Mário Fernandez

Discipulado – Preço

“E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14:27)

Tomar a sua própria cruz pode ser interpretado de várias formas, eu mesmo já ouvi dezenas de pregações sobre isso. Mas temos de reconhecer que o ensino fundamental e central deste versículo não é sobre a polêmica do que é a cruz. O centro da mensagem está no fato de que o discípulo, para ser discípulo realmente, deve pagar o preço do discipulado.

Cruz naquele momento fazia sentido somente no contexto deles, pois Jesus ainda não havia sido crucificado. Portanto, era como se ele dissesse “sigam o meu caminho” ou ainda “paguem o meu preço”. Não podemos comparar a crucificação de Jesus com mais nada neste mundo, nem antes nem depois – foi um evento único em todos os sentidos. Mas a moral é a mesma, se ele pagou o preço que deveria, paguemos o nosso para ser discípulos Dele. São duas condições apresentadas: tomar a cruz e seguir.

O apóstolo Paulo disse em Gálatas 2:20 que estava crucificado com Cristo, e que isso implicava em viver para Ele. Ser discípulo de Cristo é muito mais do que frequentar uma igreja ou cumprir alguns procedimentos, por válido que seja tudo isso. Ser discípulo é pagar o preço da caminhada sabendo onde vai acabar.

Seguir a Jesus vai implicar na mesma pegada. Talvez alguns tomem sua cruz de fato, mas somente no sentido de sofrimento e sacrifício, nem tanto para segui-lo.

No meu modo de entender, ainda que venham sofrimentos, eles viriam de qualquer forma, portanto isso não pode ser desculpa. Eu sigo a Jesus de todo meu coração, com todas as minhas decisões, meus gostos, minhas escolhas, minhas reações. Crucifico minhas paixões, meus desejos, minhas vontades – e faço o que Ele manda.

Ele não mandou nenhum de nós ser crucificado, mas mandou tomar a cruz e segui-lo. Deduza onde isso vai acabar.

“Senhor, eu quero ser um discípulo leal e valorozo, portanto quero aprender a andar com a cruz no ombro e Te seguindo. Seguindo nos momentos bons e ruins, entregando minha vontade a Ti.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Orando Como Convém – Sinal de Tempo

“Imediatamente sua boca se abriu, sua língua se soltou e ele começou a falar, louvando a Deus” (Lucas 1:64)

Uma das coisas que precisamos aprender com urgência é ouvir a voz de Deus quando estamos orando. É preciso quebrar o monopólio, ou monólogo, da oração. Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus (Salmo 46:10) faz parte do relacionamento.

Este versículo me chamou a atenção em dois aspectos específicos: um que Zacarias teve de ficar em silêncio até o tempo devido para que se cumprisse aquilo que estava prometido. O outro aspecto é que no devido tempo, nada precisou ser feito, ele simplesmente se soltou e falou.

Sobre o tempo devido a cada coisa acontecer em nossa vida nós temos muito, muito, o que aprender. Somos apressados, afobados, agoniados, queremos encurtar o tempo de Deus. Eu pelo menos não conheço ninguém que não seja, e se conheço não me lembro. Quando a coisa está boa, quando o mover é agradável, quando o maná tem gosto de novidade, ninguém tem a devida gratidão. Quando o deserto chega, fica clamando para abreviar o tempo. Zacarias deve ter orado por isso, mas teve de esperar.

Sobre o final do tempo, um sinal foi o suficiente. Seu filho nasceu e era necessário indicar seu nome. O tempo estando cumprido, nada mais precisa ser feito. Não precisa dar uma mão para Deus, pois Ele se vira muito bem sozinho. Entendamos que isso afeta diretamente a forma como oramos. Se formos maduros, buscaremos entender os tempos e navegar nas águas do Espírito, ao invés de ficar dando ordem às ondas. Nestas águas meu irmão, ninguém manda, por mais espiritual ou consagrado que seja.

Quando aprendemos estas duas verdades, nossa oração amadurece, nosso pedido dá lugar à gratidão, nossa afobação diminui e dá lugar a um entendimento do tempo de Deus. A leitura dos sinais complementa tudo e saímos exaltando e agradecendo muito antes da benção chegar. O nome disso é fé, lugar e estado no qual o invisível é visto, cheirado, apalpado.

