Mário Fernandez

Serviço Visto

“Conheço as tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço, a tua perseverança e as tuas últimas obras, mais numerosas do que as primeiras.” (Apocalipse 2:19 ARA)

Tenho sido acometido por um desespero em oração e este versículo tem muito a ver com o que tenho sentido. Tenho clamado e implorado ao Santo dos Santos que toque minha vida e mude meu coração. Quero ouvir esta frase quando chegar na glória eterna e me pergunto se estou caminhando na direção certa. Como empresário e na faixa dos quarenta e poucos anos (nem tão poucos), me vejo trabalhando com afinco e dedicação, empenhado em manter o negócio e o sustento da familia. Não está errado, mas está me sugando. Tenho clamado para que o Eterno mude minha disposição em serviço e minha inclinação moral em amor.

O Senhor conhece nossas obras. Podemos fazer muito ou pouco, grande ou pequeno, tudo Ele conhece. Inclusive aquelas coisas indevidas que somente nós sabemos. Ele conhece nosso amor e se ele se esfriar, Ele o saberá. Tenho que reconhecer que hoje tenho mais palavras a dizer sobre os que se perdem sem Jesus, do que tinha lágrimas a derramar por eles em tempos passados.

Minha fé está firme, mas será que está inabalável? Os desafios são crescentes e ter a mesma fé de quando conheci a Jesus é perigoso e talvez mortal. Ela precisa crescer e ser desenvolvida. Meu serviço é intenso, mas também tem de ser sincero e desinteressado em vantagens ou reconhecimentos. Minhas obras devem ser para o Senhor e não para as empresas que me pagam e, com toda certeza, devem sim ser cada vez mais numerosas.

É um elogio honroso vindo da boca do Todo Poderoso, mas não quero olhar em volta para ver como estão meus irmãos. Quero olhar para mim e alinhar minha vida com o desejo do Pai. Quero ser o número um da fila e dar o exemplo para servir de referência. Quero impactar minha geração, não apenas com o que escrevo, mas com o que sinto e pratico. Se quiser juntar-se a mim, juntos avançaremos.

“Deus amado, somente pelo Teu mover em minha vida eu posso mudar e me tornar o homem que tu desejas de mim. Ajuda a mim e a meus irmãos a encontrar uma forma de melhorar e merecer estas palavras”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Lembra, Arrepende e Volta

“Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.” (Apocalipse 2:5 ARA)

Essa receita é a mesma do Antigo Testamento e continua valendo para os nossos dias: lembrar, arrepender, voltar. Toda vez que nos conscientizamos de um pecado ou atitude inconveniente, seja por iniciativa própria ou por advertência de outros, devemos seguir este roteiro.

Lembrar é o primeiro passo e talvez aquele no qual mais precisemos de ajuda pois para, espontaneamente, lembrarmos de onde caímos, a luta contra a carne (ego, alma, desejos, orgulho) é intensa. Contamos com o Espirito Santo de Deus, nosso Mestre e Consolador, que intercede por nós junto ao Pai e também nos convence do pecado. Precisamos contar humildemente com a ajuda daqueles que nos amam e nos cercam e, pra ser sincero, até mesmo daqueles que nem nos amam mas são levados por Deus a nos falar. Não creio em acusação (o acusador é outro) mas um profeta de Deus traz palavras de arrependimento.

Arrepender-se é mais difícil ainda. O conceito bíblico de arrependimento é mudança de mentalidade, não de um sentimento ruim por algo que não deveria ter sido feito. Não é nada fácil mudar a maneira de DESEJAR, por exemplo. Como fazer para não querer mais alguma coisa? Só com a ajuda do Espírito Santo.

Voltar aos velhos conceitos seria mais fácil, mas o texto manda voltar às obras (práticas). No genérico é aquele evangelismo intenso, aquele apoio sincero aos que tem fome, aquele desejo de visitar, entre tantas outras coisas. Aqui aparece a dificuldade da agenda, da dor nas costas, dos outros compromissos até mesmo na igreja. No específico de alguma coisa que nos fez cair, é voltar a agir como no início da fé. Se foi a perda da sinceridade, é retornar à ela. Se foi a omissão é retornar a servir. Se foi abandono da oração…

Penso que está claro, o que precisa agora é agir. Convide o Espírito Santo a te mostrar onde caiu e entre no circuito.

