Mário Fernandez

Mães

“Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, no amor e na santificação” (1 Timóteo 2:15)

Eu amo minha mãe e também amo a mãe dos meus filhos. Independentemente do ser humano que desempenha um papel, uma mãe é muito mais do uma chocadeira biológica. Há um ser humano por trás desse papel, que tem sentimentos, tem alma, tem espírito, é alvo do amor de Deus, tanto quanto qualquer pessoa.

A mulher que é mãe tem na maternidade, de longe, uma das missões mais sublimes que eu posso imaginar e conceber. Não quero menosprezar a missão de ninguém, mas ser mãe para mim envolve um mistério sobrenatural que me foge ao alcance. A humanidade cresceu e avançou tanto em tecnologia e pesquisas, mas ainda depende de um homem e uma mulher para se reproduzir. Sem a mãe, nenhum de nós viria ao mundo e Deus não faz nada ao acaso ou sem plano definido.

Valorizar a mãe é mais do que dar presentes ou elogiar. São coisas boas, mas insuficientes. Lembrar com carinho, tratar com carinho, respeitar sua memória, participar do sustento, se necessário, estar presente, orar muito pela vida dela – são alguns exemplos de como se pode valorizar a mãe.

Creio ainda que honrar as memórias da mãe seja uma obrigação de toda pessoa, ainda que algumas mães possam não ter uma boa história para ser lembrada. Há histórias de todo tipo, reconheço. Mas um filho deve ser uma pessoa grata e mesmo que não tenha conhecido sua mãe, sabe que deve a vida a ela.

Um dia um jovenzinho me perguntou “Pastor, Deus é nosso Pai mesmo?” eu respondi “sim, claro”. Ele então sapecou “e quem é a mãe?”. Eu respondi com simplicidade mas com sinceridade “eu não sei ao certo, mas acho que deve ser a mãe natureza”. Seja ela ou não, Deus deu a uma mulher a missão de nos conceber. Deus abençoe as mães do nosso povo e todas as outras.

“Senhor, ensina-me a valorizar aquela que o Senhor comissionou para me dar a luz, me sustentar e me educar. Sou grato pela vida dela, mas quero fazer mais.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Oração e Confissão

“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” (Tiago 5:16)

Ainda que algumas pessoas não creiam nisso ou o tenham por exagerado, mas este versículo nos fala do poder de cura que existe na oração, não por si mesma, mas como instrumento de Deus para ministrar cura sobre a vida das pessoas.

Notadamente, a oração deve ser precedida de uma arrependimento de pecados (mudança de mente) que leva à confissão dos mesmos. Já vimos isso em 2 Crônicas 7:14 e tantos outros textos. Esse passo cabe ao homem, ainda que João 16:8 nos ensine que é Espírito de Deus que convence do pecado, da justiça e do juízo. Mesmo sendo convencido, há alguns que não cedem e não se rendem, de modo que tomam ciência mas permanecem na prática continuada de pecados.

Uma vez confessados os pecados, a oração apresentada aqui é intercessória, ou seja, de um por outro e não por si mesmo. Não consigo ver nada de errado em orar por mim mesmo, pelo contrário, encontro dezenas de versículos bíblicos que ensinam a clamar e buscar socorro. Mas este e outros ensinam que devemos orar uns pelos outros, ou seja, eu oro por você e você ora por mim. Isso tem valor, especialmente pois deixa de lado o egoísmo e foca no benefício de outro. É lindo isso.

O resultado dessa formula é “confissão+oração=cura” está faltando na vida de tantas pessoas e por isso estão doentes, enfermas, feridas, lesionadas e prejudicadas. Eu pessoalmente creio que isso inclui doenças físicas, por que já restemunhei muitas situações em que bastou orar para passar dor de cabeça, enjoo, dor de estômago, tontura e por aí vai. Não posso afirmar que seja 100%, mas certamente muitas doenças do corpo vêm da alma e algumas tantas vêm do espírito. Oração traz cura por que age em todas as esferas do ser humano junto ao Pai.

Finalmente, se a súplica de um justo pode muito em seus efeitos, sejamos justos para poder abençoar. Ser justo será bom para você, orar como justo será bom para os irmãos. Ninguém de nós é naturalmente justo, mas pode encontrar justiça em Cristo se viver para Ele. A nós cabe decidir; Deus agirá.