“Senhor, muito obrigado por me mostrar, pela vida de Zacarias, que tudo tem um tempo devido e basta entender os sinais para ser abençoado por Ti. Agradeço pela minha vida e experiências.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Discipulado – Motivos

“A assembléia estava em confusão: uns gritavam uma coisa, outros gritavam outra. A maior parte do povo nem sabia por que estava ali.” (Atos 19:32)

Um dos aspectos importantes do discipulado um a um é justamente fazer com que as pessoas não fiquem diluídas na multidão. Há pessoas diante de Paulo sem saber por que estão ali. Imagine nos nossos dias, em que me parece que a confusão é ainda maior.

Um discipulado profundo e amoroso deverá ter como objetivo colocar o discípulo em perfeito alinhamento com o propósito de Deus para vida dele. O discipulador deverá ser um facilitador, ou até um promotor do ministério de seu discípulo, no sentido de fazê-lo caminhar na direção de chegar onde Deus o quer, sem desviar nem para direita nem para esquerda – muito menos retroceder. Um discípulo comprometido não vai onde não sabe o que está acontecendo e não participa de uma confusão sem nem saber o que está fazendo ali. Incrivelmente, temos gente assim nos nossos cultos, nas nossas células, nos nossos congressos. Isso precisa mudar, estas pessoas precisam ser discipuladas.

Podemos ter um povo que se reúne em algum lugar para fazer alguma coisa, mas sem entendimento. É admissível até uma multidão sem saber o que faz ali ou por que motivo chegou ali. Mas não um discípulo, pois é o seu comprometimento com o Reino de Deus que o obriga, o constrange, o motiva. Neste sentido, tanto ir a lugares e situações inconvenientes é tão descabido quanto perder tempo em lugares e situações sem saber o que faz. O tempo de um discípulo é do Mestre, seu foco é o Mestre, seu esforço é para o Mestre.

Tenho dito a meu pastor que enquanto houver voz na minha garganta e força nas minhas pernas eu servirei. Não tenho tempo para ir onde nem sei o que acontece. E ainda assim, me sinto tão longe de onde queria estar.

“Senhor, ensina-me a andar por caminhos que me levem aonde o Senhor me quer e não para qualquer lugar. Não tenho tempo para andar errante, tem misericórdia de mim.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Discipulado – Juntos

“E Eliseu voltou, apanhou a sua parelha de bois e os matou. Queimou o equipamento de arar para cozinhar a carne e a deu ao povo, e eles comeram. Depois partiu com Elias, e se tornou o seu auxiliar.” (1 Reis 19:21)

Certamente um dos primeiros discipulados de sucesso relatados na Bíblia é o de Elias e Eliseu. O versículo em destaque nos mostra que Eliseu se desfez de tudo que possuía e partiu de sua terra para acompanhar Elias e tornar-se seu auxiliar.

Num processo de discipulado sério, profundo, sobrenatural e poderoso – como todos devem ser – tudo começa andando junto e auxiliando. O normal é que o discipulador seja um pouco mais experiente e que seja auxiliado pelo discípulo no exercício de seu ministério como forma de treinamento, para que, no tempo oportuno, o discípulo se torne também um mestre.

Das várias correntes de discipulado existentes, eu pessoalmente sou apreciador dos que ensinam e praticam que o discipulado é um processo no qual um homem de Deus ajuda outro a se alinhar com o propósito de Deus para sua vida na Terra e capacita-o a fazer o mesmo com outros. Esse senso de perpetuação do ensino e de foco no Reino de Deus me agrada sobremaneira. Note que Elias foi tão bom discipulador para Eliseu que quando da sua partida, levado por um carro de fogo, somente Eliseu estava com ele. Mais do que isso, herdou seu ministério. Mais ainda, a Bíblia documenta que Eliseu fez exatamente o dobro de sinais e prodígios registrados do que seu mestre Elias.

Se o foco de nosso discipulado estiver correto e a dedicação ao andar juntos for suficiente, certamente a bênção de Deus sobre este processo levará ambos muito além do natural. O discipulador cresce fazendo seu discípulos crescer e este, cresce auxiliando seu mestre para que ele continue a crescer. É um círculo virtuoso que vem de Deus.

O maior desafio neste processo é começar. Hoje pessoalmente cuido de 4 discípulos que amo muito e sirvo com o melhor de minhas forças. Sou discipulado por um homem que Deus de um nível que um dia anseio ser. Andamos juntos para rir e para chorar. Como costumamos dizer “conte comigo, ainda que seja para contar até um”.