“Senhor, humildemente peço que mostres onde tenho caído e que me ajudes com a força necessária para levantar e voltar. Não quero perder a Tua benção sobre minha vida.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Melhor Que a Vida

“Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam.” (Salmos 63:3 ARA)

Eu quero deixar claro uma coisa, todo mundo que me conhece pessoalmente ou já orou comigo sabe – eu sou um adorador. Qualquer oração minha, seja sozinho ou em grupo, é metade adoração. Não estou falando de cantar, estou falando de reconhecer a natureza e a essência Daquele que nos criou, nos deu vida e nos libertou da morte.

Meu testemunho de conversão chega a ser sem graça – eu não era bêbado nem drogado, não tinha depressão nem tentava me matar, não estava doente nem me sentia traído. Eu só ia pro inferno como qualquer infeliz que não tem noção do que é o Reino de Deus. Infeliz. Só era infeliz. Deus se apresentou a mim, me deu a oportunidade de amá-lo como Pai, eu aceitei, e eis-me aqui tantos anos depois. Fim.

Ainda assim, repito, eu ia pro inferno e era infeliz. Como não vou adorar um Deus assim? A graça (favor imerecido) de ser salvo me alcançou e obviamente é melhor que a vida, pois do modo como entendo, sem a graça de Deus, simplesmente não há vida alguma.

Amo tanto esse Pai que dedico minha vida, meu talento e meu esforço a Ele. Se necessário levo prejuízo nos negócios que faço para honrá-lo, dou boa parte de tudo que ganho por causa Dele, me importo com gente que não vale a sombra que faz pelo amor Dele, levanto mais cedo e durmo mais tarde para falar com Ele. Sou Dele e, se deixarem, largo tudo pra ficar mais tempo com Ele.

Isso meu querido leitor, é entender que a graça que me alcançou é melhor do que viver sem ela, ou ainda, é a única forma de viver de fato. Se você quer continuar apenas existindo e convertendo oxigênio em gás carbônico, é sua decisão. A minha é viver e viver muito bem, sendo cuidado e amado por um Paizão.

“Pai, não me canso de Te louvar e de Te adorar, pois sou prova viva de que Tua graça, Teu favor e Tua misericórdia são melhores que a vida com tudo que ela possa oferecer. Te amo.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Mistério do Corpo

“Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo.” (Mateus 26:26 ARA)

Dos vários mistérios que Jesus nos deixou, o do pão é um dos que me fascina mais intensamente. Note que a quantidade de simbolismos envolvidos é intrigante:

  • O pão representa o corpo de Cristo, o texto diz isso. Embora somente Mateus use a expressão “comei” nos demais relatos está subentendido;
  • O corpo de Cristo é a igreja;
  • O pão é feito de trigo moído. Jesus usa o trigo e a seara como ilustração da colheita de almas;
  • O pão precisa de calor para assar e a Biblia diz que nosso Deus é um fogo consumidor;
  • Paulo afirma aos Corintios que ao comermos do corpo (pão) anunciamos a sua volta.

Acompanhe meu raciocínio: na linha que tracei acima, Jesus usa o pão como um poderoso símbolo de unidade entre nós, cristãos, entre eu e você. Ao dividirmos um pedação de pão no memorial da ceia, estamos tomando uma das mais fortes alegorias possíveis. Moído pelo pecados de mutios, agora somos Jesus de Nazaré nos faz um. Isso é simplesmente maravilhoso.

Vivemos dias em que todo mundo quer ter razão, ninguém mais quer ser moído como Jesus foi. Eu tenho clara convicção de que Jesus tinha idéias diferentes e gostaria de algumas coisas de outra forma, mas se submetia ao desígnio do Pai. A oração no Getsemani é um exemplo disso. Mas mesmo assim, como diz a carta aos Filipenses, não tomou o fato de ser igual a Deus como algo para se prender e foi submisso até a morte, e morte de cruz.

Meu querido leitor, vou resumir o melhor que posso: ser um comigo não é fácil, mas estou disposto a me deixar moer um pouco mais. Te convido a se juntar a mim e fazer um esforço sobrenatural (literalmente) para ser mais do que sou, ao mesmo tempo que me torno ninguém pelos padrões humanos. Mais servo, menos EU.

“Pai, obrigado pelo que o pão representa para nós, igreja, e por aquilo que podemos aprender com a unidade daqueles grãos de trigo. Ensina-me a ser assim, unido, fortalecendo Teu corpo.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Unidade Total

“Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos.” (Jeremias 32:39 ARA)

Apesar de ser um texto do Antigo Testamento, este versículo falou muito comigo a respeito dos dias atuais. Tenho testemunhado esforços legítimos e verdadeiros (entre outros meio circenses), para promover unidade no meio do povo de Deus. Seja no sentido de cooperação entre igrejas ou seja para não invadir o território uns dos outros, tenho visto coisa boa acontecendo.

