Mário Fernandez

24 Coroas

“os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando:” (Apocalipse 4:10 ARA)

Estou sendo impelido pelo Espírito Santo a voltar a este texto, desta vez com outra abordagem. O foco agora são as coroas.

Uma coroa é algo que enobrece, que identifica como nobre, que promove, que enriquece. Neste mesmo sentido, temos muitas coisas que nos causam o mesmo efeito sem necessariamente estar sobre nossas cabeças, como algo físico.

  • Será que a vaidade de nossa beleza física não é uma coroa?
  • Será que nossa formação acadêmica não é uma coroa?
  • Será que nossa inteligênca não é uma coroa?
  • Será que nossos bens não são uma coroa?
  • Será que nosso cargo na igreja não é uma coroa?
  • Será que nosso ministério não é uma coroa?
  • Será que nosso casamento ou filhos não são coroas?

Eu poderia continuar mas tenho um recado para dar. Tome tempo de sua agenda para fazer uma lista de suas 24 coroas. Use seu computador, um caderno, uma folha de papel. Liste 24 itens em sua vida que te fazem sentir nobre, valorizado, engrandecido – independente de ser algo merecido ou não, de ser algo verdadeiramente nobre ou não, de ser algo do Reino ou não. Faça sua lista da forma que puder. Você vai notar que os primeiros 5 ou 10 são bem mais fáceis, mas não desista até chegar aos 24.

Depois, pegue o papel e vá orar a sós, entregue isso para o Nosso Deus como suas coroas, como aqueles 24 anciãos farão no dia proposto. Entregue suas coroas, sejam elas merecidas, conquistadas, nobres, legítimas – ou não. O importante é entregar aos pés Daquele que se assenta no trono eterno.

Nem vou comentar. Apenas faça isso e experimente o que eu experimentei quando o fiz. Deus te abençoe.

“Pai, se tem algo que quero para minha vida é Te agradar e Te enobrecer, para que eu diminua eu e Tu aumentes. Eu quero te entregar minhas coroas. Me ajuda nisso, por favor.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Sabedoria

“Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.” (2 Coríntios 11:3 ARA)

Para não ser enganado é preciso ter sabedoria. Mas algumas pessoas confundem sabedoria com cultura ou com educação formal. Conheço pessoas que pouco estudaram em escolas, mas são muito sábias. Ser enganado é fruto de uma mente e uma alma fraca em sua firmeza de posicionamento.

Pessoas que sabem o que querem e no que crêem não se deixam enganar ou iludir. Por isso tenho investido e incentivado para que as pessoas tenham um posicionamento claro sobre sua vida espiritual, sobre sua fé, aumentem seu conhecimento bíblico, sua vida de oração. Quanto mais eu conheço ao meu Deus, menos estou exposto a ser enganado por qualquer outra pessoa, coisa, situação ou influência. Isso se consegue com oração e leitura da Bíblia.

Importante ainda perceber que o engano afasta da simplicidade e da pureza. Nada é mais complicado do que gente complicada. No meu dia a dia estou cercado de pessoas complicadas, que veem defeito em tudo, que se magoam com tudo, que mudam de idéia o tempo todo, que maltratam e humilham outros ao seu redor. São portanto, deste ponto de vista, pessoas que estão sob influência do engano.

Como fazer para mudar isso? Posso orar por eles, e tenho orado. Mas é preciso expôr o engano e a verdade para que entendam o que ocorre. Isso vale para todos nós, que em maior ou menor grau temos coisas em nossas vidas íntimas que não correspondem à simplicidade e pureza do Reino de Deus. Eu me vejo assim, penso que não seja só eu. Mas eu quero reagir, quero mudar, quero melhorar. Se você também quer, te convido a enfrentar o engano com a verdade e retornar à simplicidade e à pureza.

“Pai, pelo Teu amor eu peço Tua ajuda. Só poderei ser simples e puro o suficiente se o Teu Espírito for o dono e dirigente de minha vida íntima. Ajuda-me, por favor.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Nada Mudou

“Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades.” (Mateus 19:22 ARA)

Muito interessante este fato. Eu tenho ouvido de algumas pessoas que quem se encontra com Jesus Cristo vai mudar, pois é impossível encontrá-lo sem ser transformado. Me permita discordar. Até por que, se fosse assim, o diabo já teria se convertido e se arrependido da vida que leva, pois já se encontrou com Jesus muito mais que todos nós.