“Senhor, planta em mim o desejo de cuidar de vidas como o Senhor quer que sejam cuidadas. Me ajuda a ser discipulado por alguém que faça juz ao Teu chamado. Ajuda-nos, pois dependemos de Ti.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Orando Como Convém – Pedindo

“Também lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus.” (Mateus 18:19)

Diz-se que pedir é fácil, mas pedir bem é uma arte. Parece-me que este versículo concorda com isso, pois tem de ser meio artista para encontrar unidade com os demais e pedir com unidade.

O fato incontestável e de fácil embasamento bíblico é que onde houver unidade o Senhor ordena benção e que a unidade traz um tipo de poder superior. De alguma forma sobrenatural, dois ou três fracotes se unem em oração e conseguem o que poderoso algum conseguiria sozinho.

Assim sendo, cabe-nos aprender a andar em unidade para orar, o que para alguns será mais do que um desafio. Imagino, pois nunca passei por isso, o quanto deva ser complicado tentar juntar algumas dezenas de pessoas para orar por algo que não se tem consenso. Imagino a “confusão” de pedidos chegando aos ouvidos de Deus, cada um pedindo o seu próprio interesse.

Precisamos encontrar unidade, urgentemente. Temos de parar de perder tempo orando sozinhos, desunidos, pois isso permite o avanço das trevas sobre um mundo que jaz no maligno. Enquanto ficarmos orando separados (em todos os sentidos), não aprendemos a orar como convém.

Por outro lado, se nos unirmos para orar por nossa nação, nossos governantes, pela conversão das autoridades que lá estão, pelas almas que se perderm… Imagine o impacto! Concordemos de hoje orarmos, todos nós, pelos alcóolatras. Amanhã oraremos pelos que são gente muito boa e sem vícios – mas que vai para o inferno do mesmo modo pois não tem Jesus. Se dois, apenas dois, podem fazer eco no céu, como Jesus disse neste versículo, o que uma igreja inteira poderia fazer? O que uma cidade inteira poderia fazer? O que todos os discípulos de Cristo numa nação poderiam fazer?

Para mim está claro que deveríamos ao menos tentar. Afinal, ou cremos na Palavra ou vamos dormir…

“Senhor, dá-nos estratégia e formas de encontrar unidade no meio do Teu povo. Começando em mim, ajuda-nos a abrir mão de opiniões pessoais para buscar unidade e resultados.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Honrando aos Pais – Obediência

“O filho sábio atende à instrução do pai; mas o escarnecedor não ouve a repreensão.” (Provérbios 13:1)

A mim parece muito estranho um pai que não pretende ou não deseja que seu filho ouça suas palavras e as obedeça. É pior do que admitir que está errado, pois um erro simplesmente precisa ser corrigido, mas a falta de razão não merece ser seguida.

Do mesmo modo, um filho que não se vê na obrigação, ou não sente nenhum tino, de obedecer a seu pai, diz-lhe com atitudes (mesmo sem palavras) que não o respeita e que não o considera, está mandando um recado claro e direto de que o acha errado.

Vivemos um tempo em nossa sociedade em que pais estão terceirizando a educação dos filhos e não me refiro a escola. A tv ensina, os colegas ensinam, a rua ensina, a internet ensina, a igreja ensina. E o pai, ensina? Se o pai não ensinar, não instruir, não corrigir – temo que a geração seguinte não honrará seus pais por não ter sido ensinada a isso e a próxima depois desta, então, misericórdia…

Honrar aos pais envolve diretamente seguir direção em forma de obediência. Atender à instrução do pai é uma forma de honrá-lo, sem dúvida. O versículo acima classifica de sábio o filho que atende e certamente todo pai gostaria que seus filhos fossem sábios. Lembro-me, quando “grávidos”, eu e minha esposa orávamos pelo bebê que viria para que tivesse saúde, fosse esperto, decidisse temer ao Senhor e servi-lo, e porque não – bonitos. Só depois de ter um deles perambulando pela casa nos lembramos que deveríamos ter orado para que fossem obedientes. Pela graça de Deus nunca tivemos problemas sérios com a rebeldia, mas notei que isso deveria ter entrado na pauta.

Se nossos filhos aprendererm a atender nossa instrução como pais, serão alunos melhores, funcionário melhores, empresários melhores, ovelhas melhores, maridos/esposas melhores – e nos honrarão enquanto viverem.

Não por força nem por violência, mas pelo exemplo devemos ensinar a obediência como forma de honrar aos pais.

