Espírito de Deus terão a vida eterna e a paz.” (Romanos 8:5‭-‬6)

As pessoas, e principalmente os homens, são dominadas por algo. Para alguns são as paixões, outros o prazer, ou o sexo ou o poder.

O fato é que sempre haverá uma paixão principal com a qual nos deparamos e lutamos todos os dias. Um exemplo notório foi o de José com a mulher de Potifar.

José resistiu à tentação porque tinha uma consciência clara de quem era Deus na sua vida e quanto lhe custaria em santidade diante Dele.

Essa consciência não ocorreu na hora em que foi tentado e resistiu, mas certamente foi forjada no seu caráter durante toda sua vida, e quem sabe tenha iniciado nos dias em que apascentava os rebanhos do seu pai.

O fato é que toda decisão que tomamos impulsivamente é resultado do que cultivamos durante muito tempo. Desta forma, quando a tentação chega, agiremos da forma como já planejamos ou decidimos. Não é obra do acaso e nem resultado somente da tentação.

Neste tempo todo em que tenho aconselhado casais, é notório que muitas vezes um trai o outro como instrumento de vingança, porque lhe fez algo, ou seja, maquinou isto na sua mente, tomou a decisão e quando a tentação veio entendeu que era uma ótima “oportunidade” de dar o troco.

Da mesma forma, outros(as) que maquinam em suas mentes que não estão sendo satisfeitos no relacionamento e que merecem receber algo bom. Daí para concretizar o pecado quando a tentação chega está fácil.

Entende agora o que quero dizer sobre maquinar primeiro? O desejo já estava alojado na alma há muito tempo.

Quando decidimos por algo geramos uma energia que nos impulsiona a ir em frente e realizar.

Assim, precisamos nos questionar sobre o que temos pensado e meditado todos os dias:

— Quais são nossas fantasias e sonhos?

— Quando estou sozinho, quem sou?

— O que nos dá satisfação e agrada aos nossos pensamentos?

O que vier de resposta em seu coração é o seu verdadeiro caráter.

A Bíblia afirma que quando damos lugar à cobiça, o pecado é concebido e uma vez consumado gera a morte.

O espírito do destruidor estava na esposa de Potifar, é o mesmo espírito que cobiça o lugar de Deus e destruir sua criação, o homem.

Este espírito queria destruir José e consumar o ato com ele, que repetidamente dizia não. Um dia, preparou tudo, dispensou os empregados e preparou-se para o momento, tinha certeza que ele diria sim, mas ele fugiu da investida dela.

Hoje em dia, penso que muitos homens que se dizem cristãos cairiam nesta pegadinha maligna e iriam achar as melhores desculpas para a situação.

Certa vez soube de um casal de noivos que estavam guardando-se para o casamento. Certo dia resolveram consumar o ato e foram à casa da praia sozinhos e ali concretizaram seu intento.

Interessante que, em seguida ao ato, passaram a sentir repulsa um pelo outro o que acabou causando o rompimento do noivado de muitos anos.

Penso eu que este ato realizado fora da aliança do matrimônio gerou neles um sentimento de culpa muito forte que consumiu tudo que nutriram durante todo o período anterior do relacionamento. O intento maligno fora alcançado, e era contaminá-los e torná-los culpados afastando um do outro.

Ser corajoso, portanto, é dar as costas à tentação e fugir.

José pagou caro por isto, e você talvez também pague um preço pela verdade. Não importa quantas pessoas confirmem a mentira, a verdade irá triunfar, da mesma forma como triunfou na vida de Cristo vencendo a morte. A verdade é imortal!

Mesmo que sua mente e alma estejam arruinados pelo espírito do destruidor, o sangue de Jesus tem poder para te limpar completamente e torná-lo puro novamente aos Seus olhos.

