16 de julho de 2010
“Porém o capitão a cujo braço o rei se apoiava respondeu ao homem de Deus: Ainda que o SENHOR fizesse janelas no céu, poderia suceder isso? Disse o profeta: Eis que tu o verás com os teus olhos, porém disso não comerás.” (2 Reis 7:2 ARA)
Desde os mais remotos tempos da história humana, convivemos com a incredulidade. Esse homem verbalizou isso e pagou com a vida poucos versículos adiante. Não foi diferente com muitos outros, e não creio que deva ser até que venha o Senhor.
A incredulidade é abastecida pela dureza do coração, provavelmente semeada por uma mente que não consegue ceder espaço para o que não vê ou não faz sentido. No caso deste capitão, era o caso dele considerar impossível e até mesmo para o Senhor. Erro mortal. Eu tenho visto e convivido com pessoas que, mesmo nos nossos dias, se negam a dar espaço para a fé.
Isso poderia ser algo até aceitável em um mundo diferente, mas estou me referindo a pessoas que frequentam uma igreja e se dizem cristãos. Pessoas que não conseguem aceitar o que não faz sentido, o que é impossível (de fato ou em suas mentes), são pessoas como este capitão. Nós precisamos ser diferentes. Pouco importa quantas pessoas tenha para comer, creia que cinco pães bastarão. Não importa a duração da seca, creia na pequena nuvem que vem vindo. Não analise a fome que está instalada, olhe para o que o Senhor diz.
Se agirmos assim seremos os maiores beneficiados. Eu tenho presenciado curas físicas, de dor de cabeça a câncer, inclusive em pessoas da família. Eu tenho visto homens e mulheres mudarem tanto, e para melhor, que seus cônjuges e pais os tem estranhado. Eu tenho presenciado cenas de arrependimento e pedidos de perdão que eram literalmente impossíveis. Eu tenho experimentado uma provisão e suprimento de Deus que é sobrenatural. Por que não creria?
Se você não tem testemunhado nada neste sentido, creia e talvez comece a ver. Se não, potencialize sua fé crendo mesmo sem ter visto. Experimente a diferença.
“Pai, obrigado por abrir meus olhos para o perigo de não crer na Tua poderosa mão e limitar Tua ação. Ensina-me a crer e fortalece-me para que eu não dependa dos meus olhos e sim de Ti.”
Mário Fernandez
14 de julho de 2010
“Tendo dito estas coisas, ajoelhando-se, orou com todos eles.” (Atos 20:36 ARA)
Eu sou um homem de oração e amo reuniões de oração. Tenho meditado sobre o assunto e escrito sobre o assunto (vem aí mais um livro). Mas um versículo simples e pequeno como este já me leva a aprender mais alguma coisa sobre este vasto assunto.
Nós já não temos grande facilidade de orar pelas pessoas, estejam elas próximas ou não. Orar com as pessoas, piorou ainda mais. É lógico que há aqueles que basicamente fazem duas coisas na vida: orar e dormir. Se não estiver dormindo, está orando. Admiro-os profunda e sinceramente. Mas não é um grande número.
Paulo ali orou com todos. Não sei ao certo se orou com todos ao mesmo tempo, o que é sugerido pelo fato de ter-se ajoelhado, ou um de cada vez. Mas o fato importante é que não deixou de orar com ninguém. Mesmo não sendo um por um, orou com todos.
Meu leitor, a oração move o céu e desmonta o inferno. Tudo muda. Eu lembro que nos grandes momentos da minha vida, os melhores e os terrivelmente piores, a marca e a virada vieram com um emissário do Senhor orando por mim. A oração do dia da minha conversão mudou minha vida. A oração da minha consagração como pastor me marcou. O consolo da oração quando perdemos nosso primeiro filho foi marcante. Quando falimos e tudo ficou tão difícil, a auto-estima foi embora junto com os bens e o ministério desmoronou no mesmo ano, uma oração me levantou. Veio de um homem que vivia um momento bem pouco melhor que o meu, mas na unção do Pai.
Meu irmão, aprenda a orar pelas pessoas sim, mas invista em orar com elas. As vidas podem ser mudadas, a realidade pode ser mudada, o destino pode mudar. Basta orarmos. Ore com as pessoas, isso faz diferença.
“Pai, ajuda-me e encoraja-me para que eu seja e aja como o Senhor deseja de mim. Quero aprender a orar pelas pessoas mais e mais, assim como quero vencer a timidez e orar com elas.”
Mário Fernandez
12 de julho de 2010
“Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado.” (2 Pedro 2:21 ARA)
Desde o início do Ichtus, nossa proposta foi de não tratar de assuntos polêmicos, portanto aqui não vamos discorrer sobre perda de salvação. Nosso foco aqui é apenas prático: há pessoas que começam a andar conosco e depois se afastam, voltando a uma vida “torta”. O versículo anterior usa a expressão “deixando se enredar” e é nisso que gostaria de meditar. Tudo começa de forma sutil, simples e pouco importante.
A tônica do que me vem ao coração é que aquele que está em pé, cuide para que não caia. Que a cada dia basta o seu mal, então não se estresse demais. Faça bem as suas contas para não passar por louco e deixar obras inacabadas. Olhe para Cristo, autor e consumador da fé, deixando todas as coisas para trás e correndo para o alvo. Ame as pessoas como Cristo amou a igreja.
Precisamos aprender a viver por modo digno do evangelho que professamos. Avalie assim: se todo mundo na igreja fosse clone seu, quantas pessoas novas viriam? Se todo mundo fosse, agisse e pensasse, como eu, que igreja seria essa? Ou mais ainda: se o Senhor voltasse hoje (aleluia) o que ele elogiaria em você como membro de sua igreja local?
Meu querido, pare de olhar para os lados e reflita sobre si mesmo. Invista em ser um ser humano melhor diante de Deus a cada dia. Isso fará com que não apenas você mesmo mas também os que estão ao seu redor não se enredem com os cuidados desse mundo. Os problemas continuarão acontecendo, mas serão decrescentes.
O alerta de Pedro é muito claro: melhor nem ter conhecido o caminho da justiça do que se meter nele para abandonar depois. Eu não volto para trás, mas minha certeza disso vem do Senhor, com quem me esforço diuturnamente para acompanhar na caminhada. Posso te dizer que vale o esforço, meu irmão.
“Senhor, obrigado por me alertar sobre o cuidado e persistência necessários para andar contigo. Me ajuda a não Te decepcionar, eu não quero isso.”
Mário Fernandez