Se isso não é fácil para ser feito fora das 4 paredes das igrejas locais, deveria se-lo pelo lado de dentro. Mas não é verdade, infelizmente. Quando Deus promete trazer seu povo de onde está exilado, espalhado e disperso, não o faz com a intenção de apenas ter todo mundo no mesmo lugar ao mesmo tempo, vai muito além disso, como este versículo em particular nos mostra.

Um só coração nos fala de intenções, de desejos, de vontades, de inclinações de alma. Isso é unidade, isso é o que faz as coisas acontecerem. É quando um líder toma a palavra e propõe uma ação que empolga a todos os presentes, não por carisma ou persuasão, mas por unidade de coração. É quando não é custoso ajudar e contribuir, mas uma alegria. Eu tenho visto isso, mas confesso que gostaria de ver muito mais.

Um só caminho fala de atitudes, fala de atos práticos e de decisões, de mudanças e de perseverança. Um só caminho é ir na mesma direção e, mesmo não chegando ao mesmo tempo, todos chegarão ao mesmo destino. Se agora vamos ganhar nossa cidade para o Reino, vamos todos. Se agora vamos construir um prédio, vamos todos. Se vamos orar por um milagre, vamos todos. Mais do que ter vontade, que cabe ao coração, o caminho é o fazer.

Podemos estar unidos de coração e de caminho, mas para isso teremos de abrir mão de alguns luxos, especialmente de fazer valer a nossa vontade individual. Quanto mais cedemos, mais nos unimos. Mas mais do que isso, precisamos aprender a ouvir e entender a voz de Deus – daí será fácil ceder.

“Senhor, tenho tanta dificuldade para aceitar algumas idéias e algumas pessoas. Preciso de tua força e de teu apoio para mudar meu coração e trilhar o Teu caminho.”

Mário Fernandez

Vinicios Torres

Vem!

“respondendo-lhe Pedro, disse: se és tu, senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas. E ele disse: vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus.” (Mateus 14:28-29 ARA)

Neste final de semana tive o privilégio de ouvir um famoso evangelista que tem feito diferença no continente africano com as suas campanhas de evangelismo, e ele usou este texto em sua preleção.

Continuei meditando no texto e, de repente, algo me despertou a atenção: você já percebeu que Pedro pede a Jesus para que este lhe dê uma ordem? Pedro não pediu permissão, não perguntou se podia ou se era possível.
Eles estavam em dúvida se era Jesus mesmo e Pedro, para confirmar, pede que Jesus lhe dê uma ordem: “manda-me”.

A resposta de Jesus foi uma simples ordem: “Vem”, e Pedro saiu do barco para andar sobre a água.

Sabe por que Pedro fez assim, pedindo que Jesus ordenasse?

Porque Pedro:

  • tinha visto a lepra ser curada ao Jesus ordenar “fica limpo” (Mateus 8:3);
  • viu uma multidão de demônios sairem de um homem quando Jesus ordenou “Pois ide” (Mateus 8:32);
  • viu a paralisia desaparecer de um homem quando Jesus mandou-lhe “levanta-te, toma o teu leito, e vai” (Mateus 9:6);
  • viu cinco mil pessoas serem alimentadas quando ele ordenou “dai-lhes vós mesmos de comer” (Mateus 13:21);
  • viu a tempestade e o mar agitado lhe obedecerem quando ele mandou “Acalma-te, emudece!” (Marcos 4:39);
  • viu uma figueira secar no mesmo dia após Jesus condená-la “Nunca mais nasça fruto de ti” (Mateus 21:19).

Pedro já havia percebido que a palavra de Jesus, como filho de Deus, tinha autoridade de fazer acontecer. Sendo assim, se o vulto que eles pensavam tratar-se de um fatasma que afirmava ser Jesus, fosse realmente ele, a sua ordem teria de ser obedecida. Pedro saiu do barco para confirmar e entrou para a história.

Pedro compreendeu: se Jesus der a ordem não há a menor chance de dar errado! Sua palavra é autoridade para criar, curar, libertar, acalmar, limpar, condenar e salvar! Se ele manda, se faz!

Essa revelação me levou a examinar minha vida e me perguntar quantas das minhas iniciativas foram originadas da obediência a uma ordem de Jesus e quantas foram apenas esforços da minha pobre coragem humana.

Que tal se, antes da nossa próxima decisão, esperarmos pela ordem do Mestre?

