Mário Fernandez

Zombaria

“dizendo: ‘Ele prometeu vir, não foi? Onde está ele? Os nossos pais morreram, e tudo continua do mesmo jeito que era desde a criação do mundo.'” (2 Pedro 3:4 NTLH)

Não me canso de repetir: o ser humano é inclinado para o erro, mas nenhum erro pode ser maior do que subestimar a obra de Deus. Aquilo que Deus fez, ou está fazendo, é inquestionavelmente mais elevado do que nossa mente possa alcançar.

Quando uma pessoa se dedica a zombar de Deus está semeando para si algo muito grave, de conseqüências eternas. Neste texto, Pedro nos mostra uma zombaria que agride frontalmente a essência santa e perfeita do Deus eterno. Se lermos o versículo repetidas vezes a idéia que ele passa e que fica na nossa mente é resumidamente: ‘Deus não está fazendo nada’.

O fato de não entendermos o que está acontecendo deve ser motivo de gratidão e não de questionamento. Imagine um mundo onde só pode acontecer o que eu posso compreender. Deus, neste caso, seria um demente ou incapaz. Mas, para Sua Glória e exaltação, Ele não é! Pelo contrário, suas maravilhas só são superadas pelas Suas promessas que haverão de se cumprir, ainda que alguns a tenham por tardia. Eu me alegro em saber que Ele cuida do melhor para mim, especialmente quando eu não compreendo.

E quanto à sua volta, fico ainda mais confiante e exultante ao não saber a data. Isso faria de mim um vagabundo até as épocas finais, e depois um desesperado no tempo que restasse. Ao me manter alerta pela ignorância dos tempos e das épocas, não posso me dar ao luxo de me tornar vagabundo ou preguiçoso. Ao não saber quanto tempo tenho, mantenho viva a esperança e nunca me desespero. Mas para que isso funcione, jamais posso duvidar da Sua palavra e das Suas promessas. Isso seria, sim, o maior erro de minha vida.

“Senhor, não permita que meus olhos dominem meu coração, pois nem sempre poderei ver o que sinto. Quero confiar em Ti somente.”

Mário Fernandez

Rebeldes

Surdo“Filho do homem, tu habitas no meio da casa rebelde, que tem olhos para ver e não vê, tem ouvidos para ouvir e não ouve, porque é casa rebelde.” (Ezequiel 12:2 ARA)

Em todo tempo que ando com Cristo, e lá se vão uns 20 anos, não me lembro de ter topado com coisa mais triste que a rebeldia. Ezequiel me inspira a dizer, como no texto acima, que a rebeldia é fonte de surdez, cegueira e tristeza, não apenas para o profeta, mas para todo povo.

Ser cego é triste, mas é muito pior ser cego sem saber que é. Me peguei tantas vezes tateando nos becos escuros da vida e no final, descobri que era claro mas eu não enxergava. Tanta coisa bonita pra ver ao meu redor, e eu cego por falta de perdão, por teimosia – e por rebeldia. Tanta coisa que poderia ter feito e desfrutado, e eu ali, ceguinho. Hoje sou partidário de que ninguém quer ser cego, portanto sempre que puder quero ajudar a sair da escuridão, valendo inclusive pra mim mesmo.

Ser surdo é muito triste. Uma vez aconteceu comigo de ficar temporariamente ensurdecido e percebi a agonia de saber e notar que havia sons, mas eu não podia distingui-los. Bocas se mechendo, coisas se batendo, objetos sendo arrastados – e nada. É bem melhor deixar de lado as práticas ensurdecedoras e valorizar aquilo que tem valor, e me refiro à voz de Deus.

Somos rebeldes todas vez que não fazemos o que Deus quer, fazemos o que Deus não quer, ou simplesmente bancamos o surdo/cego quando Ele fala. Somos rebeldes sempre que algo acontece onde não deveria e deixa de acontecer quando deveria. Somos rebeldes sempre que fazemos primeiro e pedimos que Deus nos abençoe depois. Somos rebeldes sempre que decidimos sozinhos. Somos rebeldes sempre que tomamos o lugar Dele. Aí ficamos cegos, ficamos surdos, ficamos até meio burros pois o pouco que vemos e ouvimos nos escapa ao entendimento. É mais triste ser rebelde do que possa parecer.