PARA EXERCITAR

  • Tenho vencido as tentações na minha mente?
  • O que posso fazer para ter vitória nas tentações?
Mário Fernandez

Influência – Vivendo o Evangelho

Muito se fala em relevância social, em agregar valor, em mandato cultural, diferencial ou fazer diferença, entre outros termos mais técnicos que nada verdade só expressam com mais elegância uma ideia e um conceito muito antigo do Reino de Deus: influenciar. Este termo até se tornou meio pejorativo.

Viver um evangelho como estilo de vida é influenciar e não tem como ser diferente. O evangelho é o poder de Deus e isso faz diferença, isso influencia. Note que o versículo escolhido para esta meditação é algo de extrema praticidade. Ele praticamente não teoriza nada, não “ensina” muita coisa, basicamente diz “faça”. Ao fazer, estará influenciando.

A palavra “exortar” também recebeu uma conotação equivocada nos nossos dias, pelo menos nas rodas que eu frequentei. Tomou o sentido de uma correção forte, de uma paulada muitas vezes. Ouço muito assim “pastor hoje pregou exortando”. O que ele fez? Chamou o povo à responsabilidade de algo. Isso meu querido, é admoestar e não exortar. Exortar significa encorajar, estimular – ajudar a manter e subir o ritmo. Admoestação segundo o dicionário é “reprimenda que se faz a alguém sobre incorreção ou inconveniência de seu comportamento”. Sejam encorajados então, irmãos, a fazer isso e aquilo.

Os ociosos, ou preguiçosos, ou sem vontade – devem ser advertidos. Mais do que simplesmente animados ou agitados, os que assim se encontram devem receber uma correção, uma advertência, uma reprimenda. Algo no tom do “não ajam assim”. Isso influencia.

Os desanimados do nosso tempo se chamam deprimidos. Precisam de conforto do Senhor, não de surra, ou de exorcismo, como tenho visto tantas vezes. Se tiver demônio expulse, ok. Mas os desanimados devem ser confortados, aconchegados, acolhidos, tratados. Isso influencia.

Os fracos são os que, mesmo tentanto, não conseguem, portanto precisam de ajuda. Esqueça empurrar, ajude. Esqueça tentar entender ou corrigir, ajude. Entenda depois, ajude agora. Alimente, fortaleça, tá tudo certo. Mas ajude. Isso influencia.

Agora, quanto ao termos “todos” quando eu estudava teologia fiz um estudo exegético profundo no grego e cheguei a uma conclusão brilhante digna de um doutorado. Na Bíblia “todos” significa – todo mundo, sem excessão, ninguém de fora. Todos significa simplesmente todos. Isso mudou a minha vida, não pelo significado em si, mas para eu aprender a deixar de bancar o besta de nariz empinado e ler o que está escrito na simplicidade que Deus apresenta. Não preciso perguntar para Deus se devo ter paciência com alguém específico, Ele disse “todos”. Isso me influenciou.

Seja paciente com os que são fáceis de tolerar. Seja paciente com os chatos. Seja paciente com os inconstantes, com os fracos, com os traiçoeiros, com os incompetentes, com os mal intencionados, até mesmo comigo e meus colegas pastores. Seja paciente com os adolescentes, com as sogras, com as vovós, com os tiozinhos. Seja paciente com os operadores de telemarketing, com os carteiros, com os frentistas de posto, com os garçons. Seja paciente com seu filho, com seu pai. Seja paciente no trânsito, em nome de Jesus! Isso meu querido, influencia e muito.

Eu não estou dizendo que isso seja fácil ou que isso seja rápido de conseguir, mas é um ensino bíblico para ser obedecido e vai expressar ou testificar do evangelho que vivemos. Conjuntos de regras são fáceis de contestar. Um estilo de vida só pode se aplicado vivendo. Para mim não é fácil, nem um pouco. Confesso que, às vezes, sou eu que desamino e preciso de um ombro. Mas desistir não é para mim, eu não sei nem soletrar essa palavra. Deus nos abençoe.

