Mário Fernandez

Crescendo em Oração – Tomando Posse

“Ele o fez a fim de que, justificados por sua graça, nos tornemos seus herdeiros, tendo a esperança da vida eterna.” (Tito 3:7)

A expressão “tomar posse” tem sido usada de uma forma meio complicada nos últimos anos e ficou parecendo que as pessoas querem mandar em Deus. Eu realmente não compactuo com isso, não me agrado desta posição e não creio assim. Mas é preciso que saibamos e nos posicionemos como quem de fato somos em Deus – coherdeiros, ou seja, herdeiros conjuntamente com Cristo.

Tomar posse da posição de herdeiro não é requisitar riquezas deste mundo, luxo, poder, autoridade, etc. Ainda que estas coisas possam vir, Deus não as prometeu a todos. O que Ele prometeu foi, como aprendemos neste versículo, algumas coisas mais nobres:

  • Justificados: nenhum de nós é justo por si mesmo mas somos tornados justos em Cristo Jesus;
  • Pela graça: não merecemos a justificação que recebemos;
  • Tornados herdeiros: não somos herdeiros legítimos, somos transformados em herdeiros;
  • Esperança: não precisamos viver sem rumo, algo nos espera;
  • Vida Eterna: sem comentários…

Meu querido, orar como herdeiro é muito diferente de orar como um perdido sem rumo desnorteado. Eu sei que tenho vida eterna, não preciso temer a dureza dessa vida. Sei que tem algo melhor para mim logo adiante. Tenho herança eterna com Cristo, portanto para mim isso é como carregar um cheque bilionário no bolso – até chegar no caixa para descontá-lo não tem importância eu estar sem dinheiro. Sou justificado, o juiz não vai me condenar.

Orar como herdeiro é orar tomando posso dessas verdades e tirar do caminho o que impede, atrasa, desvia ou atrapalha. Foco no alvo. Tome posse de sua herança em Deus e busque andar na direção do seu alvo eterno. Orar diariamente agradecendo pela herança eterna, imensurável e interminável, pela vida que vale a pena, esbajando gratidão – é tomar posse da herança.

Nosso desafio é crescer na oração e entender que tomar posso da herança de Deus é acima de tudo ser grato.

“Senhor, ensina-me a ser grato na proporção do que Tu me deste e não do que eu compreendo da minha herança. Ajuda-me, por favor.”

Vinicios Torres

Mário Fernandez

Disciplinas Espirituais – Renovação

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2)

Um famoso professor era conhecido pela arrogância que seus títulos lhe conferiam e pela indelicadeza de trato com as pessoas. Depois de tantos dissabores, decidiu ir ao Oriente aconselhar-se com um grande mestre. Lá chegando, adentrou a casa do mestre e nem o deixou falar, elencando seus títulos, graduações, especialidades, cursos que participou, livros que leu, livros que escreveu, alunos que teve, teses que desenvolveu… Enfim, metralhou o mestre com informações que o enalteciam.

O mestre, velho e sábio, em silêncio, ouvia atentamente ao professor famoso quando, de repente, apanhou um bule e duas xícaras que estavam sobre a mesinha de centro. Começou, então, a encher a primeira xícara, sempre olhando para o professor e balançando a cabeça para sinalizar que estava prestando atenção. Obviamente, a xícara começou a derramar e a ensopou a toalha da mesa. Quando o professor se deu conta levou um susto e gritou “você não está vendo que não cabe mais?” O mestre então levantou-se e disse “assim está sua mente. Você enche, enche e enche sem avaliar o que ainda cabe. Nada mais entra na sua cabeça, tal como esta xícara. Seu destino é derramar e molhar todos ao seu redor. Pode ir embora.” O famoso professor voltou para sua terra desconsolado, mas convicto de que deveria permitir espaço em sua mente para novas ideias, novos conceitos e, principalmente, novas opiniões.

Se nós cristãos agirmos como este professor e não renovarmos nossa mente, permaneceremos amoldados ao conhecimento deste mundo e estamos destinados também a ser apenas uma fonte que derrama do que recebe sem reter nada. Devemos ser firmes em nossas convições e valores como firme é o corpo da xícara, mas devemos permitir ser cheios do que vem do Reino de Deus.

Renovar a mente é também uma disciplina.