“Senhor, nem de longe eu acho que sei orar. Mas sobre confessar meus pecados, preciso de uma ajuda do Senhor. Esse assunto é duro e pesado de trabalhar, por favor age em mim.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Trabalho e Contentamento

“Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.” (1 Timóteo 6:8)

Vivemos dias em que a relação das pessoas com o dinheiro está muito complicada. No meu coração creio que isso é fruto de uma relação desequilibrada com o trabalho e seu resultado.

Alguns grupos falam tanto de prosperidade que a impressão que passam é que tudo que importa é ter, ter e ter. Não somos contra os bens materiais nem as riquezas, mas amá-las e depender delas para ter sentido na vida é avareza, que é idolatria como aprendemos em Colossenses 3:5. Ser rico é um assunto, estar de bem com Deus pelo que já recebeu é outro. Ter mais e mais nem é sinônimo, necessariamente, de prosperidade. Enriquecer não pode ser a prioridade para nenhum servo de Deus, mesmo que, de fato, tenha muito mais dinheiro do que possa gastar.

Outros negligenciam o seu sustento a ponto de passarem necessidades e dependerem da misercórdia alheia. Considero muito impróprio alguém “servir a Deus” de uma forma que tudo lhe falta e não consegue nem ao menos se alimentar com o fruto de seu trabalho. Isso é inadequado, no mínimo. O trabalhador é digno de seu sustento, portanto é uma questão de ajuste. Se não quiser ter bens materiais, ok; Jesus também não tinha. Mas sustento e com que se cobrir é básico e isso Jesus tinha.

Uma relação saudável e equilibrada com o trabalho e, por conseguinte, com o dinheiro, é aquela em que produz sustento e cobertura, como disse Paulo nesse versículo. Se tiver mais do que isso, não será errado nem pecado, mas o contentamento já estará estabelecido. Isso não significa almejar mais ou ir além, de forma nenhuma. Mas mesmo que não consiga, o contentamento com a provisão de Deus estará lá.

Alguns confundem contentamento com comodismo. Quem está contente está num nível de gratidão tal como se tivesse recebido tudo que tinha para receber, mesmo que venha mais. Quem está acomodado pode até ser ingrato, apenas não está satisfeito. Sejamos gratos. Estejamos contentes, não acomodados. Lutemos por ir além para abençoar os que não puderem, mas sem perder o contentamento com o que já temos pois veio de Deus.

“Senhor, eu preciso muito me relacionar direito com meu trabalho, mas minha carne aponta noutra direção. Me ensina a trabalhar o que for necessário mas de forma equilibrada. Preciso de Ti.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Trabalho e Sujeição

“Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos senhores, não somente aos bons e humanos, mas também aos maus.” (1 Pedro 2:18)

Eu tenho trabalhado por toda minha vida, desde os 13 anos de idade, cerca de metade como empregado e metade como autônomo e empresário. Tive poucos trabalhos na vida, mas fiquei muito tempo em cada um deles. Nunca fiquei mais de 4 dias desempregado, e ainda assim somente duas vezes na vida em mais de 30 anos. Posso dizer portanto que conheço o trabalho de perto.

Ao longo de uma caminhada como essa a gente já viu meio que de tudo, tanto em termos de gente boa e gente ruim, quanto gente competente e gente sem nenhuma capacidade para o que fazia, assim como patrões e colegas de todo tipo. Há o ganancioso e o relaxado, há o severo e o molenga, há de tudo. Quanto a isso nada pode ser feito, as pessoas não mudam só por que nós queremos.

Sendo nós empregados teremos patrões que, no contexto da época que este texto foi escrito, se chamavam senhores. Sendo nós autônomos ou empresários teremos clientes que, num certo sentido, são os patrões pois são eles que pagam. Sujeitar-se a eles nunca é fácil, sejam boas pessoas ou não. Atender seus desejos e anseios nem sempre é fácil e, por vezes, nem é possível. Imagine fazer isso voluntariamente e de boa vontade (que é o significado de sujeitar-se).

Mas esse ensino dado pelo apóstolo Pedro é para todos nós que conhecemos ao Senhor, que o tememos e que amamos o Seu Reino. Devemos enfrentar com fé e virtude, com boa disposição e com animo. Não está escrito que será fácil, nem que conseguiremos na primeria tentativa. Não se iluda que seu patrão é difícil, sempre há outros piores. Não se iluda que poderá ficar sem trabalhar, isso não é facil nem adequado. Se a Biblia manda fazer é porque é bom e também porque é possível.