Mário Fernandez

Palavreado – Vivendo o Evangelho

Vivemos dias complicados em relação ao que polui nossos ouvidos, compromete nossa santidade, contamina nossos pensamentos. Não sou pessimista, sou um homem de fé. Mas está piorando. Viver o evangelho é muito mais do que seguir uma lista de regras, é adotar um estilo de vida. Exemplifico a seguir.

Tentei assistir um filme categorizado por comédia, poucos dias atrás. Era um feriado, eu estava fora de casa e não tenho aparelho de TV. Selecionei o filme num site que sou assinante e tentei. Não deu. As insinuações sensuais eram abundantes mas toleráveis, mas o palavreado era o fim da picada. Nem eu na adolescência pagã ouvia tanta coisa pesada.

Também tentei assistir uma palestra na Câmara de Vereadores de um determinado município, como convidado de um secretário. Foi triste. Pouco palavrão, para ser sincero, mas o peso das farpas de um contra outro eram insuportáveis. Deveria ser uma palestra, virou debate que virou batalha verbal. Não deu.

E eu nas rodinhas? Sou o que ri das piadas que não convem ou sou o que fala o que ajuda? Sou o que não se nota ou aquele que “desmancha” as rodinhas quando chega pois sabidamente não participa? Sou mais um ou sou “o” fulano?

O versículo nos ensina que a boca derrama, transborda – portanto é uma questão de estar ou não preenchido com alguma coisa. A boca de um homem/mulher de Deus, focado em viver o evangelho como estilo de vida, só pode derramar benção. Para uns vai ser necessário um nível de isolamento ou blindagem diferente do que de outros. Eu consigo conviver com os desbocados do meu ambiente de trabalho e me manter limpo, mas seria mais fácil sem isso. Outros não conseguem e até precisam de ajuda. Cada um deve se conhecer e se respeitar para não perder o foco – derramar benção com aquilo que fala.

Independentemente da linguagem que usamos (e alguns grupos eclesiásticos tem palavreado próprio) temos de ser sadios. Insinuações sensuais, violentas, agressivas, pejorativas, depreciativas, inverídicas, tendenciosas – são coisas que não se deve ouvir de nossa boca. Nossa conversa deve ser motivadora, semear fé, amorosa, conciliadora, consoladora. Como num mundo desses? Se enchendo da Palavra de Deus de forma transbordante. Como? Lendo mais e mais da Bíblia, se expondo menos à contaminação externa, estudando mais.

Viver o evangelho será cada vez mais dificil no mundo em que vivemos, pode ter certeza. Seguir regras não ficará mais fácil, e manter um estilo de vida ficará mais difícil. Mas temos de perseverar e nosso palavreado testificará disso.

Vinicios Torres

Começar: o Grande Separador

Alguns tempo atrás li um pequeno artigo do Pastor John Maxwell que é uma inspiração para todos os que são ou desejam ser líderes e fazer diferença em sua vida e no mundo ao seu redor.

Com vocês, John Maxwell:

Você quer ser um sucesso? Como você sabe, muitos obstáculos podem manter mesmo a pessoa mais altamente motivada, longe do sucesso. Mas hoje eu quero falar sobre o ÚNICO obstáculo que nos manterá SEMPRE longe do sucesso: Não começar.

Começar é o Grande Separador. Ele separa…

  • Os que fazem dos que não fazem,
  • Os que têm dos que não têm,
  • Os vencedores dos chorões, e
  • Os bem sucedidos dos fracassados.

Se desejar fosse suficiente então todo mundo seria um sucesso. Mas o sucesso é como um livro e o início e o fim são a capa e a contracapa. Até que você abra a capa da frente, não pode experimentar nada das páginas que estão dentro.

Então, como você começa?