“Senhor, ensina-me a renovar minha mente dentro da Tua vontade, da Tua Palavra e dos valores do Teu Reino.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Disciplinas Espirituais – Adoração

“No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em Espírito e em Verdade. São estes os adoradores que o Pai procura.” (João 4:23)

Não encontrei nenhum versículo na Bíblia que fale que Deus procura adoração. Nenhum. Econtrei alguns que falam que Ele recebe adoração, mas não que Ele “procura”. Mas este versículo diz que Ele procura adoradores. Adoração não, adoradores sim.

Uma disciplina é tudo que fazemos repetidamente, da mesma forma. Uma disciplina espiritual essencial para nossa vida é a adoração, genuína, sincera, íntima, espontânea. Precisamos quebrar o paradigma de que adorar é cantar. Adorar é reconhecer e elogiar a essência de Deus, do Seu Ser, de Seu Caráter, aquilo que Ele é.

Minhas palavras precisam expressar que eu reconheço o quanto Deus é Santo, Maravilhoso, Poderoso, Excelso, Soberano… Minhas atitudes precisam ser compatíveis com isso, igualmente expressando o que penso e sinto a respeito Dele. Pensa comigo meu irmão: se você trata com frieza e indiferença sua namorada, noiva, esposa – dançou! É questão de tempo e vai ficar sozinho. O que precisamos aprender com isso é que as pessoas que amamos precisam ser tratadas como pessoas que amamos.

Com o nosso grande Deus não é diferente. Se nós não nos disciplinamos para dizer (e não apenas com palavras) o quanto amamos o que Ele é, realmente não compreendemos de fato o que significa amá-lo. O grande desafio, aliás, nem são as palavras mas as atitudes. Como posso dizer que amo a Deus sem usar palavras?

As formas de adoração prática que eu consigo elencar aqui sem muito esforço são sempre as mesmas: obediência, foco na missão, amor pelos perdidos, santidade, testemunho público irrepreensível, cuidado e serviço para com os demais…

Nada impede que tenhamos uma vida de adoração, a não ser a nossa própria comodidade, preguiça e conforto. Tenho aprendido que estes são os verdadeiros inimigos do amor e portanto da adoração.

“Senhor, não me permita perder o foco na disciplina da adoração – quero Te adorar continuamente e disciplinadamente.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Crescendo em Oração – Mãos Limpas

“Quando vocês estenderem as mãos em oração, esconderei de vocês os meus olhos; mesmo que multipliquem as suas orações, não as escutarei! As suas mãos estão cheias de sangue!” (Isaías 1:15)

A Bíblia ensina que um dos motivos que impede nossas orações é estar com as mãos sujas de sangue. No contexto do Antigo Testamento havia sangue no sentido literal, guerra, sacrifício com sangue. No Novo Testamento, precisamos entender o que significa.

Sangue representa vida. Ser nenhum permanece vivo tendo seu sangue drenado. Em nossos dias, especialmente na realidade brasileira do século XXI, pouco ou nada manipulamos de sangue, pelo menos a maioria de nós. Compramos carne no açougue, não matamos o animal. Não estamos em guerras territoriais ou militares, não estamos nos sujando de sangue humano neste sentido.

MAS, somos responsáveis pela vida dos que nos cercam, principalmente no sentido espiritual e de eternidade. Quando permitimos que nosso egoísmo e senso de conforto supere o amor pelo próximo, ao invés de compartilhar com ele nossa fé nós ignoramos ou nos tornamos indiferentes. O maior inimigo do amor não é o ódio, mas a indiferença casada com o egoísmo. Portanto, no sentido da Nova Aliança, podemos estar com as mãos cheias de sangue inocente. Basta negligenciarmos a vida de nossos parentes, amigos, vizinhos, colegas. Basta que apresentemos desculpas ao invés de apresentar resultados.

Não sou partidário de que devamos todos ser evangelistas do tipo que sai na rua, que bate nas portas, que prega nas praças. Para alguns, sim. Mas nossa VIDA deve pregar mais que nossas palavras. Nem por isso devemos nos calar. TUDO em nós deve testificar de nossa fé, da vida de Jesus em nós. Se nos é pesado falar, se não temos coragem, se temos vergonha…

Será que não é essa mão suja que impede nossas orações? Será que não é esse sangue que suja nossas mãos? No mínimo, mas no mínimo, a reflexão é merecida e apropriada.