Nosso desafio é servir a estas pessoas como se servíssemos ao Senhor, sempre dando nosso melhor. Se o espírito for de servir, sujeitar-se será mais ameno. Quem sabe assim isso os contranja a serem melhores.

“Senhor, eu quero ser fiel aos Teus ensinos e servir a todos, sejam bons ou maus. Fortalece-me e ensina-me a trabalhar com pessoas sejam elas como forem.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Oração e os Nossos Bloqueios

“Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações.” (1 Pedro 3:7)

Quero tomar esse versículo apenas como uma referência para o que pretendo argumentar. Tenho outros na manga, mas esse foi o mais claro. Há determinadas atitudes nossas, e principalmente, sentimentos que nos levaram a cometê-las, que podem impedir ou bloquear nossas orações.

Eu estava lendo esta semana o segundo livro de Samuel e fiquei perturbado, mesmo já tendo lido esses textos. Uma sucessão de gente fazendo o que era condenado pelo Senhor, uma atrás da outra de maneira incansável. O texto várias vezes refere-se a “O Senhor os afastou de Sua presença” ou ainda “O Senhor rejeitou a Israel”. Sendo Deus imutável, deduza o que ocorreu.

Quem pratica determinadas coisas abomináveis tem suas orações impedidas. Eu já ouvi várias teorias, mas todas carecendo de respaldo bíblico. Se Deus desvia o ouvido, se são demônios que tumultuam a comunicação, se tudo funciona mas apenas o recado é ignorado, eu não sei. O que eu sei e o que a Bíbia deixa muito aberto é: “fica esperto, se não a oração não passa do teto”. Orar para o teto é triste demais…

Que coisas seriam estas? Por exemplo, um homem casado não tratar sua mulher com honra. A idolatria e a feitiçaria mostrados no segundo livro de Samuel. Mateus 23:12 fala que os fariseus fechavam o Reino de Deus para si e para os demais. Como? Boa pergunta. Seria um ensino desviado, uma negligência, um legalismo, um pouco de tudo…

O que tenho certeza é que Deus não se agrada disso e devemos desimpedir nossas orações. Isso se faz examinando o coração e pedindo perdão, mudando de atitude e buscando santidade. Deus nos ajudará quando pedirmos para Ele nos mostrar o que deve ser mudado. A chave é a sinceridade.

“Senhor, tenho suficiente em minha vida para Te pedir perdão, mas preciso ter temor para pedir mudança. Me mostra o que faço que impede minhas orações e me fortalece para deixá-lo.”

Mário Fernandez

Trabalhar Para Repartir

“Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade” (Efésios 4:28)

Uma das coisas que a maioria das pessoas tem dificuldade de entender é que Deus não nos dá recursos materiais apenas para satisfazer a nossa própria necessidade ou prazer. Não tem nada de errado em comprar bens, ter o que necessita e desfrutar de uma qualidade de vida confortável e compatível com seu trabalho e com sua renda.

Errados são os exageros.

Um deles é não conquistar nada, como se tivesse feito um voto de pobreza informal ou involuntário. Podemos, sim, produzir riquezas neste mundo, não apenas para nosso proveito, mas para abençoar os que necessitarem, como ensina este versículo. Sempre haverá pobres e desfavorecidos no nosso meio.

Outro exagero é acumular, o que nesse tempo em que vivemos talvez seja o mais comum. Pessoas gastando sua vida para terminar com algum dinheiro e bens, mas sem sequer ter saúde para desfrutar deles. Ouvi durante anos que deixar herança para o filhos brigarem entre si era como matar um boi, jogar toda carne no lixo, e usar apenas um dente para fazer um botão de camisa. Desperdiçar a vida não é equilibrado e não há dinheiro no mundo que pague por isso.

Temos de nos render ao ensino claro de Deus na Sua Palavra. Aquele que era corrupto, furtava de qualquer forma, deve parar de fazer isso e tratar de produzir algo que possa ser repartido, como benção, com quem tiver necessidade. Sejamos, portanto, trabalhadores diligentes e generosos e prosperaremos.