“Senhor, eu quero ser de fato obediente a meus pais, ensinar meus filhos a serem obedientes a mim e com isso semear obediência para que eu seja obediente a Ti. Sem honrar quem vejo, como Te honrar?”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Honrando aos Pais – Falando Bem

“Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus fez com nossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra.” (Atos 3:25)

A palavra grega para “honra” significa reverenciar, estimar e valorizar. Honrar é dar respeito não apenas pelo mérito, mas também pela posição. Neste contexto, temos de nos lembrar que nossas palavras devem honrar nossos pais tanto quanto nossas atitudes e sentimentos. Quando vemos o texto acima e seu paralelo em Gênesis, vemos que os filhos herdaram mais do que terras e bens materiais quando foram abençoados. Por conta da bênção e do pacto de Deus com Abraão, todos os seus descendentes foram alcançados pelo Todo Poderoso em benção.

Se aprendermos o valor de nossas palavras, certamente erraremos menos e acertaremos mais ao abrir a nossa boca. Falar bem de nossos pais não é mentir nem exagerar, mas focar e destacar aquilo que houve e há de bom neles. Para quem tem seus pais vivos, cabe certamente palavras a respeito deles mas também palavras dirigidas a eles. Para quem, como eu, não os tem mais em vida, cabe rememorar o que de bom ocorreu e que aprendemos.

Devemos respeitar a posição e o sentimento daqueles que não tiveram seus pais consigo ou tiveram pais que aparentemente nada ensinaram de bom. A estes, penso eu, é melhor o silêncio do que as palavras duras e ásperas.

Aos que são pais neste tempo, cabe dobrada missão, pois ao praticar isso estamos ensinando nossos filhos a fazer o mesmo conosco no futuro. Eu nunca escondi de meus filhos que meu pai tinha falhas, mas nunca as exaltei, nunca fiz discursos a este respeito. Basta tão somente focar e destacar o que havia de bom – e havia, certamente.

Se os filhos de Deus não aprenderem a falar bem de (bendizer) seus pais terrenos, encontrarão dificuldade para bendizer seu Pai Celestial. Isso talvez explique em parte a dificuldade de louvar (elogiar) que algumas pessoas demonstram. É um desafio…

“Senhor, não permita que minhas limitações sejam maiores do que eu. Quero encontrar e valorizar aquilo que há de bom em meu pai, em suas memórias e seus valores. Quero falar bem e não mal.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Orando Como Convém

Semana passada várias pessoas nos relataram ter recebido email com uma cobrança com a identificação da nossa lista.
Gostaríamos de esclarecer que aquela mensagem não foi enviada por nós e nem houve ataque/exploração aos nossos servidores. A mensagem foi enviada por um vírus que infectou o computador de um de nossos assinantes e usou um cópia de um email nosso para forjar uma identidade válida.
Agradecemos a todos que entraram em contato avisando a ocorrência.

Vinicios Torres
ICHTUS Webmaster

“Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. ” (Mateus 18:19)

Para orarmos como convém precisamos crescer muito diante de Deus, ainda que sabendo que jamais atingiremos uma plena estatura e um pleno conhecimento, bem como jamais oraremos plenamente como convém. Temos de buscar a Deus em santidade, mesmo sabendo que nunca seremos tão santos quanto Ele. Para subirmos de nível na oração é preciso que aprendamos a orar com outras pessoas e concordar com elas em oração.

Concordar é mais do que dizer amém para suas palavras, pois por certo que algumas vezes nosso coração fica descompassado com nossa boca. Concordar é assumir a caminhada junto, é decidir sentir a mesma coisa mesmo que ainda não sinta, é olhar com o mesmo olhar. Jesus disse nesse versículo que se dois concordarem algo acontece no céu. Apenas dois. Sempre que fala-se em dois eu penso num casal, pois para mim o casal representa um grande mistério de Deus. Um homem e uma mulher, diferentes em natureza, criados em casas diferentes, culturas diferentes, às vezes até cidades/paises diferentes. Como concordar? Parece tudo tão contrário…

Do mesmo modo que um casal pode andar em unidade e concordância apesar de suas diferenças e motivos de discordar, dois irmãos de fé podem igualmente andar juntos. Lembremos que a fé é nosso ponto de apoio e a salvação em Jesus Cristo deveria ser suficiente para que tenhamos unidade, pois a luz de Cristo é maior do que as trevas da discórdia. O texto de 1 João 1:7 nos fala sobre isso e nos incentiva a andarmos unidos como resultado de andarmos na luz. Meu irmão, orar com mais alguém e concordar com ele(s) faz muita diferença!

“Senhor, preciso de forças para me unir aos meus irmãos e juntos buscarmos em Ti o que precisamos e desejamos. Ajuda-nos Pai, senão vamos perder o foco.”

Mário Fernandez