O fato é que este jovem rico aproximou-se de Jesus, falou com Jesus e nada mudou em sua vida. Este é o retrato de uma pessoa que deseja uma coisa e faz outra, como tantos que estão ao nosso redor. Nada adianta entrar para uma igreja, frequentar uma igreja, ter cargo na igreja. Isso é bom para quem nasceu de novo, mas não salva ninguém nem muda a vida de ninguém. Se o coração ficar do lado de fora, não adiantará levar o corpo para o lado de dentro. Será como este jovem que ouviu e retirou-se.

Para que seu encontro com Jesus faça alguma diferença e para que algo mude, você precisa encontrá-lo completamente, com a totalidade do seu ser. Mente, alma, coração, corpo, espírito, vontade, desejos, forças, TUDO! Essa é a diferença, pois aquele jovem rico não permitiu que seu coração encontrasse a Jesus, mantendo-o nas riquezas.

É facil criticar o jovem rico. É fácil comentar como seu coração ficou endurecido e foi-se triste ao invés de ficar abençoado. Mas ele foi autêntico ao retirar-se. E você? Tem agido de acordo com seu coração? Será que algumas vezes eu e você não ficamos por ali, ao derredor da benção, mas com o coração lá em outro lugar? Será que somos tão diferentes deste jovem?

Eu não sou rico nem dono de propriedades, mas não é este o ponto. Mas tenho visto tesouros ou preciosidades tomando conta de meus desejos, de meu tempo (principalmente) e definindo minha agenda – para onde vou, quando vou. Nem sempre consigo atender ao chamado do meu Jesus por estar ocupado demais comigo mesmo. Vale a pena mudar, vale a pena segui-Lo.

“Senhor, eu quero estar onde o Senhor quiser e não onde o Senhor já esteve. Passar por onde passaste não me serve de nada. Ajuda-me Deus a andar contigo.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Destruir

“O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” (João 10:10 ARA)

Destruir é um conceito interessante se analisado a contento. Tem a idéia de pegar algo que tem uma certa estrutura e desfazer, reduzindo algo ao imprestável, sucata, resíduo. É um processo de transformação, portanto. O ladrão veio roubar (levar embora), matar (tirar a vida) mas também veio para reduzir à ruína completa o que não for levado.

Note o retrato da vida de pessoas ao nosso redor e perceberá a distinção. Estão vivas (ao menos fisicamente), tem muitos bens (não foram roubadas) MAS estão destruídas, trituradas, moídas – em seus casamentos, relacionamentos, emoções, realizações.

Lembre-se disso quando tomar suas decisões diárias, pois talvez para alguns não seja difícil manter-se sem ser roubado ou preservar sua vida da morte. Mas escapar da destruição talvez seja um tema mais complexo. Quem nunca teve nada não pode ser roubado, mas pode ser destruído.

Nestes últimos tempos, o foco da destruição é o Reino de Deus na Terra, que é sombra do Reino vindouro que não pode ser tocado nem destruído. Perceba os ataques à imagem pública da igreja e aos seus líderes. Note o descrédito crescente acerca do povo de Deus. Note a crescente quantidade de pessoas que são ex-servos de Deus (quase um paradoxo para um Reino Eterno). Vamos deixar a semente do Eterno ser destruída, assistindo à margem?

Eu quero fazer minha parte discipulando e fortalecendo todos aqueles que estão sendo afetados pela destruição dos valores deste mundo e que afetam nossas vidas. Não vou assistir sentado o inimigo deitar e rolar em cima daqueles que por algum motivo estão mais fracos ou expostos. Vou fazer a minha parte e se cada um fizer mais um pouquinho podemos, sim, mudar alguma coisa.

“Senhor, o ladrão prefere destruir o que não consegue roubar do que deixar para trás. Não quero ter parte nisso, nem ativa nem passiva. Fortalece-me para que eu seja relevante.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Com Clareza ou Pela Metade?

“Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei;” (Gênesis 12:1 ARA)

Interessante que, para Noé, Deus deu tantos detalhes sobre sua missão e para Abrão foi na base do “corre, rapaz!!!”. Totalmente diferente com um e com outro. Noé, faz um barco com tantos metros de comprimento, da madeira tal, com altura tal, com uma porta, pinta de tal cor… Com Abrão é apenas “se manda”.