“Senhor, me perdoe a indiferença, o conforto pernicioso, o egoísmo. Muda meu caráter e me faz sentir compaixão, me importar com meu próximo. Limpa minhas mãos para minha oração ser ouvida.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Finanças – Aplicar

“O que havia recebido cinco talentos saiu imediatamente, aplicou-os, e ganhou mais cinco” (Mateus 25:16)

Acordei para um princípio desta parábola por causa de uma pesquisa. Ao entrevistar 100 homens entre os mais ricos do mundo, a pesquisa revelou alguns dados muito interessantes, especialmente no que se refere a generosidade. Mas, o que me saltou aos olhos, foi a frase “não guarde dinheiro que ele some, aplique”. Fiquei revoltado, achei um absurdo. Fui para a Biblia e percebi o seguinte: o servo reprovado foi o que guardou…

Ao meditar sobre isso, clamei por misericórdia e Deus me amou a ponto de me ensinar algo. A gente deve poupar, sim. Mas não guardar e acumular “apenas” pelo princípio de se sentir dono de alguma coisa. Poupar tem a ver com fazer uma reserva para o dia de inverno, não com apossar-se das coisas. Uma poupança proporcional ao rendimento é prudência e é bíblico, um acúmulo exagerado é diagnóstico de avareza.

Aplicar é fazer com que o dinheiro seja direcionado para algo que possa oportunizar novos ganhos. Isso pode ser feito comprando um bem que pode ser alugado, empreendendo algum negócio. Mas também pode ser aplicado no sobrenatural, investindo em missões, financiando estudo para pessoas carentes, em tudo que leva o Reino de Deus adiante.

É verdade que aplicar é fazer algo com o dinheiro que corra riscos. Mas risco e lucro andam juntos. Para quem tem alguma sobra, algum excedente, alguma folga no orçamento – depois que a reserva de segurança foi formada – cabe perfeitamente aplicar de forma proporcionalmente arriscada. Proporcional, sem exageros.

Aplicar é ter em mente que algo pode dar errado, mas também pode dar certo – depende de onde nossa fé (visão do invisível) se aplica, no positivo ou no negativo.

Aplicar é principalmente, e essencialmente, não se sentir dono do dinheiro e portanto, uma vez suprida a necessidade, arriscá-lo em algo que pode dar lucro. É um princípio de riqueza dito por ricos e bem sucedidos. É um princípio ensinado também na parábola dos talentos.

“Senhor, ensina-me a andar de maneira que eu possa prosperar, não necessriamente enriquecendo, mas tendo provisão e sustento abundante para que eu possa aplicar.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Finanças – Planejamento

“Qual de voces se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completa-la?” (Lucas 14:28)

Quando Jesus questionou seus interlocutores com esta indagação, nos apresentou um princípio sobre finanças que deveria ser óbvio para todos nós. Parece que era evidente, lógico e patente nos dias de Jesus que assim procede qualquer um. Mas ouso dizer que em nossos dias o planejamento perdeu espaço para tudo quanto é atalho e desvio de rota.

Planejar não é falta de fé, absolutamente. Pelo contrário, é preciso ter muita fé para planejar, pois trata-se de olhar para o invisível e imaginá-lo concretizado. Planejar é olhar com antecedência para algo que ainda não aconteceu, isso é fé.

Planejar também não é limitar a ação de Deus, pois ainda que as respostas certas veham da boca do Senhor, ao coração do homem cabe o planejar e sonhar (Provérbios 16:1 e 19:21). Deus não precisa de planejamento, quem precisa sou eu. Sem planjar, qualquer resultado tem de ser aceito como válido. “Para o barco que zarpa sem destino qualquer lugar serve”. Ou ainda “Quem não sabe para onde vai só pode estar perdido o tempo todo”.

Planejar é aplicar o coração a algo que não é concreto, que leva o sonho a se tornar um projeto e do projeto para a realidade. Esse é o caminho natural, é o que faz acontecer. O improviso tem lugar em algumas situações, mas não em tudo.

Aplicando isso à vida financeira, temos de aprender a fazer as contas ANTES de iniciar as coisas. É leviano (para dizer o minimo) decidir o que fazer com o dinheiro e depois pedir que Deus abençoe o caminho. O correto e maduro é o cristão pedir direção de Deus para decidir e com isso andar por caminhos abençoados. Apresente seu orçamento a Deus, coloque diante do Pai seus números, eles são espirituais também.

