Mário Fernandez

Omissão

“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.” (Tiago 4:17 ARA)

Eu já devo ter ouvido uma centena de pregações baseadas neste texto e creio que você também. Já ouvi argumentos de que quem não avaliza deixa de fazer o bem por isso peca, quem não oferta para missões, quem não perdoa, etc.

O fato e a realidade é que ter ouvido mensagens ou não é pouco relevante, pois o que conta é se eu prestei atenção ou somente escutei, ou seja, quanto isso me mudou. Tenho de reconhecer que muitas coisas verdadeiras e relevantes que ouço não pratico, às vezes, por fraqueza (incapacidade) e, às vezes, por simples negligência. Isso precisa mudar.

Se prestarmos atenção ao nosso redor, veremos pessoas com necessidades que não são financeiras. Os carentes de abraço borbulham ao meu redor, os chorosos se enfileiram, os deprimidos estão sempre ali. Não é difícil quando nos dispomos a olhar.

No último domingo me dediquei a andar pelos corredores e abraçar pessoas, orar com pessoas, apertar a mão de pessoas, abençoar pessoas, dizer palavras de ânimo, me apresentar aos que não conheço, servir água a um ou outro. Meu querido, é inacreditável o efeito. Indescritível ver as lágrimas de pessoas que me olhavam como se eu soubesse tudo da vida delas, mas na verdade eu apenas disse “amado de Deus, que bom vê-lo aqui comigo adorando”. Fiquei impressionado com o efeito disso no meio do povo, as pessoas apontavam para mim comentando umas com as outras.

MAS não se iluda e não me tenha por super-espiritual. Eu recebi esta direção, fui orientado a fazer isso, fui desafiado a agir diferente. Meus líderes são mais do que inspiração para mim, são direção para minha vida. Eu apenas obedeci e fui tão abençoado, imagine se eu fizesse por iniciativa.

Constatei o que sabemos há tantos anos: deixar de pecar nos faz sentir melhor, nos faz agir melhor, nos faz pessoas melhores. Até em coisas simples como distribuir abraços, Deus fala conosco e nos faz crescer tanto. Ele é maravilhoso…

“Senhor, se tanta coisa pode mudar ao meu redor por gestos tão simples, peço Tua ajuda para não me deixar esmorecer. É fundamental agir diferente e fazer o bem, para não pecar. Preciso de Ti, preciso do Teu toque. Ajuda-me Pai.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Jesus

“Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou?” (Mateus 16:15 ARA)

Vivemos dias difíceis, no qual a impressão que as pessoas têm de Deus, do Reino e da igreja está nublada. Há escândalos, problemas e situações acontecendo e, embora eu considere isso relativamente normal para o tempo em que vivemos, não nos isenta de ser claros. Corrobora essa impressão algumas estatísticas dando conta de que tem mais evangélicos fora da igreja do que dentro.

Para mim o ponto central é “quem Jesus é para mim?”, que responde a pergunta do versículo acima. Vou dizer o que Ele é para mim. Se O tenho por amigo, vou dizer que é um amigo. Se é meu Salvador, direi que Ele é O Salvador. Se Ele é meu dono e Senhor, direi isso Dele. Mas é necessário que Ele seja algo na minha vida, do contrário terei apenas respostas teóricas, filosóficas e nada conclusivas – um personagem histórico, um profeta do Oriente Médio, o fundador do cristianismo, etc.

Jesus é o Filho do Deus Vivo, a encarnação de Deus em forma humana, o enviado do Pai a este mundo perdido. Esta foi a resposta de Pedro e é a melhor resposta. Isso Ele é para mim, sem dúvida alguma. Posso dizer que Ele é meu Mestre, meu Senhor, meu Dono, meu Redentor, meu melhor amigo – minha vida comprova isso, todos os que conviverem um pouco comigo verão que Ele é o centro de tudo que penso e faço.

E quanto a você? Já parou para analisar se Jesus não foi colocado em sua vida apenas como o “cara do Natal” ou “o homem da cruz”? Talvez depois de anos frequentando igreja nem se pergunte mais o que Ele representa hoje para você. Talvez por nunca ter frequentado ou se firmado em uma igreja você não tenha nada a dizer. Eu não sei, mas Ele sabe.

Tenho total certeza e convicção de que, se cada um de nós avaliar, terá algo a dizer. A resposta revelará o que temos no coração. Aí será o momento exato de tomar uma atitude: ajustar-se ao lado Dele ou correr Dele de vez. Cada um, obviamente, arcando com o ônus e o bônus de sua decisão.