“Pai, ensina-me a não ser rebelde para que não pague o preço da surdez e da cegueira.”

Mário Fernandez

Amigo de Verdade

Amigos“Assim aconteceu o que as Escrituras Sagradas dizem: ‘Abraão creu em Deus, e por isso Deus o aceitou.’ E Abraão foi chamado de ‘amigo de Deus’.” (Tiago 2:23 NTLH)

Há alguns anos aprendi com um amigo muito amado que a amizade genuína não se baseia no que fazemos um para o outro e muito menos no potencial de tirar vantagem da outra parte. Há um outro nome para isso, mas nem vem ao caso. Amizade sincera e profunda não depende do que é dado, cedido, emprestado, feito ou deixado de fazer. É baseada no coração.

Abraão exemplifica isso de forma bastante interessente sendo citado aqui por Tiago. O fato dele crer em Deus foi considerado um ato de justiça e Deus aceitou isso como algo valioso, aceitando a Abraão como amigo. Evidentemente Abraão não foi o único que foi assim considerado por Deus ao longo da história, mas sua menção nas Escrituras Sagradas merece ser destacada.

O que Deus fez para Abraão para ele tirar vantagem? Ao que tudo indica, nada de muito grandioso até aquele momento. Fez sim, e fez muito, mas depois. O que fez Abraão para merecer a amizade de Deus? Certamente que nada de que Deus precisasse, portanto não foi por tirar vantagem que o processo aconteceu. Igualmente certo é que Deus aceitou sua submissão e obediência, coroados com uma fé robusta e consistente, como algo de grande valor. Nasce então uma amizade.

E as nossas amizades, como começam? Como são mantidas? A custa de quê nos consideramos amigos de alguém? A custa de quê somos considerados amigos de alguém? Sou amigo porque sou pastor? Ou porque posso influenciar alguma situação? Péssimo caminho, péssimo começo, péssimo indício de final.

Sou amigo porque isso brota em meu coração e sinto de Deus direção para isso, independente de nunca poder ter nada em troca. Ótima postura, ótimo caminho. Não é tão divertido, mas é muito mais abençoado. Talvez isso explique porque temos tanta gente se dizendo filho de Deus e tão poucos que demonstram uma vida de Abraão.

“Pai, não quero ser sangue-suga do Senhor porque tens poder para me abençoar. Quero ter um relacionamento contigo baseado em amor.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Sábias Palavras

Boca fechada“Até um tolo pode passar por sábio e inteligente se ficar calado.” (Provérbios 17:28 NTLH)

Recentemente vivemos situações distintas porém igualmente tristes, incendiadas pela mesma faísca – pessoas disseram coisas que causaram dor, feriram, magoaram, ofenderam, entristeceram. Parece ser constante a média que o ministério pastoral nos apresenta de que de cada 3 problemas de relacionamento interpessoal, dois são causados por palavras e apenas um por atitudes ou omissões.

Isso já não era novidade nos dias de Salomão, época em que o livro de Provérbios foi escrito. Palavras duras ou suaves, motivadoras ou corretivas, sensíveis ou imparciais. Sempre as palavras. Disse um filósofo que elas são como flecha lançada; não podem mais ser recolhidas ou retiradas. Por mais que o cristão conheça o perdão e se esforce para andar e olhar para frente, o ferimento aconteceu e se não for tratado infecciona a alma.

Não raras são as vezes em que casamentos, empregos, amizades, sociedades, relações familiares, ministérios e missionários – rolam por água abaixo por causa de palavras. Podem ser ofensas, mentiras, agressões, exageros, preconceitos. Mas geralmente o cenário é o mesmo: tudo ficaria melhor com silêncio do que com o que foi dito. Depois de falar, está falado.

