Vinicios Torres

Como Você se Sente Quando Vê o Mal?

“De mim se apoderou a indignação, por causa dos pecadores que abandonaram a tua lei.” (Salmo 119:53)

“Torrentes de águas nascem dos meus olhos, porque os homens não guardam a tua lei.” (Salmo 119:134)

“O meu zelo me consome, porque os meus adversários se esquecem da tua palavra.” (Salmo 119:139)

“Vi os infiéis e senti desgosto, porque não guardam a tua palavra.” (Salmo 119:158)

O Salmo 119 é um maravilhoso poema de um salmista que expressa um amor ardente e apaixonado pela Palavra de Deus. Não tem como não ler esse salmo com o coração aberto e não sentir a pulsação do coração do salmista quando declara seu amor à palavra e à lei de Deus. Esse amor pela Palavra o leva a uma comunhão íntima com Deus.

Recentemente, meditando neste Salmo saltou-me aos olhos o sentimento que o salmista expressa em relação àqueles que se recusam a guardar a Palavra de Deus e a viver conforme as suas leis.

Indignação, tristeza, desgosto e raiva. Sentimentos que sempre somos orientados a não ter e não guardar dentro de nós.

Mas sentimentos são reações emocionais. Eles acontecem como reação a algo que somos expostos ou que nos acontecem. Os sentimentos brotam a partir do que temos no interior, que afetado pelo que experimentamos forma e manifesta os sentimentos como resposta.

Causou-me tristeza quando percebi que ouço notícias e mais notícias de crimes, maldades, corrupção, manipulação e o máximo que faço é dizer: a humanidade é assim mesmo…

Vejo na reação do salmista uma motivação completamente diferente. Ele se entristece e sofre porque as pessoas rejeitam e abandonam Deus e a sua palavra. É como se ele expressasse o sentimento do próprio Deus: a tristeza de ver seus filhos longe.

O que você sente ao ver as pessoas longe de Deus? Que sentimentos brotam de você ao saber das ações daqueles que resistem a Deus e rejeitam as suas leis?

Quando nossos corações começarem a sentir a dor do salmista, então estaremos prontos a agir para fazer que o Evangelho chegue àqueles que precisam e para ensinar-lhes a guardar e obedecer à Palavra de Deus.

“Senhor, faça me apaixonar por Ti e pela tua Palavra a ponto de desejar que todos te conheçam e te obedeçam.“

Mário Fernandez

Obras – A Noiva de Cristo

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.” (2Timoteo 3:16,17)

Não podemos confundir as coisas. De tanto insistir nesse assunto as vezes me pego repetitivo. As chamadas “boas obras” são boas até no nome, nada de errado com elas, necessitamos delas, nos beneficiamos delas – são boas. Mas para efeito de salvação, de justificação diante de Deus, ou simplesmente como meio para qualquer coisa é absolutamente inútil, sem valor, indiferente. Então para que servem se é assim?

Pois bem, eis a confusão. Confundir a entrada com a saída em qualquer processo é um erro clássico, que leva muitas pessoas a agirem mal e isso não apenas em relação ao Reino de Deus. Uma coisa é a farinha outra coisa é o pão. Não é pelo fato de termos farinha que necessariamente temos o pão. Se temos o pão, não podemos tirar dele a farinha. Vamos explicar.

A salvação vem unicamente da fé, portanto no sentido humano nada podemos fazer para que mereçamos a salvação de Jesus Cristo. É um ato de fé, uma decisão, mas baseado em algo que já está feito e não pode ser desfeito. Imaginando que eu queira fazer as coisas do meu próprio jeito, por exemplo ser salvo sem Jesus, e tente substituir isso por obras e mais obras – por boas que sejam elas não justificarão meu pecado e não me farão cidadão do Reino de Deus. Temos uma lista enorme de versículos que corroboram esta afirmação. Somos salvos pela fé na obra salvador de Jesus Cristo e nada mais.

O que ocorre é que uma vez salvos, somos tornados em nova criatura, ou seja, nossa natureza passa de carnal para espiritual. Como novas criaturas e agora espirituais, mudam coisas internas e externas na nossa vida. Nas coisas externas temos o palavreado, por exemplo e as atitudes. Entre estas atitudes, aparecerão ações que pela lógica seriam desnecessárias ou desfocadas do nosso interesse pessoal. Doar comida, por exemplo, mesmo para pessoas que ‘não merecem’. É neste ponto que aparecem as boas obras – como consequência da salvação e não como motivo ou causa para ela.