Como Deus trata com você? Suas missões são sempre claras e detalhadas com todas as especificações que um engenheiro poderia desejar? Ou nem sempre? Ou nunca é assim?

Nem um nem outro é melhor, entenda. O importante é que Deus tenha falado com eles e conosco, indiferentemente de ter dado mais ou menos detalhes, de ter sido genérico ou específico. Dureza é nunca ouvir nada, não saber nem se tem algo para fazer muito menos do que se trata. Na minha experiência com o Pai, ao longo de já uns 24 anos, muito mais fui tratado como Abrão do que como Noé. Já recebi ordens claras, mas foram menos do que as que vieram pela metade. Muito menos.

Na minha mente exata, matemática, engenheirística, cheia de pensar… Que desafio! Quanta ansiedade à toa, se tanto conheço o Deus a quem sirvo. Mas dou-me conta de que Abrão estava sendo preparado para ser Abraão, nada mais nada menos que o pai da fé (certeza do incerto). Para quem tem fé, não é necessário explicar muita coisa, ou talvez nada. Aleluia, se estou sendo preparado pra qualquer coisa com Deus, estou dentro! E feliz!

Não estou dizendo que Noé não tinha fé, pois isso seria uma bobagem tremenda. Mas ele recebeu mais detalhes por que Deus quis assim. Será que ele teria tido dificuldade de fazer a arca com menos informações? Nunca saberemos, mas podemos ter certeza de uma coisa: Deus queria uma arca e conseguiu. Queria um homem de fé em outra terra e conseguiu. Comigo Ele há de conseguir o que deseja. E com você? Vai ser difícil?

“Pai, nada se compara a andar contigo, ter a Tua mão nos guiando e sabendo que estamos fazendo a Tua vontade. Faz de mim alguém obediente e confiante independente de quantos detalhes eu tenha.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Matar

“O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” (João 10:10 ARA)

O conceito de morte é bastante comum, em termos de senso popular. Tirar uma vida é matar, tornar algo inutilizável é matar, anular é matar. Podemos matar um ser vivo (animal, planta, ser humano) como podemos matar algo inanimado (um pneu, um microondas, um computador) e até mesmo coisas abstratas (um namoro, uma sociedade). Chama-me a atenção que aqui aparece na voz ativa, ou seja, a ação de tirar a vida é executada e imposta e não permissiva. O ladrão não vem te convencer a se deixar morrer, ele vem para matar.

Nossa vida pode ser terminada a qualquer momento e me é assombroso como o corpo humano é frágil e há diferentes formas de morrer – ou matar. Mas o ladrão vem matar o corpo? Certamente que sim, mas não somente isso. Vem matar seus relacionamentos, seus sentimentos, sua santidade. Vem trazer morte eterna, muito mais prejudicial do que a morte física.

Nosso corpo pode ser morto de várias formas – impacto, pressão, eletricidade, calor ou frio excessivo, sufocação, etc. E nossa alma, pode receber morte eterna como? Penso que mais ou menos da mesma forma – sendo espancada, sendo esmagada, sendo eletrocutada, sendo queimada ou congelada, sendo sufocada… Acho que os detalhes e explicações são dispensáveis.

Devemos sempre perceber que Deus tem vida e vida abundante para todos aqueles que Nele crerem, mas não segui-lo é sentença de morte, à semelhando de um naufrágio. Não culpe o piloto do barco salva-vidas se você voluntariamente não crer nele e não quiser subir a bordo. Se prefere se afogar do que se arriscar no bote, fique à vontade. O aviso é simples, é claro e é definitivo – o ladrão está aí; ou sobe no barquinho ou se afoga.

Não é preciso escolher o ladrão, basta não escolher ao Senhor. Eu tomei essa decisão há mais de 24 anos, não me arrependi nem por um único dia e não retrocedo. Junte-se a mim.

“Senhor, eu não quero ter parte com esse ladrão, nem com seus atos, nem com seus princípios. Livra-me de ser enredado pelos laços, enganos e mentiras desse ladrão.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Sem Desperdício

“Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram recolheram ainda doze cestos cheios.” (Mateus 14:20 ARA)

Sou muito pouco curioso, mas algumas coisas me provocam. Poucas referências bíblicas aparecem nos 4 evangelhos e ainda assim, os detalhes geralmente divergem ou não aparecem. Este versículo aparece em Marcos 6:43, Lucas 9:17 e João 6:13 – sempre mencionando que foram doze cestos e que foram recolhidas as migalhas ou pedaços que sobraram.