“Senhor, é necessário trabalhar e eu quero abençoar quem tiver necessidade. Ensina-me a ter vontade e generosidade. Sem a Tua ajuda eu serei somente mais um na multidão.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Trabalho

“E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.” (João 5:1)

Eu sou uma pessoa que aprendo muito com o exemplo dos mais experientes, mais bem sucedidos, mais dedicados, mais competentes, mais preparados, enfim, aprendo com o exemplo de quem posso aprender algo. Se Deus, o Pai, e Jesus, o Filho, constam como trabalhando, quem sou eu para não trabalhar.

O cristão e o trabalho envolvem-se numa constante tensão que facilmente derrota alguns. Uns por que não ligam para o trabalho e deixam suas famílias em situação desajustada, para não dizer coisa pior. É um erro. Outros trabalham demais e embora supram todas as necessidades materiais de sua família, deixam seus filhos órfãos de pais vivos. É um erro. Já outros, mais medianos, não deslancham no que fazem e ano após ano testificam um progresso nulo. É um problema sério.

O ponto de equilíbrio na relação de um servo de Deus com seu trabalho (sua fonte de sustento) é quando não há idolatria (nem do cargo, do salário do dinheiro, do poder, da posição). Também não pode haver preguiça ou desleixo, mas dedicação e bom testemunho. Uma relação equilibrada prioriza a família e o relacionamento com Deus. Uma relação equilibrada leva ao sucesso, a satisfação e ao ajuste familiar, com um suprimento digno, embora nem sempre luxuoso.

De um modo muito sábio o Senhor instituiu o trabalho e por isso nós devemos trabalhar. Alguns afirmam que o trabalho foi a maldição de Deus para o homem quando o expulsou do jardim em Gênesis 3, mas isso é um equívoco. Dentro do jardim o homem já tinha afazeres, ainda que seu sustento não dependesse disso. O trabalho estava lá, a remuneração e a dependência do trabalho para sobreviver é que não. “Meu Pai trabalha até agora”, vindo da boca de Jesus, deve ser definitivo para quem pensa que trabalhar é desnecessário. Deus nos ajude com isso.

“Senhor, eu não quero temer ou desprezar o trabalho como forma e força do Senhor em minha vida, seja para aprimoramente pessoal, desenvolver relacionamentos ou simples sustento. Ajuda-me.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Oração e Gratidão

“Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” (1 Tessalonicenses 5:18)

Quem não tem gratidão para expressar a Deus não entendeu o que significa redenção. Ter um dono é muito mais do que ir de vez em

quanto na frente Dele e contar algumas coisas que aconteceram ou pedir alguma coisa que esteja querendo ou precisando.

O fato incontestável é que a maioria das pessoas gasta 80% do tempo que está orando pedindo coisas. Eu creio sinceramente que não deveria ser assim, pois a gratidão deveria ocupar o espaço maior, independente do que estejamos vivendo ou sentindo. Já recebemos muito mais do que merecíamos e não reconhecer isso é cruel. Aliás, nem merecemos nada se não for por graça e favor de Deus, pura misericórdia por mim e por você.

Se analisarmos o modelo de oração ensinado por Jesus em Mateus 6:9-13, veremos que temos 6 manifestações de gratidão e adoração para 4 pedidos. Números são frios, eu sei, mas com eles entendemos melhor muitas coisas. Pode ser que isso pareça excessivamente matemático para alguns. Para mim não.

Quem não sabe agradecer não está nem perto de saber orar. Aliás, isso é pouca prioridade na vida cotidiana da maioria das pessoas que eu conheço, convivo ou observo. É entrar e sair do elevador sem nem olhar para o funcionário ali. É comprar, pagar e sair em silêncio. É estranho para mim, mas é assim. Imagino o aborrecimento do coração de Deus com o bando de pidões que acabamos nos tornando em algumas fases da vida. Quem não tem gratidão não tem moral para pedir nada.

Talvez o mais difícil para a maioria das pessoas nem seja usar palavras de gratidão, mas ter um coração agradecido. É um exercício, é um constante treinamento e crescimento.

Vamos praticar?

“Senhor, muito obrigado por que mesmo que não sabendo orar como convém o Senhor me abençoa. Obrigado por que mesmo não merecendo nada eu recebi tanto. Obrigado por me ter por filho.”

Mário Fernandez