Eu simplificaria dizendo que quem é salvo é sensível às necessidades de outros, por isso se dedica a atos altruístas, não egoístas. O versículo que escolhemos nos ensina que a Escritura nos torna aptos para isso, e por este motivo devemos conhecer as Escrituras – como se já não tivéssemos motivos suficientes para isso. Esta é a explicação.

Vinicios Torres

Vamos Falar de Política Só Uma Vez?

“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças, em favor de todas as pessoas; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.” (1 Timóteo 2:1-2)

No começo deste ano, fui tocado por Deus acerca de discernir os tempos e compreender que papel Deus quer que exerçamos nele, de que maneira Ele quer que nos comportemos e de que forma podemos fazer diferença neste tempo. Veja em Conhecendo o ‘Tempo’.

Em todos estes 20 anos que enviamos devocionais por e-mail nunca fizemos questão de abordar diretamente as questões políticas. Muitas vezes, falamos sobre a necessidade de orar e interceder pelo nosso País e nossa cidade.

A Bíblia tem diversas passagens que demonstram a importância primordial de orar pelo País e pelas autoridades; de pedir a paz e a prosperidade do lugar onde moramos; de clamar pela manifestação do Seu reino e da Sua vontade. Mas há momentos em que devemos, depois de orar, FAZER A NOSSA PARTE e sermos os instrumentos de Deus para trazer ao mundo físico aquilo que foi conquistado em oração nas regiões celestiais.

Exercer a nossa cidadania terrena será, muitas vezes, a forma de trazer essas coisas à realidade. Por isso, desejamos estimulá-lo, como filhos de Deus e cidadãos, a não se isentarem do seu papel neste momento crítico do nosso País.

Sabemos que nossa lista tem representantes de todos os tipos de pensamento e muitas vezes alguns assuntos tocam alguma parte sensível. Por isso, peço licença para você para lhe indicar o vídeo do Pr. Luciano Subirá, onde ele expõe conceitos importantíssimos acerca do exercício da cidadania pelo cristão e dá a sua opinião acerca do que seria um posicionamento coerente para os cristãos neste momento.

Gostaria que você assistisse com o coração aberto, se concordar com ele, sinta-se livre de compartilhar.

Se não concordar com ele, por favor, mantenha-se em paz em sua convicção.

Veja o vídeo:

 

 

Mário Fernandez

Amor e Justiça – A Noiva de Cristo

“Ou será que você despreza as riquezas da sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento?” (Romanos 2:4)

Uma das polêmicas teológicas mais ‘polêmicas’ é essa tensão entre amor e justiça. Alguns dizem e pregam que Deus é amor portanto basta amá-lo e pode tocar sua vida como quiser. Outros pregam que Deus é justo portanto a salvação está sempre por um fio. Afinal, como podemos compreender isso do ponto de vista de uma noiva prometida, com as bodas se aproximando?

Primeiramente, vamos notar que o texto fala nas riquezas de Deus expressas em bondade, tolerância e paciência – méritos abundantes e decisivos. Se nos atermos a tolerância podemos até equivocadamente aniquilar o inferno, pois Deus poderia dar uma segunda chance e a todos perdoar no momento em que quisesse. De fato poderia mesmo, mas não o fará porque Sua Palavra revelou que não o fará e Ele é fiel em tudo que diz. Mas Sua tolerância é uma riqueza e não deve ser desconsiderada, portanto sempre teremos uma oportunidade de sermos tolerados – mediante arrependimento, como veremos a seguir.

Por outro lado inegavelmente justiça é parte integrante do Seu caráter e temos inúmeros textos de referência mencionando isso. Mas podemos simplesmente ler um versículo a mais do que acabemos de ler e veremos que um adiante, já no verso 5, temos uma sentença muito pesada para corações obstinados – a ira de Deus sendo ‘acumulada’ sobre nós. Obviamente tudo tem seu contexto e suas condicionantes, pois quem não tem coração obstinado está livre disso.

O ponto chave aparece no final do texto. A bondade é o que leva ao arrependimento, palavra esta aliás bem mal entendida. O termo grego “metanóia” significa mudança de mente, troca de disposição mental, inversão de valores – ou seja, transformação. É um reflexo produzido pela bondade de Deus e não uma decisão a ser tomada. Eu não consigo mais praticar aquilo que é contra o ‘justo’ de Deus, pois a sua bondade me constrange. Para simplificar, imagine que Ele está sempre olhando, cercado de uma legião de anjos que também estão olhando – como fazer algo que eu sei que é errado? Pois é assim que é.