“Pai, eu tenho algo a dizer sobre Jesus por que Ele é tudo para mim, mas nem todos são assim ou compreendem isso. Ajuda-me a esclarecer esses queridos e a viver de acordo com o que creio.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Liderados

“Disseram os discípulos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos contigo é estreito demais para nós.” (2 Reis 6:1 ARA)

Neste texto vemos algo inspirador. Os discípulos (liderados) de Eliseu levaram a ele uma necessidade, mas não deixaram de levar juntamente a solução ou pelo menos uma proposta de solução. Isso se chama iniciativa e tem grande mérito. Aprendi com um grande mestre que “Iniciativa é uma virtude excepcionalmente rara que leva uma pessoa a fazer o que é necessário sem que ninguém precise mandá-la”. Estes discípulos de Eliseu tiveram iniciativa.

Independentemente de ter sido somente um deles ou todos eles, nota-se que nesta equipe havia movimento, havia ritmo, havia iniciativa, havia interesse. Precisamos aprender com isso, pois muitas vezes temos ideias realmente interessantes no meio do povo e não levamos adiante apenas por achar que nosso líder não vai acatar ou poderá nos ridicularizar. Isso até pode acontecer, embora não devesse, mas nem por isso vamos desanimar.

Numa equipe todos são abençoados, não importa a função que cada um desempenha. Dentro da realidade de cada um, Deus tem algo para presentear a todos aqueles que se dispuserem a servir. É muito claro que quando estes homens terminaram sua empreitada, sob a aprovação de Eliseu, o lugar ficou melhor para todos, mais habitável, mais adequado. Talvez um moço ali no meio apenas ficou amolando machados. Talvez algum jovenzinho apenas lhes serviu água enquanto cortavam madeira. Não importa, todos foram abençoados, cada um na sua realidade.

Aprendamos com eles. Ao participar de alguma equipe, seja na igreja local ou fora dela, seja no trabalho ou na vizinhança, seja pelo motivo mais nobre ou mais simples, sejamos homens e mulheres de iniciativa, buscando o resultado que abençoará a todos. Se nosso líder não entender ou valorizar, é acerto dele com Deus. Ao fazer a minha parte eu recebo a minha parte. Ao abençoar a todos, somos abençoados por todos.

“Senhor, quero aprender a atuar em equipe, abençoando não somente a mim mesmo mas ao que estão ao meu redor. Ensina-me a caminhar em unidade debaixo de minha liderança.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Intimidade

“Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim.” (Gênesis 3:8 ARA)

Há poucos dias fui convidado a ministrar sobre intimidade com Deus. No meio do processo de preparar a palavra que ia compartilhar, algo me chamou a atenção neste texto tão conhecido. Era Deus quem visitava o homem no final do dia e não o homem que buscava a Deus, o que não é nenhuma novidade. Mas é interessante pensar o seguinte: não havia mais pessoas na Terra, o que Deus ficava fazendo o restante do tempo?

A idéia de uma visita é justamente de alguém que não vive junto, portanto parece que Deus tinha para onde ir e voltava para ver seus filhos no jardim. Sendo eles os únicos criados até então, eram os mais íntimos seres humanos do mundo inteiro, tanto o casal entre si como eles com Deus. Não havia outro para compartilhar, imagine o grau de atenção que receberam. Imagine as conversas sem fofoca, sem notícia ruim, sem necessidade de perdão por que não havia pecado.

Ainda assim, meu querido, o homem pecou. Nós tantas vezes alegamos que nossa falta de intimidade com Deus é por causa do ambiente em que vivemos, é por causa das pessoas ao nosso redor, é pelas tentações que não nos largam, é pelo assédio das coisas deste mundo. Tudo isso é verdade e realmente atrapalha, creia-me, eu sei o quanto. Tudo isso nos leva para longe do propósito de Deus, sem sombra de dúvida. Mas não é isso que nos faz pecar, pois do contrário Adão e Eva não teriam caído. Precisamos separar o que é a essência do que é um agravante. Fato: somos pecadores em nossa essência. Fato: os agravantes favorecem o pecado.

Na nossa vida prática cotidiana, isso deve nos ajudar a olhar para as situações com sobriedade e nos levar a assumir nossos erros como tal, não colocando a culpa nas situações como que buscando um pretexto, mas aprendendo e convivendo. Se olharmos como quem quer aprender a resistir e vencer, teremos feito bastante. O que não podemos é nos conformar e dizer que é assim mesmo, pois não é.