A Bíblia nos ensina que a boca derrama aquilo de que o coração está cheio e mais cedo ou mais tarde deixamos escapar alguma coisa. A cura está em nosso coração e não em nossos lábios e nossa língua, que são meros instrumentos. Se nosso coração estiver repleto daquilo que produz vida e amor, será impraticável nossa boca transbordar outras coisas. Vamos aproveitar o tempo que nos resta de vida e ter uma nova disposição, uma virada – dentro e não fora – das nossas vidas.

“Deus querido, embora limitado e fraco como sou, quero ser diferente neste novo ano que inicia. Ensina-me a ser perfeito com a Tua perfeição e não com a minha.”

Mário Fernandez 

Mário Fernandez

Notoriedade

“E nenhum cuidado tinha o carcereiro de todas as coisas que estavam nas mãos de José, porquanto o SENHOR era com ele, e tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava.” (Gênesis 39:23 ARA)

A gente pode dizer o que quiser, mas homens como José são uma preciosidade naquilo que Deus quer fazer na história humana. Não no sentido de que alguém seja favorito ou privilegiado por Deus, que a todos trata de forma equilibrada, mas porque se entregam a ser exatamente o que poderiam ser.

Ser de confiança de uma ou de algumas pessoas é algo cada dia mais raro. Imagine um empregado, vizinho, sócio, prestador de serviço, colega de trabalho ou estudo, parente – a quem podemos confiar tudo sem qualquer cuidado. Já são poucos os nomes que nos vêm a mente. Agora imagine um criminoso condenado, como José estava, na sua lista. Se a condenação era justa não importa, pois o trabalho do carcereiro não incluia simpatia ou julgamento, apenas cuidar para que os presos continuassem presos.

Fica saliente a quem olha de fora o quanto Deus faz prosperar nossos projetos, nosso trabalho, nossas investidas. Nem sempre funciona, mas em 100% das vezes em que não deu certo eu me lembro de ter pisado na bola em alguma coisa. Uma vez eu quis ficar rico, de dei mal. Outra vez eu comecei um negócio com uma grande mentira, me dei mal. Outra vez eu tentei bancar o durão e me quebrei. Ainda bem que me converti e deixei destas coisas, porque até mesmo a paciência vai se exaurindo ao longo dos anos.

Quem me dera eu tenha forças pra fazer a minha parte dentro daquilo que eu sei que é certo e longe daquilo que eu sei ser errado. Se meus erros se resumirem apenas à minha ignorância com certeza causarei nas pessoas a mesma impressão que José no carcereiro – de que o Senhor faz prosperar tudo.

“Senhor, longe de mim de te desagradar. Me ensina a persistir nos acertos para colher a Tua prosperidade em minha vida.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Satisfação

“Comerás, e te fartarás, e louvarás o SENHOR, teu Deus, pela boa terra que te deu.” (Deuteronômio 8:10 ARA)

Em alguns momentos eu tenho a impressão que o povo de Deus perdeu a alegria de celebrar. O povo que deveria ser o mais feliz da Terra, às vezes fica meio ‘sem sal’. Celebrar, comemorar e até mesmo encher a barriga com fartura é um dos elementos neste texto associado com gratidão, provavelmente porque Deus nos conhece e sabe que nossa alegria não é igual a dEle.

Às vezes eu fico com a impressão de que alguns cristãos pensam que alegria é pecado. Eu particularmente sou bastante festivo, gosto de celebrar, gosto de cultivar a alegria da gratidão pelo que Deus fez e tem feito – e gosto de comer com fartura também. Ao ler este texto, temos de manter em mente que Deuteronômio é um livro escrito para disciplina do povo, é um código de leis. Se Deus se importou de ter uma recomendação como esta num livro destes, a mim significa que Deus também se importa que nos alegremos e celebremos para demonstrar a ele nossa gratidão.