O equilíbrio é o segredo de qualquer relacionamento bem sucedido e não será diferente no caso das bodas do Cordeiro. Chegaremos diante do Noivo um dia, mas passaremos pelo julgamento. Grandes e pequenos, jovens e velhos, ricos e pobres. Quem estiver salvo não será condenado portanto seguirá para as bodas. Note o equilíbrio, muito razoável.

Minha sincera oração é que o Senhor nos faça perceber que não o seguimos e nem o obedecemos por medo, mas por constrangimento por tanta bondade. Alguns vão chamar isso de amor.

“Senhor, não me permita perder de vista que minha vida e meus atos devem refletir minha percepção da Tua bondade para comigo.“

Vinicios Torres

Não Só Por Gripes e Resfriados

“Para Deus todas as coisas são possíveis.” (Mateus 19:26)

Enquanto orava hoje pelo nosso País passou-me o pensamento de que muitos de nós temos dificuldade de crer que Deus possa fazer a transformação de uma nação. Gostaríamos de acreditar nisso, gostaríamos de que isso realmente acontecesse, mas temos dificuldade de orar com a convicção de Deus possa fazer acontecer.

Foi aí que me passou pela cabeça que somos crentes de gripes e resfriados, dores de cabeça e ciáticos estragados. Oramos para Deus nos livrar de incômodos diários e temos problema em nos engajar em “orações estratégicas”, por situações de longo prazo e amplo alcance.

  • Que Deus é esse que pode curar uma pessoa mas não pode curar uma nação?
  • Que Deus é esse que pode livrar a família de um bêbado e não pode livrar a nação de um déspota?
  • Que Deus é esse que pode te abençoar com um aumento de salário mas não pode fazer prosperar um país?

Se Ele pode fazer por um por que não pode fazer por todos?

Eu sei que temos problemas estruturais, pecados nacionais e incrédulos.

Mas me lembro de Abraão perguntando a Deus se destruiria um lugar se tivessem justos vivendo nele. E Deus lhe respondendo que enquanto achasse justos vivendo lá Ele não destruiria aquele lugar. (Gênesis 18:16-33)

Lembro de Jeremias, falando como voz de Deus, para que o povo orasse pela paz e prosperidade do lugar onde moravam, e eles estava no meio da idólatra e ímpia Babilônia quando Deus lhes falou isso. (Jeremias 29:7)

Meu querido e minha querida, deixemos de criticar a situação atual e creiamos de coração no poder infinito do nosso Deus e Pai e nas suas promessas de que ouviria as nossas orações feitas em nome de Jesus.

Oremos pela transformação do nosso País e para que, como nação, trilhemos os caminhos da retidão e da justiça.

“Senhor, desperta-me para a responsabilidade de afetar o destino do meu país e do nosso povo, clamando pela Tua intervenção através da minha oração.“

Vinicios Torres

Sobrevivência

“…Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba.” (João 7:37)

Você já ficou com sede a ponto de passar mal? Eu já, e sem perceber. Quando nos mudamos e fomos morar no Distrito Federal, muitas pessoas nos advertiam a aprender o hábito de andar com garrafinhas de água para que estivéssemos sempre nos hidratando, pois o clima extremamente seco no inverno provoca desidratação.

Certo dia comecei a passar mal, sentindo tonturas e enjoos, parecia com aquilo que as pessoas que sofrem de labirintite me contavam que sentiam. Com dificuldade fui para casa, apreensivo da possibilidade daquele mal estar piorar enquanto estava no trânsito.

Quando cheguei em casa e contei pra minha esposa como estava, ela imediatamente perguntou: “Tomou água hoje?“. E eu percebi que por causa da correria do trabalho havia me esquecido disso. Bastou um copo dágua fresca para o mal estar ir embora.

A maioria de nós está “desidratada” e “desnutrida” espiritualmente e, por consequência, nossas vidas emocionais e físicas estão sofrendo os efeitos dessa situação. O problema é que deixamos a correria da vida esconder de nós o verdadeiro motivo disso. Sofremos achando que o problema é um, quando o motivo do mal estar é outro.

Sentimos sede de Cristo e da Sua presença, sentimos fome do Pão do Céu, e achamos que é o estresse do trabalho, a pressão da escola ou as dificuldades de um relacionamento. Deixamos que os “sintomas” nos enganem se fazendo passar pelos motivos. A verdade é que por faltar a comunhão com Deus em oração e Sua orientação através da Sua Palavra, nos deixamos levar pelas preocupações da vida.