“Senhor, eu quero ser um ser humano melhor diante de Ti, mesmo sabendo que sempre serei falho. Não quero me conformar com minhas falhas mas quero melhorar e crescer. Ajuda-me, por favor.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Desgaste

“Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma. Se mais vos amo, serei menos amado?” (2 Coríntios 12:15 ARA)

A maioria das pessoas evita ou foge de desgastes, inclusive este que vos fala. Uma situação desgastante é desagradável, não é o objeto de desejo nem o sonho de ninguém. Podemos nos desgastar emocionalmente, fisicamente, financeiramente, e também relacionalmente. Muitos casamentos acabam quando o desgaste chega a níveis intoleráveis.

O que acontece, então, com pessoas que gastam sua vida pela alma de outras, como menciona aqui o apóstolo Paulo? Como podemos encarar isso, como doença/distúrbio? Não creio. Para mim é um ato de amor, doando o que se tem de mais precioso que é a própria vida. Olhada para o exemplo de Jesus, nosso autor e consumador da fé, fica patente que Ele não precisava se desgastar, mas decidiu aceitar isso para que se cumprisse o propósito de Sua existência.

Assim também nós devemos agir em prol do Reino de Deus. Devemos entender que fomos comprados por um preço “irreal”, muito acima do valor devido, pois não éramos mais do que pecadores condenados à morte, trapo imundo comparado com a Santidade de Deus. Ainda assim fomos comprados pelo preço mais caro que se poderia imaginar. É insano pensar em comprar uma montanha de lixo pelo preço de um palácio, ou um vulcão pelo preço de uma ilha paradisíaca, mas foi isso que Deus fez. Em troca disso, temos de entender que qualquer desgaste em nós será um preço pequeno como retribuição simbólica à nossa salvação.

Vivemos um tempo, no grupo onde congrego, em que estamos tão focados em ganhar almas e cuidar bem delas, discipular pessoas, tanto recém-chegadas como experientes, alinhar a visão e o entendimento das pessoas… que tem dias que esqueço dos meus próprios problemas, não tenho tempo de ficar deprimido ou apavorado, pois tenho vidas para edificar. Escolhi me deixar gastar. Note: me gastarei é ativo, me deixarei gastar é passivo.

O mais interessante é que não apenas estou vivendo melhor, como tudo se resolve mais fácil. Deus cuida de mim…

“Pai, quero aprender a me deixar gastar pela alma daqueles a quem o Senhor me confiar para cuidar. Assim como alguém sofreu por mim e me trouxe para o Reino, quero Te servir atendendo a outros.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Liberdade

“O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito.” (João 3:8 ARA)

Na minha carreria profissional mais recente, eu tenho viajado bastante, aliás, mais do que eu gostaria. Conforme as distâncias vão aumentando, vai aumentando também o tempo para ir de um lugar ao outro e necessariamente a opção é voar. De carro para rodar-se 100km em uma hora é preciso uma boa estrada e um tráfego favorável, já de avião se percorre mais de 800km em uma hora. A gente acostuma, seja isso bom ou ruim.

O fato é que quando se olha os lugares de cima tudo muda, tudo tem outra cara e outro jeito, mas isso não significa liberdade. Eu vejo casas e prédios como formigueiros, mas não posso nem me movimentar muito. Liberdade é outra coisa, é poder ir e vir para onde quiser, como quiser, quando quiser.

A verdadeira liberdade está dentro de mim e não na minha agenda nem na poltrona do avião. Tal como o vento que não se pode acompanhar, minhas orações percorrem milhares de quilômetros em frações de segundos, me levando a lugares onde estive há muito tempo e até mesmo onde nunca estive. Até mais do que o pensamento, a oração me traz liberdade e faz de mim um vento impetuoso. Isso só é possível pela minha intimidade com Deus e posso (e devo) investir nisso mais e mais. Quanto mais tempo a sós com Ele, quanto mais dialogar com Ele, certamente mais terei condições e vontade de ir além.

O texto diz que o nascido do Espírito é como o vento e para mim, nitidamente, isso não é físico e sim espiritual. Quem me dera ter a sede e a fome da presença de Deus que me faça mais e mais livre. Chorar com os que choram e alegrar com os que se alegram, por liberdade e não por procedimento. Intervir na história de almas, não por imposição mas por intercessão.

Sejamos livres, vivendo uma vida de oração constante, disciplinada, desmedida. Sejamos livres estando com Ele.