Vinicios Torres

Mário Fernandez

Ceia

“Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; era sacerdote do Deus Altíssimo;” (Gênesis 14:18 ARA)

A comparação entre Melquisedeque e Jesus é comum, mas é consenso entre os estudiosos e teólogos. Não estou focado nisso, mas no fato deste personagem trazer, justamente, pão e vinho. A relação disso com a páscoa, a ceia de Jesus e a ceia do cristianismo é muito evidente.

Note-se, primeiramente, que Melquisedeque era um rei e foi ao encontro de Abrão, não o contrário. Temos sempre a imagem do rei sendo visitado, sendo buscado, sendo agraciado. Não no reino de Deus, onde os valores são diferentes. O primeiro é o último e o último é o primeiro. Nosso amado Jesus sendo Rei dos Reis nos visitou e morreu por nós.

Depois, vinho e pão são símbolos de unidade, de sacrifício, de compartilhamento. Dar um pão para alguém pode ser símbolo de unidade, de generosidade, de suprimento. Dar o vinho representa festividade, intimidade, compartilhamento.

Finalmente, o versículo diz que ele era sacerdote, o que para a época não era algo comum. Onde mais encontramos um rei e sacerdote senão em Jesus? Claro, nada é tão pleno como em Jesus de Nazaré. Até mesmo ao compartilhar conosco do seu corpo, representado no pão, e do seu sangue, representado no vinho.

O Rei compartilha com você do seu pão e do seu vinho. O que você faz? O apóstolo Paulo nos esina na carta aos Coríntios que partilhar do pão e do vinho anuncia a volta do Senhor. Melquisedeque levou pão e vinho para Abrão anunciando a vinda do Senhor. O Senhor nos dá a oportunidade de partilhar do Seu pão e do Seu vinho quando compartilhamos da celebração da ceia. Não devemos ser ingratos. Se você ler o versículo seguinte verá que a próxima atitude foi abençoar Abrão. Você quer ser abençoado? Compartilhe. Participe. Congregue.

Com todas a falhas e dissabores que possam vir de congregar numa igreja local e por mais imperfeita que possa ser – lá fora é muito pior, pois a benção de Deus está onde há pão e vinho.

“Senhor, obrigado por me mostrar que desde tempos muito antigos Tua aliança conosco é a mesma e o Senhor não muda. Forma em mim um caráter agradecido.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Sol da Justiça

“Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria.” (Malaquias 4:2 ARA)

Ouvi uma frase por estes dias que me chocou e me deixou bastante reflexivo (pra não usar o termo deprê). Disse assim “onde brilha o sol da justiça não há lugar para estrelas”. Não sei quem é o autor, mas sou grato pela inspiração de Deus a ele.

Confesso que tenho visto tanta estrela no nosso meio que às vezes parece que o sol esmoreceu ou ficou nublado sobre a terra. Isso é ruim, muito ruim. O sol é justiça e as estrelas são… Bom, são outra coisa. Toda vez que fazemos alguma coisa que busca nos fazer brilhar, é estrelismo. Precisamos apenas refletir a luz e o brilho do sol da justiça. Menos do que isso é escuridão e mais do que isso é estrelismo.

Tentamos ser estrela toda vez que fazemos questão que nosso nome ou imagem apareçam. Avalie o seguinte: você faria o que faz na igreja sem o cargo? Seria talvez um pastor, missionário ou apóstolo sem o título? É algo para se pensar, pois já vi pessoas declinando de suas tarefas por que perderam o cargo. Eu tenho servido na igreja local sem nenhum “reconhecimento” há alguns anos – não tenho sustento, não ocupo nenhum cargo, nem prego no culto. Mas sirvo e faço com alegria para ressaltar o brilho do sol da justiça. Faço coisas que sei que são importantes para a congregação, mesmo que a maioria nem saiba que sou eu que estou por trás. Não é uma questão de estilo, mas de posicionamento.

Deixar brilhar o sol da justiça é ter menor EU nas frases. É falar mais do que Ele faz. É não dar importância se o executor será reconhecido, desde que Ele seja glorificado. É apontar todos crédito para Aquele que merece. Eu posso fazer mais nesse sentido. Se você tambem pode, junte-se a mim e vamos nos esforçar para que brilhe o sol – e somente Ele.

“Senhor, tentar repartir a Tua glória é algo inaceitável e que com certeza só vai nos levar ao distanciamento de Ti. Ensina-me a ser mais focado em Ti e menos em mim.”

Mário Fernandez