Nesse momento, nos sentimos cobrados a orar mais e a ler a Bíblia, como se fossem mais tarefas a serem acrescentadas a já longa lista de coisas a fazer. E agora como isso vai trazer alívio, nem tempo tenho para fazê-los?

Mas essa frase do escritor Philip Yancey, esclarece esse ponto:

“Levei anos para perceber que a oração é um privilégio, e não um dever; para ver a leitura da Bíblia como uma fonte de vida, e não uma obrigação.” (Philip Yancey)

Conversar com Deus em oração não é a obrigação de gastar tempo com alguém qualquer. É o privilégio de estar com Aquele que nos ama a ponto de entregar Seu filho para morrer em nosso lugar e que tem todo o poder de transformar todas as coisas. Ler a Bíblia não é gastar tempo lendo um romance qualquer, mas alimentar-se dAquele que se entregou na cruz por nós, porque João 1:1-3 diz que Jesus é o Verbo (a Palavra).

Comemos e bebemos fisicamente para sobrevivermos fisicamente. E a nossa vida espiritual, como estamos levando?

“Senhor, reconheço o privilégio que tenho de poder beber da água da vida de Cristo, através da oração e da leitura da tua Palavra. Alegro-me pela vida que recebo de Ti.”

Mário Fernandez

Fé – A Noiva de Cristo

“Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: ‘O justo viverá pela fé’.” (Romanps 1:17)

Uma das coisas mais confusas que tenho presenciado nos dias em que vivemos é a dualidade entre a justiça e o amor. Se Deus é amor (e sabemos que é pois a Bíblia nos revela isso claramete) como Ele pode exercer juízo? Parecem conceitos contraditórios, antagônicos, incompatíveis. Mas não são, pode crer.

O amor é a essência de Deus, é a ‘coisa’ do qual Ele é feito, é o que Ele é. Isso não precisamos ter dúvida. Mas esse amor é absolutamente, completamente, divinamente, perfeitamente SANTO. Assim sendo, é um amor muito muito, muito incompatível conosco, que de santos não temos nada, pois somos essencialmente pecadores. Isso sim é incompatível ao extremo. Ele deseja profundamente nos amar com Seu amor infinito, mas existe uma barreira. Neste sentido, torna-se impossível desfrutar deste amor. Pense como se você estivesse com muito frio, mas muito frio mesmo, e do lado de fora de uma casa quentinha com lareira acesa. Dentro está quentinho, fora está um gelo. A distância são, talvez, apenas um metro ou dois, mas a diferença é enorme. Por quê? Há uma parede, uma barreira, um isolamento. Pois bem, no quentinho do amor de Deus há uma parede de isolamento chamada santidade, que nos separa dEle pois somos pecadores. Tem solução? Claro.

Antes de entender como romper essa separação, precisamos deixar uma coisa clara – o frio é a falta de calor, tal como a escuridão é a falta de luz. A justiça de Deus, portanto, decorre do isolamento ou separação de Seu amor. Não é algo que esteja Nele em essência como o amor, mas é decorrente. O distanciamento do amor de Deus nos lança automaticamente na justiça, tal como o afastamento da fonte de calor nos deixa à mercê do frio.

Existe um elemento que ‘dissolve’ o isolamento e permite recebermos o amor de Deus apesar do que somos e do que não somos (talvez até mais do que não somos). Esse elemento se chama fé. O versículo acima nos fala do evangelho como revelador da justiça de Deus e do inicio ao fim isso é por fé. Veja bem, sendo assim é a fé que nos livra da justiça porque ela nos aproxima do amor, nos permite acessar a fonte do amor. Numa lógica bem simplificada – por fé cremos, crendo recebemos Jesus, recebendo-o o Espirito Santo faz morada em nós, morando em nós intensifica nossa fé e dirige nossa vida. Claro, Ele não nos dirigiria ao caminho errado. Advém disso o perdão de nossos pecados, que impunha separação entre nós e Deus. Fim do problema.

Sendo assim tudo se trata de uma questão de fé. Simples, direto e prático. Obviamente não é fácil de ser vivido, uma vez que as nossas forças limitadas e nossa dificuldade de gerar fé são problemas reais. Mas é possível, sim, para qualquer ser humano crer o suficiente para ser salvo. O evangelho é, antes de tudo, o poder de Deus para salvação. Por isso, e não por outro motivo, este mesmo evangelho revela a justiça de Deus – porque ao não exercer fé nem desenvolver sua santidade por meio da fé, as pessoas se colocam mais e mais distantes da fonte ‘quentinha’ do amor de Deus. Resultado: o frio da justiça.