“Senhor, é tão bom sentir Tua presença, Teu toque, Tua ação. Não sei como me acostumo fora disso. Ajuda-me a ter disciplina pra Te buscar e liberdade ao Te encontrar.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Finalidade

“assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste.” (João 17:2 ARA)

Nada no Reino de Deus ocorre por acaso, por surpresa nem, muito menos, por descontrole. Jesus recebeu do Pai autoridade sobre toda carne, de uma tal maneira como o Senhor não daria a outro, por motivos fáceis de compreender (santidade, direito, herança, tantas outras coisas). Mas nem isso foi a toa ou sem propósito, havia algo claro desde o início do plano – conceder vida.

Independentemente do aspecto espiritual que isso implica, e creia-me que é vasto, temos algo prático para aprender. Não adianta pedir que Deus nos conceda o que não saberemos ou não poderemos usar. Deus daria prosperidade a um infiel ou desajuizado? Daria profecia para um imaturo? Daria poder profético como o de Elias a alguém vingativo ou rancoroso? Não creio e não tenho visto para mudar de ideia.

Mas há algo mais. O dom, ou dádiva, serão sempre proporcionais à grandiosidade da missão. Deus não daria um dom maravilhoso de evangelista como Billy Graham (só pra citar um bem conhecido) para alguém que não ame as almas como Billy – não teria serventia. Mas para pessoas que têm mais lágrimas para derramar do que palavras para dizer, quando o assunto são almas que se perdem no inferno, certamente o Senhor será generoso e fará frutificar como nunca visto.

E há ainda algo mais: para que Deus colocaria numa missão alguém que não fosse fiel? Mesmo que surgisse outro homem tão santo quanto Jesus (nem tente, é impossível) será que teria a fidelidade Dele para dar Sua vida pelos infiéis? Note: Jesus recebeu autoridade sobre toda carne para conceder vida aos que lhe foram dados – não aos que pedirem, não aos que merecem, não aos que chegeram primeiro, não aos que sabem de tudo. Aos que foram dados junto com a autoridade, pelo mesmo Senhor que deu tanto um como outro.

E para finalizar, tudo isso para cumprir o versículo anterior: glorificar ao Pai. Aprendamos a viver e desfrutar do que o Senhor nos deu, ou a buscar de forma apropriada o que ainda não recebemos. Glória a Deus que não joga dons pela janela.

“Senhor, não posso evitar de pensar que o Senhor pode ter mais para mim, desde que eu me disponha a pagar o preço e assumir a missão. Eis-me aqui para ser ensinado por Ti. Ensina-me”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Tempo Oportuno

“Tendo Jesus falado estas coisas, levantou os olhos ao céu e disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti,” (João 17:1 ARA)

Ainda bem que nem todo mundo é como eu, pois tenho o grave defeito de ser apressado e querer as coisas no meu tempo. Aprendi a respeitar o tempo de Deus com obediência e disciplina, mas é puro esforço pois não me é natural. Para Glória do Pai, Jesus não era assim.

Neste versículo vemos claramente que Jesus poderia ter feito antes algumas coisas, mas esperou o momento correto. Quando Ele diz ao Pai “é chegada a hora”, eu me emociono. Fico imaginando quantas vezes eu devo ter, inocentemente, gritado ao coração do Pai “é chegada a hora” sem saber o que dizia. Penso em ministério, família, decisões importantes, tanta coisa. Tudo tem um momento oportuno, planejado, pensado por Deus.

Quem somos nós para ditar ao Senhor do Tempo? Ele sabe o que fazer e, principalmente, quando fazer. Se formos filhos obedientes, atentos ao que o Pai fala, não precisaremos conviver com a ansiedade. Homem (ou mulher) que Deus usa precisa aprender a ouvir a voz do chefe, inclusive no que se refere ao tempo das coisas. Tudo tem um tempo oportuno.

Fico meditando e considerando se é melhor perder o prazo ou apertar o prazo. Em outras palavras: será que é melhor perder o tempo do que se apressar? Sinceramente não sei responder. Mas com total certeza o bom é acertar. Basta aprender a entender o mover de Deus e ouvir Sua voz. Jesus nos dá o exemplo: começou o ministério aos 30 anos (velho para alguns padrões) e só tinha 3 anos de serviço quando entendeu que chegara ao fim (pouco para alguns padrões). Mesmo sabendo o fim horrível que teria, morrendo inocente no lugar dos culpados (eu e você), não deixou de entender que o tempo era chegado.

Preciso dizer o óbvio: Jesus é meu modelo e referência, de novo.

“Pai, eu não quero nem ser rebelde nem atrasado, pelo contrário, quero entender o tempo do Senhor para mim e desfrutar do melhor do Reino para minha vida e meu ministério. Ajuda-me, por favor.”

Mário Fernandez