_1. Comece com você mesmo. _

Se você já voou de avião, então já ouviu as instruções antes do voo acerca das máscaras de oxigênio – que caem do teto em caso de emergência. Se você estiver viajando com alguém que poderá precisar de ajuda, em quem eles dizem que você deve colocar a máscara primeiro? Em você mesmo! Eles querem lembrar-lhe que você não pode ajudar alguém a conseguir oxigênio se você mesmo não consegue respirar.

Começar por você não é um objetivo egoísta – contanto que você não esteja fazendo isso apenas para seu próprio benefício. Colocando a minha própria máscara de oxigênio, eu consigo o ar que eu preciso para poder ajudar os outros a obterem oxigênio também. Como um líder, eu consigo o que eu preciso para poder ajudar aos outros.

2. Comece cedo.

Eu não posso superestimar o quanto você ganha por começar cedo. É algo que você realmente não pode entender ou compreender quando você é jovem. Uma criatura que entende este princípio é a formiga.

Considere o que a Bíblia diz em Provérbios:

“Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante, e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento.” – Provérbios 6:6-8

A atividade de uma única formiga parece ter pouco impacto. Afinal de contas, ela só pode carregar uma semente ou um pequeno grão de areia. E não fica clara o que um simples grão de areia significa no grande quadro que está sendo formado. Mas, independentemente do que se enxerga de fora, o impacto está acontecendo e alguma coisa está sendo desenvolvida.

Se você está tentando perder peso, construir um negócio, construir um casamento, educar uma criança, superar um hábito, resolver uma depressão, ou construir um negócio, tudo é construído da mesma maneira: um tijolo por vez. E quanto mais cedo você começar, mais tijolos (ou grãos de areia) você acumulará.

3. Comece pequeno.

A maioria de nós gostaria de ver todo o caminho de onde estamos até o fim. Mas a vida não funciona desta maneira. Como uma pessoa que está carregando uma lanterna, muitos de nós só consegue enxergar pequenas porções do caminho na nossa frente. Nossa melhor resposta é apenas para dar o próximo passo.

Por que começar pequeno? Isso encoraja você a começar e lhe permite priorizar e concentrar-se. Também fornece a base necessária para dar o próximo passo.

Como uma pessoa que carrega uma lanterna, seu caminho e iluminará uma curta distância a frente. À medida que nós avançamos, conseguimos enxergar mais à frente. A lanterna que nós carregamos pode não iluminar a casa toda, mas nos mostra o caminho que devemos andar para chegar lá.

4. Comece com o fim em vista.

John Wooden, um treinador americano de basquete, era conhecido por seu foco na preparação. Em cada exercício ele mantinha a meta – o próximo jogo – em vista. Por quê? Porque ele dizia: “É muito tarde preparar-se quando a oportunidade aparece.”

Em primeiro lugar, descubra a sua paixão. Uma paixão, um objetivo que você deseja fortemente, lhe dá energia. Depois, planeje a sua direção. O começo da jornada é o lugar para estudar o mapa. Você pode até não conhecer todo o caminho, mas o seu plano deveria sempre apontar a direção do seu destino.

5. Comece agora.

É muito fácil dizer “Eu vou começar amanhã.” Nós prometemos que amanhã começaremos a dieta, a estudar, uma carreira ou um relacionamento. Mas até que nós comecemos, sonhos permanecem sendo apenas sonhos.

Pode ser clichê dizer que uma jornada começa com o primeiro passo, mas continua sendo verdade. Pessoas bem sucedidas não esperam que tudo esteja perfeito para então começar a se mover. Eles não esperam que todos os problemas e obstáculos desapareçam. Eles não esperam até que o medo diminua. Eles tomam a iniciativa. Eles sabem um segredo que bons líderes entenderam: o momentum é amigo deles. Quanto mais cedo você der o primeiro passo e começar a mover-se a frente, as coisas se tornarão mais fáceis. Se o ritmo for forte o suficiente, muitos dos problemas cuidarão de si mesmos e o talento desabrochará. Mas isso só acontecerá depois que você tiver dado os seus primeiros passos.