Tenho servido a Deus em minha igreja local em tudo que posso (ou que me permitem) e num destes serviços trabalho em retiros de homens que chamamos de “Encontro face-a-face com Deus”. Amo esse ministério e, se posso, ajudo na cozinha. Um dia vi a quantidade de comida que 200 homens desperdiçam e jogam no lixo. Sobras que ficam no prato, excessos cometidos e comida derrubada no chão. É assombroso.

O nosso Deus não é chegado a desperdício e nos ensina a dar valor mesmo naquilo que nós não vemos valor. Se cada um daqueles cinco mil homens deixou um pedacinho de pão, foi fácil recolher doze cestos. Para cada homem, talvez apenas um pedaço de pão sem valor, sem importância. Para Deus e para uma liderança, doze cestos. Muita comida, quando reunida.

Se assim é com o pão, que foi multiplicado pelo Senhor, assim deve ser com os demais recursos dados pelo Pai. Tudo que o Senhor multiplicou pode parecer pequeno na sua mão, mas faz parte de um grande conjunto maior, quando reunido com a parte proporcional de nossos irmãos. Mais um motivo para congregarmos e nos reunirmos.

Olho para a igreja onde congrego e vejo pessoas a quem minha alma ama profundamente, por quem meus olhos se enchem de lágrimas e por quem eu me importo. Vejo outros que são indiferentes (estou sendo mais sincero do que espiritual), pois ainda estou aprendendo a amar. Vejo outros que nunca vi antes. Cada um, fico sempre imaginando, tem seu pedacinho de “pão” para juntar comigo e formar os doze cestos.

Junte-se a mim e vamos colocar nossos pedacinhos juntos para formar os nossos próprios cestos. Juntos somos o que jamais serei.

“Senhor, muito obrigado por que mesmo que o meu pedaço pareça pequeno, sou parte de um todo maior. Me sinto privilegiado de fazer parte de algo feito por Ti. Obrigado.”

Mário Fernandez

Mário Fernandez

Desafio Final

“O último inimigo a ser destruído é a morte.” (1 Coríntios 15:26 ARA)

Inimigos devem ser enfrentados. O conceito geral de inimigo é de alguem se põe contra nós, não apenas de algo que não podemos vencer (isso seria um desafio). Se a morte é um desafio podemos ir levando a vida, um dia de cada vez, esperando o dia do encontro com ela e ver o que acontece. Mas não é isso que este texto diz. A morte é um inimigo que corre na nossa direção o tempo todo. A chance que temos de não terminar um dia vivo, é algo real e concreto, independentemente de onde ou como vivamos. Não é preciso ter medo da morte, mas é preciso entender claramente que não é meramente um desafio a ser ultrapassado.

Contudo, o texto diz que é um inimigo a ser destruído, o que nos leva a crer que não apenas não devemos temê-la, como ainda devemos ter certeza que ela será destruída. Vencer um inimigo pode significar colocá-lo para correr, expulsá-lo de algum lugar ou, até mesmo, nocauteá-lo. Não é o caso da morte, que não será derrotada, espulsa, humilhada ou nocauteada – será destruída, deixará de existir, sumirá.

A maioria das pessoas têm medo de morrer e admito que considero isso bem normal, afinal de contas é um desconhecido. MAS a nós, em quem habita o Espírito Santo do Deus Vivo, cabe entender e viver de tal modo que a morte seja apenas uma batalha em meio a tantas outras – a última neste mundo – cuja vitória está decretada. Não tema a morte, meu querido leitor, mas creia Naquele que prometeu que voltará e a destruirá. Creia que Ele prometeu isso e que é fiel e verdadeiro; não vai desapontá-lo nem deixá-lo na mão.

Uma coisa é ter respeito por um inimigo; outra é temê-lo. Ele será destruído e não se terá mais dele notícia. Eu vivo esta certeza e esperança, e te convido a entregar seu coração ao Senhor para crer também.

“Pai, em nome de Jesus tira de mim o medo da morte e me dá, no lugar disso, uma profunda certeza de que o Senhor é dono de tudo e há de destruir a morte no devido tempo.”

Mário Fernandez