“Senhor, não permita que eu considere propriamente meu algo que foi Tu que me deste. Ensina-me a andar de forma sábia e prudente com os recursos que o Senhor me deu.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Finanças – Pão e Semente

“Aquele que supre a semente ao que semeia e pão ao que come, tambem lhes suprira e aumentara a semente e fará crecer os frutos da sua justiça.” (2Corintios 9:10)

Outro princípio importante na vida financeira é o principio do pão e da semente. Para a maioria das pessoas tudo que entra de dinheiro é simplesmente dinheiro portanto poupar, investir, repartir, abençoar – não é importante. Outros, no extremo oposto, negligenciam o sustento básico.

Quem come a semente não colherá nada e acabrá não ficando saciado no futuro; quem semeia pão não colhe nada e continua com fome.

Pão é tudo aquilo que nos alimenta e fortalece para o dia-a-dia, que nos sustenta no básico, que nos leva a superar uma jornada até o próximo passo. Não é aquilo que investimos, poupamos, guardamos, abençoamos aos outros. Pão é preciso consumir, pois assim como o maná do deserto, passado o devido tempo vai apodrecer e não servirá mais.

Semente é tudo que não serve para comer, não alimenta ou não faz falta no cardápio de um dia. É aquele excedente que podemos compartilhar, lançar em outros terrenos. Pode ser investimentos, pode ser ofertas, pode ser um tempo de conforto para ser gasto com um discípulo. É tudo aquilo que não nos fará falta se repartirmos, ainda que possa ter alguma utilidade ou conveniência.

Quem come seu pão dignamente ficará saciado e, como a Bíblia promete, o justo não mendigará o pão. O que é básico para o sustento não faltará. Se for essencial, não é semente.

Quem vai além e obtém semente para semear, assegura seu pão no futuro. Quem semeia trará de volta para si sem perceber. Se pode ser repartido, então é semente.

Cabe a cada um de nós olhar para tudo que Deus nos confia a guardar e classificar o pão e a semente. Isto feito, precisamos tratar de comer pão e somente pão; e semear semente e nada mais.

“Senhor, me ajuda a semear as sementes que o Senhor mesmo me concedeu e a aproveitar o pão que recebo. Quero ser generoso e quero aprender a poupar e a semear.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Finanças – Multidão Ganha-pão

“Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.” (Mateus 14:17)

Um princípio muito negligenciado ou desconhecido na vida financeira se chama passividade. Como se explica que no meio de uma multidão de milhares de homens só havia cinco pães? Por que esse povo todo não se preveniu para sair ao campo? E se nem esse menino tivessse trazido os pães?

Independentemente dos aspectos estratégicos de uma situação destas, devemos aprender que multidão, povão, é assim mesmo – vive na passividade e não se previne. Isso meu querido, é um princípio de finanças essencial para prosperar. Quem fica na passividade não vai além de ganhar um pedaço de pão, enquanto que os poucos que são pró-ativos tem pão para repartir. Note que a multidão não tem nem nome, enquanto que o personagem central é o dono do pão.

Quando nossa vida profissional e financeira fica estagnada, devemos avaliar se não ficamos passivos, esperando o pedaço de pão nos chegar às mãos. Quem ganha pão não progride, fica limitado. É preciso superar, crescer, avançar, progredir. Não estamos mais na idade média e, exceto por questões extremas, a maioria das pessoas pode fazer algum curso, aprender algo novo, melhorar seu trabalho, conhecer novas técnicas, procurar novas oportunidades. Financeiramente falando parar é morrer.

Dias atrás conversava com minha esposa e lembrávamos que nossa fase de maior fartura financeira foi quando chegamos em Curitiba, mas o salário daquela época hoje não paga nosso aluguel. Se passaram 19 anos, imagine se eu ficasse parado no tempo.

Não devemos confundir ganância e avareza com ambição. Ambicionar algo melhor é saudável e necessário; exagerar não.

Se queremos prosperar, devemos sair da multidão e de sua passividade, mudando para uma posição ativa e abençoadora.

“Senhor, me ensina a mudar de atitude e colocar em primeiro lugar as ações abençoam não somente a mim, mas aos demais. Não quero mais ser passivo.”

Mário Fernandez