Esta é uma mensagem para a noiva do Cordeiro. Abra os olhos e veja que desenvolver sua fé é necessidade e não apenas um item a mais. Não é uma coisa boa, é uma coisa vital. Por extensão, quem tiver um pingo de humanidade e sensibilidade levará a mensagem do evangelho adiante para não ver outros cairem no abismo.

“Senhor, não me permita ofuscar Teu amor com minha falta de visão e falta de fé. Me ensina a desenvolver minha fé e leva-la adiante para com isso desenvolver minha salvação com temor e tremor.“

Mário Fernandez

Corpo – A Noiva de Cristo

“E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado” (Efésios 4:11-12)

“Regozijemo-nos! Vamos nos alegrar e dar-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se aprontou.” (Apocalipse 19:7)

Quero aqui agradecer a um irmão em Cristo, leitor destas devocionais, pela inspiração para escrever esta meditação em particular. Não vou citar o seu nome pois não obtive permissão.

Afinal, nós igreja somos ‘CORPO DE CRISTO’ ou somos ‘NOIVA DE CRISTO’? Somos os dois, num certo sentido. Não ao mesmo tempo, mas somos. Me permita explanar.

Do ponto de vista de igreja local e de ministérios, somos sem dúvida o Corpo de Cristo na Terra. Somos a extensão visível e materializada do que Jesus de Nazaré iniciou enquanto encarnado em forma humana. Somos essencialmente aquilo que Ele era durante o tempo que aqui esteve, por trinta e poucos anos. Neste sentido não há dúvidas, mesmo porque desconheço qualquer literatura ou teólogo minimamente sério que discorde. Há outras referências, claro, mas o texto de Efésios 4 já é suficientemente claro.

Mas não podemos negar que a narrativa de Apocalipse 19 se refere aos salvos, portanto a noiva mencionada ali é a igreja. E agora? Simples. No cenário futuro, no porvir, dado que seremos glorificados e portanto transformados em semelhança de Cristo como Ele hoje É, somos sua noiva. Somos o complemento de uma junção espiritual representada pelo casamento, uma união que torna homem e mulher uma só carne e isso representa nitidamente que seremos um com o Senhor. É um mistério? É complicado? Falta entender muitos detalhes? Obviamente que sim, mas por fé cremos que toda Escritura é divinamente inspirada e útil para ensino – portanto por fé cremos que, embora não entendendo completamente, está acertado.

Então, para simplificar, podemos tomar por base que, enquanto neste mundo somos Corpo de Cristo, no porvir seremos a noiva. Mesmo porque, lembremos, na eternidade Cristo não precisa de corpo para se manifestar pois Ele já está lá glorificado. E aqui na Terra Ele não precisa de noiva nenhuma, pois Ele não se manifesta mais aqui e sim na Eternidade. Se ficar mais fáci para entender, pense que somos o Corpo que vai ser a Noiva.

Posso abrir meu coração? Nada disso me preocupa, meu foco não é este. Jesus é o Alpha e o Ômega, Ele é tudo, como diz a moçada “Ele é O CARA”. Se Ele me quer útil para Ele, útil eu serei até o limite de minhas forças. Se Ele prefere me usar em silêncio, me calarei. Se Ele prefere me usar de uma ou de outra forma que seja, isso aqui é tudo passageiro mesmo. Eu vou passar a eternidade com Ele, vou viver com Ele, sou salvo e faço parte de um plano Eterno muito muito maior do que eu e mal posso compreender. Deus nunca prometeu que eu entenderia tudo, mas prometeu que se eu for fiel até a morte receberei a coroa da vida. A mim basta e deveria bastar a qualquer um.

Busque a Deus e cumpra o seu papel, segundo o chamado Dele para sua vida. Seja o que Ele deseja que você seja. Faça o que Ele quer que seja feito e fuja do que Ele não se agrada. A promessa está nisso, o resto é periférico. As bodas do Cordeiro se aproximam e com total certeza tudo que conhecemos passará.

“Senhor, me ajuda a obedecer mais do que a entender Tua Vontade. Como expressão do Corpo de Cristo na Terra tenho missão a cumprir, mas sem Tua Presença não posso, não consigo e nem quero tentar. Me fortalece para Tua Glória.“