Não nos faltam motivos para celebrar, nem coisas para serem lembradas a respeito do que Deus fez para os Seus amados – nós em especial. Cada um de nós recebeu sua ‘boa terra’, seja ela em propriedades e bens deste mundo, saúde e cura, relacionamentos, amor, perdão e tantas outras coisas. Mas cabe lembrar que mesmo para aqueles que se julgarem desafortunados ou pouco abençoados, só o fato de termos a oportunidade de entregar nosso coração a Cristo e herdarmos a vida eterna, já poderíamos celebrar por todos os dias que nos restam.

Somos povo escolhido, raça eleita e sacerdócio real. Não precisamos nem devemos ser arrogantes ou soberbos, mas temos sim mais motivos de alegria que qualquer outro povo. Isso deve nortear nossos dias, até mesmo em obediência a Deus.

“Pai, obrigado pelas tantas coisas que o Senhor fez por mim. Ensina-me a ser grato e a ter uma atitude grata.”

Mário Fernandez

Mais que vencedores

“Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.” (Romanos 8:37 ARA)

Não me canso de pensar que Deus me ama e tem coisas maravilhosas para minha vida. Quando leio este versículo, algumas evidências destas duas verdades saltitam pela minha mente como se fosse pipocas estourando. Ainda que muito já tenha sido dito sobre ser mais do que vencedor, algumas posições merecem destaque.

Somos mais do que vencedores porque vencemos uma luta na qual nem lutamos. Jesus nos entrega vitória de forma plena, sem precisarmos de luta, pois Ele entregou Sua vida e nos oferece salvação da condenação do pecado. A batalha contra a imperfeição e o pecado, foi vencida na cruz e estendida a nós.

Somos mais do que vencedores porque aquilo que nos espera como recompensa não nos é de nosso mérito. A salvação e a vida eterna decorrente vêm pela fé e não por obras. Recebemos muito mais do que merecemos, muito mais do que poderíamos alcançar com nossos esforços, muito mais do que pedimos ou pensamos.

Somos mais do que vencedores porque nossa vitória não é transitória mas eterna, como eterno é o Deus a quem servimos e amamos, ainda que Ele nos tenha amado primeiro. Não é portanto uma vitória qualquer, mas uma mais-do-que-vitória.

Somos mais do que vencedores porque ao nascermos de novo, quando entregamos nosso coração a Cristo, já tínhamos vencido a primeira batalha – a de nascer neste mundo natural. Se analizarmos mais friamente, de milhões de sementes, Deus nos escolheu para fecundar um óvulo, nos permitiu germinar uma vida e vir à luz.

Somos mais do que vencedores porque aceitamos o chamado de Deus e vencemos o desejo de nossa carne, que sempre prefere pecar do que acertar. Não quero discutir se resistir ao chamado é possível ou impossível, mas o fato prático é que nem todos o aceitam.

Somos mais do que vencedores porque Deus nos quer assim…

“Pai, obrigado por me escolher e chamar, me permitir partilhar da Tua natureza divina pelo Teu Espírito Santo.”

Mário Fernandez

Vinicios Torres

Sim, sim, não, não

“Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.” (Mt 5:37)

Recentemente fiz um convite para que vocês contribuíssem conosco ajudando-nos a realizar os projetos que temos em nosso coração para a edificação do povo de Deus. Esse é o nosso propósito com este site desde que ele foi criado há 8 anos e meio.

É a terceira vez que faço um convite como este. Nas outras duas vezes tivemos uma resposta maravilhosa, inclusive permitindo-nos comprar o computador que ainda hoje utilizamos, substituindo o mais antigo que pifou.

Em todas as vezes, além das respostas positivas, recebemos também críticas, sugestões de mudança na forma de conseguir recursos, acusações de estarmos querendo roubar os irmãos, de aproveitador da boa fé alheia e por aí vai.

Fiel ao propósito do site, que é a sua edificação e crescimento no conhecimento de Deus e Sua Palavra, gostaria de tecer alguns comentários acerca do assunto OFERTAS.
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